Bacafá

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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Midway, um pouco de respeito não faz mal a ninguém.

Muitas vezes parece-me que não temos consciência das consequências dos nossos atos. Agimos como se nada repercutisse, como se não houvesse amanhã, como se quem virá depois não dependesse do que fazemos agora.

Nem podemos ser comparados às crianças. Crianças são ingênuas, não são irresponsáveis. Entretanto, quando percebem que fazem mal, têm remorso, ainda que a seu modo. Quando são ensinadas, respeitam as regras. Assimilam.

Nós, adultos, perdemos a noção do certo, do justo, do bom. Às vezes me pergunto se a humanidade tem solução. Às vezes não sei a resposta, por mais esperançosos que meu coração e minha alma sejam. A lei do cada um por si e os outros que se danem é pervertida e perversa. Quem está em cima, sempre sobe mais. Quem está embaixo, sempre é sobrepujado e pisado ainda mais.

Palavras parecem não resolver mais, contudo continuarei falando. Palavras parecem cair no vazio, porém em algum momento encontrarão eco. Espero, apenas, que não seja o eco de um planeta sem mais nada e ninguém...



MIDWAY : trailer : a film by Chris Jordan from Midway on Vimeo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Justiça que tarda, falha.

O dito popular nos diz que “a Justiça tarda, mas não falha”. Normalmente ouve-se isso quando alguém degusta o nem sempre tão saboroso prato frio da vingança. Ainda que a vingança tenha sido “divina” ou feita por terceiros. É, a bem da realidade, um prêmio de consolação que a (outrora) vítima se dá. Nada mais do que um compensador, ainda que psicológico, por algo que sofreu ou por alguma maldade que viu a vítima da “Justiça tardia” sofrer. Um jeito mais pomposo de dizer “aqui se faz, aqui se paga”, que soa sempre mais explicitamente vingativo.

Entretanto, se enveredarmos pelo caminho da justiça legal, aquela do poder judiciário, dos magistrados, desembargadores, ministros, dos oficiais de justiça e demais serventuários, vejo-me bem mais tendente a concordar com o emblemático jurista Rui Barbosa. Principalmente por ser, eu, um operador do Direito.

Ele, já no seu tempo, ensinava que “A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”. É justamente isso, a justiça que demora a chegar é uma injustiça qualificada e manifesta, pois deixa o detentor do Direito na expectativa, mergulhado no imenso mar da frustração. E, não raro, morre afogado nessa imensidão de água do descaso.

Quantas vezes você, caro leitor, já ouviu falar, viu uma matéria na televisão ou leu no jornal que alguém ficou dez, quinze ou vinte anos aguardando uma solução de seu litígio e o resultado favorável foi dividido entre seus filhos ou netos?

Que Justiça é esta? Justiça com “j” minúsculo. Justiça assassina, cruel, fria, alheia à realidade, ao mundo, às necessidades dos cidadãos. Principalmente dos cidadãos comuns e pobres.

Que desembargadores são esses que não buscam soluções realmente eficazes para os problemas que se amontoam nos fóruns do Estado inteiro? Desembargadores encastelados nas torres dos tribunais sem ouvir os gritos e lamentos dos populares desesperados pelas ruas.

Que poder judiciário é esse (com iniciais minúsculas mesmo) que permite magistrados com muita vontade de trabalhar matarem-se aos poucos com varas atulhadas com três, quatro, cinco, dez mil processos em andamento? Que permite magistrados com sérias acusações de desvios ascenderem profissionalmente? Que não ouve as cachoeiras que se formam dentro dos fóruns em dias de tormenta, quando juízes têm que fazer ginástica para salvaguardar os processos da água? Que deixa, como está hoje em Jaraguá do Sul, quatro magistrados titulares para seis varas, quando, pelo mínimo de decência, deveria ter pelo menos dois juízes por vara? Que concebe que uma petição demore três meses para ser distribuída? Que privilégios são esses que autorizam dois meses de férias por ano aos magistrados com tantos processos se acumulando?

E, mais triste de tudo isso, que tribunal, que poder judiciário, que desembargadores, que servidores públicos (sim, porque os desembargadores também são, apesar de alguns se acharem acima disso) são esses que nos fazem ouvir, em voz cândida, quando se reclama das goteiras ou da falta de servidores, que não têm verbas ou não há juízes?

A população? Ah, o povo é só um detalhe...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Nossos governantes assassinos.

