Uma das boas consequências dos protestos pela melhoria dos transportes públicos foi o aumento de pressão contra os automóveis particulares - o que facilitou o anúncio da prefeitura de colocar mais corredores nas principais vias da cidade.
Prepare-se. motorista: para quem tem carro a cidade já é um inferno, e só vai piorar.
A população( e com boas razões) não quer mais impostos, afinal a carga é alta e se tem a sensação (correta) de que o dinheiro público é desperdiçado.
Mas o fato é que para melhorar o transporte público é necessário ter menos carros nas ruas (quase todos concordam). E para investir nas melhorias o dinheiro tem de sair de algum lugar (e não pode ser do aumento indiscriminado dos impostos). Mais sensato cobrar de quem usa a rua.
Mais cedo ou mais tarde, alguém vai ter a coragem, apoiado por segmentos expressivos da população, de propor o pedágio urbano, destinando 100% do que for arrecadado para a melhoria da mobilidade urbana. De quebra, serve como combate à poluição.
É daquelas ideias que hoje provocam horror nos políticos.
Mas, como vimos agora, o levante das ruas é capaz de mudar as ideias e apressar soluções.
*
Aliás, o aumento do imposto para quem consome gasolina (a Cide) já é um tipo de pedágio urbano camuflado.
O preço exorbitante dos estacionamentos também é pedágio urbano, com a diferença que o dinheiro vai apenas para empresários.
Texto de Gilberto Dimenstein no Portal da Folha de São Paulo.
Tenho falado disso já há algum tempo... É uma possibilidade que deve ser levada a sério, ainda que impopular. Uma maneira, como disse o texto, de estimular o transporte coletivo.
Bacafá
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sexta-feira, 28 de junho de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Ônibus e controvérsias.
Reputam a Voltaire a segunte frase (mais ou menos assim): “Posso não concordar com o que falas, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las”.
Começo lembrando o filósofo iluminista francês por conta da celeuma criada em volta da opção do prefeito suljaraguaense de ir de ônibus para o paço municipal. Ouvi e li muitas coisas, das quais várias discordo frontalmente – e não por fazer parte do governo, pois quem me conhece, sabe da minha independência de pensamento. Mas respeito todas as opiniões.
Alguns julgaram o uso do transporte coletivo pelo prefeito como demagogo. Outros, que é incoerente, pois aparentemente gastaria mais com passagem do que com combustível, se fosse com o próprio automóvel.
Curiosamente, se políticos estrangeiros resolvem ter vidas austeras, são respeitados por lá e invejados/comparados por cá. Se políticos tupiniquins fazem o mesmo, têm algum interesse por trás. A velha história da grama do vizinho ser sempre mais verde. Já escrevi sobre essa sensação de inferioridade arraigada em algumas pessoas, o que pode ser revisto aqui: http://bacafa.blogspot.com.br/2012/11/a-vida-dos-outros.html.
O prefeito não precisa de ninguém que fale por ele, mas trago minhas impressões aos caros leitores sobre a situação. Não é necessário ser nenhum gênio para saber que as suas intenções vão além da economia – até porque, como já dito, é bem provável que isso não ocorra.
Então pergunto: qual a melhor maneira de ouvir o povo se não andando em seu meio? Se o chefe do executivo municipal não pode fazer isso todos os dias por razões óbvias, por que não ir ao trabalho vez ou outra de ônibus? Além disso, poderá, nestas ocasiões, sentir na pele o que o trabalhador sente todos os dias. A primeira repercussão positiva já ocorreu: a concessionária finalmente colocou no terminal um posto para compra dos cartões de passagens, facilitando a vida do usuário.
É óbvio, também, que nestas viagens relativamente curtas o prefeito não descobrirá e nem sentirá todas as agruras do trabalhador, e nem achará a panacéia para o sistema viário. Contudo, indiscutivelmente, é um começo. Alguns secretários e diretores também estão seguindo o exemplo, o que faz com que a abrangência da observação seja muito maior. O próprio povo, cansado de falar e nunca ser ouvido, trará, agora, suas reclamações e sugestões. É, sem dúvida, uma corrente do bem, que tende a ser potencializada se as pessoas sentirem confiança no trabalho que está só começando.
E para que não falem, ainda, que também sou um oportunista, deixo um texto que escrevi sobre trânsito e foi publicado em 19.01.2011, ou seja, há quase dois anos (http://bacafa.blogspot.com.br/2011/01/transito-la-e-ca.html), encerrando assim: “Assim, enquanto a administração não traz as soluções devidas, nós cidadãos e eleitores podemos fazer a nossa parte. Quem sabe qualquer hora dessas encontramos a prefeita no ponto de ônibus...”
Em tempo: é importante que se diga que ouvi muitos mais elogios ao prefeito do que críticas negativas.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Por que andar de ônibus?
Já me manifestei algumas vezes aqui sobre os benefícios do transporte público, apesar de, em Jaraguá do Sul, o transporte público ter se tornado um feudo com conivência do palácio. Isso, infelizmente, gera a falta de atração do público, seja pelo preço, pela qualidade, pelos horários e pelos roteiros.
Mas, sonhando um pouco, quem sabe?
Abaixo alguns vídeos, indicados pelo empresário Dinael Chiodini, com muito bom humor, chamando a atenção para o uso do transporte coletivo.
Sorria.
Take the bus... se conseguir.
Mas, sonhando um pouco, quem sabe?
Abaixo alguns vídeos, indicados pelo empresário Dinael Chiodini, com muito bom humor, chamando a atenção para o uso do transporte coletivo.
Sorria.
Take the bus... se conseguir.
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