Bacafá

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Movimento Brasil Eficiente

Nessa segunda-feira participei da plenária do Centro Empresarial de Jaraguá do Sul (CEJAS/ACIJS), cujo tema principal foi o Movimento Brasil Eficiente, e contou com o apoio e a participação dos Centros Empresariais das outras quatro cidades da região (Corupá, Guaramirim, Schroeder e Massaranduba).

O Movimento trata, basicamente, da redução de tributos, embora de uma maneira mais clara do que se costuma ouvir por aí, eis que apresenta propostas concretas de como trabalhar tal mudança.

Penso que alguns ajustes ainda são necessários, mas a ideia central é muito interessante e importante. Além da redução de tributos, o Movimento prega uma aplicação mais eficiente dos recursos arrecadados, assim como uma urgência na reestruturação do país (reformas tributária, política e previdenciária).

Clique aqui e acesse a página do Movimento Brasil Eficiente. Abaixo um dos vídeos da campanha.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Uma luz no fim do túnel.

Há um projeto de lei da deputada estadual da Bahia Luiza Maia, do PT, prevendo a proibição de contratação de bandas que cantem músicas de axé com duplo sentido em festas ou comemorações promovidas com dinheiro público.

Finalmente alguém tomou uma medida razoável contra essa "descultura" que enfiam goela abaixo dos cidadãos que não estudam e acham bonito tratar mulher como bicho, como ser inferior ou como objeto (o que, às vezes, dá tudo no mesmo).

Saiba mais aqui e aqui. E registre-se que a reportagem no Fantástico que tratou do assunto nesse final de semana foi muito mal feita, perdendo uma grande oportunidade de tratar o tema com a seriedade que lhe cabe.

Em tempo: antes que alguém fale que se trata de censura, pelo projeto ninguém está proibido de fazer ou ouvir esse tipo de coisa. Apenas não se está permitindo que se gaste dinheiro público com falta de respeito disfarçada de música e diversão.

sábado, 30 de julho de 2011

Quem disse que internet é terra de ninguém?

Texto do jornalista Geneton Moraes Neto reproduzido na página da internet do Observatório da Imprensa:

"Guardei silêncio durante dez meses sobre uma ofensa intolerável que me foi feita no Twitter, um dos territórios livres da internet. Eu poderia sair atirando petardos virtuais contra quem me agrediu, mas preferi recorrer à Justiça. Queria criar um precedente que considero importante: não, ninguém pode usar a internet (nem que seja um mero tweet – uma frase de míseros 140 caracteres) para atacar os outros impunemente. Não pode. No pasarán!

A boa notícia é que a Justiça, afinal, se pronunciou – a meu favor. Respiro aliviado. Fiz a minha parte: queria provar que não, internet não é lixeira. Se alguém escreve um absurdo (não importa que seja numa página lida por três gatos pingados), deve responder por ele. Por que não? Eu não poderia ficar calado.

Resolvi adotar como lema o verso bonito de “Consolo na Praia”, aquele poema de Carlos Drummond de Andrade: “À sombra do mundo errado, murmuraste um protesto tímido”. É o que tentei fazer – em 99% dos casos, sem qualquer resultado. Neste caso, ao murmurar meu “protesto tímido”, tentei, na verdade, defender o bom Jornalismo na selva da internet. O bom Jornalismo. Tão simples: é aquele que, entre outras virtudes, não comete calúnia nem injúria nem difamação. Diante do pronunciamento da Justiça, tive vontade de gritar: é gol! O Jornalismo venceu.

[Pequeno esclarecimento aos caríssimos ouvintes: ao contrário do que o grito de gol imaginário possa sugerir, minha relação com o Jornalismo é profundamente acidentada. Detalhes no final do texto (*).]

O fato de me julgar um perfeito alienígena no Planeta Jornalismo não me impede de defender o Jornalismo na hora em que as tropas inimigas se aproximam. Bem ou mal, é a atividade que, já por tanto tempo, consome minhas parcas energias. Lá vou eu, então, para a Sala de Justiça.

A internet é a maior invenção dos últimos séculos? É provável que seja. Quem imaginaria a vida sem um terminal de computador? Quase ninguém. Hoje, qualquer um pode criar, em um minuto, uma conta no Twitter ou no Facebook ou no Orkut ou num hospedeiro de blogs para se manifestar sobre o que bem entender. Em questão de segundos, qualquer texto, qualquer imagem, qualquer frase, qualquer pensamento podem ser replicados incontáveis vezes. Eis a oitava maravilha do mundo!

