Bacafá

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quinta-feira, 11 de março de 2010

Pergunta da noite.

Qual o limite ético-profissional para o preceito que determina que "É direito e dever do advogado assumir a defesa criminal, sem considerar sua própria opinião sobre a culpa do acusado"?

16 comentários:

Anônimo disse...

A opinião de um individuo não é algo incontestável. Ou seja, se o advogado tem uma opinião pessoal sobre a culpa/inocência do réu, o mesmo não deve deixar esta OPINIÃO interferir em seu trabalho.
Apartir do momento que a opinião passa a ser uma certeza, o advogado deve rever seus princípios, analisar a situação e ver se esta preparado para defender alguém, o qual acredita ser o culpado. Pois este réu, tem seu direito a defesa garantido, e independemente de qualquer coisa, merece ter uma defesa digna.
Se o advogado se dispõs da defender. Então que o faça com profissionalismo.
DANIELE DE A CAMPOS

Lucivane Lopes disse...

Ao exercer a advocacia o advogado deve deixar a opinião pessoal de lado, e abster-se somente em defender o interesse do seu cliente, seja ele culpado ou inocente. Porém, se o advogado não está preparado profissionalmente para enfrentar com seriedade e imparcialidade um caso criminal, deve ele optar na atuação de alguma outra área do Direito, a fim de não prejudicar aquele que tem o direito de uma defesa digna.
Vale salientar que o advogado deve sempre respeitar todos os limites éticos da advocacia, estabelecidos no Código de Ética.

Fernanda disse...

Concordo com a Lucivane, o advogado deve deixar sua opiniao particular de lado, e trabalhar em defesa do cliente. Acredito que seja uma atitude difícil, porém deve ser feita. E como bem colocado por ela, se o advogado não consegue lidar com situações do genero deve procurar outro ramo do Direito para trabalhar.

Anônimo disse...

Marc...
A defesa do réu por ser um direito do mesmo, deve ser feita da melhor forma possivel. Independentemente da apinião particular do profissional a respeito do caso;Ao parar e analisar se percebe que todos tem suas razoes em defesa de si proprio, o fato cometido pode ser crime, na concepção de quem o fez tem uma fundamentação.O papel do Advogado é provar pra a sociedade, que tais fins justificariam os meios.

KARINE ODORIZZI disse...

Concordo com a Daniele quando ela diz que a opinião particular do advogado não deveria interferir na defesa criminal e que quando a mesma seja tão tendenciosa que vá prejudicar o exercício da defesa o advogado não deva pegar o caso.
Para o advogado, como ser humano que é, fica difícil não deixar transparecer sua opinião pessoal, principalmente em casos polêmicos que contrariam a moral da sociedade. Porém, o advogado deve ter em mente que até os piores criminosos tem direito a um julgamento digno, ele é sujeito de direitos também enquanto ser humano.
E uma coisa é fato: Você sempre fará um melhor trabalho quando defende aquilo em que você mesmo acredita.

Mateus S. Pires disse...

O advogado tem que ser profissional,deixando de lado o pessoal. Sempre visando o melhor para seu cliente, independente de qualquer coisa.

Elis disse...

Cabe ao advogado analisar o caso aos seus princípios, se decidir assumir, concerteza deve deixar a opinião pessoal de lado, mas vejo que em alguns casos não se diz nem em defesa propriamente dita, mas sim numa representação, na qual a condenação é certa, e acredito que assim o advogado não esteja ofendendo seus princípios.

FabioSilva disse...

Bom , acho que se for para aceitar um determinado caso, sabendo que a pessoa e culpada por exemplo, é melhor ter certeza de que seus valores pessoais não vão atrapalhar na hora de fazer a defesa, mas se for este o caso é melhor nem aceitar.

Não posso defender uma pessoa desejando a sua condenação, não é justo com a pessoa em questão.

Porque voce na verdade não esta la para defender valores, mas sim uma parte, que tem o direito ao contraditorio, ademais não cabe ao advogado julgar, para isto ja existe o juiz, este sim precisa se preocupar em buscar a justiça, o advogado é apenas um mediador de interesses .
Precisa buscar o melhor para a parte que voce defende , no limite dos padroes eticos do advogado é claro .

