Bacafá

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

A espada de Demóstenes.

Reza uma lenda da Grécia antiga que um cortesão vivia bajulando o tirano Dionísio, o Velho. Passava seu tempo falando que Dionísio era um grande homem, afortunado e poderoso. O nome do bajulador era Dâmocles. E a história era contada pelos grandes oradores na Roma antiga.

Ocorre que certo dia, de tanto ouvir o cortesão dizer que ele era o homem mais feliz do mundo por suas riquezas, o tirano ofereceu-se para trocar de papel com o lambe-botas. Os olhos de Dâmocles brilharam, e então passou a ser servido com os melhores vinhos e as melhores comidas pelos mais bonitos escravos e escravas, nas mais belas e confortáveis acomodações. E ele se refestelava no luxo que lhe era proporcionado por Dionísio.

Curtindo sua alegria e seus momentos de pompa e suntuosidade, repentinamente Dâmocles percebeu que sobre sua cabeça havia uma espada pendurada apenas por um finíssimo fio. Todo seu prazer e entusiamo foi literalmente engolido a seco. De um momento para outro, as raras comidas, os caríssimos vinhos, as macias almofadas, as cheirosas exóticas flores, os solícitos escravos ficaram em segundo plano e não mais tinham a mesma importância.

Dâmocles pensou em sair rapidamente de baixo daquela espada, cujo fio que a sustentava poderia arrebentar, causando um ferimento fatal em sua cabeça. Entretanto, o medo lhe tomou conta. Pensou que se se movimentasse poderia ele próprio causar o rompimento do fio e sua consequentemente morte. Seu êxtase foi trocado pela sua insegurança e preocupação.

Dionísio, então, que de bobo não tinha nada, explicou a seu amigo que era assim que se sentia dia após dia, justamente por conta da riqueza e poder que possuía. A todo momento preocupava-se de ser traído, envenenado, alvo de injúrias ou coisas que o valham. Dâmocles não quis mais o poder e a riqueza. Dizem que nunca mais sequer pensou em trocar de lugar com os poderosos.

E a expressão “a espada de Dâmocles” passou, assim, a significar um perigo iminente ou a preocupação que certos poderes, benefícios e vantagens nos trazem.

Pois bem. Lembrei dessa expressão quando soube das notícias envolvendo o senador goiano Demóstenes Torres. Não que algum dia eu tivesse acreditado nessa aura que ele próprio criou para si de paladino da justiça e defensor da moral política.

Lembrei-me de Demóstenes, o original, um político grego conhecido pela sua oratória, que inspirou e inspira muitos ainda. O Demóstenes da cidade goiana de Anicuns, porém, mostrou-se um estafeta de bicheiro cuja retórica cingiu-se a querer chamar a atenção por uma suposta defesa da hombridade política. O político que falava aos quatro ventos mal dos desvios de Brasília, utilizando o púpito do Senado Federal como trampolim midiático, quedou pelos mesmos atos que condenou. Quedou pelos mesmos atos que hipocritamente condenou.

Demóstenes, o estelionatário da opinião pública, não perdeu somente peso. Perdeu publicamente sua honra. Não sei se teve tempo de ganhar o tal milhão que o bicheiro segurava. O fio que segurava a espada arrebentou.

Lamentável ver senador – ou juiz – amigo íntimo de contraventor preso.

Os gregos têm muito a nos ensinar. Alguns não aprendem. No final descobrimos mesmo que a política se tornou uma verdadeira caixa de Pandora, dona das piores surpresas.

29 comentários:

Ambrósio disse...

