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sexta-feira, 3 de março de 2017

Notícias falsas na internet na pauta do Congresso Nacional.

Na retomada de seus trabalhos nesta segunda-feira (6), o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional aprovou a realização de seminário para debater a proliferação de notícias falsas no ambiente digital. O debate, proposto pelo conselheiro e representante das empresas de rádio, Walter Ceneviva, será realizado em abril, com a participação de representantes da sociedade civil e de especialistas do setor.
Na avaliação de Davi Emerich, representante da sociedade civil no conselho, o debate é oportuno. Ele lembrou que, no passado, a mídia tradicional fazia uma intermediação, filtrando as notícias falsas, o que não ocorre com rigor no ambiente virtual dos dias de hoje.
“Estamos sem intermediação nenhuma. Há o cenário de mídias sociais e de internet sem censura. Em vez de isso se transformar em um instrumento libertário, está criando pensamentos reacionários, protofascistas”, disse Emerich, que defendeu a criação de um novo tipo de militância política em busca de verdade dentro do espaço virtual.”
A internet é algo relativamente novo e ainda temos muito a aprender no que diz respeito a como lidar, trabalhar, usar, interpretar. A discussão que vem por aí é a linha entre censura e liberdade de expressão. O que não se pode negar, porém, é a violência que se pratica diariamente por esse meio contra a honra e imagem das pessoas, o que, muitas vezes, gera danos de altíssima importância e, eventualmente, até irreversíveis. Para o isso o Judiciário deverá sempre estar atento.
Na foto, integrantes do Conselho de Comunicação Social se reuniram nesta segunda-feira para discutir assuntos relacionados ao setor – Gilmar Félix/Câmara dos Deputados.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

As improbabilidades da vida.

Algumas pessoas, sabe-se lá por quais exatos motivos - por mais que se façam suposições -, guardam suas esperanças no seu próprio mundo. Muitas não têm a sorte que o poeta do vídeo abaixo teve. Por outro lado, fica claro, mais uma vez, que sonhos devem ser perseguidos. A esperança, dizem, é a última que morre. Muitas vezes é a primeira que mata. Mas não no caso do que vocês vão ver agora:

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pequenos atos, grandes consequências.



E já falei da importância dos pequenos atos em outro texto (clique aqui). Penso que vale a pena reler.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dentistas do bem.


Pelo terceiro ano consecutivo Jaraguá do Sul participou do projeto Dentistas do Bem nesta segunda-feira (18), uma ação se estendeu ainda aos municípios de  Araquari, Araranguá, Blumenau, Braço do Norte, Criciúma, Florianópolis, Fraiburgo, Joinville e Palhoça. Neste projeto dentistas voluntários integrantes da Organização Não  Governamental (Ong) Turma de Bem fazem uma triagem odontológica em jovens de baixa renda entre 11 e 17 anos. O trabalho também acontece simultaneamente em outros Estados do Brasil em outros outros dez países da América Latina, além de Portugal.

O coordenador dos “Dentistas do Bem”, em Jaraguá do Sul, Marcos Takashima conduziu os trabalhos de triagem que ocorreram na manhã e na tarde desta segunda-feira no  Centro de Referência da Assistência Social (Cras) do bairro Santo Antõnio. Ali cerca de 30 jovens passaram pela seleção. “Agora estas fichas serão encaminhadas ao nosso escritório em São Paulo que fará a seleção dentre os participantes”, explicou o dentista. Uma vez selecionados, os jovens serão encaminhados para cirurgiões-dentistas voluntários, que farão todo o tratamento gratuitamente até que eles completem 18 anos. 

Takashima explica que durante a triagem é feito um exame visual da condição bucal de cada jovem e preenche uma ficha com dados sobre a saúde bucal e a condição socioeconômica da família. Após esse processo, é elaborado um pequeno dossiê de cada criança e adolescente com a ficha de avaliação, uma cópia do comprovante de residência e a autorização dos pais ou responsáveis para que o tratamento seja realizado. “Desde que este trabalho teve início, há dois anos, somente em Jaraguá do Sul, 500 jovens passaram pelo processo e deste 30 foram escolhidos para receber o tratamento gratuito até os 18 anos e inclui, se necessário, radiografias, ortodontia, próteses e implantes.

A seleção é feita por meio da aplicação de um índice de prioridade, que beneficia as crianças e os adolescentes mais pobres, com problemas bucais mais graves e os mais velhos, que estão mais próximos do primeiro emprego. Atualmente 15 dentistas jaraguaenses, além dois laboratórios (de radiologia e protético) fazem parte da Ong Turma do Bem.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A culpa nossa do Renan.