Loucuras no trânsito é o que mais se vê por aí. Na realidade, acredito que loucura não seja a palavra mais adequada, já que significa insanidade mental, demência. Pelo menos não do ponto de vista médico. Afinal, os tais motoristas sabem muito bem o que estão fazendo.

O problema destes candidatos a marginais não é de loucura. É de irresponsabilidade mesmo. Da mais grave, incompreensível e absurda.

Vou dar um simples exemplo que presenciei um tanto aterrorizado e indignado nesta segunda-feira (anteontem), por volta de 18h40. Estava indo para a faculdade de Guaramirim e após a ponte entre Jaraguá do Sul e Guaramirim, na BR 280, o trânsito estava naturalmente lento, por causa daquele afunilamento.

Pois bem. Qual não foi a minha surpresa quando vejo um imbecil (e já peço desculpas pelo tom da palavra, mas não encontro outra menos agressiva) tirando o seu Vectra novo e branco para o acostamento e por ali mesmo ultrapassando os demais veículos na fila, quase chegando ao meu lado. Pensem comigo: um horário de escurecimento e muito movimento. Mais do que isso, muito movimento nos acostamentos, com pessoas a pé e de bicicleta indo e vindo em todas as direções. O dito parou, apesar da velocidade incompatível que imprimia, justamente por causa de alguns ciclistas. Confesso que pensei que iria presenciar uma tragédia naquela hora.

Esse caso específico pode até não ser culpa direta dos nossos assassinos governantes. Contudo, outros exemplos há em que não consigo não imaginar a responsabilidade dos nossos políticos ante sua inércia e seu descaso. Continuemos na BR 280, trecho entre a ponte Jaraguá do Sul – Guaramirim e o trevo de Guaramirim – Massaranduba. Neste curto espaço de estrada é possível ver as mais incríveis barberagens e irresponsabilidades. Penso que só por sorte não há acidentes graves diários por ali.

E o governo é tão irresponsável que em uma curva, num trecho absolutamente movimentado, em plena rodovia federal, entre duas cidades separadas por uma ponte, há uma faixa de pedestres! Uma passarela nem pensar. Uma faixa de pedestres mesmo, para os pedestres fazerem uma loteria diária de suas vidas. Isso sem falar naquela rua à esquerda logo após a ponte (quando se vai no sentido Jaraguá do Sul – Guaramirim). Para adentrar na mesma, alguns motoristas pensam que estão andando no centro da cidade. Simplesmente entram!! Cruzam na frente do fluxo que vem do outro lado, atrapalham os veículos que vem atrás e não estão preocupados com nada. Quando muito, dão sinal da convergência. Quando muito.

Mortes já aconteceram e vão continuar acontecendo. Culpa de quem? Dos nossos governantes assassinos por inércia. E não é só dos Presidentes da República que já passaram por Brasília, não. A responsabilidade é dos prefeitos das duas cidades. Dos atuais e dos inertes anteriores. A responsabilidade é do Governador do Estado. Deste e dos outros. E dos vereadores, deputados e senadores. Pena que, ao contrário dos macacos sábios do provérbio japonês (aqueles que não vêem o mal, não escutam o mal e não falam o mal), estes nossos políticos podem ser chamados de trogloditas cegos, surdos e mudos por pura falta de vontade de buscar as soluções necessárias.

E digo que há solução imediata para prevenir o pior nesse caso.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Será que só eu vi?

Repintaram as faixas de trânsito na Rua Marina Fructuoso (Jaraguá do Sul).
Estão lá, brancas, brilhantes, fortes.
Só esqueceram de arrumar a rua: só tem buraco naquela via. Por que não arrumaram a rua antes? Vão arrumar depois de pintar? Ou seja, trabalho, tinta e dinheiro jogados fora??
Alguém entendeu?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

E a peça em cartaz na SCAR, digo, na CMJS, é:

"Tô nem aí pra opinião pública" ou
"Vistas do que todo mundo já viu" ou
"Justino e Zé (da farmácia): a união improvável" ou
"Zé, espera mais um pouquinho pra subir as escadas" ou
"Os minutos da estultice: o tempo entre o pedido de vistas e as próximas eleições".

Resumindo: saí chateado, frustrado e indignado da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul. Mais uma vez se deixou de lado o interesse público em favor do particular ou partidário-particular.