Wright Mills disse, certa vez, que “o nosso mundo é como uma Galera onde todos remam com vigor, imprimindo velocidade cada vez maior ao barco. Só que ninguém tem ideia alguma da direção para onde ele está indo”.
De certo modo, não podemos tirar-lhe a razão, uma vez que o mundo é dirigido, ou pelo menos sofre a ação direta dos Homens, que por si, são seres Políticos. Daí, ao sermos dirigidos por Políticos, é exatamente esta a sensação que temos em relação aos rumos, ao destino para o qual estamos “remando nosso barco” com todo vigor.
Infelizmente não precisamos ir à Capital Federal para encontrar os Dâmocles, os Dionísios e os Demóstenes. A metáfora do Barco de Mills, pode se encaixar perfeitamente com a nossa realidade local, com dois pequenos adendos. O primeiro: há um rombo no porão, a água sobe rapidamente, o casco se inunda, vai haver naufrágio; segundo, que na cabine de comando ninguém está preocupado com isso, apenas fazem discursos para acalmar os boatos alarmistas que emergem dos porões, enquanto as festas continuam nos salões de baile da primeira classe.
Confesso que isso tudo parece mais um clima apocalíptico, de últimos dias, onde uma catástrofe se aproxima, como se um grave julgamento estivesse se aproximando para um povo que não aprendeu a lição da história, pelo contrário, se fascinou com as promessas mirabolantes e com as migalhas que ia encontrando pelo caminho. Provavelmente, eram os restos das festas das “elites” navegadoras da primeira classe.
Enquanto continuarmos a viver em um modelo político onde o mais importante é levar vantagem em tudo, não se vislumbra a possibilidade de estancar as águas oriundas das fendas do porão. Contudo, alimentemos a esperança de que o povo ainda prefira a vida, a sobriedade, à guisa das vantagens e do engodo que constantemente se lhe é oferecido!

Ambrósio Lino Becker

Gisele Aparecida Odorcik disse...

Bem... Na minha visao política, a política da atualidade vive com a espada na cabeca, mas nenhum dos políticos tem medo que caia sobre suas cabecas. Eles nao fazem política, fazem politicagem.

Nao conhecia a história, mas me agradou muiot a leitura da mesma, compareicom alguns casos conhecidos onde o dinheiro e o poder tomam conta de um ser, fazendo com que o mesmo tenha sempre mais ambicao de poder, o que me fez pensar também no que vale mais a pena,,, ter dinheiro ou ter status??!

Jonattan Rocha - 6º Semestre Direito - Católica SC disse...

Acredito que, SE em algum momento nosso ilustres políticos conseguem vislumbrar, ao menos que de relance, a lâmina da espada de Dâmocles sobre suas cabeças, ou estes acreditam possuírem um crânio de adamantium (nerds entenderão hehe), ou então enxergam no fio que segura a espada um espesso cabo de aço.

É bom saber que, ainda que em raras ocasiões, este cabo se rompe...

Cristiane - 6ª fase Direito Noturno - Católica disse...

Concordo com o que foi dito. O senador Demóstenes era sempre visto como defensor da moral política e fonte de inspiração para muitos. Com todo o ocorrido, sua imagem ficou extremamente comprometida.

josé carlos cabral 6º fase direito disse...

concordo com a nobre colega Gisele, e corroborando com o pensamento dela, digo que no Brasil, um Estado Democrático de Direito, mesmo que os políticos soubessem da espada sob suas cabeças.. nenhum teria medo, pois a ambição já tomou conta de tudo. e infelizmente quase tudo se tornou uma "politicagem".

Ricardo Wulff - 6º Semestre Direito - Católica de Santa Catarina disse...

Na verdade acredito que o que leva à esta falta de temor da tal "espada" não seja acreditar ser invencível, mas sim acreditar que na hora que o fio se partir, seus nobres colegas correrão para colocar um "capacete" na sua cabeça. Pois isto sim é o que costumamos ver, outros políticos (não todos, felizmente) protegendo aqueles que agem como Demóstenes ou ainda lavando suas feridas.

O que precisamos é de punição, adequada, iminente e eminente.

Anônimo disse...

Marcos Possamai
6º fase direito
Concordo com o meu colega Ricardo que eles colocarão o capacete, mas não só eles necessitam de capacete como nos todos, ou seja, toda a população em geral, pois somos tão corruptos como aqueles, ora, se ficamos de braços cruzados sem fazer absolutamente nada para melhorar esta situação, só nos resta colocarmos o capacete. Lembro-me bem do período das diretas já e o impeachment do presidente Collor em que houve uma mobilização da sociedade e assim as coisas aconteceram, não sei se foi feito isto por interesses e privilégios para os que ai estão ou não.
Nos dias de hoje parece que o que é errado esta na moda e o que é correto é brega ou cai em desuso; não sei se sou favorável a censura ou a este modelo de liberdade que temos ai, onde todos fazem o que bem querem e não sofrem punições, onde a espada cai e não ferre por não estar afiada com punições severas a estes crimes de desvio de verbas públicas.