José Renan Vasconcelos Calheiros, nascido em Murici das Alagoas, em 16 de setembro de 1955, está cumprindo – com muito prazer, provavelmente – seu terceiro mandato no Senado Federal do Brasil (1994/2002 - 2002/2010 - 2010/2018).

Mais conhecido como Renan Calheiros, o pmdbista já foi presidente do Senado Federal de 2005 a 2007, tendo renunciado após diversas denúncias de corrupção e desvios.

Renan é casado com Maria Verônica Rodrigues Calheiros, com quem tem três filhos. Sua quarta filha é fruto do relacionamento extraconjugal com a bela jornalista Mônica Veloso, que, depois do escândalo que fez seu amante renunciar à presidência do Senado, tentou o sucesso na revista Playboy.

Renan Calheiros escreveu alguns livros, um deles com o sugestivo título “Contadores de balelas”. Não sei se é autobiografia ou fruto de seu sagaz olhar das conversas alheias nos corredores do Congresso Nacional.

Renan já foi inimigo, amigo, inimigo e agora é amigo de novo de Fernando Collor de Mello, senador que o defendeu veementemente para a presidência da casa na semana que passou.

Além do caso de pagamento da pensão da sua filha com a jornalista por uma empreiteira (12 mil reais mensais em 2007), o alagoano também foi acusado de compra de rádios em Alagoas em nome de laranjas; tráfico de influência remunerado; uso de notas fiscais frias em nome de empresas fantasmas; esquema de desvio de dinheiro público em ministérios comandados pelo PMDB e espionagem contra outros senadores.

Mas o Renanzinho não deve ser fraco (ou deve conhecer muitos podres de seus camaradas). Conseguiu se eleger novamente presidente do Senado, com apenas uma voz de seu próprio partido – pelo menos publicamente – manifestando-se contra: do Senador gaúcho Pedro Simon. Detalhe: o novo presidente foi recentemente denunciado pela Procuradoria-Geral da República por três crimes (falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato).

O homem é praticamente um highlander.

Mas me pergunto: com esse currículo todo, como podem ainda elegê-lo como presidente do Senado? Mais do que isso: como pode este cidadão está lá no Senado?? Culpa de quem? Culpa nossa, óbvio. De quem vota. Nós.

Platão, o filósofo grego, já dizia: “Os governos variam como variam os caracteres dos homens, os estados se compõe das naturezas humanas que neles existem; o Estado é o que é porque seus cidadãos são o que são. Portando não devemos ter melhores estados enquanto não tivermos homens melhores”.

Não vou discutir com Platão.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Projeto Além da Pele.

Dica da advogada florianopolitana Rejane Sanchez.


Clique na figura para ampliar

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Avós desconhecem as orientações mais recentes de segurança ao cuidar dos netos, diz pesquisa.


Quem cuida do seu filho são os avós? Veja como conversar com seus pais ou sogros para que a relação continue boa, mas que eles levem em consideração a maneira como você acredita ser o melhor na hora de cuidar do seu filho. Confira.

Avós são pais pela segunda vez. Você, certamente, já ouviu esse ditado. Uma pesquisa divulgada pela Academia Americana de Pediatria mostrou que o número de avós que cuidam dos netos aumentou mais de 20% nos últimos dez anos nos Estados Unidos. Nesse país, são 2,87 milhões de avós cuidando dos netos. Aqui no Brasil, não existe um número oficial, mas os especialistas entrevistados para esta reportagem afirmam que a tendência se confirma.

Mas será que eles estão por dentro das mudanças que ocorreram nos últimos anos sobre o jeito de cuidar das crianças? Para descobrir isso, os pesquisadores entrevistaram 49 avós. Cada um deles teve que responder a um questionário com 15 perguntas sobre segurança de crianças de todas as idades.

Quando perguntados sobre a melhor posição para o bebê dormir, 33% disseram de costas, 23% de lado e 43,8% de barriga para cima. Vale lembrar que a Academia Americana de Pediatria (AAP) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam que as crianças durmam de barriga para cima. Essa é a posição mais segura para prevenir a morte súbita. Além disso, a criança respira melhor e tem menos risco de engasgo – caso vomite, ela vai girar a cabeça para o lado.

Nas perguntas sobre a posição correta da cadeirinha no carro, 24,5% responderam que crianças de até 10 quilos devem andar viradas de frente para o painel. No entanto, a recomendação é que elas usem o bebê-conforto e fiquem viradas de costas para o painel.

