Dica do advogado Benedito Carlos Noronha:
Em Aquiraz, no Ceará, dona Tarcília Bezerra construiu uma expansão de seu cabaré, cujas atividades estavam em constante crescimento após a criação de seguro desemprego para pescadores e vários outros tipos de bolsas.
Em resposta, a Igreja Universal local iniciou uma forte campanha para bloquear a expansão, com sessões de oração em sua igreja, de manhã, à tarde e à noite.
O trabalho de ampliação e reforma progredia célere até uma semana antes da reinauguração, quando um raio atingiu o cabaré queimando as instalações elétricas e provocando um incêndio que destruiu o telhado e grande parte da construção.
Após a destruição do cabaré, o pastor e os crentes da igreja passaram a se gabar "do grande poder da oração".
Então, Tarcília processou a igreja, o pastor e toda a congregação, com o fundamento de que eles "foram os responsáveis pelo fim de seu prédio e de seu negócio"utilizando-se da intervenção divina, direta ou indireta e das ações ou meios.”
Na sua resposta à ação judicial, a igreja, veementemente, negou toda e qualquer responsabilidade ou qualquer ligação com o fim do edifício.
O juiz a quem o processo foi submetido leu a reclamação da autora e a resposta dos réus e, na audiência de abertura, comentou:
- Eu não sei como vou decidir neste caso, mas uma coisa está patente nos autos.
Temos aqui uma proprietária de um cabaré que firmemente acredita no poder das orações e uma igreja inteira declarando que as orações não valem nada!”.
Não sei se é verdade... mas é uma história, no mínimo, curiosa e divertida...
Bacafá
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
domingo, 8 de julho de 2012
Acabe com suas dívidas.
Já que domingo é dia de ir à missa pra muita gente, descobriram uma fórmula mágica de acabar com dívidas. Se você tem dívida é porque não deve ter fé!!
A que ponto chegamos... nem o pastor (?!) se aguenta.
A que ponto chegamos... nem o pastor (?!) se aguenta.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Finados e mortos.
No dia 02 de novembro comemora-se o dia de finados pela Igreja Católica (como curiosidade: os portugueses comemoram o dia dos fiéis defuntos). Dizem alguns historiadores que os cristãos já rezavam por seus entes queridos falecidos desde o século I ou II (dependendo a fonte), visitando seus túmulos. No século V, então, a Igreja Católica decidiu dedicar um dia do ano aos mortos, para que se rezasse pelos que ninguém rezava ou lembrava.
Embora muitas vezes carregado de tristeza decorrente da saudade, em alguns casos realmente é o único dia que a família lembra do túmulo do parente morto. Já freqüentei muito cemitério, e muitas vezes, principalmente quando pequeno, me perguntava porque alguns túmulos estavam tão reluzentes e outros tão abandonados, sem qualquer sinal de cuidado. E isso independia do tamanho ou do luxo da residência final do falecido.
Claro, diversos poderiam ser os motivos. Desde o simples abandono mesmo, até a morte dos demais parentes que cuidavam daquele túmulo, passando por viagens definitivas para outras cidades ou países.
De todo modo, sempre me impressionei com o final de semana pré dia de finados. Muita gente com vassouras, baldes, detergentes, panos, velas novas. Flores, muitas flores. Naturais. Artificiais. Coloridas, quase sempre muito coloridas.
Eu nunca sabia se todas aquelas pessoas estavam ali por causa de seus filhos, pais, irmãos, tios ou avós mortos ou se estavam ali por conta dos vivos. Preocupados com o que os outros vivos poderiam pensar do seu relaxamento se não limpassem o túmulo pelo menos naquela semana. Preocupados seja com os vizinhos de suas casas, seja com os vizinhos de cemitério.
Coincidentemente no mesmo dia comemora-se, no México, o dia dos mortos. As grandes diferenças são que esta é uma verdadeira festa e sua origem não é européia ou católica, mas indígena. É uma comemoração anterior à vinda dos espanhóis para a região e outros países da América Central também a festejam.
