Bacafá

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Canto da Gabi.

Orgulho do pai. Semana passada a Gabriela começou com uma coluna possivelmente quinzenal (em estudos) no jornal A Gazeta, de Jaraguá do Sul, sobre assuntos que envolvem sua geração. Assim, sempre na semana seguinte, veicularei aqui o texto publicado no jornal. Hoje, o de estréia: "Nova moda". Aproveitem.

"Aí gente, sabe qual é a nova moda? Salvar o planeta em que vivemos. E sabe como nós, os jovens, podemos aderir a esse movimento? Consumindo menos (sim, rimou).

Sabe aquele lance de "beba com moderação"? Pois é, a meu ver deveria ter, no final dos anúncios publicitários das televisões ou de qualquer outro tipo de meio de comunicação que venha atingir o jovem consumidor a seguinte frase "compre com moderação". Tudo bem que nenhuma empresa sobreviveria com esse slogan, mas acho que o planeta agradeceria.

Passar o cartão na maquininha, ou receber o troco da sua compra é muito fácil, e fazemos isso o tempo todo, normal, mas e se na hora de comprarmos por impulso (é, a maioria de nossas compras são como sinapses nervosas, elas simplesmente acontecem, bem fácil) parássemos para pensar se aquilo é realmente o que queremos/precisamos?! E mais, se pensássemos em todo o percurso, dinheiro, mão de obra e natureza que aquela simples caneta fez para chegar as nossas mãos. Bem cansativo, viagem longa. O ponto em que quero chegar é: consumir demais = errado... consumir o necessário = correto.

Temos tudo de última geração: celular, notebook, a máquina fotográfica do momento, e quando alguém aparece com algum desses objetos ou qualquer outro mais novo que o seu o bicho pega, ficamos frustrados, queremos ter mais que o outro e mostrar pra todo o mundo isso. Daí trocamos pela décima sétima vez o celular, compramos o notebook que tem tela giratória e uma câmera fotográfica panorâmica; mas realmente precisamos disso? Não basta um máquina fotográfica que tire foto? Tem que ser a super hiper mega máquina fotográfia 7.0 ZXL com zoom óptico de alcance em 20 vezes, que serve de webcam, é touch screen e o volume que o vídeo chega é mais alto que uma turbina de avião? Não poderia ser uma máquina que simplesmente tira foto e faz filmagem?!

Ao trocarmos essa máquina "velha" (que às vezes não chegamos a usar por muito tempo) estamos jogando fora todo aquele sisteminha, que requer um cuidado especial e um tipo de armazenamento diferente do lixo comum. Ou seja, mais lixo, mais poluição e é assim que acontece esse ciclo vicioso: compramos, usamos pouco, a concorrência vende um mais inovador, você joga fora o seu, compra o mais novo, a concorrência bola uma mais legal ainda e assim sucessivamente.

Pô galera, cadê aqueles neurônios que a gente usa tanto nas aulas de física e química? Cadê a responsabilidade com a natureza? Já sei, estão todos mortos com essas tecnologias e parafernálias que utilizamos, e toda culpa cai sobre quem? NÓS. Isso mesmo, a gente tem que se conscientizar e se responsabilizar pelos nossos atos; mas daí o povo já vem dizendo "aai, isso não mudou nada na minha vida, eu troquei meu celular blaster ontem e a natureza não se revoltou contra mim", e eu respondo: agora, podemos não ver, ou sentir nenhuma mudança impactante sobre o nosso cotidiano. Mas que tal conversarmos daqui uns 15, 20 anos, quando todo mundo com seus 36 aninhos de idade estiver usando aparelhos respiratórios e auditivos porque não consegue respirar o ar que precisamos e ouvir o que os nossos filhos tem a nos dizer? Que tal isso? Acho que não, né? Ninguém quer morrer com 50 anos de idade por surdez (isso ainda não é possível, foi meio surreal, tenso) porque estourou todos os seus tímpanos escutando a sua música favorita nos fones de ouvidos.

Antes de trocarmos ou comprarmos qualquer coisa, por mais "insignificante" que possa parecer, é importante pensarmos muito bem no que estamos fazendo. Vamos valorizar o dinheirinho e a sagrada mesada que ganhamos de nossos pais!

Consumir moderadamente é viver mais. Reflita ;)"

10 comentários:

Darwinn Harnack disse...

Gostei muito do texto. Conscientização para evitar alienação, está aí um trabalho árduo, mas gratificante.

Agostinho Lopes disse...

Parabéns à Gabriela, pelo texto leve, profundo, esclarecedor e, acima de tudo, muito pertinente. Torço daqui para que os jovens leiam de fato, o texto, provoquem foros de discursão, etc...

Parabéns a você, pela educação dada à filha, que se reflete nesses atos de cidadania.

Anônimo disse...

Esta garota tem talento e já segue os caminhos do pai. Brilhante! Adorei.
Martha

Janaína Elias Chiaradia disse...

PARABÉNS GABI!
O texto ficou muito bom, continue escrevendo e orientando as gerações...
bjs mil

Jaque disse...

Parabéns!! Tanto a Gabi quanto ao papai coruja... rs Quem dera essa mente em todos os nossos jovens...

Gustavo disse...

Gabriela parabéns pelo texto. Como diz o ditado " filho de peixe, peixinho é... "

Divulgarei o máximo que puder !

Um grande abraço

Gustavo.

Carina disse...

O fruto nunca cai longe do pé!
Vc deve ser orgulhar muito Rapha!
Parabéns, Gabi, excelente texto.

Dinael disse...

Quem dera a Gabi já lecionando...e de preferência na FAMEG... com certeza ela aceitaria ser minha orientadora rsrsrs..parabéns

Alan Bub Cabral disse...

Parabéns, Gabi. Apesar da foto estar um pouco defasada... seu texto é brilhante. Muitas vezes parece que estamos sozinhos em alguns assuntos mas, com atitudes como esta, outras pessoas podem começar a pensar em questões que influenciam nosso planeta, tornando-se multiplicadores do bem-estar social.

Raphael Rocha Lopes disse...

A todos, muito obrigado pelo incentivo. E o mais importante é que faça bem feito que gostar e quiser fazer.