Em meio a tantas maravilhas, uma dúvida vibra no ar: que proteção existe contra o internauta que usa o Twitter, por exemplo, para atingir a honra alheia? Agora, posso dizer: a Justiça. Há uma dificuldade: nem sempre é fácil localizar o autor da ofensa. A autoridade judiciária me disse – com razão – que a Justiça talvez não tenha como localizar e intimar um agressor que se esconde sob pseudônimo na imensa floresta da internet. Se o autor é “encontrável”, pode acabar “nas barras dos tribunais”, como se dizia.

Em resumo: abri um processo por calúnia, injúria e difamação contra o autor de um comentário ofensivo publicado no Twitter. O que dizia o comentário estúpido? Que eu simplesmente tinha “roubado” de um trabalho de conclusão de curso de alunos de Jornalismo as perguntas que fiz a Geraldo Vandré, o compositor que resolvera quebrar o silêncio depois de passar trinta e sete anos sem dar entrevista para TV. É óbvio que, diante da chance raríssima, fui – voando – ao encontro do enigmático Vandré. Que jornalista não teria a curiosidade de ouvir um grande nome que sumira do mapa por tanto tempo? Mas a última coisa que eu faria, na vida, seria “roubar” perguntas de quem quer que seja."

Continue lendo clicando aqui.

Sobre esse tema, mais especificamente sobre o anonimato [covarde] na internet, já escrevi também. Leia aqui.

Versão mística de Rehab, de Amy Winehouse (Inri Cristo)

Acredite se puder.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Prefeitura sem prefeito.

Peço aos caros leitores um pequeno esforço para um exercício mental. Tentem imaginar, ainda que hipoteticamente, uma cidade. Uma cidade qualquer. Pequena, pacata. Nada de mais e nada de menos. Apenas uma cidade.

Agora imaginem, caros leitores, o paço municipal, a prefeitura. Do jeito que quiserem. Pequeno ou grande, com ou sem um jardim na frente, com poucos ou muitos servidores. Mas conseguem, estimados leitores, imaginar uma prefeitura sem prefeito? Sem ninguém a comandar?

Pois bem. Fiz esse caminho todo para a pergunta pelo seguinte. Li n'O Correio do Povo, na última quinta-feira, página 17, a seguinte manchete: “Posto do Santo Estevão inaugurado”. Até aí, tudo bem. Boa notícia. Chamou-me mais a atenção, porém, a segunda chamada, um pouco menor: “Nova instalação ainda não conta com médico para realizar o atendimento”.

Pensei com meus botões, não... isso deve ter sido um equívoco, não fariam isso com a população do bairro Garibaldi e vizinhos. Não alimentariam essa expectativa falsa de levar saúde e não incluírem um médico.

Entretanto, lendo a matéria, fiquei eu também frustrado (como deve ter ficado toda a comunidade da região): “Apesar da inauguração, o posto de saúde não conta com médicos para realizar o atendimento à comunidade. Segundo o secretário de Saúde, Francisco Airton Garcia, as novas instalações representam um avanço para a comunidade, antes atendida em uma sala de aula, depois em uma escola adaptada. ‘Com certeza teremos aqui um atendimento de qualidade. Agora, estamos realizando um sonho, com ambientes adequados, que atendem à legislação. Estamos nos esforçando para deixar o quadro completo’, afirmou ontem o secretário.”

Algumas definições do senhor secretário, porém, ficaram meio obscuras para mim. Não sei o que o chefe da pasta da saúde municipal entende por “atendimento de qualidade”, “sonho”, “atendimento à legislação”. Penso que, nesse caso, atender à legislação, atender com qualidade e realizar o sonho da população é bem simples: inaugurar um posto de saúde e haver médicos nesse posto de saúde. Uma fórmula básica. E nem precisa ser gênio em matemática ou sociologia.

O cidadão quando procura um posto de saúde, procura um médico na maior parte das vezes. Procura o posto de saúde porque tem um problema de saúde e o médico é o profissional mais adequado (senão o único) para resolver o problema ou encaminhar aos procedimentos ou especialistas que forem necessários.

