Bacafá

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

País adubado.

O Brasil é o país do futuro. Ouço isso desde meus dez anos, pelo menos. Lá se vão mais de 30!! O Brasil deveria ser o país do presente há 50 anos. O que falta? Todos sabemos e não vou aqui ficar discutindo o óbvio. Tento fugir desses assuntos, e pro texto de sexta eu queria, sinceramente, algo mais leve. Mas os fatos em notoriedade não me deixam.

Esse país está adubado, está pródigo em notícias surreais, fantasmagóricas ou apavorantes. Não sei nem o que comentar. A execução dos garotos pela polícia no Rio, a bagunça nas escolas de São Paulo, o vai-não-vai que parece que foi-mas-não-vai-muito Dilma/Cunha, evangélicos jogando sal no Rio Doce pra ver se o salvam, o próprio episódio em Mariana, tributação sobre o dinheiro devolvido com as operações da Lava-jato. Ficaria aqui o dia inteiro escrevendo sobre tudo o que acontece ou deixa de acontecer por essas plagas. Até porque nem sei qual é a pior ou a mais inusitada.

Mas hoje não, o sol deu uma espiada entre as nuvens, a chuva insiste em ficar e o final de semana está aí na porta. Então vou ficar só com a possibilidade de uma música que lembre praia, mar, tranquilidade, boas sensações.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Contos de quinta (versão verão): A tenda.

Como já é conhecido dos frequentadores destas plagas, quinta-feira costumava rolar um "Contos de quinta" pra divertir ou chatear os leitores. Alguns fizeram sucesso, outros foram muito mal falados, hehe. Abaixo, para quem não leu ou quer lembrar, a ligação para a relação dos contos. Na sequência, o primeiro da temporada. Como expliquei na terça, serão contos leves, sobre verão, praia, até eu pegar o jeito novamente. Grande abraço, boa leitura e boa sorte!!

Podem ler clicando aqui (a relação grande) e aqui (o último depois da relação).

A tenda.

Sábado de sol. Muito sol. O cidadão acorda relativamente cedo e vai com sua mulher para a praia. Duas quadras separam sua casa da areia. Como chegou antes da muvuca, escolhe um bom lugar, e arma seu guarda-sol. Arruma a cadeira da mulher, estende a toalha para ela torrar um pouquinho. Apesar do céu limpo, sem nuvens, de um belíssimo azul, ainda não está terrivelmente quente. Horário de verão tem suas vantagens.

Senta na sua cadeira, abre seu livro de autoajuda e afunda-se em regras de salvação própria. Entre um mandamento e outro, dá uma espiada sobre seus óculos nas bundas que passam caminhando. Disfarçadamente, claro, para a esposa não perceber.

O tempo passa e vão chegando casais, famílias, turmas. O silêncio inicial, rebatido apenas pelas poucas ondas, se desfaz por completo. Não se ouvem mais as ondas, inclusive. Um porcalhão aqui, outro ali. Uma criança reinenta aqui, outra ranhenta lá. E assim caminha a humanidade praiana. Todos dentro da civilidade possível. Claro, sempre passa um molequinho correndo e levantando aquela agradável areia sobre as mulheres ao sol. Invariável, assim como o é o adolescente que passa na beirinha do mar chutando a água para acertar a irmã e acerta todo mundo, menos a irmã.

A convivência tranquila e pacífica entre as famílias e seus guarda-sóis. Espaço razoável para todos, afinal. Uma água de coco para hidratar, um picolé de manga para refrescar. Claro, tem o chatinho que passa com o seu celular pendurado sabe-se lá onde, fazendo todo mundo ouvir o que ninguém quer.

Tudo corria normalmente quando, porém, chegou uma família. Uma família grande. Uma família de pai, mãe, filha, namorado da filha, filho, esposa do filho, ou vice-versa, uma netinha de uns dois anos e outro de uns cinco, tia e mais alguém não identificável. Uma família e piscininha, baldinhos, pazinhas, brinquedos diversos, bola, bolsa de neném (aquelas que a mãe carrega com todos os apetrechos dos pequenos), um cooler e um isopor. Uma família e sete cadeiras, cinco toalhas, não se sabe quantos bonés e chapéus e alguns tubos de bronzeador. Uma família e uma tenda, destas que são montadas para proteger a tropa toda do sol, dessas que só tem a parte de cima e as quatro pernas de sustentação. Branca com detalhes cinza.

