Bacafá

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terça-feira, 27 de maio de 2014

A evolução do corpo (mas também poderia ser coelhos e gatos).

Aquilo que todos já sabem, mas sempre é impressionante.
Vale, ao menos, para mais uma reflexão.

sábado, 20 de outubro de 2012

Vida Maria

Dica do meu irmão Alexandre.



Mudar e deixar mudar e fazer algo para mudar.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Apenas faça; mas faça agora.

Timing - Kevin Johansen.

If you want to be afraid, just be afraid
If you want to go back home, just go back home
If you want to comb your hair, just comb your hair
If you want to be alone, just be alone
If you want to watch the sea, just watch the sea
But do it now, timing is the answer
Do it now, timing is the answer to success

If you want to give a kiss, just give a kiss
If you want to fall in love, just fall in love
If you want to never know, just never know
If you want to throw a fit, just throw a fit
If you want to give a show, just give a show
But do it now, timing is the answer... to success
I suppose, I suppose

And if you want to weoh, weoh!
Just weoh, weoh hoh!
If you want to tralala!
Just tralala!
If you want to booh hooh!
Just booh hooh hooh!
And if you want to salama, salama
Just salama, salama!
But do it now, don't doubt
Timing is the answer...

And if you don't know where to go
And if you don't know what to say
And if you don't know what to do
Just do it now
Ahhh! just do it now
Timing is the answer... to... success!

Indignai-vos.

Stéphane Hessel é um alemão naturalizado francês de 93 anos. Stéphane participou da resistência francesa contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, juntando-se à França Livre do general De Gaulle, em Londres. E não se esquivou de ir a campo, desembarcando de forma clandestina em 1944, na França. Foi detido pela Gestapo naquele mesmo ano, foi torturado e enviado a um campo de concentração (Buchenwald), de onde fugiu, foi recapturado e preso em outro campo de concentração (Dora), conseguiu escapar novamente, desta vez encontrando tropas aliadas.

Em 1948 estava entre os redatores da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, um libelo à dignidade, à liberdade e à democracia, adotada pelas Nações Unidas.

Filho de pai judeu, viajou com sua esposa entre 2002 e 2009 para a Faixa de Gaza, e concluiu: “Gaza é uma prisão a céu aberto para 1 milhão e meio de palestinos. (...). Ficamos impressionados com a forma engenhosa de afrontarem todas as penúrias que lhes são impostas”.

E Hessel escreveu ano passado “Indignai-vos” (Editora LeYa, 2011), que li neste último sábado. Um breve manifesto impossível de parar antes do fim. Nessa obra esse homem com tantas belas e sofridas experiências nos diz que devemos ‘es-perar’ em vez de ‘ex-asperar’ (exasperar). Mas esperar no sentido de ter esperança; não esperar sentado, mas esperar fazendo alguma coisa com esperança de mudar.

Hessel ensina que todos devemos ter nossos motivos de indignação, ainda que o mundo de 70 anos atrás seja diferente do mundo de hoje. Nas suas palavras: “Eu desejo a todos, a cada um de vocês, que tenham seu motivo de indignação. Isto é precioso. Quando alguma coisa nos indigna, como fiquei indignado com o nazismo, nos transformamos em militantes; fortes e engajados, nos unimos à corrente da história, e a grande corrente da história prossegue graças a cada um de nós. Essa corrente vai em direção de mais justiça, de mais liberdade, mas não da liberdade descontrolada da raposa no galinheiro. Esses direitos, cujo programa a ‘Declaração Universal’ redigiu um 1948, são universais. Se você encontrar alguém que não é beneficiado por eles, compadeça-se, ajude-o a conquistá-los.”

Que lição podemos tirar dessas palavras? Muitas, talvez. E possivelmente a mais importante é que não devemos nos acomodar, deixar as coisas erradas acontecerem e não fazermos nada.

Indignemo-nos com o poder judiciário lento. Indignemo-nos com uma prefeita que coloca seus parentes dentro do paço municipal às custas do dinheiro dos contribuintes. Indignemo-nos com os vereadores que muito falam e não exercem verdadeiramente seu papel. Indignemo-nos com os deputados que não se manifestam para resolver os problemas da educação. Indignemo-nos com o governador que não dá a devida atenção à segurança pública e ao problema social das drogas. Indignemo-nos com os senadores que assinam o que não lêem. Indignemo-nos com os funcionários públicos fantasmas. Indignemo-nos com os vizinhos e amigos que acham bonito fazer coisas erradas.

