Bacafá

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Até onde vai nossa maldade?

Muitas vezes nos surpreendemos com determinadas notícias. Eventualmente questionamos a nós mesmos se não seríamos iguais àqueles que criticamos por conta de seus comportamentos.

Essa semana peguei pela metade os comentários do programa Pretinho Básico, da Rádio Atlântida, sobre o resultado de uma pesquisa feitas com crianças de 5 a 8 anos, se não me engano, quando questionadas se, em troca de dinheiro - se eu não estiver errado novamente -, apertariam um botão para matar um idoso de 90 anos desconhecido. Como disse, peguei a história já andando. Logo, algumas coisas podem não ser bem assim. De todo modo, a surpresa se deu pelo resultado mesmo. Cem por cento das crianças apertariam o botão.

Ficou a dúvida: somos puros quando nascemos e adquirimos maldade ao longo da vida ou somos nossos instintos animais quando nascemos e aprendemos regras de boa convivência ao longo da vida?

A notícia que li referia-se a um programa de tortura simulada na televisão francesa. Os participantes, pela competição, teriam que, através de um mecanismo, dar choques elétricos nos adversários que estavam em espécies de cadeiras elétricas. Muitos aumentavam a intensidade dos choques.

Na realidade, as "vítimas" eram atores da emissora, mas os demais participantes não sabiam e achavam mesmo que estavam dando choques. A reportagem inteira você pode ler clicando aqui, inclusive com o vídeo. O tema original é o comportamento nos reality shows.

Afinal, somos sádicos contidos e tudo não passa de uma grande hipocrisia ou tais pessoas são exceção no universo humano? No fundo creio que não somos nem sádicos contidos nem exceção. Apenas temos consciência que para uma vida em sociedade mais justa e equilibrada o respeito aos outros é melhor mecanismo para alcançar tal desiderato.

Mas que estes testes nos fazem refletir, não há dúvida.

3 comentários:

Darwinn Harnack disse...

Penso que não nascemos tendentes ao bem, tampouco ao mal.

O bem e o mal, o moral e o imoral, o certo e o errado são criações humanas e relativas (culturais).

Somente com o aprimoramento intelectual pela educação é que podemos adquirir compreensão da extensão e dos efeitos dos nossos atos em um determinado contexto sócio-cultural.

Alline disse...

Vejo uma tendência para a crueldade nas pessoas, hoje mais do que há anos atrás. Penso se a vida não estaria deixando-nos todos mais estressados, mais individualistas, mais propensos a cometer maldades. Estou delirando?

Bruna disse...

Eu penso que primeiramente agimos por instinto mesmo! Mas aprendemos muiiiiiito rápido como nos adequar à sociedade, afinal, sabemos que é necessário! E ironicamente essa facilidade de adequação não deixa de ser um "instinto" humano!

Assim, penso também que crueldade não é necessariamente um instinto, embora alguns atos "instintivos" possam parecer cruéis.

Ademais..Não acho que sejamos sádicos contidos, apesar de a sensasão de PODER sobre outra pessoa parecer interessante para qualquer um. Isso porque penso que acima de tudo nós, humanos, temos algo chamado EMPATIA! A maioria de nós, pelo menos.

Enquanto houver o sentimento de empatia (conseguirmos nos colocar no lugar do outro) isso nos impedirá, pelo menos até certo ponto, de sermos cruéis.

Eu sou aficcionada pelos programas que estudam a mente dos serial killers e esse ponto de "falta de empatia" é uma das características mais estudadas e que fazem toda a diferença!