A propaganda da União Européia abaixo é infeliz em qualquer circunstância: política, econômica ou racialmente. Então quer dizer que eles entendem que podem subjulgar quem quiserem ou tudo isso é medo do BRIC (ou BRICS agora)? Há algum tipo de mensagem por trás desta campanha? Tirem suas próprias conclusões.
Bacafá
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terça-feira, 13 de março de 2012
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Projeto obriga pagamento de cheque sem fundo de até R$ 1 mil.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6.791/10, do ex-deputado Edigar Mão Branca (PV-BA), que obriga os bancos a pagar os cheques sem fundos de até R$ 1 mil, desde que o dinheiro não seja destinado ao próprio correntista.
O objetivo é responsabilizar também a instituição financeira pelo risco oferecido pelos cheques emitidos. "Não se justifica que os bancos, que entregam talões de cheques a seus clientes a seu exclusivo critério, não se responsabilizem pelo pagamento do valor desses cheques", argumenta o deputado.
A proposta altera a Lei do Cheque (7.357/85) para instituir a obrigatoriedade. Atualmente, os bancos só podem ser cobrados pelo pagamento de cheques falsos, falsificados ou alterados se não ficar comprovada a culpa do correntista, endossante ou beneficiário do cheque.
Pelo texto, o teto de compensação de cheques sem fundo inicial é de R$ 1 mil, mas deverá ser revisto periodicamente. O projeto prevê ainda que, se dois ou mais cheques forem apresentados ao mesmo tempo sem que o correntista tenha fundos para arcar com o pagamento de todos, o banco responderá por todos, respeitando o limite de R$ 1 mil por cheque.
A proposta está apensada ao PL 4.780/98, do ex-deputado Feu Rosa, que trata da mesma questão. Esse projeto já foi rejeitado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Constituição e Justiça e de Cidadania, mas a decisão final cabe ao Plenário.
Para ver a íntegra do Projeto de Lei e sua tramitação clique aqui.
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados.
Em que pese os cuidados que se deve ter com projetos desta natureza, para que não se privilegie picaretas que vão querer levar vantagem em detrimento dos bancos, assim como que a aceitação de cheque não é obrigatória, há de se considerar que este é um meio ainda muito utilizado na economia nacional (embora perdendo força a cada dia que passa para o dinheiro de plástico - cartões de débito e de crédito). Nesta linha, os bancos que são os que mais lucram sempre, passarão a ter mais critério na hora de liberar crédito e talões de cheque para seus correntistas. Pelo menos é o que se espera.
O objetivo é responsabilizar também a instituição financeira pelo risco oferecido pelos cheques emitidos. "Não se justifica que os bancos, que entregam talões de cheques a seus clientes a seu exclusivo critério, não se responsabilizem pelo pagamento do valor desses cheques", argumenta o deputado.
A proposta altera a Lei do Cheque (7.357/85) para instituir a obrigatoriedade. Atualmente, os bancos só podem ser cobrados pelo pagamento de cheques falsos, falsificados ou alterados se não ficar comprovada a culpa do correntista, endossante ou beneficiário do cheque.
Pelo texto, o teto de compensação de cheques sem fundo inicial é de R$ 1 mil, mas deverá ser revisto periodicamente. O projeto prevê ainda que, se dois ou mais cheques forem apresentados ao mesmo tempo sem que o correntista tenha fundos para arcar com o pagamento de todos, o banco responderá por todos, respeitando o limite de R$ 1 mil por cheque.
A proposta está apensada ao PL 4.780/98, do ex-deputado Feu Rosa, que trata da mesma questão. Esse projeto já foi rejeitado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Constituição e Justiça e de Cidadania, mas a decisão final cabe ao Plenário.
Para ver a íntegra do Projeto de Lei e sua tramitação clique aqui.
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados.
Em que pese os cuidados que se deve ter com projetos desta natureza, para que não se privilegie picaretas que vão querer levar vantagem em detrimento dos bancos, assim como que a aceitação de cheque não é obrigatória, há de se considerar que este é um meio ainda muito utilizado na economia nacional (embora perdendo força a cada dia que passa para o dinheiro de plástico - cartões de débito e de crédito). Nesta linha, os bancos que são os que mais lucram sempre, passarão a ter mais critério na hora de liberar crédito e talões de cheque para seus correntistas. Pelo menos é o que se espera.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Você sabe o que é greenwashing?