Enquanto o vereador Justino da Luz, que não sei se foi laranja ou se foi sua mesmo a infeliz ideia de pedir vistas de um projeto emendado por ele mesmo, estava com cara "a câmara é nossa [deles] e aqui mandamos nós", dos outros, alguns ficaram (aparentemente) perplexos; outros estavam com "cara de paisagem", fingindo que não era com eles e que não sabiam de nada.

Aviso aos navegantes: quem quiser falar de democracia tem que saber ser aplaudido e saber ser vaiado. Cada um que assuma as consequências de seus atos.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pequenas reflexões.

Não gostei muito do título que escolhi para o artigo de hoje. Reflexões não devem, de fato, ser pequenas. Deveriam demandar um tempo razoável para se considerar, ponderar, amadurecer o próprio pensamento. De todo modo, lendo algumas notícias e notas em O Correio do Povo e em outros jornais, peguei-me pensando sobre o presente e o futuro.

A escolha do secretário da SDR.

O Governador do nosso Estado, Sr. Raimundo Colombo, errou. Levar 100 dias para escolher um nome para um cargo político desta importância, ainda mais de uma região próspera e ansiosa por investimentos e definições como a nossa, serviu apenas para transformar pequenas luxações em fraturas expostas.

Esse banho-maria ferveu demais e acabou queimando. A fumaça e o cheiro ruim acabaram se espalhando pelas páginas dos jornais e pelas ondas dos rádios.

E tudo isso para manter o secretário que já ocupava a cadeira da discórdia, Sr. Lio Tironi.

Em certos momentos, Sr. Governador, a decisão rápida é melhor do que decisão nenhuma, mesmo com os riscos. Se lá naquela primeira leva de tuitadas de nomes de secretários o senhor já tivesse apontado o daqui, muitos problemas e saias-justas poderiam ter sido evitados.

Agora o que nem todos sabiam é notícia corrente: a senhora prefeita de Jaraguá do Sul e seu marido, secretário municipal, respectivamente Sra. Cecília Konell e Sr. Ivo Konell, não toleram o nome escolhido.

Muitas ameaças do casal administrador de Jaraguá do Sul saíram (e não sei se são verdadeiras porque apenas as li), inclusive com repercussão estadual.

Não sei exatamente o que o casal vai fazer. Até a hora que escrevi este texto, ainda não tinha notícia das conseqüências na residência dos Konell. Renunciar ao governo, eu sinceramente não acredito. Mudar de partido, talvez. Outras represálias, não sei. O fato é que o clima ficou ruim.

Por outro lado, espero que o Sr. Lio Tironi, tendo em vista a nada discreta oposição do casal Konell, não leve o assunto para o lado pessoal (por mais que tenha sido). Espero que seja grande suficiente para não negar o empenho que Jaraguá do Sul merece nessa sua continuidade na passagem pela Secretaria Regional.

Na realidade, espero que as arestas sejam podadas e que todos se sentem à mesa, como homens públicos que são e como homens que pensam a coisa pública com responsabilidade (o que se espera), e iniciem uma etapa de trabalho conjunto para o bem não só de Jaraguá do Sul, mas de todas as cidades abrangidas pela Secretaria.

O interesse que deve prevalecer é o da sociedade, o bem comum!

A mulher de César de Guaramirim.

Outra notícia que me espantou tinha a seguinte manchete: “Prefeito contrata suspeitos de fraude”, com o subtítulo “Ação civil pública investiga profissionais que foram convidados a trabalhar em Guaramirim” (OCP, 9.4.2011, p. 6).

Pior foi ler a assertiva do prefeito de Guaramirim, Sr. Nilson Byllardt: “É lógico que eu sei. A responsabilidade é toda minha. Eu confio neles”. Estava se referindo à contratação de duas pessoas investigadas por desvio de verba pública, superfaturamento de materiais médicos e hospitalares e contratação ilícita de funcionários em Barra Velha.

Refrescando a memória dos mais incautos, coincidentemente foi em Barra Velha que o prefeito de Guaramirim parou, como secretário municipal, enquanto não se resolvia quem deveria ficar na cadeira principal da prefeitura de Guaramirim.

Acabo, por isso, tendo que voltar àquela velha máxima: “À mulher de César não basta ser honesta. Tem que parecer honesta”. E aí eu me pergunto: como fazer uma administração pública parecer honesta se em seus quadros aparecem suspeitos de desvios de verba pública, ou de pessoas respondendo a ações civis públicas?