É uma festa extremamente animada onde, dizem, os mortos vêm visitar seus parentes, sendo recebidos com muitos doces, bolos e guloseimas. Tudo muito colorido, divertido e com muita música. De tão entusiasmada, a festa é referência turística já há algum tempo, recebendo visitantes do mundo inteiro.
Entretanto, o que significa tudo isso?
Serve, no mínimo, para lembrarmos da nossa condição de “temporários” na vida. Tristes pela saudade ou felizes pelas boas lembranças, ou mesmo pela animada festa do dia dos mortos mexicano, serve – ou deveria servir – para relembrarmos que o importante é vivermos intensamente.
É inevitável que tenhamos que trabalhar – salvo algum herdeiro bilionário por aí -, que tenhamos que nos preocupar, que tenhamos compromissos nem sempre muito agradáveis. Entretanto é perfeitamente evitável que tudo isso seja o mais importante em nossas vidas.
E se não conseguimos parar para refletir e repensar nossos atos no dia-a-dia pelas atribulações normais, que pelo menos no dia dos que não estão mais aqui, nós, ainda vivos, consigamos determinar nosso futuro.
Se a vida de quem nos lembramos nesse dia foi boa e bem aproveitada, que a tenhamos como exemplo. Se não foi, que aprendamos com os seus erros. Se foi curta demais, que nos sirva de alerta que no próximo dia 02 de novembro em vez de estarmos lembrando poderemos ser os lembrados.
Embora muitas vezes carregado de tristeza decorrente da saudade, em alguns casos realmente é o único dia que a família lembra do túmulo do parente morto. Já freqüentei muito cemitério, e muitas vezes, principalmente quando pequeno, me perguntava porque alguns túmulos estavam tão reluzentes e outros tão abandonados, sem qualquer sinal de cuidado. E isso independia do tamanho ou do luxo da residência final do falecido.
Claro, diversos poderiam ser os motivos. Desde o simples abandono mesmo, até a morte dos demais parentes que cuidavam daquele túmulo, passando por viagens definitivas para outras cidades ou países.
De todo modo, sempre me impressionei com o final de semana pré dia de finados. Muita gente com vassouras, baldes, detergentes, panos, velas novas. Flores, muitas flores. Naturais. Artificiais. Coloridas, quase sempre muito coloridas.
Eu nunca sabia se todas aquelas pessoas estavam ali por causa de seus filhos, pais, irmãos, tios ou avós mortos ou se estavam ali por conta dos vivos. Preocupados com o que os outros vivos poderiam pensar do seu relaxamento se não limpassem o túmulo pelo menos naquela semana. Preocupados seja com os vizinhos de suas casas, seja com os vizinhos de cemitério.
Coincidentemente no mesmo dia comemora-se, no México, o dia dos mortos. As grandes diferenças são que esta é uma verdadeira festa e sua origem não é européia ou católica, mas indígena. É uma comemoração anterior à vinda dos espanhóis para a região e outros países da América Central também a festejam.
É uma festa extremamente animada onde, dizem, os mortos vêm visitar seus parentes, sendo recebidos com muitos doces, bolos e guloseimas. Tudo muito colorido, divertido e com muita música. De tão entusiasmada, a festa é referência turística já há algum tempo, recebendo visitantes do mundo inteiro.
Entretanto, o que significa tudo isso?
Serve, no mínimo, para lembrarmos da nossa condição de “temporários” na vida. Tristes pela saudade ou felizes pelas boas lembranças, ou mesmo pela animada festa do dia dos mortos mexicano, serve – ou deveria servir – para relembrarmos que o importante é vivermos intensamente.
É inevitável que tenhamos que trabalhar – salvo algum herdeiro bilionário por aí -, que tenhamos que nos preocupar, que tenhamos compromissos nem sempre muito agradáveis. Entretanto é perfeitamente evitável que tudo isso seja o mais importante em nossas vidas.
E se não conseguimos parar para refletir e repensar nossos atos no dia-a-dia pelas atribulações normais, que pelo menos no dia dos que não estão mais aqui, nós, ainda vivos, consigamos determinar nosso futuro.
