Bacafá

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Hoje é dia de rock, bebê.

AC/DC - Thunderstruck.

Em versões, hehe!!!



E o original:


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O camaleão dos olhos bicolores.

O cara com olhos de cores diferentes estourou em 69, morreu aos 69, virou referência e era chamado de Camaleão, dadas suas transformações ao longo dos anos.

Mesmo não sendo um clássico fã, sei da sua importância na música mundial. Afinal, nos últimos quase sessenta anos todo mundo dançou pelo menos uma música dele. Na pior das hipóteses, tamborilou os dedos...

David Bowie agora pode descobrir se há vida em Marte...



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

McDonald's e o funk de putaria do seu comercial.

Relembrando as gafes de marketing do ano passado, dentre tantas, a que mais me chamou a atenção foi a utilização pelo McDonald's de um funk proibidão para lançamento de três produtos (Cheddar). E ainda com aquelas melodias que grudam, numa mistura de reggaeton com funk carioca...


Veja o anúncio (#NovinhosCheddar):




Mas, porém, contudo, todavia, entretanto... a música é uma versão de um hit dos cariocas MC Romântico e DJ Bambam, "As Novinhas Tão Sensacional". Não se pode deixar de registrar como é bela a gramática funkeira!

Confira As novinhas (se tiver criança por perto ou não quiser ouvir o baixo nível, pule para a letra a seguir):



A grosseria é essa: "Descendo com a xota prendendo no pau/Subindo com a xota prendendo no pau/Rebola com a xota prendendo no pau/Isso aqui tá gostoso, tá sensacional". Na versão do McDonald's a letra é: "Dobro de cheddar pegando geral/É cheddar mais bacon ficou genial/Batata com cheddar não tem nada igual/Derretendo gostoso, fenomenal".

No clipe oficial, que visava lançar as músicas para fora dos bailes funks (televisão, rádio), a letra muda para "Descendo, gostosa, prendendo legal/Subindo, gostosa, prendendo legal/Rebola, gostosa, prendendo legal/Isso aqui tá gostoso, tá sensacional". Eis o vídeo, com umas novinhas sem cara de novinhas (aguente se quiser):



Pelo que andei lendo na época, o McDonald's limitou-se a dizer que foi uma coincidência. Houve, inclusive, outros vídeos publicitários no Youtube com consumidores mandando mensagens de quanto gostaram das novidades, em cima do vídeo original. Os DJs, por sua vez, parece que aumentaram o valor do seu cachê.


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

1984: (re) foi-se.

Com trocadilho, hehe. Depois de reler a possivelmente mais importante obra de George Orwell, uma crítica aos sistemas totalitários que se firmavam ou acabavam ao final da década de 40, vê-se que o mundo não mudou muito nestes últimos quase 80 anos. Pelo menos no que se refere à vontade humana de dominação. Ora sob o espectro social, ora sob o religioso. Como diz Lulu Santos, embora em outro contexto, "  Ainda leva uma cara/Pra gente poder dar risada/Assim caminha a humanidade/Com passos de formiga/E sem vontade...".

Alguns trechos interessantes do livro que inspirou os holandeses a criarem o reality show Big Brother:

"Enquanto eles não se conscientizarem, não serão rebeldes autênticos e, enquanto não se rebelarem, não têm como se conscientizar."
...

"'Detesto a pureza, odeio a bondade. Não quero virtude em lugar nenhum. Quero que todo mundo seja devasso até os ossos.'
'Bom, então acho que vai gostar de mim, querido. Sou devassa até os ossos.'
'Você gosta de fazer isso? Não me refiro apenas a estar comigo; falo da coisa em si.'
'Adoro.'"
...

"'Os mortos somos nós.
'Ainda não morremos.'
'Fisicamente não. Seis meses, um ano, talvez cinco anos. Tenho medo da morte. Você é jovem; portanto, em princípio, tem mais medo da morte do que eu. É claro que iremos protelá-la o máximo possível. Mas a diferença é muito pequena. Enquanto os seres humanos permanecerem seres humanos, morte e vida serão a mesma coisa.'"
...

"A privacidade era uma coisa muito valiosa. Todo mundo queria ter um lugar em que pudesse estar a sós de vez em quando."
...

"Graças ao fato de não entenderem, conservavam a saúde mental."
...

"O fato de ser uma minoria de um, não significava que você fosse louco. Havia verdade e havia inverdade, e se você se agarrasse à verdade, mesmo que o mundo inteiro o contradissesse, não estaria louco."