Ou será que um fórum de Justiça funcionará adequadamente sem o magistrado para julgar, apenas com os serventuários? Um ônibus só com cobrador e sem motorista? Uma obra só com os pedreiros e sem o engenheiro ou o arquiteto? Uma partida de futebol sem jogadores? Os jurisdicionados ficariam desesperados com a falta de solução de seus problemas judiciais; os usuários do ônibus irritados com o carro parado; o dono da obra preocupado com sua segurança e os torcedores indignados de verem o campo vazio.

O tal sonho aventado pelo secretário não deve ser o mesmo dos cidadãos que moram naquela região e que, não tenho qualquer dúvida, esperavam uma solução completa e não homeopática, gota a gota, no que se refere à instalação daquele posto de saúde. É uma questão de respeito para os eleitores, contribuintes, dos quais parte dos salários deveriam ser adequadamente investidos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Saindo um pouco da pilha.

Lei orgânica de Jaraguá do Sul completa um ano.

A nova versão da Lei Orgânica do Município completa este mês um ano de sua promulgação e publicação.

O texto, que incorporou as atualizações e leis criadas após 2002, quando houve a última revisão, segue vigente, como proclamou recentemente o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Em decisão liminar publicada no dia 30 de junho, os desembargadores confirmaram a validade da lei, em resposta a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela Prefeitura de Jaraguá do Sul. No entanto, foram suspensos incisos de somente dois dos artigos.

Um dos artigos que teve o efeito suspenso é que o inclui, entre as competências privativas da Câmara, “representar o Ministério Público, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, pela prática de crime contra a administração pública que tomar conhecimento”. Para o relator José Volpato de Souza, em voto acolhido pelos demais desembargadores, tal atribuição não encontra guarida na Constituição.

Na mesma esteira, foi suspensa a eficácia dos incisos do artigo 76, que impõem requisitos para a nomeação de secretários, como a de ter residência no município, estar no pleno exercício dos direitos políticos e possuir, preferencialmente, nível superior completo. Conforme o relator, os incisos ofendem ao princípio da isonomia, “na medida em que estabelecem critérios que refogem aos permissivos da Carta Estadual”.

No entanto, afirma que a decisão liminar busca apenas salvaguardar eventuais problemas, podendo ser revista no julgamento do mérito, quando entende ser “o momento adequado para se fazer uma análise aprofundada sobre a matéria”.

Todos os demais artigos constantes da Lei Orgânica do Município seguem vigentes e, segundo o TJ, são constitucionais. Além de apontar equívocos comentados pela defesa, o acórdão afirma que o pedido de inconstitucionalidade de mais de 100 artigos é insustentável, pois não aponta quais sejam e como ofendem a Constituição.

O acórdão menciona, especificamente, os artigos que tratam da vedação à prática do nepotismo, que sofreu pedido paralelo de suspensão. Segundo a decisão, não há impedimento para que o município legisle de mais restrita “com o intuito de atender as peculiaridades locais, razão pela qual é inadequado suspender a eficácia destes dispositivos”.

A ação segue tramitando no Tribunal, onde aguarda o julgamento do mérito, ainda sem data prevista.

A nova LOM está disponível no site http://www.cmjs.sc.gov.br/.

Carolina Tomaselli
Diretora de Comunicação Social
Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul - SC
http://www.cmjs.sc.gov.br/
twitter: @camarajguadosul

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A velocidade do cyberbullying.

Perfis falsos em redes sociais, e-mails ofensivos, insultos e divulgação de fotos constrangedoras na web O bullying não é mais exclusividade das áreas escolares. A prática se prolifera no mundo virtual, com consequências ainda mais devastadoras.

Dados da pesquisa “Bullying no Ambiente Escolar” mostram que 17% dos alunos entrevistados já praticaram ciberbullying e 16,8% foram vítimas.

Realizado e apresentado no ano passado pela ONG Plan Brasil, o levantamento ouviu 5.168 estudantes de cinco regiões do Brasil.

“A Internet é hoje um facilitador para as práticas de bullying e de outras formas de crime”, diz Cleodelice Zonato Fante, educadora e autora de três livros sobre esse tema. “O ciberbullying é ainda mais preocupante porque a vítima não consegue identificar os agressores.”

A pesquisa da Plan Brasil apontou ainda que a maior parte das agressões no mundo virtual parte dos meninos. O envio de e-mails ofensivos é a forma mais tradicional.

Já entre as meninas, prevalecem os maus tratos promovidos nos sites de relacionamento.

Dados de um estudo conduzido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil revelam que 6 a cada 10 crianças de 5 a 9 anos já usam o computador. Dessas, 2 em cada 10 usam a Internet para navegar e 9 a cada 10 para jogar.