Daniella Ristow disse...

O advogado criminal exerce uma função delicadíssima, aquele que escolhe esta área para atuar, deve ter em mente que vai defender os direitos de seu cliente e não o crime do qual foi acusado.

Márion Renken disse...

Concordo com o Fabio, os advogados podem optar as áreas em que irão atuar, e somente aqueles que conseguem deixar seus valores pessoais de lado é que poderão atuar na área criminal, tem de se saber que irá defender ladrão, estuprador, assassinos... Talvez não seja justo, mas nós, operadores de direito, temos que fazer a lei ser cumprida, e o direito de defesa desses indivíduos é uma garantia dada pela nossa legislação.
Imagine se deixássemos as emoções e valores morais interferir num caso de crime como esses... Médicos negando-se a curar estupradores, empresas/empresários que negassem emprego a matadores, e advogados que se negassem a uma defesa digna da qual o sujeito tem direito! Infelizmente, a sociedade deve aceitar esses indivíduos, porém é nosso dever fazer com que o mesmo se adeque em nosso meio.

Clarisse disse...

Acredito que quando o advogado assume defender alguém deve agir de forma totalmente profissional não envolvendo sua opinião, ou seja, o que vai estar em jogo será a defesa do seu cliente não importando sua opinião, irá defender os direitos desse cliente culpado ou não que irá ser punido na forma da lei. O limite ético-profissional está em, se assumir a causa não misturar opinião com profissionalismo.

Anônimo disse...

A consciência do advogado. Não adianta fazer tratado, filosofar sobre a conduta e ética do advogado se existem princípios que está inserido dentro da pessoa e que não vai mudar.
O que parece correto para alguns, pode ser imoral para outros.
Fazer a defesa criminal de um estuprador, eu faria sem nenhum problema, mesmo tendo uma filha, ou filho. Prestarei bons serviços, com o intuito de proteger os direitos do meu cliente, mesmo sendo um estuprador de crianças.
O limite ético-profissional é a consciência de cada advogado. Minha consciência diz que não tem problema e logo todo mundo esquece, tudo fica no esquecimento.

MARCOS TÚLIO RODRIGUES DE ANDRADE

Anônimo disse...

A consciência do advogado. Não adianta fazer tratado, filosofar sobre a conduta e ética do advogado se existem princípios que está inserido dentro da pessoa e que não vai mudar.
O que parece correto para alguns, pode ser imoral para outros.
Fazer a defesa criminal de um estuprador, eu faria sem nenhum problema, mesmo tendo uma filha, ou filho. Prestarei bons serviços, com o intuito de proteger os direitos do meu cliente, mesmo sendo um estuprador de crianças.
O limite ético-profissional é a consciência de cada advogado. Minha consciência diz que não tem problema e logo todo mundo esquece, tudo fica no esquecimento.

MARCOS TÚLIO RODRIGUES DE ANDRADE

Elias disse...

Todo ser humano erra, isso é fato. alguns erros são justificaveis, outros não, ai entra o advogado criminal. Quando se escolhe essa área de atuação, este tem o dever de fazer o seu melhor, ser um verdadeiro profissional acima de tudo, mas sem deixar de lado princípios norteadores individuais.

Anônimo disse...

A Defesa é um direito de todos, até que não ocorra o trânsito em julgado, o réu é inocente... o advogado tem o dever de defender, mostrando seu bom desempenho e trabalho, mas, não pode deixar-se abalado com as circunstâncias, deve saber diferenciar a questão profissional com a pessoal, a consciência é do advogado... DANIELE PETRIS

Mario Lemke disse...

Quando conclui minha primeira graduacao a palavra etica era "moda", porem, na pratica, quanta decepcao... sofri e aprendi, quando for advogado, nunca executarei o que meu senso etico proibir, jamais, sob pena de receber em dobro o problema supostamente solucionado, deve o manipulador do direito agir contra seu saber e contra sua etica em relacao a lide na qual esta atuando...