"O termo “greenwashing” pode ser traduzido com “lavagem verde” e tem no ambientalismo uma conotação equivalente a “lavagem de dinheiro”. É usado há mais de duas décadas para designar informações tendenciosas ou propaganda enganosa de algum produto ou serviço rotulado de “ecologicamente correto” ou que visam mascarar a má conduta ambiental de uma organização (empresa, instituição pública etc.) ou indivíduo.
Quando a questão ambiental entrou na moda muitas empresas e instituições públicas se obrigaram a lançar mão deste artifício para não terem sua imagem arruinada perante a opinião pública. É claro que temos muitos bons exemplos de empresas que optaram pelo caminho da ética e se esforçam para diminuir o impacto ambiental além até do que a lei obriga."
Continue lendo este interessante texto de Germano Woehl, no site O Eco, clicando aqui.
Quando a questão ambiental entrou na moda muitas empresas e instituições públicas se obrigaram a lançar mão deste artifício para não terem sua imagem arruinada perante a opinião pública. É claro que temos muitos bons exemplos de empresas que optaram pelo caminho da ética e se esforçam para diminuir o impacto ambiental além até do que a lei obriga."
Continue lendo este interessante texto de Germano Woehl, no site O Eco, clicando aqui.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Interessante análise.
Trecho de entrevista do historiador e cientista político Luiz Felipe de Alencastro ao jornal Valor, no Caderno Eu &, do último final de semana.
Valor: A classe média também pode gerar instabilidade, ao sentir que perde privilégios?
Alencastro: Isso já está acontecendo. É o que alimenta a agressividade anti-Lula de certos jornais e revistas, que retratam a perplexidade de uma camada social insegura: os pobres estão satisfeitos e os ricaços também, mas a velha classe média não acha graça nenhuma. Ter domésticas com direitos trabalhistas, pobres e remediados comprando e atrapalhando o trânsito, não ter faculdade pública garantida para os filhos matriculados em escola particular. Tudo isso é resultado da mobilidade social, que provoca incompreensão e ressentimento numa parte da classe média. Daí o furor contra o ProUni, as cotas na universidade, o Bolsa Família. Leio a imprensa brasileira pela internet e às vezes fico pasmo com os comentários dos leitores, a agressividade e o preconceito social explícitos. O discurso de gente como o senador Demóstenes Torres no DEM [contra o sistema de cotas raciais nas universidades públicas] indica uma guinada à direita da direita parecida com a dos republicanos dos Estados Unidos. Lá, esse extremismo empolgou o partido inteiro e pode desestabilizar o país. A falta de perspectiva da oposição cria um vácuo para o radicalismo.
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Eu penso que infelizmente esse preconceito social é lugar comum em uma determinada parcela da classe média que se acha superior intelectualmente e detentora de direitos que não poderiam, jamais, em seu ponto de vista, ser divididos com pessoas que venham de estrato inferior. Arrotam seus complexos contra os projetos sociais existentes e contra um presidente que veio da miséria nordestina. Não conseguem admitir a ascensão da camada mais pobre da sociedade, não conseguem admitir que tem mais gente saindo da linha da indigência. Sentem-se afetados de alguma forma.
Que fique claro que não estou, aqui, discutindo política partidária ou corrupção e nem, tampouco, generalizando o pensamento da classe média. Apenas relatando o que concluo depois de ouvir discussões em diversas rodas sobre o sistema social brasileiro.
Valor: A classe média também pode gerar instabilidade, ao sentir que perde privilégios?
Alencastro: Isso já está acontecendo. É o que alimenta a agressividade anti-Lula de certos jornais e revistas, que retratam a perplexidade de uma camada social insegura: os pobres estão satisfeitos e os ricaços também, mas a velha classe média não acha graça nenhuma. Ter domésticas com direitos trabalhistas, pobres e remediados comprando e atrapalhando o trânsito, não ter faculdade pública garantida para os filhos matriculados em escola particular. Tudo isso é resultado da mobilidade social, que provoca incompreensão e ressentimento numa parte da classe média. Daí o furor contra o ProUni, as cotas na universidade, o Bolsa Família. Leio a imprensa brasileira pela internet e às vezes fico pasmo com os comentários dos leitores, a agressividade e o preconceito social explícitos. O discurso de gente como o senador Demóstenes Torres no DEM [contra o sistema de cotas raciais nas universidades públicas] indica uma guinada à direita da direita parecida com a dos republicanos dos Estados Unidos. Lá, esse extremismo empolgou o partido inteiro e pode desestabilizar o país. A falta de perspectiva da oposição cria um vácuo para o radicalismo.