Um dos diferenciais entre o bullying e o ciberbullying é a repetição, explica Luciene Regina Paulino Tognetta, coordenadora da pesquisa de virtudes e afetividade do Grupo de Estudos e Pesquisa com Educação Moral da Universidade de Campinas (Unicamp).

“No ciberbullying, pelo próprio aspecto da tecnologia e pela velocidade da disseminação da informação, não existe a necessidade da repetição”, comenta. “Uma vez postado, está criado o problema.”

Os prejuízos podem ser ainda mais cruéis às vítimas, dizem especialistas. Embora não exista o trauma da agressão presencial, o potencial de disseminação das ofensas é muito maior.

A mágoa, raiva e tristeza provocadas nas vítimas acabam sendo potencializadas. Para Luciene, que tem experiência na área de Psicologia com ênfase em Desenvolvimento Social e da Personalidade, falta ética e respeito aos praticantes do ciberbullying.

“As crianças e os jovens já sabem o que podem e o que não podem fazer”, diz. “Quando praticam uma agressão dessas, atestam uma falta de limite à própria intimidade e de respeito a si mesmo e ao outro.”

Continue lendo no Portal InforsurHoy.

Morte trágica de menina gera campanha de doações.

A morte trágica de uma menina de 9 anos em Seattle, nos Estados Unidos, gerou uma campanha por doações que já arrecadou mais de US$ 165 mil para levar água a comunidades carentes na África.

Rachel Beckwith havia pedido no mês passado, para seu nono aniversário, que familiares e amigos fizessem doações para uma organização não governamental em vez de lhe dar presentes. Seu objetivo era arrecadar US$ 300.

Rachel Beckwith pediu que seus presentes de aniversário fossem doações a ONG para levar água potável a comunidades da África

Na semana passada, porém, Rachel ficou gravemente ferida em um engavetamento envolvendo 13 carros numa estrada próxima à sua casa. No último fim de semana, sua família decidiu permitir o desligamento dos aparelhos que a mantinham viva artificialmente e doaram seus órgãos.

A notícia da tragédia chamou a atenção para a página que a menina havia criado no site da ONG charity:water para arrecadar doações. Em poucos dias, as contribuições superaram mais de 500 vezes sua meta inicial.

Em sua mensagem colocada no site no início de sua campanha, Rachel pedia doações em lugar de presentes em seu aniversário.

"No dia 12 de junho de 2011, vou fazer 9 anos. Descobri que milhões de pessoas não vivem até seu quinto aniversário. E por que? Porque elas não têm acesso à água limpa e segura", diz a mensagem.

"Obrigado por sua generosidade. Eu sei que Rachel está sorrindo!", diz Samantha, mãe de Rachel Beckwith.
"Por isso estou celebrando meu aniversário de maneira diferente. Estou pedindo para todo mundo que eu conheço que doem à minha campanha em vez de me dar presentes no meu aniversário", afirma.

Na segunda-feira, dois dias após a morte da menina, sua mãe, Samantha, postou uma mensagem para agradecer pelas doações à campanha da filha.

"Estou impressionada com o imenso amor para transformar o sonho de minha filha em realidade. Diante da dor inexplicável, vocês forneceram uma esperança inegável", disse ela.

"Obrigado por sua generosidade. Eu sei que Rachel está sorrindo!", escreveu.

Segundo a ONG charity:water, as doações recebidas por meio da página de Rachel Beckwith já haviam ajudado até a manhã desta terça-feira a fornecer fontes de água potável para 8.290 pessoas.

Fonte: Portal Folha.com.

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Com essa lição fico aqui pensando com meus botões: ah, se cada um fizesse a sua parte... como muita coisa poderia ser diferente...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Acusação injusta e constrangimento na revista geram indenização.

Uma cliente injustamente acusada de furto e submetida a revista em local inapropriado será indenizada em R$ 5 mil pelo Supermercado Noruega, por danos morais. A sentença, prolatada na comarca de Balneário Camboriú, onde ocorreram os fatos, acaba de ser confirmada pela 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça.

Divina Gomes conta que realizava compras no estabelecimento em 24 de agosto de 1999, acompanhada por seus netos, quando foi apontada como responsável pelo furto de determinadas mercadorias. Foi segura pelo braço por um policial e conduzida até uma sala, no segundo piso, onde acabou submetida a revista em espaço cujas janelas, todas de vidro translúcidos, permitiam a visão de terceiros. Nada ficou provado contra a cliente.

