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sábado, 14 de janeiro de 2017

Férias e segurança digital.

As férias acabaram para uns e estão acabando para outros, mas os cuidados abaixo sugeridos ainda valem, independentemente de datas. Fica a dica.

Publicado originalmente no www.rlb.adv.br.

As férias de final de ano estão chegando, comemorações, diversão, descontração. Provavelmente descanso e festividades merecidos para a maioria. Entretanto, nem todos param. E se antes a preocupação era com a casa, e a solução era pedir para o vizinho ficar de olho ou a polícia fazer a ronda na rua, hoje em dia o inimigo é praticamente invisível…
A tecnologia trouxe – e continuará trazendo – muitas comodidades. E muitas preocupações. E muitos problemas para os mais incautos. Por isso algumas recomendações simples sobre os mais simples dos problemas nessa área.
Para quem já ouviu falar da internet das coisas (IoT), não é novidade do quanto equipamentos eletrônicos podem ser os suspeitos entre nós. Qualquer dispositivo eletrônico ligado à grande rede pode ser um canal aberto para os bandidos tecnológicos. Para se ter ideia da vulnerabilidade, dois casos (cujo mérito, por conta do espaço, serão abordados nos próximos textos): (1) existem sites que divulgam imagens de câmeras espalhadas pelo mundo inteiro escolhidas aleatoriamente. Sem autorização! Do quintal da casa à cozinha do restaurante. (2) No começo do ano um cracker filmou, através de uma smartTV um casal em cenas íntimas quentes.
E isso é só a ponta do iceberg.
Nossos smartphones têm muito mais informações a nosso respeito do que podemos supor. Então ficam duas dicas simples: (1) não utilizar programas com acessos a informações sensíveis (e-mails, apps de bancos, acessos a arquivos de trabalho) em redes abertas e (2) desligar os geolocalizadores dos apps de suas redes sociais. São dois motivos principais: o marginal pode saber onde você está ou não está (o que pode ser ainda mais interessante para uma mente criminosa) ou você pode ser vítima de um stalker (perseguidor) – e esse recado serve principalmente para adolescentes e mulheres. Se sua rede social indica para amizade alguém que você não conhece, provavelmente você esteve recentemente no mesmo ambiente que essa pessoa.
Por fim, aquela dica que todos já conhecem: não fique postando fotos em tempo real de todos os lugares que você está e nem de todos os bens (carros, casas, brinquedos caros novos) que você tem.
Privacidade, liberdade e segurança têm seu preço.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Livros das curtas férias.

- O olho, de Vladimir Nabokov.
- Qual a tua obra?, de Mário Sérgio Cortela
- O homem duplicado, de José Saramago.

Nos próximos dias alguns comentários.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Férias, educação e Sabato.

Férias. Não posso reclamar das minhas últimas. Das férias em si, pelo menos. Esse ano o roteiro foi das praias aqui em Santa Catarina mesmo. De Piçarras a Laguna há diversos lugares paradisíacos. Nos lugares que pegamos congestionamento, já sabíamos deste risco. Não era novidade. Então, penso, quem reclama dos engarrafamentos nas praias já sabidamente sem estrutura viária, poderia fazer a opção de escolher outros lugares para descansar e aproveitar, sem perder tempo com o estresse. Não quero dizer, com isso, que devemos nos acomodar com as más administrações públicas. Nem, tampouco, que as vias principais de escoamento (como a BR 101, parte sul, e BR 280) devem ser esquecidas. Entretanto, em férias, ainda temos a possibilidade de optar.

Mas não é sobre isso que resolvi falar hoje. O assunto é a educação nas férias. Ou deseducação. E sobre como é fácil sermos corruptos, no sentido mais amplo da palavra. As situações mais corriqueiras demonstram o relaxamento ético pelo qual estamos, aparentemente, passando. Se por um lado temos mais consciência da importância do voto e da necessidade da cobrança de postura e trabalho dos eleitos, por outro nos acomodamos ou somos coniventes (por que não cúmplices?) com o mau comportamento alheio.

