Bacafá

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pedidos estranhos de chefes.

Realizar uma queima de arquivo, servir como "mãe de aluguel", comprar um rifle e remover os pontos de um curativo -- todas essas tarefas são exemplos reais de pedidos que chefes fizeram a seus subordinados. Um levantamento feito nos Estados Unidos compilou os exemplos mais estranhos.

Continue lendo no Folha.com, clicando aqui.

Cada coisa que se vê...

quinta-feira, 21 de março de 2013

UFC em Jaraguá: venda dos ingressos começam daqui a pouco.


Começa nesta quinta-feira, dia 21, a partir das 20h, a venda de ingressos para o segundo evento do Ultimate Fighting Championship em solo brasileiro em 2013. Marcado para o dia 18 de maio, o UFC no COMBATE 2: Belfort vs Rockhold – primeiro evento no sul do país -, será realizado na Arena Jaraguá, em Jaraguá do Sul (SC). Os fãs poderão adquirir suas entradas pelo site www.ticketsforfun.com.br, nos pontos de venda T4F ou pela Central de Relacionamento Tickets for Fun 4003-5588.

Os ingressos estarão divididos pelos setores: Arquibancada (R$ 220 / R$ 110 – meia-entrada), Cadeira Especial (R$ 400 / R$ 200 – meia-entrada), Cadeira Premium (R$ 800 / R$ 400 – meia-entrada), Octógono Premium (R$ 1.200 / R$ 600 – meia-entrada).

Os fãs poderão comprar quatro ingressos por CPF, sendo somente um de meia-entrada. Haverá uma taxa de entrega de R$ 45,00 por compra - independente do número de ingressos adquiridos - caso deseje receber em casa. Não há taxa de conveniência. Portadores de necessidades especiais devem comprar seus ingressos exclusivamente através do telefone 4003-5588.

Mais informações no site oficial do UFC, clicando aqui.

Red Hot cantando Nós vamos invadir sua praia, e com ponta do Jhonny Depp.

Aproveitando que o verão se foi e a chuva não se vai... para iluminar o astral.

Vi lá no jean mafra em minúsculas.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dentistas do bem.


Pelo terceiro ano consecutivo Jaraguá do Sul participou do projeto Dentistas do Bem nesta segunda-feira (18), uma ação se estendeu ainda aos municípios de  Araquari, Araranguá, Blumenau, Braço do Norte, Criciúma, Florianópolis, Fraiburgo, Joinville e Palhoça. Neste projeto dentistas voluntários integrantes da Organização Não  Governamental (Ong) Turma de Bem fazem uma triagem odontológica em jovens de baixa renda entre 11 e 17 anos. O trabalho também acontece simultaneamente em outros Estados do Brasil em outros outros dez países da América Latina, além de Portugal.

O coordenador dos “Dentistas do Bem”, em Jaraguá do Sul, Marcos Takashima conduziu os trabalhos de triagem que ocorreram na manhã e na tarde desta segunda-feira no  Centro de Referência da Assistência Social (Cras) do bairro Santo Antõnio. Ali cerca de 30 jovens passaram pela seleção. “Agora estas fichas serão encaminhadas ao nosso escritório em São Paulo que fará a seleção dentre os participantes”, explicou o dentista. Uma vez selecionados, os jovens serão encaminhados para cirurgiões-dentistas voluntários, que farão todo o tratamento gratuitamente até que eles completem 18 anos. 

Takashima explica que durante a triagem é feito um exame visual da condição bucal de cada jovem e preenche uma ficha com dados sobre a saúde bucal e a condição socioeconômica da família. Após esse processo, é elaborado um pequeno dossiê de cada criança e adolescente com a ficha de avaliação, uma cópia do comprovante de residência e a autorização dos pais ou responsáveis para que o tratamento seja realizado. “Desde que este trabalho teve início, há dois anos, somente em Jaraguá do Sul, 500 jovens passaram pelo processo e deste 30 foram escolhidos para receber o tratamento gratuito até os 18 anos e inclui, se necessário, radiografias, ortodontia, próteses e implantes.

A seleção é feita por meio da aplicação de um índice de prioridade, que beneficia as crianças e os adolescentes mais pobres, com problemas bucais mais graves e os mais velhos, que estão mais próximos do primeiro emprego. Atualmente 15 dentistas jaraguaenses, além dois laboratórios (de radiologia e protético) fazem parte da Ong Turma do Bem.

terça-feira, 12 de março de 2013

Chávez e chaves.