Condenado em 1º grau, o supermercado recorreu ao TJ. Alegou que havia realmente a suspeita, posteriormente não confirmada, com a imediata liberação de Divina. Mesmo que mantida a condenação, o estabelecimento pediu a minoração do valor arbitrado.

“Cumpre ressaltar que o valor fixado a título de compensação pecuniária afigura-se ainda pequeno em face dos danos morais sofridos pela vítima, que passou por grande constrangimento perante outras pessoas ao ser indevidamente abordada sob a suspeita de furto […]. Além disso, […] da simples perturbação emocional surge o dever de indenizar; não é preciso reflexo externo da ação culposa para se caracterizar o dano moral, passível de reconhecimento pelo simples agir do sujeito, quando, é óbvio, esse agir cause padecimento considerável a ser reparado pecuniariamente [...]”, afirmou o relator da matéria, desembargador Joel Dias Figueira Júnior. A decisão foi unânime (Apelação Cível n. 2007.053764-9).

Fonte: Portal TJSC.

Pra começar bem a semana.

Sugestão da amiga Heloísa Junkes.

Um motorista de ônibus somaliano na Dinamarca, de nome Mukhtar, faz aniversário e vai trabalhar como em um dia qualquer. A empresa de ônibus organiza uma surpresa pra ele, com a participação de habituais passageiros. "Tomara que aprendamos a espalhar alegria e carinho aos nossos amigos, vizinhos e com quem convivemos." A música cantada no vídeo corresponde, em Dinamarquês, ao nosso “Parabéns pra você”.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Hoje é aniversário de Jaraguá do Sul.

Parabéns para todos os sul-jaraguaenses, sejam natos, sejam os que adotaram essa cidade (ou que foram adotados por ela). Uma cidade de forte influência de sua colonização alemã, italiana e húngara, mas que mistura as tradições de diversos outros povos. Que tem um bom índice de desenvolvimento humano (o tal IDH), mas que, também, tem muita coisa a melhorar.

Um pouco depende do governo estadual, que simplesmente não dá bola para essa região, a se ver o a precariedade de algumas escolas e a falta de aparato policial, militar e civil.

Um pouco depende do governo municipal, que transformou a prefeitura em um guarda-roupas, tantos os cabides de emprego decorrentes dos cargos comissionados, inclusive com a filha e o marido da prefeita ocupando funções de altos salários lá dentro (secretários).

Um pouco depende dos próprios moradores da cidade, não só para refletirem sobre suas escolhas eleitorais, mas para fazerem da cidade ainda melhor, com simples preocupações de boa convivência no dia e a dia e um pouco mais de educação e respeito no trato com os demais cidadãos no trânsito, nas filas, no comportamento. Nada muito diferente de qualquer outra cidade.

De todo modo, é uma cidade que vale a pena morar.

Amy e outras coisas.

Nesse final de semana fui surpreendido pela morte de Amy Winehouse. Surpreendido em termos, provavelmente como a maioria das pessoas que, de alguma forma, a conheceu ou acompanhou suas notícias nos jornais e tvs. Sem querer julgar sua vida desregrada e drogada, sem questionar quais os motivos que a levavam a se entregar tão facilmente ao álcool, até porque não sei o mínimo da vida particular dela, é muito difícil não dizer que ela, na sua área, na sua música, nas suas composições, não estava mais do que muito acima da média. Desse bando de cantoras formatadas que aparecem todos os dias, Amy é a mais original. E cuja voz não tinha igual em nenhuma de suas contemporâneas de sucesso.

Assisti ao último show em que ela esteve relativamente sóbria (ou melhor, em que estava menos ébria) desde o retorno dela aos palcos, pelo que a mídia falou e mostrou. Foi em Florianópolis, no início do ano. A voz da mulher era algo realmente impressionante. Não foi um show arrebatador, mas mostrou a qualidade da inglesa. Comentei aqui.

Coincidentemente se foi na mesma idade que se foram Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Cobain. Ficará na história da música, provavelmente, como todos esses alucinados, que não sei dizer se foram gênios ou loucos. Ou os dois.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Será que só eu vi?