Sei que todos devem ser considerados inocentes até o término da demanda, e só serão realmente culpados se forem efetivamente condenados. Mas o administrador público não pode se dar a esse privilégio de argumentação. Trabalha com o erário, ou seja, o dinheiro do povo, e nenhum risco pode ser corrido neste aspecto. Beira à irresponsabilidade!

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Em tempo: este artigo foi publicado no jornal O Correio do Povo em 13.04.2011, última quarta-feira. Infelizmente a reação negativa da prefeita de Jaraguá do Sul e seu marido veio. As aparências dizem que os cargos do PSDB na prefeitura foram pedidos de volta em represália à escolha do secretário da SDR, Lio Tironi. O casal de mandantes do paço municipal é do DEM.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Publicidade e pânico.

Tudo o que não se deve fazer em uma cidade que convive com o medo, ainda mais sob ataques diários da bandidagem, foi feito por uma agência de publidade no Rio de Janeiro. Lembrou-me os piores momentos do RedBull que, por duas vezes, pisou na jaca: uma, quando colocou um de seus carros de F1 barulhentos, de madrugada, nas ruas de São Paulo para promover a marca e a corrida, acordando quem queria descansar. Duas, quando colocou garotas com roupas justas e insinuantes distribuindo energético para os bombeiros e policiais que atendiam o buraco do metrô também em SP (falando nele, alguém foi responsabilizado pelas mortes e danos? Quem era mesmo o administrador público na época??). Abaixo, mais uma sinistra, atrapalhada e infame campanha publicitária:

"A polícia Civil divulgou nota a respeito das caixas encontradas esta manhã na Praça General Osório, em Ipanema. O que a princípio era tratado como um explosivo, não passava de material pertencente a uma empresa de promoções e eventos contratada pelo apresentador Fausto Silva. Essa empresa teria pedido licença à prefeitura, que não concedeu. O responsável será indiciado e pode ser condenado a seis meses de prisão. Outras caixas iguais foram espalhadas no Parque dos Patins, na Lagoa, na Praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana, e no Posto Nove, em Ipanema.

Especialistas do Esquadrão Anti-Bombas da Polícia Civil chegaram a abrir as caixas, mas não encontraram nada suspeito. Em uma das caixas havia uma chave e na outra nada foi encontrado. A operação mobilizou cerca de 50 policiais. O trânsito nas ruas no entorno do local já foi liberado."

Fonte e foto: Portal Jornal do Brasil.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sem rodeios.

Certas coisas são realmente difíceis de entender. Para mim, pelo menos. Talvez eu seja um pouco lerdo na compreensão do ser humano, das suas vontades, dos seus atos, da sua noção de prazer. Entretanto, eu não consigo enxergar qualquer justificativa racional para as cenas que se veem em rodeios, como as do vídeo abaixo. O prazer mórbido de judiar, machucar e violentar seres indefesos, apesar de seus tamanhos, parece-me coisa de gente doente. Possivelmente a sociedade esteja doente, e como faço parte dela, estou doente também, de alguma forma. Mas ainda vejo crueldade nesse tipo de comportamento, e, por isso, não posso concordar e nem "achar legal". Rodeios pululam país afora, de todos os tipos, dos crioulos da nossa região, aos importados dos EUA, no interior de São Paulo. Com menos ou mais violência, os animais são as únicas vítimas dessa selvageria. O pior, é o exemplo que se deixa para as gerações futuras, onde crianças aprendem a achar normal machucar um animal nas partes mais sensíveis para que ele saia pulando igual cabrito, ou puxar um bezerro com tamanha violência que depois de voar por alguns milésimos de segundos, fica estático apavorado e machucado.

Sou daqueles que vibra quando o touro fura o toureiro (mesmo sabendo que no final quem vai se dar mal mesmo é o animal - o de quatro patas) ou quando o cavalo dá um coice no montador antes dos 8 segundos.


Vi esse vídeo pela primeira vez no Pensativo, blog do amigo Darwinn.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Manifesto da AJAPRA pelo fim das "puxadas".

Como amplamente noticiado pela imprensa estadual, no último final de semana, várias pessoas foram feridas, algumas gravemente (com fratura de fêmur, traumatismo craniano, etc.), pelos organizadores do evento denominado “Puxada”, realizado no vizinho município de Pomerode.

A selvageria praticada por cerca de trinta pessoas que prestigiavam o evento, foi uma resposta à manifestação muda e pacífica, feita em via pública, contra esse tipo de prática.

