Bedel. Nos dicionários bedel é o empregado das escolas e universidades que controla a presença de estudantes e professores. No imaginário coletivo é aquele senhor sisudo que fica de olho nos alunos que gostam de gazear aulas ou ficar circulando pelos corredores além da hora permitida.
Exemplo. Exemplo, nos dicionários, é aquilo que pode ou deve ser imitado ou copiado; de que se pode tirar proveito; um modelo; uma lição. No consciente ou inconsciente das pessoas é aquilo que se espera de pessoas que tem algum grau de ascendência ou influência façam de modo correto, adequado, louvável.
Respeito. Novamente, conforme os dicionários, ato ou efeito de respeitar; consideração. É, no fundo, aquilo que todo mundo quer, mas que todos também devem ter pelos outros.
Semana passada, nesse mesmo espaço, falei do último livro de Stéphane Hessel, “Indignai-vos”, que fala que não devemos nos acomodar e de que e existem inúmeras razões ainda hoje para nos indignarmos.
Semana passada, nesse mesmo jornal (O Correio do Povo, de Jaraguá do Sul), a colunista Patrícia Moraes adiantou um pouco da minha indignação que hoje trago aos leitores, quando tratou da chocarrice que alguns vereadores aprontaram.
Alguns nada nobres edis simplesmente saíram no meio da sessão. Os senhores Ademar Winter, Amarildo Sarti e José Osório de Ávila, alcunhado de Zé da Farmácia, simplesmente escafederam-se lá pelas vinte horas. Um pouco depois, mas ainda antes do horário regulamentar, foi o senhor Lorival Demathe que desceu as escadas da plenária em direção à rua. Eu estava lá, eu vi. Este último justificou à colunista que tinha uma reunião com a CVV. Esqueceu-se, porém, do seu compromisso com a sociedade que o elegeu.
Lamentável, deprimente e condenável. Seria cômico se não fosse muito trágico. Uma estultice sem tamanho. Uma afronta aos cidadãos. Um verdadeiro acinte não só à comunidade, mas à própria democracia, já que foram eleitos para estar lá trabalhando pelo povo!
Enquanto os senhores vereadores Ademar Possamai, Afonso Piazera Neto, Francisco Alves, Jaime Negherbon, Jean Leutprechtm, Justino da Luz e Natália Petry cumpriam suas obrigações, defendiam suas posições debatiam os rumos de Jaraguá do Sul, as cadeiras dos quatro vereadores faltantes permaneciam vazias. Chegou-se ao absurdo de os vereadores presentes não terem a quem se dirigir quando queriam falar ao líder do governo na Câmara.
Faltou, nesse episódio, RESPEITO dos senhores vereadores apressadinhos para os demais vereadores, para a sociedade como um todo e, em especial, para os cidadãos que estavam presentes à sessão. Ainda mais que havia um grande número de estudantes que foram aprender sobre política e civismo e acabaram por ver, infelizmente, desrespeito e incivilidade.
E esses alunos, também, não viram EXEMPLO por parte destes vereadores invisíveis. Sem esquecer que é o bom exemplo dos nossos governantes e legisladores que o povo espera. Nada mais justo. Que autoridade para exigir respeito têm esses vereadores doravante? Que exemplo podem dar para seus filhos e netos se não respeitam sua nobre função? Se publicamente fazem isso, dá-me medo do que fazem às escondidas.
Sugiro, então, a contratação de um bedel para controlar os vereadores fujões. Um daqueles bem brabos, já que do povo alguns ali parecem não ter medo. E também que a confirmação da presença seja feita em duas etapas. No início e no final da sessão.
Bacafá
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Orgulho do pai.
No facebook da Gabriela:
GOVERNADOR DECLARA: “Quem quer dar aula faz isso por gosto e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado". Cid Gomes - Governador do Ceará.
SE VOCÊ ACHA QUE O GOVERNADOR DEVE DOAR SEU SALÁRIO E GOVERNAR POR AMOR, COLE NO SEU MURAL.
Dá-lhe filha. Esse governador deveria ter salário de professor pra ver o que é bom.
GOVERNADOR DECLARA: “Quem quer dar aula faz isso por gosto e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado". Cid Gomes - Governador do Ceará.