Daniele Matias disse...

Concordo com a Colega Gisele quando diz que os politicos vivem com uma espada na cabeça, mas não tem medo, pois pra eles vale muito mais o ter do que o ser, a sociedade em si gira em torno disso em ter não generalizando, felizmente existe seres que ainda tem uma moral a prezar isso em torno da politica como diz nosso colega Ricardo quando a espada escapa sempre tem um ''capacete'' para ajudar a livrar nem preciso sintar exemplo basta olhar para nossa polica brasilieira, sem mais.
Daniele Matias

Robert" disse...

Tal historia ainda não conhecia, mas conforme a nossa colega Gisele disse, os que hoje possuem tal espada sob a cabeça, não se deixão intimidar pela sua lâmina, muito menos pelo seu fino fio que a sustenta...
Quando percebe-se entao que o fio não é tão fino como se pensa, as ações vao acontecendo... O poder ainda "remenda" a tentativa do rompimento de tal cordao... e quando este for rompido, o cidadão já estará longe, sem maiores preocupações a não ser pelo sua imagem, que virá a ser maculada por um tempo, mas mesmo assim com o tempo, se esquece....

Roberto Silveira

Bruna Bette Fagundes disse...

Bruna Bette Fagundes - 6ª Fase Direito

Certamente os políticos no Brasil não temeriam a espada em suas cabeças, mesmo que a tivessem percebido.. Infelizmente eles estão completamente envolvidos com o "querer mais", a ambição tomou conta da razão...

Bruna Bette Fagundes disse...

Bruna Bette Fagundes - 6ª Fase Direito

Certamente os políticos no Brasil não temeriam a espada em suas cabeças, mesmo que a tivessem percebido.. Infelizmente eles estão completamente envolvidos com o "querer mais", a ambição tomou conta da razão...

Anônimo disse...

Bruna Bette Fagundes - 6ª Fase Direito

Certamente os políticos no Brasil não temeriam a espada em suas cabeças, mesmo que a tivessem percebido.. Infelizmente eles estão completamente envolvidos com o "querer mais", a ambição tomou conta da razão...

Bruna Bette Fagundes disse...

Bruna Bette Fagundes - 6ª Fase Direito

Certamente os políticos no Brasil não temeriam a espada em suas cabeças, mesmo que a tivessem percebido.. Infelizmente eles estão completamente envolvidos com o "querer mais", a ambição tomou conta da razão...

Anônimo disse...

É realmente vergonhoso o fato de um senador ganhar o que ganha no Brasil (Leia-se as vantagens também).
A impunidade toma conta do cenários político, e com isso a ambição ganha a cena.
A sensação de sempre haver um capacete é que faz o país ser administrado dessa forma...como foi bem colocado pelo nosso colega Ricardo.
Infelizmente isso ocorre inclusive entre nós: Quem não vislumbra a carreira pública pelo horário diferenciado, pela segurança...

Felizmente casos como o do Demóstenes nos fazem mais conscientes de nossos próximos votos - na esperança de um Brasil melhor administrado/gerido... melhor para o povo.

Karla Carolina Siqueira Campos

Anônimo disse...

É realmente vergonhoso o fato de um senador ganhar o que ganha no Brasil (Leia-se as vantagens também).
A impunidade toma conta do cenários político, e com isso a ambição ganha a cena.
A sensação de sempre haver um capacete é que faz o país ser administrado dessa forma...como foi bem colocado pelo nosso colega Ricardo.
Infelizmente isso ocorre inclusive entre nós: Quem não vislumbra a carreira pública pelo horário diferenciado, pela segurança...

Felizmente casos como o do Demóstenes nos fazem mais conscientes de nossos próximos votos - na esperança de um Brasil melhor administrado/gerido... melhor para o povo.

Karla Carolina Siqueira Campos

ELAINE CRISTINA CECHELERO disse...