Se a vida de quem nos lembramos nesse dia foi boa e bem aproveitada, que a tenhamos como exemplo. Se não foi, que aprendamos com os seus erros. Se foi curta demais, que nos sirva de alerta que no próximo dia 02 de novembro em vez de estarmos lembrando poderemos ser os lembrados.
domingo, 2 de outubro de 2011
Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia.
Coloque em tela cheia e faça um tour por essa fabulosa igreja.
http://www.onzeonze.com.br/blog360/toursaofrancisco/index.html
Vale a pena.
http://www.onzeonze.com.br/blog360/toursaofrancisco/index.html
Vale a pena.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Xuxa ganha indenização de R$ 150 mil contra a Igreja Universal.
Qualificada como "satanista" pela Folha Universal e acusada de ter vendido sua alma para o demônio por US$ 100 milhões, a apresentadora Maria da Graça Xuxa Meneghel receberá R$ 150 mil de indenização por dano moral da Editora Gráfica Universal, responsável pela publicação. A decisão é da juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro, da 6ª Vara Cível da Barra da Tijuca (RJ).
De acordo com a juíza, não há na reportagem um traço sequer de informação, mas sim de especulação, sem que tenha sido dada à autora a oportunidade de ser ouvida sobre o seu teor.
Na petição inicial, Xuxa declarou que tem uma imagem pública a zelar, principalmente no meio infantil. De acordo com ela, as declarações da Folha Universal causaram danos morais, sobretudo por ser ela uma pessoa de muita fé.
A editora, por outro lado, alegou que tem o direito de informar e que não cometeu abuso. Segundo ela, os fatos mencionados já foram objeto de outras reportagens em outros veículos.
A juíza Flávia de Almeida deu a palavra final: "Toda liberdade deve ser exercida com responsabilidade, o que a ré parece não saber, embora, ironicamente, seja gráfica de uma igreja. Quem publica o que quer, com manchete sensacionalista e texto estapafúrdio sobre 'famosos que teriam se deixado seduzir pelo mal' e monta fotos, legendando-as com palavras que evocam um suposto culto da autora pelo diabo, deve ser responsabilizado pelo dano moral causado, agravando-se tal situação por ser a autora pessoa que tem seu público, sobretudo, no meio infantil e infanto-juvenil, que é mais facilmente ludibriável".
Além da indenização, a Editora Gráfica Universal também deverá estampar, em primeira página, assim que a ação tiver transitado em julgado, que, "em desmentido da publicação do exemplar 855 de 24 de agosto de 2008, Maria da Graça Xuxa Meneghel afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões". Com informações da Assessoria de Comunicação do TJ-RJ.
Processo 2008.209.025847-5
Fonte: Portal Conjur.
Como diria o matuto... cada um que me aparece...
De acordo com a juíza, não há na reportagem um traço sequer de informação, mas sim de especulação, sem que tenha sido dada à autora a oportunidade de ser ouvida sobre o seu teor.
Na petição inicial, Xuxa declarou que tem uma imagem pública a zelar, principalmente no meio infantil. De acordo com ela, as declarações da Folha Universal causaram danos morais, sobretudo por ser ela uma pessoa de muita fé.
A editora, por outro lado, alegou que tem o direito de informar e que não cometeu abuso. Segundo ela, os fatos mencionados já foram objeto de outras reportagens em outros veículos.
A juíza Flávia de Almeida deu a palavra final: "Toda liberdade deve ser exercida com responsabilidade, o que a ré parece não saber, embora, ironicamente, seja gráfica de uma igreja. Quem publica o que quer, com manchete sensacionalista e texto estapafúrdio sobre 'famosos que teriam se deixado seduzir pelo mal' e monta fotos, legendando-as com palavras que evocam um suposto culto da autora pelo diabo, deve ser responsabilizado pelo dano moral causado, agravando-se tal situação por ser a autora pessoa que tem seu público, sobretudo, no meio infantil e infanto-juvenil, que é mais facilmente ludibriável".
Além da indenização, a Editora Gráfica Universal também deverá estampar, em primeira página, assim que a ação tiver transitado em julgado, que, "em desmentido da publicação do exemplar 855 de 24 de agosto de 2008, Maria da Graça Xuxa Meneghel afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões". Com informações da Assessoria de Comunicação do TJ-RJ.