Outro ponto questionado foi em relação ao uso de protetores, bichos de pelúcia e cobertores no berço dos bebês. Apesar de a AAP e a SBP não recomendarem o uso de protetores de berço – porque aumentam o risco de sufocação e servem como trampolim para a criança se apoiar para sair do berço –, cerca de 49% dos avós acham que esses itens são importantes para garantir o conforto das crianças.

E o número mais expressivo da pesquisa é que 74% dos avós afirmaram que o andador estimula as crianças a andar. Se você também acredita que o acessório é importante, saiba que os riscos são grandes. Ele pode até dar mais independência aos bebês, mas eles ainda não têm maturidade física e emocional para tanta liberdade. Assim, ao se locomoverem rapidamente, pode ser que não dê tempo de você socorrer seu filho se ele estiver perto de escadas, tomadas e até do fogão. Outro ponto importante é que o acessório pode atrasar o desenvolvimento psicomotor da criança, fazendo com que ela leve mais tempo para ficar em pé e caminhar sem apoio.

Continue lendo no portal Diga não à erotização infantil clicando aqui.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O esporte pede desculpa.

As Olimpíadas acabaram, as lições ficam.
Vídeo sugerido pelo educador físico Gustavo Bartsch, da Core Personal.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Sangue rubro-negro.

Dica da Gabi. Postagem vista no Por acaso.

Campanha do Vitória da Bahia para estimular a doação de sangue.

Excelente ideia em busca da responsabilidade social que os grandes clubes deveriam ter sempre em mente.

 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Midway, um pouco de respeito não faz mal a ninguém.

Muitas vezes parece-me que não temos consciência das consequências dos nossos atos. Agimos como se nada repercutisse, como se não houvesse amanhã, como se quem virá depois não dependesse do que fazemos agora.

Nem podemos ser comparados às crianças. Crianças são ingênuas, não são irresponsáveis. Entretanto, quando percebem que fazem mal, têm remorso, ainda que a seu modo. Quando são ensinadas, respeitam as regras. Assimilam.

Nós, adultos, perdemos a noção do certo, do justo, do bom. Às vezes me pergunto se a humanidade tem solução. Às vezes não sei a resposta, por mais esperançosos que meu coração e minha alma sejam. A lei do cada um por si e os outros que se danem é pervertida e perversa. Quem está em cima, sempre sobe mais. Quem está embaixo, sempre é sobrepujado e pisado ainda mais.

Palavras parecem não resolver mais, contudo continuarei falando. Palavras parecem cair no vazio, porém em algum momento encontrarão eco. Espero, apenas, que não seja o eco de um planeta sem mais nada e ninguém...



MIDWAY : trailer : a film by Chris Jordan from Midway on Vimeo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Como você é nervosinha, hein?

“Como você é nervosinha, hein?”. Foi isso que minha namorada teve que escutar de um “ser” (não sei que outra qualificação dar sem correr o risco de também ser infeliz) ao manifestar indignação contra um comportamento, digamos, impróprio.

“Nervosinha”... Agora quem contraria as pessoas que fazem as coisas erradas são taxadas de “nervosinhas”. Os “seres” não respeitam as regras mais comezinhas de convivência coletiva e ainda têm a petulância de achar que quem está certo está errado. Pachorra pura. Preguiça de fazer a coisa certa. E como já ouvi há muito tempo, não há jeito certo de fazer a coisa errada.

 Os leitores já devem estar curiosos sobre o fato que gerou minha indignação. Minha namorada foi, dia destes, a uma loja de materiais de limpeza. Havia dois lugares para estacionar, entre a calçada (para pedestres) e o estabelecimento. Ela utilizou uma das vagas, sendo que a outra já estava ocupada. Entre a calçada e a rua havia a ciclofaixa.

Pois bem. Terminando suas compras, que foram rápidas, um “ser” (vocês até já estão imaginando quais substantivos-adjetivos poderíamos utilizar para substituir “ser”, não?) falou para minha namorada: “Você é a dona daquele carro ali? Pode esperar mais uns cinco minutinhos que já vou tirar o meu, que está atrás do seu?” Se bem conheço minha namorada, a loirinha deve ter fuzilado com seus lindos olhos azuis o “ser”.

O “ser” só não estacionou o veículo dele atrás do automóvel dela (como se isso fosse a coisa mais comum do mundo), como o fez em cima de uma ciclofaixa (como se ciclista não tivesse prioridade na via preparada exclusivamente para ele).