Concordo com meu grande colega jonattan,sua analogia foi atribuida de forma perfeita a se encaixar como vejo a maioria dos políticos. Acreditam que não serão atingidos porque o cabo é forte ou porque possuem cabeça de super - heroi.
Mas toda essa segurança que tem a maioria dos politicos, não é a toa, ou não provem deles mesmos, mas acredito que venha das grandes impunidades que acontece todos os dias, somados com a indiferença da sociedade, que na sua inércia presume-se concordar com as condutas ilícitas e antieticas,e mais ainda com a ridicularização que se tornou a política brasileira.

ELAINE CRISTINA CECHELERO
6ª FASE - DIREITO NOTURNO

Anônimo disse...

ANDERSON DOS SANTOS - 6ª FASE DE DIREITO

Podemos fazer uma breve comparação: o fio fino que segura à espada somos nós, população, eleitores, segurando a espada. Porém diariamente nossos representantes “políticos”, pensam estar nos fortalecendo, e infelizmente muitas vezes somos enganados e assim não vendo a real situação que nos encontramos. Esses políticos abusão do seu poder achando que quando esse fio arrebentar não estará mais em baixo da espada, assim deixando que outros políticos respondam pelos seus atos. Porém por infelicidades de muitos deles o fio arrebenta quando os mesmos estão sentados no poder. Assim nos mostrando a real situação que nos encontramos.

Anônimo disse...

Concordo com o que foi dito por meu colega Ricardo.
Se a espada cair sobre a cabeça de nossos governantes sempre haverá um outro colega para colocar o capacete sobre sua cabeça.
Eles se sentem sempre protegidos e intocáveis porque na maioria das vezes em que " a espada cai" ela não atinge os que deveriam, que saem muitas vezes ilesos.

Anônimo disse...

Jaciara da Silva 6ª fase de Direito

Evandro José Fuechter disse...

Evandro José Fuechter -6ª semestre Direito - Católica SC.

Não se trata aqui de uma discussão política, mas sim de interesse econômico, ganância, cabide de emprego, a muito em nosso país a política deixou de atender aos interesses da população para atender ao interesse de candidatos. Pois bem, por muitas vezes aqueles que quase tudo tem, não se dão por satisfeitos, querendo cada vez mais, e armando seu próprio telahdo de vidro, afogando-se por fim em suas próprias mentiras.

Tanieli Telles de Camargo disse...

Caros colegas, corcordo com o Marcos Possamai, todos nos criticamos os politicos mas o que fazemos para mudar a situação, a cada dia que se passa nos ficamos mais paralisados com os acontecimentos, os politicos deitam e rolam, suas atitudes são verdadeiras afrontam aos cidadãos, eles não estão nem ai para fio que segura espada, pois notamos que em suas cabeças a corrupçao formou uma placa de aço e sinto muito pela espada a hora que cair, pois esta estragaram seu fio...O mais revoltante é que a população reclama, acha o cúmulo a corrupção, mas o que fazem para mudar? que atitude tomam? não fazem nada, só reclama,e reclamação sem expressão não mudou a historia de pais algum. No momento em que nós vestirmos a camisa pelo nosso país, pintar o rosto com nossa bandeira, dizer basta a corrupção e ir para a rua, tenho certeza que haverá temor por parte dos hipócritas politicos que se dizem representantes do povo. Portanto meus caros, vamos parar de reclamar e criticar, se quisermos que as coisas mudem e que o temor expressado no texto volte a existir, não é os politicos que devem apelar pela consciencia e sim, nós cidadãos lesados que devemos retomar as rédeas do nosso pais.

Anônimo disse...

Maria S. S. Santos.
Curso:Direito 6º fase

Concordo com o nosso colega Marcos Possamai, a maior proteção que os nossos políticos encontra é a nossa omissão, vivemos em uma sociedade pessimista que acha que pior não pode ficar, que se entregou a descaso, isso tem provocado uma ausência dos valores coletivos, então é cada um por sì, e os maus polìticos ferram com todos.

Anônimo disse...