O cidadão olha para a esposa que devolve o olhar. Alojou-se, a família, bem ao lado do casal. Bem na frente de outra família que tinha acesso para o mar. Não que fosse o último lugar da praia. Não. Havia muita areia para a família da tenda se apoderar. Mas tinha que ser ali. Todo mundo fez cara feia. Menos a família, que estava fazendo força para montar o barraco.

O cidadão baixa o livro e discretamente comenta com a esposa:

- Gente sem noção, hein? Tanto lugar pra se acomodar e tem que ser logo aqui. Na frente daquela família. Agora os pobres coitados vão ter que ficar contornando.
- Sem comentários – responde a mulher, concordando com o marido.
- Onde vai parar esse mundo? Cadê o respeito? Será que não se tocam? Não conseguem ver que estão atrapalhando outras pessoas?
- E ainda por cima, ficam aí, falando alto. Ninguém precisa saber que os vizinhos deles brigam, que a tia fulana tomou um porre na virada, que o cachorro fez xixi no pé da visita...
- Esse povo tá mesmo sem educação. É cada um por si e o resto que se exploda. Que se exploda. Até tirou parte do nosso sol, olha só!
- E tá esquentando esse sol, né, amor?
- Vixe, se está...

E a praia continua. O sol vai fazendo seu caminho no céu. As crianças continuam correndo e gritando. Mais um picolé, uma água gelada, um capítulo do livro, uma marquinha de biquíni...

De repente os olhares do patriarca da família da barraca e do cidadão se cruzam. O cidadão faz cara de poucos amigos. O senhor da tenda sorri e oferece uma cerveja. O cidadão recusa, que é isso, não precisa, não. E engole a própria saliva, imaginando o quanto deve estar gelada e gostosa aquela loira. O senhor insiste, argumenta mais um pouco e o cidadão acaba aceitando, pois, afinal, fica chato recusar, assim, sem por que, toda essa solicitude.

- Pegue aqui, vizinho, está gelada esta cerveja. É das boas, importada. Você vai gostar. Sente-se aqui embaixo conosco; deve estar muito quente aí fora. Aproveita. Sinta a brisa aqui na sombra. O quadrado é grande, aprochegue-se, não fique encabulado. Sua esposa também não quer vir? Mais uma cerveja? Pegue aí no cooler, fique bem à vontade.

Os minutos vão passando, o cidadão, inicialmente desconfortável, passa a curtir a mordomia, seu novo amigo, a família dele, as cervejas dele. Lá pelas tantas, depois da décima latinha:

- Bacana essa sua tenda, hein? Sabe que eu tava pensando em comprar uma. Igualzinha essa sua aqui. A gente fica com um espaço bom na praia, né? Consegue marcar o território, hehe. A mulher, se quiser pegar sol, deita um pouco mais pra fora, a cerveja fica na sombra, e é mais difícil a molecada fica jogando areia na gente quando passa correndo. Muito boa essa barraca. Passa mais uma cerveja aí, meu amigo...

E assim caminha a humanidade...

quinta-feira, 21 de março de 2013

sábado, 21 de janeiro de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

As férias... ahh, as férias...

Voltando ao batente bloguífero, peço desculpas aos leitores e frequentadores pela demora no recesso. Mas o fato é que resolvi desligar de tudo, efetivamente. Então, para retomar a rotina e desfazer o marasmo que ficou por aqui, nas próximas postagens vou contar um pouco das aventuras e desventuras destes últimos pouco mais de dez dias.

Superada a data de aniversário daquele que não nasceu no dia 25 de dezembro (dizem que, na realidade, quem nasceu nesta data foi um deus idolatrado pelos gladiadores e pelo povo romano em geral e a associação ao nascimento do JC foi uma forma que Constantino, o imperador romano, encontrou para tentar popularizar o cristianismo - e esta não é a única teoria sobre a escolha do natalício de Jesus Cristo), fomos, eu e minha namorada, para BC e de lá para Porto Belo. Tudo sem programação e sem reservas. Resultado, em Porto Belo acabamos em uma pousada bem mais ou menos.