E o verão é fértil para estes arranjos. Nas praias: donos passeando com seus animais na areia onde, não raro, fazem suas necessidades; pais enterrando fraldas descartáveis recheadas na areia; filhos jogando embalagens de picolé no mar; jogadores praticando seu caquético futebol sem se importar com quem não quer tomar banho de areia ou levar bolada. Nas estradas: os campeões de audiência são a ultrapassagem pelo acostamento, as buzinadas que nada resolvem e os xingamentos gratuitos. Nos cinemas: furadores caras-de-pau de filas; comedores de boca aberta de salgadinhos fedidos; conversas ao telefone celular; piadas sem graça em alto tom sobre cenas do filme. Em todos os lugares: fumantes jogando sua fumaça para quem não quer cheirar e os restos de seus cigarros pelo chão, pela sacada ou pela janela do carro ou do apartamento.

Não tenho a menor sombra de dúvida que todos lembraram de alguma situação que presenciaram ou ouviram falar sobre a falta de educação alheia. Alguns, talvez, tenham se enxergado nos exemplos descritos.

Nessas horas lembro de Ernesto Sabato, um escritor argentino, já com experiência para dar e vender, quando diz, na sua obra A resistência, que “a vida dos homens centrava-se em valores espirituais hoje quase em desuso, como a dignidade, o desinteresse, o estoicismo do ser humano perante a adversidade. Esses grandes valores, como a honestidade, a honra, o apreço pelas coisas bem-feitas, o respeito pelo outro, nada disso era excepcional, mas coisas que se encontravam na maioria das pessoas. (...). Outro valor perdido é a vergonha. Vocês perceberam que as pessoas não têm mais vergonha, e que podemos encontrar qualquer sujeito acusado das piores corrupções misturado com gente de bem, com um largo sorriso no rosto, como se nada tivesse acontecido? Em outros tempos, sua família teria se enclausurado, mas agora tudo dá na mesma, e alguns programas de televisão até convidam o criminoso e o tratam como a um distinto senhor.”

Nem precisa ser um grande corrupto para não ter vergonha. Quem nunca se deparou com algum elemento que arrotou suas proezas por ter levado vantagem, seja por um suborno para não levar multa ou por um troco a mais que recebeu, percebeu e não devolveu?

E por que tudo isso? Por que essa irracionalidade quando a humanidade progride tanto em tantas áreas? Talvez o próprio Sabato nos dê uma idéia da resposta: “A televisão nos tantaliza, como que nos enfeitiça. Este efeito entre mágico e maléfico resulta, penso, do excesso de luz que nos toma com sua intensidade. Inevitável lembrar que ela produz o mesmo efeito nos insetos, e até nos grandes animais. Então não apenas é difícil afastar-se dela, como também perdemos a capacidade de olhar e ver o cotidiano”.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Férias: última parada.

Como já dito na última postagem sobre as férias sem destino, a única coisa certa dessa temporada era o show da Amy Winehouse, o que, convenhamos, não é certeza alguma, dado o histórico de furos que a cantora já deu mundo afora.

Mas ela não só apareceu no horário, como cantou à base de (supostamente) garrafas de água mineral. Mas antes de falar dela, falemos das apresentações que abriram o Soul Festival em Florianópolis.

Mayer Hawthorne abriu o festival com suas músicas animadas. O inglês foi o que mais interagiu com o público entre os três cantores da noite. Não sei se não o avisaram, mas em Florianópolis no verão faz calor. E ele se apresentou, cantando, dançando e pulando, com seu traje de paletó e gravata borboleta. O resultado era visível: terminou encharcado. Talvez as músicas mais dançantes e divertidas da noite foram as dele. Abaixo o clipe mais, como dizer, florido do cantor.