SE VOCÊ ACHA QUE O GOVERNADOR DEVE DOAR SEU SALÁRIO E GOVERNAR POR AMOR, COLE NO SEU MURAL.
Dá-lhe filha. Esse governador deveria ter salário de professor pra ver o que é bom.
O novo castelo do Gasparzinho.
Talvez nem tão novo assim...
Os fantasmas da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.
Os fantasmas da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Exemplos e vergonha.
Queremos um mundo melhor. Salvo um ou outro maluco radical, psicopata ou fundamentalista, todos queremos que o futuro seja mais justo que os dias de hoje.
Para tanto é necessário que os exemplos aos nossos filhos, netos, sobrinhos sejam, de fato, mais humanos e equilibrados. Sem bons exemplos é muito difícil que os que estão chegando ajam positivamente. E todos cobramos, uns dos outros, estas atitudes positivas, seja do vizinho, do motorista ao lado, do companheiro de trabalho, do familiar ou do político.
Ah, os políticos. Não acredito que sejam malucos radicais, psicopatas ou fundamentalistas (não a maioria, pelo menos), mas que exemplos nos dão?
O último presidente militar, João Figueiredo, disse que preferia cavalos a pessoas. José Sarney se elegeu senador por um Estado que nunca morou. Fernando Collor saiu corrido do Palácio. FHC mudou as regras no meio do jogo, criando a reeleição quando já era presidente. Lula afirmou publicamente que não gosta de ler. Todos exemplos do que não deveria acontecer. Todos exemplos ruins e eu não sei dizer qual o pior.
Mas não precisamos ir tão longe. Nosso governador Raimundo Colombo parece não ligar para educação, seja pela greve dos professores, seja pela situação da escola Lauro Zimmermann, de Guaramirim. Em Guaramirim, ainda, bens públicos foram enterrados e o prefeito Nilson Bylaardt não se entende com seus secretários sobre a responsabilidade de tal ato. O ex-deputado federal Nelson Goetten envolvido em escândalos com menores. O ex-desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina Wilson Nascimento, por cobrar uma espécie de mensalinho, foi aposentado compulsoriamente. Em Jaraguá do Sul a prefeita Cecília Konell empregou seu marido e sua filha na prefeitura, em claro nepotismo. Havia empregado sua irmã e foi condenada em 1º grau pela Justiça por isso. Também em Jaraguá do Sul alguns vereadores fingem não ouvir o povo sobre o aumento do número de vagas na casa legislativa (e nem vou falar da interpretação enviesada que estão dando à Constituição Federal porque isso já está ficando chato).
Ou seja, quem deveria dar o exemplo, seja no executivo, no legislativo ou no judiciário, peca. Não devo e não posso generalizar, tanto que os exemplos dados são taxativos, mas o fato é que a população começa a desacreditar sobre a integridade dos membros dos poderes constituídos e isso é muito ruim para todos.
Consequentemente nós vemos pessoas se vangloriando porque sonegam tributos, pagam propina para não levar multas de trânsito, furam a fila descaradamente, não devolvem o troco a maior, jogam lixo no chão, e por aí vai...
Ernesto Sabato já dizia que “Esses grandes valores, como a honestidade, a honra, o apreço pelas coisas bem-feitas, o respeito pelo outro, nada disso era excepcional, mas coisas que se encontravam na maioria das pessoas. (...). Outro valor perdido é a vergonha. Vocês perceberam que as pessoas não têm mais vergonha, e que podemos encontrar qualquer sujeito acusado das piores corrupções misturado com gente de bem, com um largo sorriso no rosto, como se nada tivesse acontecido?”
Mas creio num futuro melhor, começando já, onde cada um pode colaborar simplesmente fazendo as coisas certas e não querendo levar vantagem em tudo.
Para tanto é necessário que os exemplos aos nossos filhos, netos, sobrinhos sejam, de fato, mais humanos e equilibrados. Sem bons exemplos é muito difícil que os que estão chegando ajam positivamente. E todos cobramos, uns dos outros, estas atitudes positivas, seja do vizinho, do motorista ao lado, do companheiro de trabalho, do familiar ou do político.
