Bacafá

Bacafá
Mostrando postagens com marcador exemplo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador exemplo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Empresa paga 14o salário a empregado que ler um livro por mês.


Dica do meu irmão Alexandre.

Uma empresa de Cáceres (MT) encontrou uma maneira de incentivar a produtividade dos funcionários e incentivar o hábito da leitura. A rede de concessionárias Cometa paga um 14o salário no fim do ano para quem ler um livro por mês, desde que a sua unidade bata as metas de venda.

Para comprovar a leitura, é necessário entregar um resumo ou resenha da obra. Cada concessionária da Cometa tem 200 a 300 livros disponíveis e a taxa de adesão ao programa Cometa Leitura chega a 95%. Para Cristinei Melo (foto), presidente do grupo, é uma maneira de manter os funcionários "sempre atualizados".

Além disso, a empresa tem um programa de MBA, chamado de Universidade Cometa, direcionado para a formação de administradores de concessionárias. “A cada trimestre eles têm uma matéria e aí os funcionários vão recebendo um suporte daquilo que vem no dia a dia do trabalho”.

Quem teve a ideia do programa de leitura e da formação continuada na empresa foi Francis Cruz, o proprietário da empresa. Cruz começou seus negócios aos 12 anos de idade, vendendo coxinha de porta em porta e só concluiu o Ensino Médio. A intenção foi melhorar a formação dos funcionários. (vi no Sul 21).

Fonte: Portal Yahoo Notícias.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O bom dia do gari.

Reportagem do Jornal Santa Catarina remetida pela aluna Anne Karoline Reinert, da 10a fase do curso de Direito da Fameg, depois de ver o texto "O gari feliz".

Sob o sol do início da primavera, garis dividem-se para limpar a Praia Central de Balneário Camboriú. Na altura da Rua 2.000, um deles usa o rastelo e o sorriso largo para fazer mais do que o próprio trabalho. Todas as manhãs, ele escreve na areia um enorme bom dia. Encontrá-lo foi questão de minutos. A simpatia o denuncia.

Em meio a um grupo de idosos que praticavam atividades físicas à beira mar, lá estava Martins. Sorrindo, trabalhava e ganhava elogios pela arte recém traçada.

— Eu escrevo para animar. Às vezes vejo pessoas tristes pelos bancos da praia e acho que dessa maneira posso ajudar — conta o simpático homem de 45 anos.

O artista encanta quem mora nos arranha-céus da Avenida Atlântica e aos que visitam a orla. Os frequentadores mais assíduos já o batizaram de Amarelinho, inspirados na cor do uniforme que ele usa para trabalhar:

— Até os moradores dos prédios já me conhecem. De vez em quando um grita lá de cima "bom dia Amarelinho".

A cena também interrompe o passo sem pressa da moradora de Londrina (PR) Maria de Lourdes. De férias, ela caminhava com o olhar vago em direção ao mar quando encantou-se pelo bom dia de Martins. Feliz, seguiu em direção ao gari e o abraçou.

— Achei fantástico. Eu li o bom dia em vários pontos da praia e fiquei imaginando quem seria a pessoa que fez isso. Com certeza este homem ama muito a vida — opina emocionada.

Bom dia na areia é lição de vida

A atitude rendeu ao gari novas amizades. Para o comerciante, Lauro de Menezes Andrade, 38 anos, Martins é um exemplo.

— Ele não ganha nada a mais para escrever o bom dia na areia. Daí a gente para pensar né? Tem dias que acordamos e nem damos bom dia para quem mora com a gente. Para mim foi uma lição - revela.

Lição que não será esquecida pela moradora de Balneário Camboriú, Solange Mello, 65. No dia em que conheceu Martins, na Praia Central, até o humor mudou.

— Que coisa mais linda isso que ele faz. Que criatura iluminada. Com certeza o dia fica melhor. Fica um bom dia — disse sorrindo, depois de cumprimentar o gari.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Reclama agora...

Vídeo remetido pelo amigo Hernani Teles Vieira, que resolvi compartilhar com os leitores do blog. Provavelmente muitos já o viram, eis que o mundo mágico da internet acelerou a informações em milhões de bytes. Entretanto, serve para nos relembrar do quão boa é nossa vida, e de como, muitas vezes, reclamamos por coisas tão pequenas.