Cleonice Ana Budach Seguro
6ª semestre Direito - Católica SC.
O caso Demóstenes desnuda o fato de que a vida pública é passível de muitas regalias. É um senador que funcionava como agente e sócio de um bicheiro, mas também não é diferente de outros políticos e magistrados que se esbaldam todos os anos no camarote de um bicheiro na Sapucaí e os jornais locais ainda publicam suas fotos na coluna social.
A vida pública exige uma conduta reta, honesta exemplar para a sociedade. As tentações e as facilidades estão sempre presentes. Muitos escolhem atalhos, que vão da demagogia a corrupção deslavada, passando pelo compadrio e pela submissão aos poderosos.
Nós estamos vivendo num estado democrático de direito, onde um grande número de pessoas que nós escolhemos para nos representar perante o estado se sente tentado com as regalias do poder e, além disso, acham que estão acima do bem e do mal. Ver políticos envolvidos com o jogo do bicho e outras contravenções muitas vezes passa batido. Alguns já se elegem claramente com tais vínculos, mas a sociedade acha tudo isso normal.

Anônimo disse...

Roderson Willy Schroeder
6 semestre Direito - Catolica SC jaragua do sul.

O caso de Demostenes ja é cotidiano em noticiarios e jornais em nosso Brasil. Eu nao acredito em milagres e nao acredito que ira melhorar a tendencia é piorar e daqui alguns anos o caus se proliferar em nosso Brasil.
Agora é a hora do povo se comover e realmente fazer valer os seus direitos de cidadaos e de eleitores e reinvindicar melhoras politas e fazer sancoes mais pessadas para este tipo de gente.
Olha o meus ponto de vista isto vai acabaar em pizza e das BOAS, pois quem naquele lugarzinho nao tenha ao menos cometido nenhum pecado ou nao tenha o rabo preso. Atire a primeira pedra.
Sem mais...

Daniel Bortolini Rosá - Deontologia Jurídica: Ética Profissional e Legislação disse...

No Brasil a espada é substituída por um saco de penas. Nos raríssimos casos em que os políticos são descobertos, o fio rompe e a impunidade impera! Se os políticos tivessem certeza de uma punição severa (leia-se uma espada acima de suas cabeças) todos os políticos agiriam como Dâmocles.

Oportuno a colocação do nosso nobre colega Ricardo Wulff acerca do complô existente entre os políticos, o corporativismo impede que a Lei do Talião exista nos meios políticos.

Daniel Bortolini Rosá

Henrique Saur Lopes disse...

Concordo plenamente com meus colegas José Carlos Cabral e Gisele Aparecida Odorcik:

No país em que vivemos existem facas sobre a cabeça de, se não todos, em grande maioria de nossos "politicos". A diferen~ça é que aqui estas espadas podem até cair, mas não será na nossa cabeça que gerará ferrimentos, e sim na cabeça e principalmente no bolso, de todos nós, meros cidadões.


Henrique Saur Lopes - 6° Fase Direito Catolica SC

Artur fernandes disse...

o brasileiro hoje, acostumou a ouvir meias verdades. Um político deve ser admirado e respeitado quando possui princípios éticos. Mas, se cometesse um ato corrupto, antes de sentir medo de ser punido, deveria sentir culpa e vergonha pelos seus atos praticados. Os políticos não tem esse medo de ser punido, pois, a estrutura que suporta eles hoje, favorece uma forma de ocultar seus desvios de conduta. Como Daniel e Ricardo disseram se os mesmos(políticos) não conseguem ocultar a corrupção eles contam com o corporativismo de outros que fazem o mesmo.
Penso que essa estrutura como ja disse, é muito frágil e com pouco controle ético, favorecendo assim a cada dia mais a entrda de novos políticos como Demóstenes.

Artur Fernandes Heidemann - 6º fase - Direito Noturno

Acadêmica Naíma, 6ª Fase de Direito, Católica de Santa Catarina disse...

Concordo com o colega Anderson no fato de que a sociedade pode ser equivalente ao fio que segura a espada de Demósteles sobre a cabeça de nossos representantes, políticos. Entretanto, discordo de alguns aqui desta discussão que a culpa seja exclusiva dos políticos que tem como certeza a impunidae por suas posturas ilegais ou imorais. Pois, acredito que a culpa também seja nossa, que nos eximimos de nossa responsabilidade como cidadãos, por leniência ou desídia.

Tiago Espíndola disse...

Muito bom o texto.

Realmente não mudou muito o atual cenário político nacional;

Parabéns Professor.

Abraço!