Ah, os políticos. Não acredito que sejam malucos radicais, psicopatas ou fundamentalistas (não a maioria, pelo menos), mas que exemplos nos dão?
O último presidente militar, João Figueiredo, disse que preferia cavalos a pessoas. José Sarney se elegeu senador por um Estado que nunca morou. Fernando Collor saiu corrido do Palácio. FHC mudou as regras no meio do jogo, criando a reeleição quando já era presidente. Lula afirmou publicamente que não gosta de ler. Todos exemplos do que não deveria acontecer. Todos exemplos ruins e eu não sei dizer qual o pior.
Mas não precisamos ir tão longe. Nosso governador Raimundo Colombo parece não ligar para educação, seja pela greve dos professores, seja pela situação da escola Lauro Zimmermann, de Guaramirim. Em Guaramirim, ainda, bens públicos foram enterrados e o prefeito Nilson Bylaardt não se entende com seus secretários sobre a responsabilidade de tal ato. O ex-deputado federal Nelson Goetten envolvido em escândalos com menores. O ex-desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina Wilson Nascimento, por cobrar uma espécie de mensalinho, foi aposentado compulsoriamente. Em Jaraguá do Sul a prefeita Cecília Konell empregou seu marido e sua filha na prefeitura, em claro nepotismo. Havia empregado sua irmã e foi condenada em 1º grau pela Justiça por isso. Também em Jaraguá do Sul alguns vereadores fingem não ouvir o povo sobre o aumento do número de vagas na casa legislativa (e nem vou falar da interpretação enviesada que estão dando à Constituição Federal porque isso já está ficando chato).
Ou seja, quem deveria dar o exemplo, seja no executivo, no legislativo ou no judiciário, peca. Não devo e não posso generalizar, tanto que os exemplos dados são taxativos, mas o fato é que a população começa a desacreditar sobre a integridade dos membros dos poderes constituídos e isso é muito ruim para todos.
Consequentemente nós vemos pessoas se vangloriando porque sonegam tributos, pagam propina para não levar multas de trânsito, furam a fila descaradamente, não devolvem o troco a maior, jogam lixo no chão, e por aí vai...
Ernesto Sabato já dizia que “Esses grandes valores, como a honestidade, a honra, o apreço pelas coisas bem-feitas, o respeito pelo outro, nada disso era excepcional, mas coisas que se encontravam na maioria das pessoas. (...). Outro valor perdido é a vergonha. Vocês perceberam que as pessoas não têm mais vergonha, e que podemos encontrar qualquer sujeito acusado das piores corrupções misturado com gente de bem, com um largo sorriso no rosto, como se nada tivesse acontecido?”
Mas creio num futuro melhor, começando já, onde cada um pode colaborar simplesmente fazendo as coisas certas e não querendo levar vantagem em tudo.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Acordo com chapéu alheio.
Cara de pau é pouco. Esse desembargador deve comprar óleo de peroba em caixas. Se quem julga e deveria ter um discernimento mais apurado do certo/errado e da noção de bom senso está fazendo isso, o que esperar da sociedade como um todo.
Leia a notícia que me embrulha o estômago:
"Não há que se considerar o bom serviço prestado pela servidora. A ética na direção da coisa pública suplanta qualquer argumento contrário" - Jefferson Kravchychyn, conselheiro do CNJ
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encaminhou ontem à Procuradoria Geral de Justiça de Minas parecer defendendo a apuração da conduta do Ministério Público Estadual - responsável pela aplicação da lei -, que deu parecer favorável à cláusula do termo de separação do desembargador mineiro Elpídio Donizetti, diretor da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Amagis). A cláusula vinculava a nomeação da ex-mulher dele, Leila Donizetti Freitas Santos Nunes, a cargo comissionado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, à isenção do pagamento de pensão alimentícia, conforme publicado com exclusividade ontem pelo Estado de Minas.
De acordo com o resultado do julgamento pelo CNJ, ao permitir a barganha com o cargo público, o MP incorreu na "prática de atos de improbidade administrativa e crimes contra a administração pública nos fatos narrados no procedimento". Além da procuradoria, cópias foram encaminhadas ao Conselho Nacional do Ministério Público e Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que apurem as responsabilidades, caso considerem relevantes as informações.