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Mais de Rider.

Continuando a postagem de ontem, com os anúncios da Rider dos anos 90 com músicas interpretadas por grandes nomes da nossa música, mais um bloco hoje:

Brasil pandeiro, com Novos Baianos.






É hoje, com Fernanda Abreu,




País tropical, com Paralamas do Sucesso.



Até o comercial do CD eu achei, hehehe. Apresentado pelo Kid Abelha, que cantou Pingos de amor:



Faltaram as músicas com Barão Vermelho, Sandra de Sá e Jorge Benjor. Se alguém tiver aí, é só marcar.







segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Campanha Rider - em tempos de quase férias...

Pessoal mais antigo vai lembrar. Em meados dos anos 90 a Grendene veio com uma campanha forte para os chinelos Rider. Utilizava sucessos da música brasileira, com roupagem nova, e muito boa produção. A empresa responsável, se não me engano, era a badalada W/Brasil.

Havia um dos Rider, inclusive, que vinha acompanhando por um CD. Eu comprei o chinelo, que deve
ter ido embora faz muito tempo (alguma coisa parecida com esse da foto aí do lado). Mas o CD continua o mesmo, e o achei neste final de semana. Foi parte da trilha sonora para Florianópolis no sábado.

Assim, torcendo para que o sol reapareça, busquei alguns desses anúncios que mostram que a publicidade pode fugir do trivial e da mesmice, e pode marcar por décadas:




Descobridor dos sete mares, com Lulu Santos:




Vamos fugir, com Skank:




Felicidade, com Rita Lee:




Como uma onda, com Tim Maia:






sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O estranho caso do besouro gigante.

Tirando do baú virtual, um dos Contos de Quinta. Se não o mais, um dos mais surreais ou extraordinários (no sentido de fora do comum mesmo) do repertório. Originalmente foi publicado em duas partes, em duas quintas seguidas. Hoje vai tudo de uma vez só. Ao final, um pouco de música, com Flight of the bumblebee ou, simplesmente, O vôo do besouro, em duas versões. A primeira, de Al Hirt, no filme Kill Bill, e a segunda da London Cello Orchestra.

O estranho caso do besouro gigante.

Certa noite, caminhava o cidadão pelas ruas vazias, escuras e quentes da silenciosa cidade. Prédios margeando seus passos, casas com as luzes acesas algumas, apagadas outras. Nem os cães ladravam. O estranho silêncio acompanhava o andar do cidadão. Apenas o barulho dos seus próprios sapatos, já gastos, embora limpos. O mesmo não se poderia falar das ruas. Aqui e ali as lâmpadas dos postes piscavam. Outras estavam completamente apagadas, provavelmente queimadas. As restantes emitindo uma luz fraca, amarelada. Nestas, muitos insetos fazendo suas danças e seus malabarismos no entorno.

O cidadão apenas andava, sem destino. Pensava na vida. Às vezes conseguia pensar em nada. Limpava a mente. Entretanto, algo chamou sua atenção para a próxima esquina. Caminhou lentamente até lá, dobrou a esquina e ficou olhando. Surpreso. Analisou vagarosamente, detalhadamente, a estranha criatura a sua frente.

Parecia um monstro. Um monstruoso besouro, para ser mais exato. Seis patas enormes e peludas, todo preto, com uns riscos vermelhos. Ficou atônito na frente do inseto. Mudo, quase sem respirar. O besouro, por sua vez, concentrou-se no cidadão. Olhava, também. Praticamente parado, também. Apenas mexendo as antenas. O bicho deu um passo lento. O cidadão recuou. Sem falar nada. Não porque não queria, mas simplesmente porque não conseguia. Teve a intenção de gritar, mas não conseguiu. Fechou os olhos.

Abriu somente quando sentiu um bafo em seu rosto. O besouro estava praticamente enconstado em seu nariz. O cidadão não sabia se se mantinha congelado ou se saía correndo. Por medo ficou parado mesmo. O monstro resolveu cutucar o cidadão. De leve, sem machucar, como se estivesse dando sinais de boas intenções. O cidadão respirava profunda e vagarosamente. As gotas de suor já escorriam por sua testa. Suor frio que igualmente lhe molhavam as costas.

Deu um passo para trás. O inseto se assustou e deu uns dois ou três passos também para trás, levantando-se um pouco, o que o fez parecer ainda mais gigante do que já era. O cidadão fechou os olhos e se franziu, esperando o pior.

