Bacafá

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Maria da Conceição Tavares.

Colocando algumas leituras em dia, li o caderno de final de semana do Valor (Eu &) dos dias 6. 7 e 8 de novembro (sim, sim, sei que estavam atrasadas mesmo...), e a entrevista com a economista Maria da Conceição Tavares (portuguesa naturalizada brasileira, ex-deputada federal e professora titular da UNICAMP e professora emérita da UFRJ) foi a matéria mais interessante (embora um artigo de Walquíria Domingues Leão Rêgo sobre Norberto Bobbio e uma resenha escrita por Márcio Ferrari do livro Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy - o mesmo autor de A Estrada, já comentado nesse blog -, também valeram a pena).

A economista põe em cheque certa tranquilidade que está se vendendo mundo afora a respeito da crise, e disse que em 2011 o mundo passará por sérios problemas. Os EUA são os que estão mais em risco e os países do BRIC é que podem segurar as pontas, no final das contas.

Abaixo o que ela pensa do Governo Lula, para os xingamentos de alguns amigos meus (podem ficar tranquilos, as nossas amizades continuarão as mesmas):

"Lula, um gênio político, mistura Vargas e JK, uma liderança do povo brasileiro que tem uma sorte danada, ademais de ser muito competente. Tem que ter competência e sorte. As coisas têm que estar a favor."

E continua, respondendo sobre qual sua avaliação sobre o Governo Lula:

"Muito boa. Esta é minha avaliação e de 70% da população. Na verdade, só a classe média dita ilustrada e a grande imprensa são contra. Contra também não sei o quê. Caiu a inflação, portanto mantiveram a política econômica dura que diziam que não iam manter, mas mantiveram. Contra meu ponto de vista. Perdi a parada, mas fico contente que tenha perdido, porque naquela altura ia ser complicado. Como estava tudo fora do lugar, era muito complicado fazer uma política alternativa no início do primeiro mandato. (...). O governo Lula está tocando três coisas importantes: crescimento, distribuição de renda e incorporação social. E ainda por cima fez uma política externa independente. Por que acha que ganhamos a Olímpiada? Porque passamos a ter prestígio de fato lá fora."

Um comentário:

JOAO NEUDES DE LUCENA disse...

Concordo plenamente. O Brasil hoje é um outro País.