Repintaram as faixas de trânsito na Rua Marina Fructuoso (Jaraguá do Sul).
Estão lá, brancas, brilhantes, fortes.
Só esqueceram de arrumar a rua: só tem buraco naquela via. Por que não arrumaram a rua antes? Vão arrumar depois de pintar? Ou seja, trabalho, tinta e dinheiro jogados fora??
Alguém entendeu?

Repercutindo.

Outdoor em Joinville de campanha contra o aumento de vereadores, a exemplo do que ocorreu em Jaraguá do Sul.

Fonte: ClickRBS.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Panaceia.

Descobri o remédio para todos os males. Sem querer ser pretensioso, acredito que descobri, sim. E, sendo bem sincero, não é uma ideia totalmente original. Possivelmente nada original.

Paremos para refletir um pouco. O que mais nos aflige hoje em dia? Do que costumamos reclamar vez ou outra ou a todo instante? Não, não. Não pensemos apenas no nosso próprio umbigo, no nosso pequeno mundinho (já falei disso semana passada). Sejamos mais sociais, mais irmanados, mais solidários. Então, do que reclamamos quando pensamos na coletividade?

Muitas coisas, vocês devem estar pensando. Sim, muitas coisas.

Reclamamos de escolas públicas mal aparelhadas, com professores mal remunerados ou em greve por quase dois meses, sem merenda para as crianças, ou com uniformes novos (quando têm, afinal são pequenos modelos fazendo propagando política de graça pelas ruas da cidade), mas sem um quadro negro decente (vamos parar no quadro negro, porque aqueles modernos brancos, para pincéis atômicos já é pedir demais), um computador, uma internet.

Reclamamos da UTI em que se encontra o nosso Sistema Único de Saúde, que remunera mal os médicos, provoca filas contadas em meses ou anos para os procedimentos médicos, e onde faltam profissionais capacitados, esparadrapos, fios cirúrgicos e aparelhos modernos, e sobram desculpas e desvios.

Reclamamos do transporte urbano, que tem um aumento da tarifa para R$ 3,00 coincidentemente na mesma época em que começa um novo sistema de estacionamento rotativo pago nas vias públicas. Um transporte urbano que nem sempre cumpre seus horários (sem considerar que se o empregado chegar atrasado vai ter o salário descontado), que tem linhas e horários limitados, que em muitas cidades sequer respeita os deficientes e idosos, e que, pelo menos aqui, vive de um inexplicável monopólio.

Reclamamos da segurança pública que obriga, pelo menos a quem pode, a contratar segurança particular para que possa dormir, passear ou trabalhar um pouco (um pouco apenas) mais sossegado em relação aos bens adquiridos com o esforço do trabalho. Da segurança pública em que faltam, na delegacia, delegados, investigadores, escrivães, equipamentos dos mais diversos e até papel higiênicos, e sobram filas, reclamações, inquéritos inacabados e mais desculpas dos governantes. Da segurança pública com a corporação da polícia militar com menos soldados do que uma década atrás. Com presídios superlotados dificultando o que poderia se chamar de reeducação do apenado.

Mas, como disse, encontrei a tal solução nem tão inovadora assim. Vamos cobrar dos nossos legisladores leis claras:

- filhos de políticos eleitos só poderão estudar os ensinos fundamental e médio em escolas públicas.

- políticos eleitos e seus parentes não poderão ter plano de saúde e só poderão ser atendidos em hospitais públicos, pegando as suas respectivas senhas na mesma ordem que os demais cidadãos.

- políticos eleitos somente poderão utilizar transporte público, sendo veementemente proibida a utilização de carros oficiais para ir ou voltar de casa.

- políticos e seus parentes não poderão ter prioridade de atendimento nas delegacias de polícia e a imunidade parlamentar será extinta.

- vereadores terão salário opcional, com um limite de um salário mínimo, sem direito a 13º, 14º ou 15º, férias, ou qualquer outro tipo de abono, e deputados estaduais e federais e senadores, com as mesmas limitações, com um limite salarial de 10 salários mínimos.

Como diria Arquimedes, eureka!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Clima frio e exercício físico.

Texto de Gustavo Jorge Bartsch – CREF:6195-G
Especialista em Fisiologia do Exercício-UGF/RJ.
Especialista em Atividade Física Adaptada e Saúde-UGF/RJ.

O inverno chegou e os cuidados com o clima frio não podem ser esquecidos. Algumas observações e possíveis modificações no treinamento físico de um corredor podem e devem ser realizadas para um bom desempenho.