A competição consiste na “habilidade” do proprietário dos animais em forçá-los a puxar (daí o nome Puxada) zorras de cimento sobre pista de terra ou lama, carregadas com sacos de areia de até duas toneladas.

Em páginas da internet como o Youtube existem vários vídeos demonstrando como funciona esse tipo de atividade que é organizada e rende prêmios aos participantes.

Por outro lado, o treinamento cruel, o tratamento com anabolizantes acima de qualquer padrão racional e a aplicação de outras substâncias nocivas para a obtenção de incríveis respostas orgânicas não é filmado, tampouco divulgado.

Essas considerações são importantes para esclarecer que Jaraguá do Sul também sedia etapa desse evento que, no ano passado, foi realizada no mês de junho.

Por isso, nunca é demais lembrar que a crueldade cometida contra animais é crime previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98, bem como que a realização de eventos com exploração de animais é proibida por Lei Municipal vigente.

Como se não bastasse, do ponto de vista ético é preciso compreender que esse tipo de entretenimento serve para o prazer humano e não animal. Não é justificável causar dor, sofrimento e lesões a outrem, para satisfazer meros caprichos de quem assiste ou participa como “proprietário”.

A Associação Jaraguaense de Poteção aos Animais – AJAPRA dispõe de laudo veterinário que evidencia os danos causados ao sistema cardiovascular, ósseo e articular dos animais que são sujeitos e expostos à sobrecarga de peso desse tipo de “competição” e está disposta a tomar todo o tipo de providência legal para impedir que essa manifestação de sadismo continue sendo praticada em nossa cidade.

Diante disso, a AJAPRA espera confiante que as autoridades regularmente constituídas exerçam o seu papel e tomem as providências necessárias e suficientes para coibir a prática das “Puxadas” em Jaraguá do Sul, cidade que nunca teve tal tradição e que não pode agora, em pleno Século XXI, passar a cultivar esse tipo atrocidade.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Lamentável.

Sou um sonhador. Não perco a esperança de que as coisas podem melhorar, de que o mundo e as pessoas possam ser melhores daqui em diante.

Mas nesse final de semana tive dúvidas quanto a isso ao ver as lamentáveis cenas de comemoração pela sentença condenatória do casal Nardoni. Não estou aqui os julgando ou absolvendo. Apenas lamentando que algumas pessoas, sem qualquer bom senso ou reflexão, tenham comemorado daquela forma a condenação de possíveis assassinos. Tenham comemorado a tragédia de três famílias. Tenham comemorado aquilo que para essas famílias nunca mais vai ser a mesma. E, para piorar, com fogos de artifício. Absurdamente lamentável.

Afora outros exemplos que já comentei aqui nesse blog, recentemente tivemos mais um sobre como a opinião pública pode ser levada facilmente a erro. O caso da menina Gabrielle, que apareceu morta em um tanque de uma igreja de Joinville. Condenaram o acusado antes do processo terminar, inclusive por violência sexual. A imprensa e a população. Foi absolvido por falta de provas. E o mais grave, a menina sequer sinais desta violência tinha.

Reflitamos todos.

domingo, 1 de novembro de 2009

O caso da garota de minissaia da Uniban.

Fico aqui pensando com meus botões...

Ah se estes alunos "defensores da ordem, da moral e dos bons costumes" tivessem a mesma preocupação com a diarréia ética que grassa no nosso meio político...

Ah se estes alunos "preocupados com a integridade intelectual e a honra acadêmica" tivessem os mesmos empenho e inquietação com o despudor e desrespeito do nosso dia a dia em todas as esquinas do país (com gente furando fila, ultrapassando pelo acostamento, não devolvendo o troco recebido a mais, estacionando em vagas exclusivas para idosos e deficientes, comprando discos piratas, dirigindo depois de beber, praticando contrabando e descaminho, jogando lixo no chão ou pela janela, etc, etc, etc...).

Para quem não viu os momentos de barbárie da nossa futura elite social, clique aqui ou aqui.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Why the fuck do you have a kid?

Uma coisa é uma gravidez não planejada. Outra coisa é a irresponsabilidade ou inconsequência de pais com seus filhos (planejados ou não)!!! Encontrei um site onde são apresentados fotos e vídeos destes pais sem nada na cabeça (ou pior, com m... no lugar do cérebro). O endereço é: http://whythefuckdoyouhaveakid.com/

Abaixo algumas das "menos piores" fotos. Se quiser ver a que ponto chega a irresponsabilidade de certas pessoas, clique no link acima.