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Eu penso que infelizmente esse preconceito social é lugar comum em uma determinada parcela da classe média que se acha superior intelectualmente e detentora de direitos que não poderiam, jamais, em seu ponto de vista, ser divididos com pessoas que venham de estrato inferior. Arrotam seus complexos contra os projetos sociais existentes e contra um presidente que veio da miséria nordestina. Não conseguem admitir a ascensão da camada mais pobre da sociedade, não conseguem admitir que tem mais gente saindo da linha da indigência. Sentem-se afetados de alguma forma.
Que fique claro que não estou, aqui, discutindo política partidária ou corrupção e nem, tampouco, generalizando o pensamento da classe média. Apenas relatando o que concluo depois de ouvir discussões em diversas rodas sobre o sistema social brasileiro.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
As prisões da miséria.
Linhas iniciais de um livro que ganhei essa semana e, por enquanto, só dei uma folheada:
"A penalidade neoliberal apresenta o seguinte paradoxo: pretende remediar com um 'mais Estado' policial e penitenciário o 'menos Estado' econômico e social que é própria causa da escalada generalizada da insegurança objetiva e subjetiva em todos os países, tanto do Primeiro Mundo quanto do Segundo Mundo."
Parece uma realidade. O livro promete.
As prisões da miséria, de Löic Wacquant.
"A penalidade neoliberal apresenta o seguinte paradoxo: pretende remediar com um 'mais Estado' policial e penitenciário o 'menos Estado' econômico e social que é própria causa da escalada generalizada da insegurança objetiva e subjetiva em todos os países, tanto do Primeiro Mundo quanto do Segundo Mundo."
Parece uma realidade. O livro promete.
As prisões da miséria, de Löic Wacquant.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Maria da Conceição Tavares.
Colocando algumas leituras em dia, li o caderno de final de semana do Valor (Eu &) dos dias 6. 7 e 8 de novembro (sim, sim, sei que estavam atrasadas mesmo...), e a entrevista com a economista Maria da Conceição Tavares (portuguesa naturalizada brasileira, ex-deputada federal e
professora titular da UNICAMP e professora emérita da UFRJ) foi a matéria mais interessante (embora um artigo de Walquíria Domingues Leão Rêgo sobre Norberto Bobbio e uma resenha escrita por Márcio Ferrari do livro Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy - o mesmo autor de A Estrada, já comentado nesse blog -, também valeram a pena).
professora titular da UNICAMP e professora emérita da UFRJ) foi a matéria mais interessante (embora um artigo de Walquíria Domingues Leão Rêgo sobre Norberto Bobbio e uma resenha escrita por Márcio Ferrari do livro Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy - o mesmo autor de A Estrada, já comentado nesse blog -, também valeram a pena).A economista põe em cheque certa tranquilidade que está se vendendo mundo afora a respeito da crise, e disse que em 2011 o mundo passará por sérios problemas. Os EUA são os que estão mais em risco e os países do BRIC é que podem segurar as pontas, no final das contas.
Abaixo o que ela pensa do Governo Lula, para os xingamentos de alguns amigos meus (podem ficar tranquilos, as nossas amizades continuarão as mesmas):
"Lula, um gênio político, mistura Vargas e JK, uma liderança do povo brasileiro que tem uma sorte danada, ademais de ser muito competente. Tem que ter competência e sorte. As coisas têm que estar a favor."
E continua, respondendo sobre qual sua avaliação sobre o Governo Lula:
"Muito boa. Esta é minha avaliação e de 70% da população. Na verdade, só a classe média dita ilustrada e a grande imprensa são contra. Contra também não sei o quê. Caiu a inflação, portanto mantiveram a política econômica dura que diziam que não iam manter, mas mantiveram. Contra meu ponto de vista. Perdi a parada, mas fico contente que tenha perdido, porque naquela altura ia ser complicado. Como estava tudo fora do lugar, era muito complicado fazer uma política alternativa no início do primeiro mandato. (...). O governo Lula está tocando três coisas importantes: crescimento, distribuição de renda e incorporação social. E ainda por cima fez uma política externa independente. Por que acha que ganhamos a Olímpiada? Porque passamos a ter prestígio de fato lá fora."
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