Ontem, o Tribunal de Justiça de Minas, por meio de nota, se limitou a dizer que "tão logo seja oficialmente comunicado do teor da decisão (do conselho) adotará todas as medidas necessárias para seu fiel cumprimento". Por unanimidade, o Conselho Nacional de Justiça determinou, na noite de terça-feira, a imediata exoneração da servidora efetiva do TJMG Leila Nunes do cargo comissionado de assessora, com salário de R$ 9,2 mil mensais. A decisão foi tomada depois da análise pelos conselheiros do termo de separação assinado pelo desembargador Donizetti e sua ex-mulher, em 24 de setembro.
DETALHES.
Em uma das cláusulas ficou acordado que, no prazo de três anos, caso ela fosse exonerada do cargo de confiança, o marido teria que suprir a diferença. O valor seria depositado no quinto dia útil do mês seguinte à dispensa do cargo. Nenhum detalhe escapou ao desembargador: foi acertado ainda que, caso Leila pedisse exoneração do cargo, Donizetti ficaria isento do pagamento da pensão.
A homologação do acordo foi da juíza da 2ª Vara Cível da Comarca de Nova Lima, Adriana Rabelo, depois de parecer favorável do Ministério Público. Logo depois da separação, em 15 de outubro, a ex-mulher do desembargador foi nomeada por ele para seu gabinete, o que gerou uma denúncia do Sindicato dos Servidores do Tribunal de Justiça contra o magistrado por prática de nepotismo.
Esta não é a primeira vez que o desembargador se envolve com a nomeação de parentes. Em 2005, ele havia nomeado Leila e sua sogra, também para cargos comissionados de seu gabinete. Impetrou até mesmo uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Resolução 7 do CNJ, que proíbe o nepotismo no Judiciário. À época, Donizetti declarou ser contra a prática em todos os poderes e órgãos públicos, mas que a decisão teria que partir do Poder Legislativo e não do conselho.
Em seu voto, o relator do caso do acordo de separação, o conselheiro Jefferson Kravchychyn, afirmou que a "atuação do desembargador, que entrelaça sua vida particular com sua posição como membro do Tribunal de Justiça mineiro, ofende frontalmente a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman)". Segundo ele, o reconhecimento oficial da cláusula do acordo revela a "inconteste violação aos princípios basilares da administração pública, com destaque para a moralidade e impessoalidade".
O desembargador Elpídio Donizetti admitiu a existência da cláusula no seu acordo de separação, mas disse que foi "mal interpretado" pelo CNJ, porque ela não passava de um instrumento compensatório. "Em momento algum formei um conluio para me apropriar de um cargo público. Como minha ex-mulher abriu mão da pensão alimentícia, me dispus a arcar com os valores caso ela perdesse o cargo comissionado", afirma. O magistrado frisou também que, além desta, várias outras cláusulas semelhantes constavam do termo, como a compensação pelo tempo de demora na venda da casa do casal. Ele ressaltou ainda a alta qualificação da ex-mulher, que seria nomeada para o gabinete de qualquer desembargador em função de seu currículo.
Mas, mais uma vez, o tiro saiu pela culatra. A alegação, apresentada como justificativa por Donizetti para a nomeação da ex-mulher, mereceu mais uma reprimenda do relator do caso. "Não há que se considerar o bom serviço prestado pela servidora ou fazer-lhe concessão em virtude de seu currículo ou sua formação acadêmica. A ética na direção da coisa pública suplanta qualquer argumento contrário", defendeu Kravchychyn. O primeiro tiro no próprio pé do desembargador foi para tentar afastar a acusação de nepotismo, alegando já ter se separado de Leila Nunes, o que negava o parentesco. Para comprovar isso, foi pedido o termo de separação e, com ele, a prova da negociata."
Fonte: Jornal Estado de Minas, via clipagem do CNJ.
