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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Fim do dia.

Foto de Gabriela, da sacada do nosso apartamento.


domingo, 4 de setembro de 2011

Ambição e ética.

Texto de Gabriela Maia Lopes.
É incrível como algumas pessoas conseguem ludibriar outras em determinadas situações sem a menor piedade: a ganância sobe à cabeça.
Ambição e ganância não são males, precisamos deles para crescer e ter uma perspectiva de vida. Mas esses sentimentos são tão modestos em alguns que a ingenuidade transparece, e o mau caratismo de aproveitadores tomam grandes proporções.
Pessoas humildes, não apenas financeiramente, são as atingidas pela sociedade: elas não esperam algo em troca de favores, fazem-nos para agradar, por bondade. Este fato pode ser agregado a motivos como local de criação e aos exemplos recebidos por aqueles que estão em sua vivência. Tudo influencia na construção do caráter de um ser humano.
Tratando-se do país em que vivemos, a quantidade de sujeitos com essa característica é pequena, ou pelo menos não aparecem no nosso cotidiano por ficarem “refletidas” por terceiros, que se dão bem as suas custas.
Ocasiões em que um repórter distorce determinado fato para se autopromover, como ocorre com o personagem Zé do Burro, no livro “O Pagador de Promessas” de Dias Gomes, são mais corriqueiras do que imaginamos; mas como acontece hoje, acontecia no tempo de nossos avós e continuará acontecendo por muitos anos: até o homem perceber que boa conduta e ética não se passam para trás.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Contos de quinta: Tão longe e tão perto.

Depois de um longo inverno e verão, os Contos de quinta voltam. Nesse reinício, a autoria do conto de hoje é de Gabriela Maia Lopes.

Tão longe e tão perto

O ano era 1882, interior de Minas Gerais, uma vila com casas simples, mas que tinha uma que chamava a atenção de quem ali passava: era pequena, de cor vermelho berrante, com porta e janelas simples. Adentrando a casa viam-se poucos móveis: uma cama, mesa com duas cadeiras e uma mesinha com um jarro de flores. Era meio escuro ali, pois os pedaços de pano que foram colocados como cortina não deixavam muitos raios solares passar.

Naquela casinha vivia uma jovem moça, estava sempre sozinha e de cabeça baixa, triste, pois apesar de ter sido casada e feliz um dia, foi acusada de não servir ao marido como uma boa esposa. Os poucos direitos foram embora junto com o sujeito, agregado a sua dignidade. Mulher alguma merecia aquilo.

Fazia uma bela manhã, a jovem estava arrumando e rearrumando sua cama quando alguém bate a sua porta desesperadamente. Assim que abre, rapidamente um homem bem trajado lhe convidou para uma experiência que mudaria sua vida; contudo, não poderia contar a ninguém sobre o assunto.

O homem a levou para uma sala escura e sem janelas havia somente uma alavanca, e quando esta foi acionada, nada aconteceu. A jovem, indignada com a situação, saiu da sala para falar com o tal homem, mas ele não estava mais ali, nada estava do mesmo jeito de quando ela chegou. Então, percebeu lentamente que estava num lugar onde as pessoas andavam rapidamente, chamando-a. Homens e mulheres a tratavam como princesa, estava no centro de todas as atenções; flashes de câmeras vinham por toda parte. Ela era a mulher que todas as outras queriam ser, ela tinha conquistado algo jamais imaginado por alguém: a presidência da república: supremacia máxima para uma jovem moça que antes não tinha direito algum.

De repente tudo ficou em silêncio, era incrível como uma mulher conseguira fazer uma multidão de mais de mil pessoas se calarem para ouvir tudo o que tinha a dizer, sentia-se tão sabia! Finalmente terminou seu discurso, o povo foi ao delírio, foi deixando o palanque acenando e sorrindo para todos, mas tropeçou em sua própria perna e caiu. Algumas dezenas de pessoas foram a ajudar. Ela abriu os olhos, sentou-se e colocou a mão na testa. Fora o mais estranho e excitante sonho que tivera.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Interação e conseqüências humanas na natureza.

Texto de Gabriela Maia Lopes.

Grandes problemas estão vindo à tona nos últimos séculos, desastres acontecem rotineiramente e o homem sempre é o acusado. Mas por que essa ideia de culpa humana?

Desde que o planeta existe, terremotos e deslizamentos ocorrem; porém, depois que o homem surgiu, urbanizou de forma descontrolada e desmatou cegamente o meio ambiente, o destino que ele tinha já não seria o mesmo: catástrofes estão tomando grandes proporções, pessoas morrem, a mídia escandaliza o fato, o governo tenta colocar panos quentes e em menos de um mês o ocorrido é esquecido. É a natureza pedindo socorro.

