Bacafá

Bacafá
Mostrando postagens com marcador Rubem Fonseca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rubem Fonseca. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mandrake.

Mandrake é o advogado personagem principal de A grande arte, de Rubem Fonseca. O tal cara que se vê em algumas situaçõe bem complicada, como eu tinha comentado anteriormente. Também é personagem de outros textos do Rubem Fonseca.

"O dinheiro compra, o dinheiro tranquiliza, o dinheiro alegra, o dinheiro fortalece, mas não é tudo, lembre-se disso."

"Não existem verdades absolutas, só obsoletas."

sábado, 18 de julho de 2009

Rubem Fonseca.

Mais alguns trechos, conforme prometido, do livro A grande arte, de Rubem Fonseca:

"Man created death" é a frase que mais aparece. Essa frase me fez pensar muito. O homem criou a morte. Porque sabe que a morte existe, o homem criou a arte, um pensamento nietzschiano. O nome do pensador alemão também aparece na balbúrdia de anotações. "Birth, copulation and death" é a segunda frase que mais aparece, e esta, como a outra, também me fez refletir demoradamente. Nascimento, cópula e morte. Afinal, isso talvez fosse, também, a história da minha vida. De todas as dívidas.

O negrito é por minha conta, mesmo. Será a arte uma forma de escapar da morte. De imortalizar a nossa vida?

O livro é de 1983, mas em certos momentos parece assustadoramente atual. Assustadoramente porque fica-se com a impressão que as coisas pioraram. No trecho a seguir, o narrador está falando de um soldado da PM que foi expulso da corporação por homicídio, chefe de um grupo de "proteção a comerciantes", e de um membro dessa gangue.

Eronides orgulhava-se de nunca ter matado um inocente. "A gente tem de ter certeza de que o cara é mesmo um assaltante peçonhento. Só então a gente vai lá e justiça ele." Mateus participou, com o grupo, da morte de quarenta e oito "vagabundos e bandidos".

Quem é o bandido mesmo? Este é o verdadeiro Estado total: investiga, acusa, julga e executa. Tudo junto. E sem apelação. Qualquer semelhança com a atual realidade deve ser pura coincidência com a ficção...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A grande arte.

Curioso livro de Rubem Fonseca. Curioso e complexo. Um thriller policial com várias histórias dentro da história. O advogado criminalista Mandrake no meio de um jogo de intrigas e no meio de um universo de dilemas, principalmente quando se trata de suas amadas mulheres.

Já tinha lido outras obras de Rubem Fonseca, mas essa foi a mais intrigante - pelo menos até agora - em especial pela mistura e cruzamento das rotas dos personagens que, num primeiro momento, nada parecem ter a ver uns com os outros.

Frases fora do contexto costumam não fazer muito sentido. Ainda assim, alguns trechos dos livros abaixo, que eu achei interessante.

"Realista?" Para mim esa palavra servia apenas para justificar o comodismo, as pequenas ações e omissões indignas que os homens cometiam diariamente.
........

As pessoas não sabem observar, não vêem o mundo em volta, são verdadeiros zumbis. Não existem duas pessoas iguais, não existem dois narizes iguais no mundo, mas você pensa que as testemunhas percebem?
........

Era um homem volúvel? Que importava?, a coerência não era uma virtude, era uma característica vegetal que eu não possuía, felizmente.
.......

O segundo trecho me lembrou A resistência, de Ernesto Sabato, que li recentemente e comentei aqui. Os outros nem parecem de um livro policial. Mas são. Aos pouco trago outras partes. Recomendo a leitura, para quem gosta de obras assim.