O clima de inverno representa um risco para a saúde menos imediato que o de verão para as pessoas sadias em termos de exercício. O exercício faz com que nosso organismo gere grandes quantidades de energia térmica, pois o corpo humano possui mais de 400 músculos, os quais possuem a função de gerar calor através de suas contrações (estresse mecânico), entre outras.

Um cuidado importante é a exposição prolongada ao frio. A hipotermia (temperatura corporal central abaixo do normal) é o grande risco que um corredor pode ser acometido. As baixas temperaturas ambientes favorecem a perda de calor corporal e o vento pode exacerbar essa perda. Contudo este mecanismo poderá ser facilmente evitado considerando alguns aspectos, são eles:

- antes do alongamento, realizar uma caminhada em ritmo leve a moderado e com movimentação de braços e pernas em vários sentidos por aproximadamente 5 a 10 minutos;

- após a realização do alongamento e aquecimento, incluir um período inicial na sua corrida com o desenvolvimento de um ritmo um pouco mais leve que nos dias quentes, pois o organismo terá um processo mais gradativo de aquecimento e preparação para o ritmo ideal;

- não esquecer da hidratação adequada, pois, em dias quentes fica mais fácil de perceber a necessidade de ingerir líquidos durante a corrida, contudo, durante o frio, a temperatura baixa e o vento podem enganá-lo;

- também deve tomar muito cuidado após o treino, pois sua temperatura abaixará rapidamente e não seria ideal estar vestindo ainda a sua roupa úmida do treino;

- o alongamento pós treino também é muito importante para evitar contraturas e lesões nos treinos seguintes, contudo, é recomendado que o mesmo seja realizado com o corpo ainda aquecido da corrida.

Através dessas medidas, o corredor poderá continuar realizando seu treinamento físico de forma saudável e equilibrada e, principalmente, respeitando as características de seu organismo e do meio ambiente no qual está treinando.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ladrão invade casa, aciona armadilha, morre baleado e proprietário é indiciado.

Um ladrão, identificado como Jefferson Marques Evangelista, de 32 anos, foi morto, na quarta-feira, com um tiro de calibre 12 disparado por uma armadilha, ao invadir uma casa pela nona vez na cidade de Formosa (GO), região de Brasília.

Cansado de ter a casa invadida pelo mesmo criminoso, o proprietário, que viaja constantemente, montou uma engenhoca utilizando fios, um pedaço de cano, ratoeira, munição utilizada em espingarda e pólvora. O bandido parou a bicicleta em frente ao imóvel, pulou a cerca e, ao abrir a porta, acionou a armadilha. Atingido no peito, Evangelista morreu no local.

O autor da armadilha estava novamente viajando e foi alertado por telefone pelo vizinho quando o ladrão invadia a casa. Como não foi preso em flagrante, José Geraldo de Souza, 28 anos, pagou fiança e responderá, em liberdade, por homicídio doloso — quando o autor assume o risco de matar. A pena pode chegar a 30 anos de prisão em caso de condenação.

Fonte: Portal Click RBS.

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Como bem disse o Julio na postagem anterior, se cada um achar que pode fazer Justiça com as próprias mãos, viveremos numa terra sem lei e sem ordem.

Mataram o cara errado.

Com o título acima, recebi um email enaltecendo um policial à paisana que, após ser assaltado, por trás matou dois dos três bandidos e deixou o terceiro com os braços literalmente estourados. Como uma ode à violência ou uma valorização ao policial que reagiu em pleno dia no meio da rua, o email veio com diversas fotos, fortes, onde apareciam os assaltantes estirados no chão (como dito, dois mortos e um, ainda vivo, em estado deplorável) em literais poças de sangue. Não fui o único a receber esse email, e um dos outros destinatários, o advogado Julio Max Manske, aqui de Jaraguá do Sul, não silenciou quanto a essa inversão de valores. A seguir, com sua autorização, a lúcida e coerente resposta dada. Por respeito, eliminei o nome da pessoa que remeteu o email.

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Lamentável Sr. xxxxxxxx. Não sei como estou em sua lista, não sei qual o seu conhecimento sobre a vida, mas um pouco de reflexão social seria prudente antes de repassar o email abaixo. Incrível como o mesmo cidadão que hoje manda os direitos humanos à merda, vai ser o mesmo que baterá as suas portas no momento que precisar.