Durante alguns segundos nenhum dos dois se mexeu. Enquanto o menor continuava paralisado, o inseto foi se reaproximando. Encostou novamente no cidadão, como se quisesse mostrar alguma coisa. Como se quisesse se comunicar. Foi o empurrando devagar. Saíram do beco onde estavam e foram caminhando. No inicio o cidadão estava andando de costas. Depois andaram lado a lado.

Quando o cidadão se deu conta já estava em frente a sua casa. Teve uma estranha sensação de que se comunicava mentalmente com o bizarro bicho. Abriu o portão rangente e entrou na frente. O inseto passou um pouco pelo espaço aberto, um pouco por cima do pequeno muro de tijolos à vista.

Ao subir os quatro degraus que davam para a varanda de sua casa, o cidadão se virou e ficou olhando o monstro. Voltou os olhos para a porta e novamente para o bicho. Calculou mentalmente o tamanho do inseto e imaginou se passaria pela porta. Entrou em casa, acendeu as luzes e ficou esperando. O besouro gigante foi se aproximando aos poucos, espremeu-se pela porta e entrou, derrubando alguns enfeites que estavam na mesa na parede ao lado da porta.

Depois de olhar para os cacos, o bicho se acomodou em um dos sofás da sala. O maior. O cidadão pegou uma cerveja na cozinha e voltou pra sala, sentando em uma poltrona de frente para o esquisito bicho em sua esquisita posição.

- Precisamos de um nome pra você – falou em voz moderada.

O inseto continuou olhando para o cidadão bebendo cerveja.

- Mas... que nome? Rubro-negro? Gigante? Zé? Não, não... não combinam com você. Você é muito bizarro... É isso, hehe... acho que é isso mesmo. Bizarro. Seu nome, daqui em diante, é Bizarro.

O cidadão pegou uma tigela de plástico, encheu de cerveja e deu para o Bizarro beber, enquanto entornava a sua segunda garrafa. Ligou a televisão e ficaram vendo aquelas séries americanas antigas enlatadas. Parecia que o besouro ria junto com o cidadão.

No outro dia, ao tempo que o cidadão cortava a grama do jardim de sua casa, Bizarro cuidava, do seu jeito, dos canteiros e dos outros insetos. Na hora do almoço assaram carne na churrasqueira nos fundos da casa e beberam mais cerveja. Falavam pouco entre si, mas havia uma estranha comunicação telepática.

No final do dia o quintal estava perfeito. Jogaram um pouco de futebol no gramado cortado. Depois de mais cerveja foram dormir. O monstro dormia na rua, numa tenda improvisada pelos dois. Dentro de casa já havia quebrado muitas peças e louças.

Quando acordou, o cidadão sentiu um cheiro estranho. Sua cama toda molhada. As paredes manchadas, respingadas. Tudo vermelho. O lençol ensopado no chão, em direção à porta. Uma dor lancinante. Olhou para baixo e não viu suas pernas. Apenas dois tocos ensangüentados e ainda sangrando, com os ossos despedaçados e a carne triturada. Só conseguiu gritar desesperadamente.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Beethoven em tempos de impeachment no STF e proibição de whatsapp.

Com tanta coisa sendo discutida por aí, das mais importantes, como o destino deste governo sendo discutido na corte mais alta do país a outras nem tanto (até é importante, sim, pois mexe, de uma forma ou de outra, com a economia e a tecnologia), como ficar 48 horas sem whatsapp, vamos comemorar o aniversário de um dos maiores compositores de todos os tempos: Ludwig Van Beethoven (245 anos), com o 1o movimento da 5a sinfonia, com o maestro Karajan e a Filarmônica de Berlim. Aprecie sem moderação, aumente o som e feche os olhos:

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Happy birthday to you termina em acordo nos EUA.

Fonte: Portal Folha de São Paulo

Um processo pelos direitos autorais da tradicional canção "Happy Birthday to You" ("Parabéns a Você") terminou em acordo, pondo fim a uma batalha legal de dois anos nos Estados Unidos.

O acordo foi alcançado dias antes do início do julgamento na Califórnia, que iria determinar se esta canção passaria ou não a pertencer ao domínio público.

Um juiz americano determinou em setembro que a companhia Warner/Chappell Music, filial da Warner Music, não tivesse direito de cobrar pelo uso da canção com fins lucrativos.

A mesma decisão se aplicava a outras empresas que cobravam pela canção, registrada em 1935, rejeitando assim as demandas de direitos autorais da Warner.