Cara-de-pau do cidadão. Ops, cidadão não, nunca, jamais. Cidadão vem de cidadania, e é aquela pessoa que tem consciência de seus direitos e deveres.

Como já era de se esperar, o “ser” demorou mais do que os prometidos cinco minutos. E ainda veio com a pérola: “Viu? Nem demorei tanto”, no que minha namorada respondeu “Eu pude esperar, só não sei se os ciclistas que precisavam passar poderiam”. O “ser” fez cara feia, entou no seu instrumento de desrespeito social e foi embora. O dono do estabelecimento, que veio até a porta, demonstrando-se um “ser” maior ainda, encerrou com chave de ouro: “Como você é nervosinha, hein?”. E pior, havia também um caminhão na ciclofaixa descarregando mercadorias para o estabelecimento deste “ser”. 

Poucas coisas me tiram do sério. Essa é uma delas. “Seres” que acham normal desrespeitar regras simples e, por via de consequência, pessoas que nada tem a ver com a história. Nesse caso, a dona do veículo que queria ir embora, mas teve seu automóvel trancado, assim como os ciclistas que não puderam passar pela ciclovia! Mas existem outras espécies de “seres”.

Um bastante comum na região é dono de caminhonete e costuma parar em fila dupla na frente das escolas para, com a maior tranquilidade do mundo, tirar os filhos e levá-los até a calçada. Esta espécie, do alto de sua sumidade, não pode estacionar no local certo e não atravancar todo o trânsito, que já é complicado por si só. Há, também, o “ser” que joga bituca de cigarro pela janela do carro ou do apartamento; o “ser” que tranca cruzamento porque não respeita sinal ou distância; e os “seres” mal-educados por natureza.

Acredito que todo mundo conhece várias espécies de “seres”.

Abaixo mais uma música do meu tempo, que foi impossível não lembrar com escrevendo esse texto.
Kid Vinil e Magazine, com Tic tic nervoso.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

DPU e MPF querem verba de publicidade aplicada em saúde em Joinville.

O Município de Joinville é alvo de Ação Civil Pública que requer o fim da espera dos pacientes por cirurgias ortopédicas. A Defensoria Pública da União e o Ministério Público Federal em Santa Catarina pedem que toda a verba destinada à publicidade institucional do governo seja utilizada nas operações. A meta é extinguir no prazo de seis meses a fila de pacientes que aguardam os procedimentos.

A ação foi motivada pelo envio, por parte do juiz de Direito da 3ª Vara Criminal de Joinville, João Marcos Buch, da lista de espera para cirurgia de somente um dos médicos do Hospital Municipal São José, que conta com 104 nomes. O primeiro paciente na fila aguarda desde janeiro de 2005 um procedimento de reconstrução de ligamentos, segundo informações que constam na inicial.

A situação é considerada “insustentável” pelos autores, o defensor público federal João Vicente Panitz e os procuradores da República Davy Rocha e Mário Sérgio Barbosa. Eles lembram, ainda, que o tempo de afastamento dos pacientes do trabalho gera custos altos em benefícios assistenciais e previdenciários aos entes públicos.

DPU e MPF sugerem que a verba para as cirurgias saia da publicidade institucional do governo. Levantamento do Ministério Público Federal aponta que a Secretaria de Comunicação de Joinville tem orçamento anual de R$ 7,25 milhões, valor que, se destinado à saúde, reduziria drasticamente a fila de espera para operações.

Os autores destacam que o prefeito Carlito Merss foi condenado e multado em R$ 25 mil por propaganda política extemporânea. “Está na hora de os entes públicos começarem a priorizar o que é realmente fundamental”, resume o defensor público federal João Vicente Panitz. Com informações da Assessoria de Imprensa da DPU-SC.

Fonte: Portal Conjur.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Detentas ganham tratamento de beleza.

Uma turma do programa Mulheres Mil do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina promoveu na última semana o Dia de Beleza no presídio feminino de Jaraguá do Sul. Os serviços de corte e tratamento de cabelo, maquiagem, hidratação, manicure e pedicure foram oferecidos a 22 internas. Servidores e alunos do curso de produção e design de moda montaram um estúdio fotográfico no presídio e forneceram roupas e acessórios para a produção das detentas.

A ideia do evento surgiu há alguns anos, nas aulas do curso de moda, coordenado pela professora Mara Rúbia Theis. “Percebemos que, por meio da moda inclusiva, poderíamos fazer o resgate da autoestima das mulheres”, destaca Mara Rúbia, gestora do Mulheres Mil no campus do instituto em Jaraguá do Sul, município a 182 quilômetros de Florianópolis.