Para compensar o nada que tinha na pousada, fomos visitar a Ilha de Porto Belo. Pegando um barco de pescador, em cinco minutos estávamos na Ilha. Visual fantástico, areias brancas e uma brisa que nos enganou, fazendo que nos transformássemos em camarões. No meu caso, um camarão de pés inchados.

A Ilha tem uma bela infraestrutura com restaurantes, barzinhos, bom atendimento, museu (com uma exposição de ossos de animais pré-históricos e onde, também, pelo que nos foi informado, houve uma exposição da Família Schurmmann), diversos esportes ou diversões náuticas e uma trilha na mata atlântica. Tudo muito bom (exceto o excesso de exposição ao sol, claro). Vale a pena conhecer.

Mais informações sobre a ilha: http://www.ilhadeportobelo.com.br/pt-br/#!home

Música do dia: Here comes the sun, dos Beatles:


It's all right...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Para começar bem a semana.

De email enviado pelo advogado Fernando Luís Buzarello, uma foto reputada ao ex-surfista americano Clark Little que agora se dedica a fotografar ondas de dentro delas.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eu recomendo - Villa dos Ganchos.

Há algumas semanas, voltando de Florianópolis, passando pelas praias de Governador Celso Ramos, cruzamos o Restaurante Villa dos Ganchos, na Praia Canto dos Ganchos (aproximadamente o km 12 da SC 410). Por curiosidade e por fome, paramos.

O lugar é absolutamente agradável, com uma decoração muito bonita e um visual do mar deslumbrante. O atendimento excelente e a comida deliciosa. Recomendo.

E levem sua fome e suas máquinas fotográficas.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Praia.

Se tudo estiver como programado, neste instante estou com alguns amigos na praia com churrasco, cerveja e futebol de areia. Para comemorar mais um ano que passou. E como brinde Hoodoo Gurus (I don't mind) e Spy vs Spy (Clarity of mind), que sempre me lembram praia e festa (embora esses meus amigos não sejam da geração que ouvia essa banda):



domingo, 29 de novembro de 2009

Terceira aula.







Fotos by Gabriela Maia Lopes.
Clique nas fotos para ampliá-las.
(Tudo bem... mar para principiantes...).

domingo, 22 de novembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

Dessa vez foi...


O dia ajudou.

Praia: Quilombo, Penha.
Primeira aula de surf.
Para um descordenado, como eu, conseguir ficar em cima da prancha no primeiro dia é de se registrar.
Minha filha, muito antes, já tinha surfado algumas ondas. Ao lado e abaixo algumas fotos, tiradas pela minha namorada.
Merecem lembrança, também, nossa companheira de aula Karina e nossos pacientes professores Ronaldo e Georgia.





Depois, mas antes do jogo do Flamengo rumo ao campeonato brasileiro, uma volta no Morro do Macaco, em Itajaí:



Agora sim: o Hawaii que nos espere!!

domingo, 8 de novembro de 2009

Domingo, sol, praia e ... surf.

Nesse domingo vou, acreditem, pra minha primeira aula de surf. Na realidade no exato momento que esse post aparece aqui, estou começando a aula (se o tempo e as ondas ajudarem). E minha filha parceira resolveu fazer as aulas também. E a amiga Karina igualmente vai arriscar. E a namorada vai tirar foto de tudo (ou do que sobrar).

Em homenagem a essa nova experiência, apesar da idade, segue um vídeo de uma ondinha que, talvez eu nunca venha a pegar. Depois, uns vídeos de música que lembram praia e meus velhos tempos com os amigos pegando onda de jacaré (peito) ou de caiaque. Bons tempos... e inconfundíveis Hoodoo Gurus e Australian Crawl.

Quem sabe se as fotos não forem muito constrangedoras eu as coloque aqui no final do dia. Até lá e boa sorte pra gente.







Havaí que nos aguarde!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Praia.

Para começar bem a semana, um vídeo de um passeio entre as praias do Mar Grosso e do Frade, em Laguna/SC. Belíssimo visual da ensolarada manhã de 7 de setembro último. Mar e céu à vontade...



Filmado pela minha namorada Janaína e produzido com estilo pela minha filha Gabriela.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Em tempos de chuva...

... nada como relembrar os velhos tempos de praia ao som de Hoodoo Gurus.

Night must fall (Is it that time?)

domingo, 5 de abril de 2009