Processo 2008.209.025847-5
Fonte: Portal Conjur.
Como diria o matuto... cada um que me aparece...
domingo, 19 de abril de 2009
STJ confirma devolução de doação que fiel fez para igreja universal.
Lendo um artigo do Agostinho no Salada à Brasileira, sobre as novas igrejas que surgem todos os dias e com os nomes mais esdrúxulos imagináveis, lembrei de uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que determinou à igreja universal que devolvesse a um fiel seu o que ele tinha doado "em nome de deus".
O recurso para o STJ foi com base numa decisão do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), onde se concluiu que o cidadão/fiel vendeu seu veículo, aconselhado por um pastor para fazer esse sacríficio a fim de melhorar de vida, e deu o resultado da venda à igreja.
Quem quiser pode acompanhar o processo diretamente no STJ, clicando aqui, cabendo esclarecer que a decisão é de 03.03.2009 e a igreja universal apresentou outro recurso tentando reverter a situação.
O recurso para o STJ foi com base numa decisão do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), onde se concluiu que o cidadão/fiel vendeu seu veículo, aconselhado por um pastor para fazer esse sacríficio a fim de melhorar de vida, e deu o resultado da venda à igreja.
Quem quiser pode acompanhar o processo diretamente no STJ, clicando aqui, cabendo esclarecer que a decisão é de 03.03.2009 e a igreja universal apresentou outro recurso tentando reverter a situação.
domingo, 5 de abril de 2009
INRI Cristo
E por falar em igreja, concordo com o Piangers:
"Nem Pretinho Básico, nem Pânico, nem CQC, nem Casseta e Planeta, nem Pampa Cats.
O grupo de comédia mais GENIAL do Brasil, hoje, é liderado pelo Inri Cristo.
Eu tenho CERTEZA que um dia alguém vai descobrir que a seita do Inri NA VERDADE É UMA REUNIÃO DE ROTEIRISTAS DE COMÉDIA, pensando idéias geniais pra entrevistas, discursos, participações em programas e versões de músicas internacionais."
Do blog Cala a boca, Piangers.
Pra confirmar a teoria:
Fico pensando, cá com meus botões, se alguém leva esse cara a sério. Bom... levam tanta gente a sério, tantas teorias e tantas outras histórias metafísicas por aí, que não duvido de mais nada.
"Nem Pretinho Básico, nem Pânico, nem CQC, nem Casseta e Planeta, nem Pampa Cats.
O grupo de comédia mais GENIAL do Brasil, hoje, é liderado pelo Inri Cristo.
Eu tenho CERTEZA que um dia alguém vai descobrir que a seita do Inri NA VERDADE É UMA REUNIÃO DE ROTEIRISTAS DE COMÉDIA, pensando idéias geniais pra entrevistas, discursos, participações em programas e versões de músicas internacionais."
Do blog Cala a boca, Piangers.
Pra confirmar a teoria:
Fico pensando, cá com meus botões, se alguém leva esse cara a sério. Bom... levam tanta gente a sério, tantas teorias e tantas outras histórias metafísicas por aí, que não duvido de mais nada.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
O papa que não é pop.
Requentando assunto, que já foi muito bem tratado em diversos blogs, inclusive em alguns dos indicados aí do lado.
Como não quero repetir - e sem o mesmo brilhantismo dos amigos - fica apenas a pergunta do dia:
Se Bento 16 é o representante maior de deus na terra, e se deus misericordiosamente defende a vida, por que o papa que não é pop não defende o uso de camisinha, quando se sabe que só na África a AIDS já matou mais de 25 milhões de pessoas?
Como não quero repetir - e sem o mesmo brilhantismo dos amigos - fica apenas a pergunta do dia:
Se Bento 16 é o representante maior de deus na terra, e se deus misericordiosamente defende a vida, por que o papa que não é pop não defende o uso de camisinha, quando se sabe que só na África a AIDS já matou mais de 25 milhões de pessoas?
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