Os termos do acordo não foram divulgados, mas a imprensa americana sugere que, com base na decisão de setembro, o uso da canção será gratuito.

Continue lendo clicando aqui.

Dois milhões de dólares por ano de direitos autorais!!! Vou lembrar dos cifrões em cada rodada de "Parabéns pra você"nos próximos aniversários...

Aqui, uma das versões mais, digamos, sensuais, polêmicas e famosas da velha canção (que originalmente era infantil):

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Uma noite como essa.

Um pouco de diversão com Caro Emerald para essa quase metade de semana...



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Bang bang - My baby shot me down

Conheci essa música no filme Kill Bill, de Quentin Tarantino (que está na hora de rever também). Vi a menininha com vozeirão abaixo cantar e resolvi recuperar algumas versões. Angelina Jordan (a menininha gigante), Nancy Sinatra (a original, de 1966), Sonny Bono (versão do filme), Nico Vega (para a série Bonnie e Clyde, do canal History, Cher (numa versão, digamos, Cher!), David Guetta (versão eletrônica) e até Beyoncé (numa versão de trinta segundos).

Escolha a sua ou ouça todas.













quarta-feira, 9 de julho de 2014

Trinta e quatro anos sem o Poetinha. E viva a Arca!!

Hoje faz trinta e quatro anos que se foi Vinicius de Moraes, o Poetinha. Acredito que meu primeiro contato com ele foi com um especial infantil da Rede Globo, A Arca de Noé, e com a fita cassete que ganhei dos meus pais pouco depois. Inclusive encontrei essa fita dias atrás, entre uma caixa de K7 que eu tinha esquecida por aqui. Infelizmente estava sem a caixinha original e a respectiva capa. Mas está aí a raridade:


Divertidas poesias musicadas cantadas até hoje: O pato, A porta, A casa, A pulga, Corujinha, entre tantas outras. Deve ter sido lá no ano 1980. Clicando aqui se tem uma amostra dessas músicas. A Gabriela quase vinte anos depois também escutou A Arca.

Mas Vinicius não era só música e poesia infantis. Diplomata, jornalista, boêmio, enveredou pela arte acompanhado de grandes parcerias, como Tom Jobim e Toquinho para citar apenas dois. Trabalhou com literatura, música, teatro. Passou por várias fases, vários estilos.

Soneto da devoção

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! — uma cadela
Talvez... — mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!



E tem mais.

As mulheres feias que me perdoem, mas beleza é fundamental. É preciso que tudo seja sem ser. É preciso, é absolutamente preciso, que tudo seja belo e inesperado. (parte da poesia Receita de Mulher).

Ou:





sábado, 31 de maio de 2014

Num dia ele acordou.

Acho que já rolou por aqui. Mas para começar o sábado bem animado, vale a pena ouvir de novo. Aumente o som.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Fama de mau.

Nesse final de semana peguei o finalzinho de um show do Gigante Gentil, no canal Multishow, ao vivo. O show comemorava os 50 anos de música de Erasmo Carlos. Estava muito bom, e foi emocionante no momento, ao encerramento, quando ele agradeceu ao público a força pela perda do filho dias antes. O homem demonstrou o monstro da música que é, tentando segurar as lágrimas e dizendo que isso é o que filho dele gostaria que fosse: o show deve continuar.

(o vídeo abaixo não é o desse show).

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Joe Cocker faz 70 anos.

Uma pequena homenagem do cantor de consagradas músicas de rock e balada:

Woodstock, 1969:



A que mais ouvi dele na minha adolescência:



A balada mais famosa (que me lembra um anúncio de chocolate):



E a de muitas versões (talvez a minha preferida):

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Femusc e os mal-educados.

Coisas do ser humano.

Nesse domingo foi a abertura do 9o FEMUSC, o maior Festival Escola de música erudita da América Latina e um dos maiores do mundo. Após os tradicionais discursos, os presentes foram brindados com belas apresentações de pianos, harpas e violino, além de um acompanhamento de um grupo de música de rua (eu acredito), em uma das músicas (Billie Jean, de Michael Jackson).

Momento de comemoração e contemplação. Afinal, vem professores do mundo todo, as vagas dos alunos são verdadeiramente disputadas, Jaraguá do Sul e as cidades vizinhas se enchem de música, e temos uma ímpar condição de criar uma memória musical erudita nas nossas crianças e jovens que não tem preço. Nada contra qualquer outro tipo de música (ou quase nada), mas a música clássica erudita é diferenciada. De alguma forma que não sei explicar (não sou músico ou especialista), melhora o cidadão e, consequentemente, o mundo. Sou um entusiasta disso tudo. Serão dias de futuro aqui em Jaraguá do Sul.