De acordo com Mara Rúbia, parcerias firmadas com outras instituições permitiram a realização do trabalho. “Conseguimos tirar o projeto do papel com o apoio da Fundação Cultural, da prefeitura, da
secretaria municipal de Assistência Social e do próprio presídio”, afirma.

Para Cláudia Mançoni Costa, assistente social do presídio, o Dia de Beleza foi uma realização. “Não tem preço ver o brilho no olhar de cada uma delas; hoje, elas estão se sentindo pessoas normais”, afirma.

Estão previstos mais dois dias de beleza para as internas, a partir do dia 15 próximo.

Assessoria de imprensa do Instituto Federal de Santa Catarina.

Fonte: Portal Brasil sem miséria.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pequenos atos, grandes consequências.

Hoje vou falar de dois pequenos atos e suas gigantescas consequências. Um dos atos foi realmente singelo, embora o resultado tenha mudado, possivelmente, pelo menos uma vida. O outro é um pouco mais complexo, embora nada excepcional; depende de mais pessoas, mas muito mais de vontade política.

Comecemos pelo ato que classifiquei como singelo. Li no sítio eletrônico Por Acaso (www.poracaso.com) texto do Ricardo Treis, relatando uma experiência pela qual ele próprio passou.

Resumidamente: ele estava passando pelo calçadão à noite quando se deparou com uma pessoa que todos reputavam como um bêbado. E, apesar do estado estranho do cidadão, ninguém, ao que tudo indica, havia se dignado a verificar mais de perto ou sequer chamar o SAMU. O Ricardo fez. Ligou e veio a ambulância. E o cidadão não estava bêbado. Aparentemente um problema neurológico. Talvez o Ricardo tenha salvado uma vida. Herói por um dia, mas que valeu o resto da vida daquele senhor.

Essa história me lembrou outra. Em Joinville há mais de vinte anos, estávamos alguns amigos e eu indo para a escola e passamos por um rapaz no chão. Não fizemos nada. Na direção oposta passou por mim um vizinho, hoje advogado, André Tavares Vieira, e eu falei para os meus amigos: ele vai parar para ajudar. Virei-me e realmente ele parou. Não sei o fim daquela história, porque minha ignorância soberba ou minha soberba ignorante dos 15 de idade me fez continuar o caminho da escola.

O grande problema é que as pessoas não querem se envolver. Querem ficar alheias aos problemas dos outros. Acham sempre que já têm problemas demais para resolver, sendo que ajudar – principalmente quando for um estranho – é uma carga que não lhes diz respeito. Não importa o tamanho da ajuda.

Já imaginaram um tsunami por aqui? Cada um por si e ninguém ajudando ninguém? Ainda bem que há Ricardos e Andrés que não pensam assim.

O outro assunto também trata da transformação que atos inteligentes e inovadores podem gerar. E que, como já disse, dependem apenas de um pouco de vontade política.

Li, no caderno de fim de semana do jornal Valor, uma reportagem sobre “El Sistema”. Como dizia na matéria, uma “fabulosa usina que já produziu centenas de orquestras infantojuvenis e adultas”. Um programa que existe na Venezuela.

Com “El Sistema” crianças do país inteiro são introduzidas na magia das músicas folclóricas e clássicas. Bebês de colo até dois anos, para começar, são reunidas com suas mães duas vezes por semana para cantar canções folclóricas da Venezuela. O nome das turmas? “Orquestra Baby Vivaldi”. Aos três anos as crianças vão a núcleos conhecer os grandes compositores eruditos. A ideia é que quando cresçam e escutem novamente estes mestres, sintam-os como velhos conhecidos.

A partir dos quatro anos começam a tocar instrumentos de corda apropriados, e assim vão se desenvolvendo. E mais, sem a ânsia de quererem ser os solistas, pois aprendem que todos na orquestra são importantes e que todos podem ensinar e aprender com o colega do lado. Hoje projeto é “exportado” até para o eterno rival EUA.

Alguém consegue imaginar esse trabalhado desenvolvido aqui na terra do FEMUSC? Crianças desde cedo aprendendo sobre boa música de verdade. Para uma cidade que arrecada mais de 1 milhão de reais por dia, seria uma transformação fantástica e nem tão difícil assim. Ou alguém duvida do que aconteceria socialmente se um projeto desses fosse mantido com uma continuidade mínima de 8 ou 12 anos?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012