Pelo menos na Coréia do Norte.
Deu na Folha.com.
"Há um lugar no mundo onde a existência dos unicórnios não está restrita à mitologia: a Coreia do Norte.
Ao menos é que querem fazer crer os jornalistas da agência oficial de notícias do país, controlada pela ditadura comunista de Kim Jong-un.
Ontem, a agência publicou que arqueologistas do país "reconfirmaram" o achado da toca onde teria vivido um unicórnio que pertencia ao rei Tongmyong, o fundador do antigo reino coreano de Koguryo.
A toca fica, segundo o texto, no subsolo de um templo da capital, Pyongyang.
"Uma rocha retangular onde estão gravadas as palavras 'Toca do Unicórnio' está diante da toca. Acredita-se que as palavras tenham sido gravadas durante o reino Koguryo (918-1392)," diz o texto."
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Bacafá
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sábado, 1 de dezembro de 2012
sábado, 2 de abril de 2011
O supra-sumo da ignorância.
Nessa entrevista, através de questionamentos de populares, o deputado Jair Bolsanaro dá uma pequena mostra da sua gigante pequeneza. Atentem especialmente para a resposta à última pergunta, feita por Preta Gil, filha de Gilberto Gil:
Resta saber se isso caracteriza crime de racismo...
Resta saber se isso caracteriza crime de racismo...
quinta-feira, 4 de junho de 2009
20 anos do massacre na Praça da Paz Celestial...
... e um silêncio eterno. Hoje é dia de lamentar os horrores dos quais o homem é capaz. Nada justifica o que aconteceu na Tian'anmen ou Tiananmen. Parte do significado da palavra idealismo talvez tenha morrido naquela praça. Ou talvez o contrário: tenha servido de inspiração para idealistas do mundo inteiro.
Apenas o aumento da presença da polícia na praça e o bloqueio imposto a alguns sites nas últimas horas fazem o dia diferente do de outros em Pequim, onde falar em público do massacre continua sendo um tabu.
"O partido transformou (o massacre) num tabu. Qualquer menção é considerada uma conspiração para derrubar o regime", disse o professor Andrew J. Nathan, da Universidade de Columbia. Nestes 20 anos, somente alguns familiares das vítimas e poucos dissidentes exilados levantaram a voz para lembrar o violento episódio.
A matéria abaixo colhi do Terra. As fotos garimpei na net. 

O massacre da Praça da Paz Celestial, cometido pelo exército chinês na noite de 3 para 4 de junho de 1989, completa 20 anos nesta quarta-feira, marcado pelo silêncio sepulcral do governo e lembrado por poucos habitantes do país.
Apenas o aumento da presença da polícia na praça e o bloqueio imposto a alguns sites nas últimas horas fazem o dia diferente do de outros em Pequim, onde falar em público do massacre continua sendo um tabu.
Há 20 anos, após sete semanas de protestos pacíficos, vários chineses foram assassinados na capital chinesa. Hoje, apesar de um em cada dez habitantes da cidade ter participado dos protestos que fizeram tremer o Partido Comunista Chinês (PCCh), todos sabem que é perigoso falar do ocorrido.
"O partido transformou (o massacre) num tabu. Qualquer menção é considerada uma conspiração para derrubar o regime", disse o professor Andrew J. Nathan, da Universidade de Columbia. Nestes 20 anos, somente alguns familiares das vítimas e poucos dissidentes exilados levantaram a voz para lembrar o violento episódio."A dor continua viva no lugar mais profundo do coração", declarou Zhang Xianling, 72 anos e cofundadora da associação Mães da Praça da Paz Celestial, que agrupa 120 parentes de 195 assassinados.
As mães, com base nos registros que os hospitais fizeram naquela noite, acham que, ao todo, duas mil pessoas morreram no massacre cometido pelas tropas chinesas.
Os soldados mataram Wang Nan, o mais novo dos três filhos de Zhang, e, para não deixar rastros, o enterraram na própria praça, com outros manifestantes, sem identificá-lo. Nan morreu aos 19 anos, às 3h do dia 4, enquanto tirava fotos dos protestos para "que a História soubesse a verdade". O corpo do jovem foi enterrado junto ao muro da Escola Secundária Nº 28, mas veio à tona com a chuva.
Zhang ainda guarda o capacete que o filho usava: a bala que o matou atingiu-o na têmpora esquerda, atravessou o crânio e saiu por trás da cabeça. Os amigos de Wang o procuraram por 11 dias em 24 hospitais.Durante as buscas, viram cadáveres "de crianças de menos de um metro de altura e de idosas" nascidas na era imperial. "Todos voltavam cheios de raiva ou chorando", conta a mãe do jovem morto.
Jeff Widener, que tirou a famosa foto em que um jovem enfrenta um tanque do Exército, disse que, no dia 4, quando os soldados foram limpar as ruas com mangueiras, "o chão da Avenida Chang'An era literalmente rosado", de tanto sangue derramado.
Zhang, engenheira de telecomunicações, parou de trabalhar em 1989, quando teve a morte do filho confirmada: "Não conseguia sair da cama. Até que me dei conta de que não era uma tragédia pessoal, mas de muitas famílias, de um país inteiro. Foi um massacre".
Ding Zilin, 82 anos, é a outra fundadora das Mães da Praça de Maio. Dona de um rosto lacerado pela dor, ela perdeu seu único filho, Jiang Jielian, 17 anos, na noite do dia 3, na Ponte de Muxidi.
Nessa noite, o Exército não só atirou contra os estudantes como também mirou os moradores que olhavam das sacadas. Por isso, mesmo a quatro quilômetros da praça, era possível encontrar inúmeros corpos. 