Entretanto (e sempre tem um porém), nem todos se vestem com o instinto da civilidade que a ocasião proporciona. Por mais bonito que seja o espetáculo, regras foram criadas. Não vou nem falar das pessoas que vão de bermuda a um evento desta natureza (não me falem de calor porque tudo tem um preço - e eu, particularmente, trabalho de paletó e gravata quase todos os dias).  O que me incomodou de verdade foram as máquinas fotográficas e celulares barulhentos e seus flashes irradiantes. O barulho atrapalhava quem queria realmente prestar atenção. Cada nota é decorrência de horas, dias, meses de estudo e preparo de cada um dos músicos que se apresentaram lá naquele belo palco. E os flashes, o que dizer? O próprio teatro passa um aviso em bom tamanho e audível som dizendo que é proibido o uso de máquinas com flashes. Há motivos para tal. Ver diversos cidadãos (ou que pensam que são), inclusive autoridades, tirando fotografias com flashes em total desrespeito ao solicitado é vergonhoso. Para encerrar, na saída do espetáculo, motoristas apressadinhos primaram pela grosseria e "criação" de mão única na via lateral para conseguirem ser mais "espertos" que os outros e chegarem em casa dois minutos mais cedo.

É, cidadão de primeira. O que interessa, contudo, é o espetáculo, que supera estes desvios de caráter do ser humano. Parabéns aos organizadores e aos patrocinadores.

Abaixo o vídeo de divulgação deste ano:

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Eu canto, eu choro, eu grito.

Será que eu sou um maluco?

Um dia desses, numa dessas séries cômicas brasileiras, num desses canais da tv fechada, ouvi uma dessas músicas que ficam na cabeça. Não tinha reconhecido a voz naquela hora, mas nada como o deus moderno para tirar nossas dúvidas, pois, como se diz por aí, se não está no google não ecziste!!

Pois é: existe. Mundo maluco, na voz de Moacyr Franco. Para nos lembrar que todo mundo tem um pouco de louco, e para que o final de semana seja mais divertido.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O retorno, com FEMUSC, notícias, citações e até, talvez, Contos de Quinta.

Muito tempo sem escrever, muito tempo sem dar a atenção que esse blog merece, e algumas cobranças dos amigos leitores. Cada vez menos cobranças, é verdade, por pura desconfiança que pudesse ressuscitar.

Mas, ressuscitei. Talvez por ter assistido na última semana "A volta dos mortos-vivos", clássico trash dos anos 80,"Guerra mundial Z", com Bradd Pitt fazendo o papel de salvador do mundo contra também zumbis e, para encerrar, "Meu malvado favorito 2", que estranhamente parece a versão desenho animado do "Guerra mundial Z", com destaque para a cena em que os zumbis (sim, mais zumbis!!) sobem o muro amontoando-se uns nos outros (fora tantas outras referências, que não sei se foram acidentais ou não - para falar a verdade nem sei qual filme foi lançado antes). Sem contar que estou aguardando a nova temporada de The walking dead.

Mortos-vivos à parte, o fato é que voltei para cá. Tentarei retomar os Contos de quinta, agora no verão numa versão praia, menos sombria, mais humorada. Depois, quando entrar no ritmo, tentarei buscar a verve assassina ou deprimida novamente. Tentarei também, mas isso vai levar, ainda, alguns dias ou semanas retomar "O escritório 2" ou seja lá que título vá ter. Para quem não conhece o 1 tem um trecho ali na coluna da esquerda.

Hoje, porém, vou apenas mencionar o FEMUSC. Não sou especialista, não entendo quase nada de música (só sei que não sou fã de sertanejo e pagode), mas gosto de ouvir o que me agrada. E música erudita sempre soou bem aos meus ouvidos, desde quando ouvia os LPs do meu pai há uns 30 anos aproximadamente, sem saber pronunciar Bach, Tchaikovsky, Beethovem, Brahms, Mozart e diversos outros. Dessa forma, sou um empolgado pelos eventos que promovem música erudita com seus clássicos e suas desconhecidas.

E tive a sorte de morar na cidade que tem o MAIOR FESTIVAL ESCOLA de música clássica da América Latina e um dos maiores do mundo. Aos poucos este evento está sendo conhecido do grande público no país, como se percebe com a matéria na Globo News que pode ser conferido abaixo. Eu recomendo.