Leia a notícia que me embrulha o estômago:
"Não há que se considerar o bom serviço prestado pela servidora. A ética na direção da coisa pública suplanta qualquer argumento contrário" - Jefferson Kravchychyn, conselheiro do CNJ
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encaminhou ontem à Procuradoria Geral de Justiça de Minas parecer defendendo a apuração da conduta do Ministério Público Estadual - responsável pela aplicação da lei -, que deu parecer favorável à cláusula do termo de separação do desembargador mineiro Elpídio Donizetti, diretor da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Amagis). A cláusula vinculava a nomeação da ex-mulher dele, Leila Donizetti Freitas Santos Nunes, a cargo comissionado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, à isenção do pagamento de pensão alimentícia, conforme publicado com exclusividade ontem pelo Estado de Minas.
De acordo com o resultado do julgamento pelo CNJ, ao permitir a barganha com o cargo público, o MP incorreu na "prática de atos de improbidade administrativa e crimes contra a administração pública nos fatos narrados no procedimento". Além da procuradoria, cópias foram encaminhadas ao Conselho Nacional do Ministério Público e Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que apurem as responsabilidades, caso considerem relevantes as informações.
Ontem, o Tribunal de Justiça de Minas, por meio de nota, se limitou a dizer que "tão logo seja oficialmente comunicado do teor da decisão (do conselho) adotará todas as medidas necessárias para seu fiel cumprimento". Por unanimidade, o Conselho Nacional de Justiça determinou, na noite de terça-feira, a imediata exoneração da servidora efetiva do TJMG Leila Nunes do cargo comissionado de assessora, com salário de R$ 9,2 mil mensais. A decisão foi tomada depois da análise pelos conselheiros do termo de separação assinado pelo desembargador Donizetti e sua ex-mulher, em 24 de setembro.
DETALHES.
Em uma das cláusulas ficou acordado que, no prazo de três anos, caso ela fosse exonerada do cargo de confiança, o marido teria que suprir a diferença. O valor seria depositado no quinto dia útil do mês seguinte à dispensa do cargo. Nenhum detalhe escapou ao desembargador: foi acertado ainda que, caso Leila pedisse exoneração do cargo, Donizetti ficaria isento do pagamento da pensão.
A homologação do acordo foi da juíza da 2ª Vara Cível da Comarca de Nova Lima, Adriana Rabelo, depois de parecer favorável do Ministério Público. Logo depois da separação, em 15 de outubro, a ex-mulher do desembargador foi nomeada por ele para seu gabinete, o que gerou uma denúncia do Sindicato dos Servidores do Tribunal de Justiça contra o magistrado por prática de nepotismo.
Esta não é a primeira vez que o desembargador se envolve com a nomeação de parentes. Em 2005, ele havia nomeado Leila e sua sogra, também para cargos comissionados de seu gabinete. Impetrou até mesmo uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Resolução 7 do CNJ, que proíbe o nepotismo no Judiciário. À época, Donizetti declarou ser contra a prática em todos os poderes e órgãos públicos, mas que a decisão teria que partir do Poder Legislativo e não do conselho.
Em seu voto, o relator do caso do acordo de separação, o conselheiro Jefferson Kravchychyn, afirmou que a "atuação do desembargador, que entrelaça sua vida particular com sua posição como membro do Tribunal de Justiça mineiro, ofende frontalmente a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman)". Segundo ele, o reconhecimento oficial da cláusula do acordo revela a "inconteste violação aos princípios basilares da administração pública, com destaque para a moralidade e impessoalidade".
O desembargador Elpídio Donizetti admitiu a existência da cláusula no seu acordo de separação, mas disse que foi "mal interpretado" pelo CNJ, porque ela não passava de um instrumento compensatório. "Em momento algum formei um conluio para me apropriar de um cargo público. Como minha ex-mulher abriu mão da pensão alimentícia, me dispus a arcar com os valores caso ela perdesse o cargo comissionado", afirma. O magistrado frisou também que, além desta, várias outras cláusulas semelhantes constavam do termo, como a compensação pelo tempo de demora na venda da casa do casal. Ele ressaltou ainda a alta qualificação da ex-mulher, que seria nomeada para o gabinete de qualquer desembargador em função de seu currículo.