O diplomata nos deixa claro aquilo que já sabemos: “O interesse geral deve sobrepujar o particular, a justa divisão das riquezas criadas pelo mundo do trabalho deve primar sobre o poder do dinheiro”.

Afinal, “Sartre nos ensinou a dizer a nós mesmos: ‘Vocês são responsáveis enquanto indivíduos’. Era uma mensagem libertária.”

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pergunta da noite.

A garantia constitucional da inamovibilidade dos magistrados não entra em conflito com os princípios da imparcialidade e da independência previstos no Código de Ética da Magistratura?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sem rodeios.

Certas coisas são realmente difíceis de entender. Para mim, pelo menos. Talvez eu seja um pouco lerdo na compreensão do ser humano, das suas vontades, dos seus atos, da sua noção de prazer. Entretanto, eu não consigo enxergar qualquer justificativa racional para as cenas que se veem em rodeios, como as do vídeo abaixo. O prazer mórbido de judiar, machucar e violentar seres indefesos, apesar de seus tamanhos, parece-me coisa de gente doente. Possivelmente a sociedade esteja doente, e como faço parte dela, estou doente também, de alguma forma. Mas ainda vejo crueldade nesse tipo de comportamento, e, por isso, não posso concordar e nem "achar legal". Rodeios pululam país afora, de todos os tipos, dos crioulos da nossa região, aos importados dos EUA, no interior de São Paulo. Com menos ou mais violência, os animais são as únicas vítimas dessa selvageria. O pior, é o exemplo que se deixa para as gerações futuras, onde crianças aprendem a achar normal machucar um animal nas partes mais sensíveis para que ele saia pulando igual cabrito, ou puxar um bezerro com tamanha violência que depois de voar por alguns milésimos de segundos, fica estático apavorado e machucado.

Sou daqueles que vibra quando o touro fura o toureiro (mesmo sabendo que no final quem vai se dar mal mesmo é o animal - o de quatro patas) ou quando o cavalo dá um coice no montador antes dos 8 segundos.


Vi esse vídeo pela primeira vez no Pensativo, blog do amigo Darwinn.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Reclama agora...

Vídeo remetido pelo amigo Hernani Teles Vieira, que resolvi compartilhar com os leitores do blog. Provavelmente muitos já o viram, eis que o mundo mágico da internet acelerou a informações em milhões de bytes. Entretanto, serve para nos relembrar do quão boa é nossa vida, e de como, muitas vezes, reclamamos por coisas tão pequenas.

Boa reflexão a todos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

Para refletir: e ser for verdade?

Li no Blog do Bourdoukan e divido com vocês para um pouco (ou muito) de reflexão:

Vamos aos fatos que demonstram o comportamento da mídia.
Mais de sete mil palestinos realizam greve de fome.
São mais de 10 mil que sofrem nas masmorras israelenses.
Entre os presos, crianças, adolescentes e mulheres sem nenhuma acusação.

Resumindo:

1- Mais de seis mil presos são da Cisjordânia ocupada.
2- Mais de 400 estão dentro de Israel e Jerusalém oriental.
3- Mais de 700 são da Faixa de Gaza.
4- Mais de 33 são mulheres.
5- Mais de 300 são menores de 18 anos.
6- Mais de 800 foram condenados a prisão perpétua.
7- Mais de 600 foram condenados a 50 anos.
8- Mais de 40 foram condenados a 20 anos.
9- Mais de 130 foram condenados a 15 anos.
10- Mais de 250 foram condenados a mais de 10 anos.
11- Mais de 2.000 estão padecendo de doenças, dos quais160 em estado grave.
12- Mais de 20 estão com câncer e não recebem tratamento.

E sobre isso, nenhuma nota da mídia. E ainda tem gente que fala em liberdade de imprensa.
E no entanto, quando um cubano, apenas um, faz greve de fome, a grita da mídia e geral.
Se a mídia fica sabendo que um cubano faz greve de fome e não tem nenhuma informação sobre os milhares de palestinos, presos políticos- diga-se- a conclusão é apenas uma.
Cuba, em razão da liberdade total e plena, não consegue ocultar nenhuma informação.
Israel, uma ditadura onde nem a greve de fome de sete mil palestinos consegue chegar a público.
Alguém discorda?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

20 anos do massacre na Praça da Paz Celestial...