Ding, que tentou se matar seis vezes, diz que as reivindicações do movimento, "democrático e patriótico", continuam tendo sentido hoje. Além de frear a corrupção, as mães das vítimas do massacre querem mais liberdade e democracia.
Como todos, a mãe de Jiang continua atribuindo a matança ao líder Deng Xiaoping, já morto, e ao então primeiro-ministro, Li Peng. "Não tenho muitas esperanças em relação ao Governo atual. O massacre da Praça da Paz Celestial não pode ser resolvido de forma isolada, só com a instauração de uma democracia", acrescentou a ativista.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Arquivos da ditadura.
Os tempos eram outros. Não havia super-sistemas de captação de som e imagem. Super-câmeras ou super-gravadores. Nossa vida não era mapeada pelos nossos acessos no mundo virtual da internet. As informações não jorravam como hoje e mal tínhamos noção do que acontecia na cidade vizinha, quanto mais do outro lado do mundo.
Mas o Grande Irmão estava por perto...
As ditaduras mundo afora sempre têm seus meios para conseguir as informações necessárias dos seus suspeitos ou dos considerados reacionários de plantão. E no Brasil não foi diferente. O DOPS, Departamento de Ordem Pública de São Paulto era tão temido quanto bem informado. Entre 1924 e 1983 arremalhou dados de pessoas que pudesse atentar contra os bons costumes e à moral (ou pode-se ler "contra quem está no poder"), em perseguições muitas vezes não tão evidentes. Qualquer pessoa poderia estar na mira do DOPS.
Agora os arquivos foram abertos no mundo virtual. Pode-se ver todas as informações acumuladas pelo departamento. É algo impressionante. São 184 mil fichas policiais!!
Tudo pode ser consultado no site do Projeto Integrado Arquivo Público do Estado e Universidade de São Paulo (Proin).
Um destaque é o prontuário de Monteiro Lobato, como se percebe com a cópia aí do lado.
Segundo a coordenadora do Proin, Maria Luiza Tucci Carneiro, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), “No momento em que o cidadão ficava sob suspeita, a polícia abria um prontuário e, após a detenção, produzia a ficha de qualificação, que trazia a fotografia de frente e de perfil – uma das categorias de documentos que hoje alimentam o banco de iconogravia idealizado por Kossoy. Além da fotografia policial e as fotos confiscadas, temos um amplo universo documental acumulado ao longo dos anos. Alguns cidadãos suspeitos chegaram a ter o cotidiano vigiado por 15 anos consecutivos”.
É bom revermos e avaliarmos o passado de um país para que possamos progredir tendo em vista que justiça social não se consegue sem democracia e liberdade de expressão.
Mas o Grande Irmão estava por perto...
As ditaduras mundo afora sempre têm seus meios para conseguir as informações necessárias dos seus suspeitos ou dos considerados reacionários de plantão. E no Brasil não foi diferente. O DOPS, Departamento de Ordem Pública de São Paulto era tão temido quanto bem informado. Entre 1924 e 1983 arremalhou dados de pessoas que pudesse atentar contra os bons costumes e à moral (ou pode-se ler "contra quem está no poder"), em perseguições muitas vezes não tão evidentes. Qualquer pessoa poderia estar na mira do DOPS.
Agora os arquivos foram abertos no mundo virtual. Pode-se ver todas as informações acumuladas pelo departamento. É algo impressionante. São 184 mil fichas policiais!!

Tudo pode ser consultado no site do Projeto Integrado Arquivo Público do Estado e Universidade de São Paulo (Proin).
Um destaque é o prontuário de Monteiro Lobato, como se percebe com a cópia aí do lado.
Segundo a coordenadora do Proin, Maria Luiza Tucci Carneiro, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), “No momento em que o cidadão ficava sob suspeita, a polícia abria um prontuário e, após a detenção, produzia a ficha de qualificação, que trazia a fotografia de frente e de perfil – uma das categorias de documentos que hoje alimentam o banco de iconogravia idealizado por Kossoy. Além da fotografia policial e as fotos confiscadas, temos um amplo universo documental acumulado ao longo dos anos. Alguns cidadãos suspeitos chegaram a ter o cotidiano vigiado por 15 anos consecutivos”.
É bom revermos e avaliarmos o passado de um país para que possamos progredir tendo em vista que justiça social não se consegue sem democracia e liberdade de expressão.
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