Boa reflexão a todos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Heróis sem medalha.

Numa dessas cirandas da vida, conheci no início de maio desse ano o Sr. Osmar Machado, em Florianópolis. Embora o motivo do nosso encontro não tenha sido dos mais agradáveis, tive o privilégio de conhecer um homem honrado, respeitoso e trabalhador. Em nossa conversa já havia percebido todas estas qualidades.

Surpreendemente naquele mesmo dia ganhei dois livros de autoria dele, sendo que hoje falo do Heróis sem medalha - Santos sem coroa, da Editora Insular, e que trata especialmente da vida de seus pais e de seus 19 irmãos. E a impressão inicial, confirmou-se com a leitura da obra.

A dureza passada por uma família tão grande e tão humilde por volta da década de 1950, na localidade de Três Riachos, onde muitas vezes comer decentemente só ocorria com um pouco de sorte. Algumas coisas que hoje podem parecer tristemente pitorescas eram o cotidiano do Sr. Osmar e sua família, como ter uma toalha de banho para todos (cada um tinha que torcê-la para o próximo), conhecer escovação de dentes só aos 14 anos, trabalhar no mato descalço, ter uma muda de roupa apenas e dormir com essa mesma roupa depois de um dia de árduo de trabalho (cuja rotina pesada já começava por volta dos 6 ou 7 anos), e celebrar contetemente com pão como ceia de Natal.

A narração muitas vezes triste, outras divertidas, traz à tona uma família de fibra. O livro vale a pena ser lido para que possamos valorizar nossas próprias conquistas, assim como o trabalho alheio. É uma verdadeira lição de pertinácia.

No final do livro tem o depoimento de uma prima do Sr. Osmar, Sra. Áurea Ávila Wolff, do qual tomo a liberdade de transcrever um trecho, que dá uma idéia sobre a luz dessa família, tão pobre, no início, de dinheiro, e tão rica de valores morais: "Ao ler os escritos do Osmar sobre o modo como ele e seus irmãos foram criados, e ao lembrar das dificuldades pelas quais passaram, e das quais eu sou testemunha, questiono se é a pobreza de pão que leva ao vício, à corrupção e à violência, ou se é a pobreza de amor, de valores, e a ausência física e amorosa do pai e da mãe, que juntos podem dar segurança e rumo certo para a vida de seus filhos."

Reflexão...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Juiz cego.

Que sirva de inspiração. E não somente para essa semana.
Li no Salada à Brasileira.

"Ao menos uma boa notícia, nesse mar de lama que está mergulhando nosso país.

O Brasil está dando uma lição de "inclusão social" ao mundo, ao nomear como desembargador do TRT do Paraná, o primeiro juiz cego do país. A trajetória do juiz Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, 50, seria comum para um estudante da mais importante universidade do país não fosse um desafio: no terceiro ano do curso, o então candidato a bacharel perdeu completamente a visão, segundo o site UOL On-line.

Ainda segundo o site de notícias, Fonseca nasceu prematuro de seis meses, com baixa visão, o que não o impediu de entrar para a Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo). Já como estagiário do Centro Acadêmico 11 de Agosto, o problema se agravou, até a cegueira completa. Tinha 23 anos."Eu só continuei graças aos meus colegas, que gravavam os livros em fitas cassete para eu conseguir estudar. Essa amizade foi fundamental para toda a minha vida", conta.Desde então, galgou passos na carreira. Advogou de 1985 a 1987, foi assessor de um juiz de Campinas (interior paulista) até 1991 e, nesse meio tempo, em 1990, prestou concurso para juiz do Trabalho. Passou, mas foi desclassificado por ser cego.Não desistiu. Enquanto, mais uma vez, colegas se mobilizavam para reverter o resultado desfavorável do concurso com um mandado de segurança, que acabou negado, conseguiu tornar-se procurador do Trabalho, aprovado em 6º lugar, entre cerca de 5.000 candidatos, no exame do Ministério Público do Trabalho. Também fez mestrado e doutorado, e hoje dá aulas em pós-graduação."