Nem de longe concordo com a criminalidade e seu avanço crescente, da mesma forma, sou desfavorável a política da não reação (sendo favorável, portanto, a políticas que ensinem a sociedade a defenderem-se destas situações, mesmo que fisicamente), agora idolatrar esta situação, é desmerecer todo o avanço social havido nos últimos séculos.

Existem leis que regulam nossa vida em sociedade e penas para as condutas criminosas. Não temos pena de morte e nem a teremos mais. Incitar a prática do homicídio, ainda que de meliantes, também é crime. Logo, crime por crime, quem formulou o texto abaixo, também é criminoso. Se não está bom da forma como vivemos, leia um pouco da história da civilização para aprender que já foi muito pior e que o estabelecimento de regras (leis) importa em uma evolução e conquista de uma sociedade livre e democrática.

Havendo leis e sendo essas necessárias, devem ser cumpridas. Aos seus infratores, devem ser aplicadas as penalidades previstas nas mesmas regras e não aquelas que entendemos que devem ser aplicadas. As leis realmente são feitas para proteger a sociedade e, muitas vezes, proteger a sociedade dela mesma.

Tenho todo respeito aos policiais e sinto-me frustrado pelo meu filho não ter o mesmo orgulho que eu tinha da polícia com sua idade. O meu filho tem medo, não tem respeito. A polícia deve ser respeitada e não temida. Mas isso depende dos próprios policiais, depende da sua educação no dia a dia, no seu trato com os cidadãos, com um sorriso ao cumprimentar as pessoas ao encontrá-las. Ainda hoje ouvi um policial fardado comentado com outro seu colega, também fardado em um café, que é revolucionário e que concorda com o “quebra pau dos professores” ocorrido ontem na Assembléia Legislativa e que se isso acontecesse na polícia faria o mesmo. Posição alarmante e preocupante para quem “prometeu” e assumiu o compromisso constitucional de assegurar a ORDEM E A SEGURANÇA PÚBLICA. Falta, nestes caso, respeito a farda e o que ela representa. Policial não é segurança de boate e muito menos justiceiro, policial é muito mais do que isso. Não basta querer ser policial, tem que ter vocação para essa árdua missão.

Espero não perder o orgulho que tenho da polícia, assim como espero que meu filho também o tenha.

Emails como o que repassasse, não engrandecem a atividade policial, mas sim, resgatam o sentimento primata do homem. Faltou acrescentar em seu email (digo seu, porque ao repassar, estás consentindo com seu conteúdo), e isso qualquer policial poderá reforçar, as consequências que este sujeito irá enfrentar, pois agiu incorretamente segundo as normas de segurança que “deve” ter aprendido no seu ofício, quanto ao uso da arma de fogo e em decorrência disso responderá administrativa e criminalmente (nem se cogita aplicar as excludentes de ilicitude neste caso em face da desproporcionalidades dos bens jurídicos). E, por responder a um processo criminal pela prática de um crime, este policial será considerado criminoso (autor de crime é criminoso), o que é sinônimo de bandido. Deve ele também, portanto, ser morto e enterrado em pé para não ocupar espaço??????

Ou será que devemos entender que o policial, por pertencer a uma força tarefa, está acima do bem e do mal??? Que tem o direito de fazer justiça da sua forma e modo??? Talvez tenhas sentindo uma emoção imediata de prazer ao ver os assaltantes mortos, mas se refletires um pouco, verás que não é esse o caminho!! Não sei te dizer qual é e seria muita prepotência de minha parte ter essa resposta, mas não posso calar-me diante dessa manifestação.

Tive a honra de estar por uma semana em curso intensivo com policiais militares e, muitos deles integrantes de força especial, e aprendi muito. Aprendi sobre disciplina, aprendi sobre respeito e, principalmente, aprendi sobre a preservação da vida.

Entretanto, sendo livre a manifestação do pensamento, respeitando a sua posição assim como espero respeite a minha, resta-me apenas te pedir a gentileza de excluir-me de sua listagem.

Julio Max Manske
OAB/SC 13.088

domingo, 17 de julho de 2011

O gol mais bonito de todos os tempos.

Para mim, o gol mais bonito de todos os tempos foi, na realidade, o quase gol de Pelé no jogo da Copa do Mundo de 1970 contra o Uruguai. Aquele que ele dá um drible de corpo no goleiro e a bola passa raspando a trave. Um dos lances geniais do Rei. Imitar depois de ver esse lance dezenas ou centenas de vezes na televisão é fácil...

É o terceiro lance do vídeo abaixo.