... e um silêncio eterno. Hoje é dia de lamentar os horrores dos quais o homem é capaz. Nada justifica o que aconteceu na Tian'anmen ou Tiananmen. Parte do significado da palavra idealismo talvez tenha morrido naquela praça. Ou talvez o contrário: tenha servido de inspiração para idealistas do mundo inteiro.

A matéria abaixo colhi do Terra. As fotos garimpei na net.

O massacre da Praça da Paz Celestial, cometido pelo exército chinês na noite de 3 para 4 de junho de 1989, completa 20 anos nesta quarta-feira, marcado pelo silêncio sepulcral do governo e lembrado por poucos habitantes do país.

Apenas o aumento da presença da polícia na praça e o bloqueio imposto a alguns sites nas últimas horas fazem o dia diferente do de outros em Pequim, onde falar em público do massacre continua sendo um tabu.

Há 20 anos, após sete semanas de protestos pacíficos, vários chineses foram assassinados na capital chinesa. Hoje, apesar de um em cada dez habitantes da cidade ter participado dos protestos que fizeram tremer o Partido Comunista Chinês (PCCh), todos sabem que é perigoso falar do ocorrido.

"O partido transformou (o massacre) num tabu. Qualquer menção é considerada uma conspiração para derrubar o regime", disse o professor Andrew J. Nathan, da Universidade de Columbia. Nestes 20 anos, somente alguns familiares das vítimas e poucos dissidentes exilados levantaram a voz para lembrar o violento episódio.

"A dor continua viva no lugar mais profundo do coração", declarou Zhang Xianling, 72 anos e cofundadora da associação Mães da Praça da Paz Celestial, que agrupa 120 parentes de 195 assassinados.

As mães, com base nos registros que os hospitais fizeram naquela noite, acham que, ao todo, duas mil pessoas morreram no massacre cometido pelas tropas chinesas.

Os soldados mataram Wang Nan, o mais novo dos três filhos de Zhang, e, para não deixar rastros, o enterraram na própria praça, com outros manifestantes, sem identificá-lo. Nan morreu aos 19 anos, às 3h do dia 4, enquanto tirava fotos dos protestos para "que a História soubesse a verdade". O corpo do jovem foi enterrado junto ao muro da Escola Secundária Nº 28, mas veio à tona com a chuva.

Zhang ainda guarda o capacete que o filho usava: a bala que o matou atingiu-o na têmpora esquerda, atravessou o crânio e saiu por trás da cabeça. Os amigos de Wang o procuraram por 11 dias em 24 hospitais.Durante as buscas, viram cadáveres "de crianças de menos de um metro de altura e de idosas" nascidas na era imperial. "Todos voltavam cheios de raiva ou chorando", conta a mãe do jovem morto.

Jeff Widener, que tirou a famosa foto em que um jovem enfrenta um tanque do Exército, disse que, no dia 4, quando os soldados foram limpar as ruas com mangueiras, "o chão da Avenida Chang'An era literalmente rosado", de tanto sangue derramado.

Zhang, engenheira de telecomunicações, parou de trabalhar em 1989, quando teve a morte do filho confirmada: "Não conseguia sair da cama. Até que me dei conta de que não era uma tragédia pessoal, mas de muitas famílias, de um país inteiro. Foi um massacre".

Ding Zilin, 82 anos, é a outra fundadora das Mães da Praça de Maio. Dona de um rosto lacerado pela dor, ela perdeu seu único filho, Jiang Jielian, 17 anos, na noite do dia 3, na Ponte de Muxidi.

Nessa noite, o Exército não só atirou contra os estudantes como também mirou os moradores que olhavam das sacadas. Por isso, mesmo a quatro quilômetros da praça, era possível encontrar inúmeros corpos.

Ding, que tentou se matar seis vezes, diz que as reivindicações do movimento, "democrático e patriótico", continuam tendo sentido hoje. Além de frear a corrupção, as mães das vítimas do massacre querem mais liberdade e democracia.

Como todos, a mãe de Jiang continua atribuindo a matança ao líder Deng Xiaoping, já morto, e ao então primeiro-ministro, Li Peng. "Não tenho muitas esperanças em relação ao Governo atual. O massacre da Praça da Paz Celestial não pode ser resolvido de forma isolada, só com a instauração de uma democracia", acrescentou a ativista.