O que leva a natureza a querer seu espaço de volta são diversos fatores: o homem está tomando posse de lugares que não deveriam ser habitados, não sabendo sequer aproveitar esse espaço, gerando um superpovoamento; quanto mais pessoas, maior a produção de serviços e objetos, principalmente os não-duráveis que, por serem “mais frágeis”, são substituídos rapidamente, criando, assim, um ciclo vicioso, que pode ser chamado de “compra-joga fora” e que polui cada vez mais o mundo.

Pode-se achar que se trata de um pensamento clichê, mas quanto mais as pessoas forem conscientizadas e principalmente educadas em casa, mais os problemas serão reduzidos, conseqüentemente, idéias novas surgirão adequando e integrando cada vez mais a natureza com o homem.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Canto da Gabi.

Orgulho do pai. Semana passada a Gabriela começou com uma coluna possivelmente quinzenal (em estudos) no jornal A Gazeta, de Jaraguá do Sul, sobre assuntos que envolvem sua geração. Assim, sempre na semana seguinte, veicularei aqui o texto publicado no jornal. Hoje, o de estréia: "Nova moda". Aproveitem.

"Aí gente, sabe qual é a nova moda? Salvar o planeta em que vivemos. E sabe como nós, os jovens, podemos aderir a esse movimento? Consumindo menos (sim, rimou).

Sabe aquele lance de "beba com moderação"? Pois é, a meu ver deveria ter, no final dos anúncios publicitários das televisões ou de qualquer outro tipo de meio de comunicação que venha atingir o jovem consumidor a seguinte frase "compre com moderação". Tudo bem que nenhuma empresa sobreviveria com esse slogan, mas acho que o planeta agradeceria.

Passar o cartão na maquininha, ou receber o troco da sua compra é muito fácil, e fazemos isso o tempo todo, normal, mas e se na hora de comprarmos por impulso (é, a maioria de nossas compras são como sinapses nervosas, elas simplesmente acontecem, bem fácil) parássemos para pensar se aquilo é realmente o que queremos/precisamos?! E mais, se pensássemos em todo o percurso, dinheiro, mão de obra e natureza que aquela simples caneta fez para chegar as nossas mãos. Bem cansativo, viagem longa. O ponto em que quero chegar é: consumir demais = errado... consumir o necessário = correto.

Temos tudo de última geração: celular, notebook, a máquina fotográfica do momento, e quando alguém aparece com algum desses objetos ou qualquer outro mais novo que o seu o bicho pega, ficamos frustrados, queremos ter mais que o outro e mostrar pra todo o mundo isso. Daí trocamos pela décima sétima vez o celular, compramos o notebook que tem tela giratória e uma câmera fotográfica panorâmica; mas realmente precisamos disso? Não basta um máquina fotográfica que tire foto? Tem que ser a super hiper mega máquina fotográfia 7.0 ZXL com zoom óptico de alcance em 20 vezes, que serve de webcam, é touch screen e o volume que o vídeo chega é mais alto que uma turbina de avião? Não poderia ser uma máquina que simplesmente tira foto e faz filmagem?!

Ao trocarmos essa máquina "velha" (que às vezes não chegamos a usar por muito tempo) estamos jogando fora todo aquele sisteminha, que requer um cuidado especial e um tipo de armazenamento diferente do lixo comum. Ou seja, mais lixo, mais poluição e é assim que acontece esse ciclo vicioso: compramos, usamos pouco, a concorrência vende um mais inovador, você joga fora o seu, compra o mais novo, a concorrência bola uma mais legal ainda e assim sucessivamente.

Pô galera, cadê aqueles neurônios que a gente usa tanto nas aulas de física e química? Cadê a responsabilidade com a natureza? Já sei, estão todos mortos com essas tecnologias e parafernálias que utilizamos, e toda culpa cai sobre quem? NÓS. Isso mesmo, a gente tem que se conscientizar e se responsabilizar pelos nossos atos; mas daí o povo já vem dizendo "aai, isso não mudou nada na minha vida, eu troquei meu celular blaster ontem e a natureza não se revoltou contra mim", e eu respondo: agora, podemos não ver, ou sentir nenhuma mudança impactante sobre o nosso cotidiano. Mas que tal conversarmos daqui uns 15, 20 anos, quando todo mundo com seus 36 aninhos de idade estiver usando aparelhos respiratórios e auditivos porque não consegue respirar o ar que precisamos e ouvir o que os nossos filhos tem a nos dizer? Que tal isso? Acho que não, né? Ninguém quer morrer com 50 anos de idade por surdez (isso ainda não é possível, foi meio surreal, tenso) porque estourou todos os seus tímpanos escutando a sua música favorita nos fones de ouvidos.

Antes de trocarmos ou comprarmos qualquer coisa, por mais "insignificante" que possa parecer, é importante pensarmos muito bem no que estamos fazendo. Vamos valorizar o dinheirinho e a sagrada mesada que ganhamos de nossos pais!

Consumir moderadamente é viver mais. Reflita ;)"