Mas, mais uma vez, o tiro saiu pela culatra. A alegação, apresentada como justificativa por Donizetti para a nomeação da ex-mulher, mereceu mais uma reprimenda do relator do caso. "Não há que se considerar o bom serviço prestado pela servidora ou fazer-lhe concessão em virtude de seu currículo ou sua formação acadêmica. A ética na direção da coisa pública suplanta qualquer argumento contrário", defendeu Kravchychyn. O primeiro tiro no próprio pé do desembargador foi para tentar afastar a acusação de nepotismo, alegando já ter se separado de Leila Nunes, o que negava o parentesco. Para comprovar isso, foi pedido o termo de separação e, com ele, a prova da negociata."
Fonte: Jornal Estado de Minas, via clipagem do CNJ.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Os que mamam.
Não as crianças; os outros.
Para terminar a semana refletindo um pouco sobre nossa política, a manifestação da deputada estadual fluminense Cidinha Campos:
Para terminar a semana refletindo um pouco sobre nossa política, a manifestação da deputada estadual fluminense Cidinha Campos:
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Inversão de valores.
Tempos atrás recebi uma charge muito boa, a respeito de como os filhos/alunos eram tratados há poucos anos e como são tratados hoje. É essa aí embaixo.
Antigamente o filho recebia o boletim com notas baixas, os pais conversavam com a professora e o filho levava uma bronca; hoje o filho recebe o boletim com notas baixas, os pais conversam com a professora e a professora leva desaforos para casa.
Essa inversão de valores está trucidando a educação ética e, por via de consequência, a formal também, já que os estudantes estão vendo que os pais vão sempre tomar seu partido, mesmo que eles não tenham razão. "Pra que estudar??"
Lembrei dessa charge quando vi, hoje pela manhã, uma notícia de uma mãe, não lembro onde, que reclamou que o filho dela foi obrigado a pintar e retocar as pichações que fez nas paredes da escola onde estuda. A justificativa do rapaz para tanto foi que ele queria ser o primeiro a pichar a nova pintura!!
Se eu fosse a mãe do cidadãozinho, recolheria-me a minha insignificância.
Ainda teve uma psicopedagoga que disse que a professora deveria ter sido mais criativa, que deveria ter chamado os pais, explicado o que aconteceu e feito o rapaz consertar os danos de outra maneira, sem ser na frente dos outros alunos. Haja criatividade!! Pelamordedeus. O pichadorzinho não teve pudores de estragar a pintura nova que a comunidade arcou (ainda mais essa, a comunidade de lá que conseguiu melhorar o que o Estado não faz) na frente dos amigos e para se vangloriar babacamente com seus colegas.
Ainda saiu barato para o moleque!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
josé sarney favorece sobrinha.
Surpresa? Claro que não. josé sarney valida mais 45 atos secretos e favorece sobrinha. Estamos bem, nós, na foto. Deu no Estadão:
"No mesmo dia em que o senador José Sarney (PMDB-AP) foi absolvido pelo Conselho de Ética, aliados e parentes do presidente do Senado nomeados por atos secretos foram oficialmente anistiados e continuarão empregados na Casa. A diretoria-geral validou os boletins sigilosos que deram emprego a Maria do Carmo de Castro Macieira (sobrinha do senador), Nathalie Rondeau (filha do ex-ministro e afilhado político Silas Rondeau) e Alba Leite Nunes Lima, mulher de Chiquinho Escórcio, aliado do presidente do Senado."
Continue lendo aqui.
Com tudo isso que se lê diariamente, criei um novo tópico de identificação ou busca no blog: sem-vergonhice. Infeliz e provavelmente estará muito ligado ao tópico política.
"No mesmo dia em que o senador José Sarney (PMDB-AP) foi absolvido pelo Conselho de Ética, aliados e parentes do presidente do Senado nomeados por atos secretos foram oficialmente anistiados e continuarão empregados na Casa. A diretoria-geral validou os boletins sigilosos que deram emprego a Maria do Carmo de Castro Macieira (sobrinha do senador), Nathalie Rondeau (filha do ex-ministro e afilhado político Silas Rondeau) e Alba Leite Nunes Lima, mulher de Chiquinho Escórcio, aliado do presidente do Senado."
Continue lendo aqui.
Com tudo isso que se lê diariamente, criei um novo tópico de identificação ou busca no blog: sem-vergonhice. Infeliz e provavelmente estará muito ligado ao tópico política.
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