A segunda apresentação foi de Janelle Monáe, da qual, por ser totalmente desconhecida pra mim, comprei o último CD dela para me adaptar com as músicas. São músicas, digamos, um pouco diferentes e que, pelo menos no meu caso, precisam ser ouvidas mais de uma vez para o cérebro se acostumar (no encarte as explicações das inspirações que ela apresenta para cada música oscilam entre o estranho e o engraçado). Mas estou gostando. No palco, foi o show mais performático da noite e o guitarrista dela é um figuraço! Foi um show bem montado e só. Interação zero. Ainda sim foi um muito bom show. Veio, cantou, pulou a apresentação inteira (acho que a mulher colocou o dedo na tomada antes de entrar) e foi embora. Detalhe: ela ia emendando uma música na outra como se não precisasse respirar...



Por fim, o show mais esperado da noite: a popstar maluca Amy Winehouse. Quando ela apareceu no palco, boa parte do público foi ao delírio. Bastou ela soltar a primeira nota da garganta pra perceber que a mulher tem um vozeirão de verdade mesmo. É impressionante como aquilo sai sem ela fazer força nenhuma. Tudo bem que uma ou outra vez ela desafinou ou esqueceu a letra da música. Tudo bem também que ela sumiu duas vezes do palco, e numa delas deixou a banda meio perdida, fazendo os backing vocals dela improvisarem e cantarem alguma música. Tudo bem também que ela aparentemente não sabe dançar (e nem precisa saber) e que não havia uma lista de músicas previamente ajustada (ou se havia, ela tinha esquecido e por isso paravam sempre entre uma e outra para se acertarem no palco), tudo bem, por fim, que eu acho que ela fez um tipo de mulher perturbada, mais do que realmente deve ser. De todo modo, é de arrepiar ver um coro de aproximadamente 12.000 pessoas cantando com ela e vibrando e dançando and go and go and go...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Férias, mais paradas: Piçarras, Laguna, Floripa.

Saindo da bela Baía das Bromélias, em Governador Celso Ramos, ficamos num impasse: Seguirmos para o sul e arriscar a falta de vagas nos hotéis, ou passarmos a virada em águas mais calmas... Afinal, já era dia 30. Decidimos voltar e ficamos até o dia 02 em Piçarras.

Dali partimos para Laguna. No congestionamento quase lá, entramos na Praia do Sol (que já pertence a Laguna), visitamos um tio e família e seguimos para o centro. No dia 03, cuja ideia era visitar os pontos turísticos de Laguna, passei de cama por conta de uma virose. Resultado: hospital em Tubarão à noite e remédios na veia. E um gigantesco congestionamento entre Laguna e Tubarão. Na ida e, ainda muito mais lento, na volta. No dia seguinte, depois de um fast tour apresentei para minha namorada: o morro da Glória (com aquela estátua feia pra dedéu e o mato comendo solto!!), o museu (que estava fechado!!), a casa de Anita, a Catedral e o Centro Histórico. Na volta para o norte passamos pela praia de Itapirubá (que fica entre Laguna e Imbituba) e enfrentamos alguns congestionamentos até alcançarmos a parte duplicada da BR 101 (em Palhoça, se não me engano).

Dois dias de descanso em Jaraguá do Sul e rumo a Florianópolis, a Ilha da Magia. Para variar, sem hotel, apenas com lenço e documento. Depois de mais de 30 tentativas, encontramos um hotel quase a beira mar em Cachoeira do Bom Jesus (a intenção era ficar perto de Jurerê por conta do show da Amy). Depois de um banho de mar nas calmas águas da Cachoeira, à noite fomos arriscar em algum barzinho. Paramos no Chopp do Gus. Por fora parecia um barzinho modesto e pequeno. Surpreendeu-nos!!

O espaço bem grande, o atendimento eficiente, o chopp gelado, as porções muito bem servidas. E tivemos a sorte de assistir ao show de uma banda chamada Panela Rock. Como chegamos relativamente cedo, pegamos uma mesa bem em frente ao palco sem saber o que nos esperava. No começo desconfiamos: o volcalista parecia cantor de música sertaneja, o baixista parecia uma estátua e o guitarrista parecia que dançava alguma espécie de "dança Matrix". O baterista e o tecladista já eram mais normais. Entretanto, os caras começaram simplesmente com Stairway to heaven, do Led Zeppelin, de maneira primorosa. E continuaram com muitos clássicos dos anos 70, principalmente. Os caras são bons!!

Para saber a programação do barzinho, clique aqui.
Para saber mais da banda, clique aqui.

Música do dia: Don't stop me now, do Queen.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Férias, parte II: a missão.


Depois do sol da bela Ilha de Porto Belo, no outro dia seguimos caminho em direção ao sul. Novamente sem um destino certo e sem qualquer reserva de hotel. Paramos em Governador Celso Ramos e, como era de se esperar nessa época (já era dia 29), não havia vagas nas pousadas e hotéis da região.

Até que achamos a Pousada Baía das Bromélias. Excelente surpresa! Que belíssimo lugar!! Um hotel encravado entre a estrada e a praia, com uma vista espetacular. Em uma pequena baía, o mar entre as pedras e um pedaço da mata atlântica dão cores vivas e impressionantes. O lugar é detalhadamente preparado para agradar os olhos e a alma do hóspede. O atendimento, familiar, simpático e sorridente. A diversão, na realidade, já começa na entrada: uma descida íngrime e apertada.

O único problema para nós: só havia um bangalô disponível e para uma só noite. O nome do nosso chalé: Sol.

O jantar foi no, já conhecido deste blog, restaurante Villa dos Ganchos, cujos comentários já havia feito aqui, que fica acima da pousada e tem uma vista ainda mais fantástica. O atendimento e a comida continuam de primeira linha.

De todo modo, depois de um café da manhã colorido e saboroso, restou-nos curtir a prainha particular da pousada. Embora convidados, não pudemos ficar para um almoço especial que o hotel estava preparando para seus hóspedes. Seguimos viagem (com vontade de voltarmos para um final de semana inteiro aproveitando o lugar)...

Música do dia: Milonga de mi amor, de Gotan Project.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

As férias... ahh, as férias...

Voltando ao batente bloguífero, peço desculpas aos leitores e frequentadores pela demora no recesso. Mas o fato é que resolvi desligar de tudo, efetivamente. Então, para retomar a rotina e desfazer o marasmo que ficou por aqui, nas próximas postagens vou contar um pouco das aventuras e desventuras destes últimos pouco mais de dez dias.

Superada a data de aniversário daquele que não nasceu no dia 25 de dezembro (dizem que, na realidade, quem nasceu nesta data foi um deus idolatrado pelos gladiadores e pelo povo romano em geral e a associação ao nascimento do JC foi uma forma que Constantino, o imperador romano, encontrou para tentar popularizar o cristianismo - e esta não é a única teoria sobre a escolha do natalício de Jesus Cristo), fomos, eu e minha namorada, para BC e de lá para Porto Belo. Tudo sem programação e sem reservas. Resultado, em Porto Belo acabamos em uma pousada bem mais ou menos.

Para compensar o nada que tinha na pousada, fomos visitar a Ilha de Porto Belo. Pegando um barco de pescador, em cinco minutos estávamos na Ilha. Visual fantástico, areias brancas e uma brisa que nos enganou, fazendo que nos transformássemos em camarões. No meu caso, um camarão de pés inchados.

A Ilha tem uma bela infraestrutura com restaurantes, barzinhos, bom atendimento, museu (com uma exposição de ossos de animais pré-históricos e onde, também, pelo que nos foi informado, houve uma exposição da Família Schurmmann), diversos esportes ou diversões náuticas e uma trilha na mata atlântica. Tudo muito bom (exceto o excesso de exposição ao sol, claro). Vale a pena conhecer.

Mais informações sobre a ilha: http://www.ilhadeportobelo.com.br/pt-br/#!home

Música do dia: Here comes the sun, dos Beatles:


It's all right...