Morreu Hugo Rafael Chávez Frías, presidente da Venezuela, meio ditador, meio maluco (se é que isso não é uma redundância), e que provocava constantemente a ira dos Estados Unidos. Falava demais e não poucas vezes deixou de ficar calado na hora certa. Foi alvo da indignação, também, do Rei da Espanha (“Por que não te calas?”). Morreu, foi-se embora, e provavelmente não foi para Pasárgada.

Falaram e falam muito mal dele ao longo de seus quase 14 anos no poder venezuelano e na mídia internacional e agora possivelmente embalsamado. Entretanto, reduziu consideravelmente a pobreza em seu país, dizem as estatísticas.

E, mais importante, e que me fez escrever um pouco sobre ele hoje: manteve “El Sistema”, um programa de música para crianças e adolescentes reconhecido mundialmente e copiado em várias parte do globo. Repetindo o que já escrevi por aqui outro dia: uma “fabulosa usina que já produziu centenas de orquestras infantojuvenis e adultas”. Com “El Sistema” crianças do país inteiro são introduzidas na magia das músicas folclóricas e clássicas. Bebês de colo até dois anos, para começar, são reunidas com suas mães duas vezes por semana para cantar canções folclóricas da Venezuela. O nome das turmas? “Orquestra Baby Vivaldi”. Aos três anos as crianças vão a núcleos conhecer os grandes compositores eruditos. A ideia é que quando cresçam e escutem novamente estes mestres, sintam-os como velhos conhecidos.

É uma luz no fim do túnel. Quem sabe consigamos implantar algo parecido por aqui, sendo que deve ser considerado e valorizado o belo trabalho que a Scar já faz com crianças e adolescentes com gosto e jeito musical e sem as condições financeiras necessárias. A revolução vem pela educação, sim, mas a trilha sonora não é menos importante.

Daqui parto para um trecho de um texto de Sigmund Freud (Três ensaios sobre a teoria da sexualidade) que li numa nota do livro “A loucura das palavras na psicose”, de Walker Douglas Pincerati, lançado neste sábado em livraria da cidade:

- Titia, diga-me alguma coisa, estou com medo porque está muito escuro.
- O que isso adiantaria, já que você não me pode ver?
- Não faz mal: quando alguém fala, fica claro.

As luzes se acendem e as portas se abrem...

quinta-feira, 7 de março de 2013

Indigne-se você também!! Parece inacreditável.

Vi no blog do amigo Darwinn.

Não sei se choro ou se rio. É trágico, é o nível dos pastores e dos políticos. Como bem lembrou o Darwinn, para quem não conhece, este é o Deputado Marco Feliciano, novo Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. 

Como o próprio pseudo-pastor, real-salafrário diz: "E tem gente que acredita". Deve rir por dentro de ver tanta gente doar para ganhar uma benção.

"Quem está com a conta no vermelho é porque não ofertaram".

"Mais uma moto tá chegando aqui".

"Doou o cartão, mas não doou a senha. Depois reclama que deus é ruim"

"Aquele que crê dá um jeito".

"Irmão, aqui tem cheque, mas não tem caneta. Alguém tem caneta pra emprestar" (quase desesperado para não perder a fé do contribuinte.

"Isso não te quebra o coração? Vai ficar mesmo com esse dinheiro na sua carteira?"

"Uma menininha doou R$ 4,00. Ensine seus filhos."

Fico em dúvida se no cheque predatado para 90 dias, o contribuinte só receberá a benção se e quando o cheque for descontado...

Veja e ouça mais absurdos.


UFC em Jaraguá do Sul.

UFC no COMBATE 2: Belfort vs Rockhold terá Vitor Belfort que, vindo de vitória no Brasil, enfrenta o último campeão peso médio do extinto Strikeforce, Luke Rockhold

Vencedor do TUF Brasil Cezar Mutante, ex-campeão do Strikeforce Ronaldo “Jacaré”, Fabio Maldonado, Paulo Thiago, Francisco “Massaranduba”, Rafael dos Anjos e John Lineker reforçam presença brasileira no card

Criada em 2007, a Arena Jaraguá recebe o segundo UFC no Brasil de 2013 em 18 de maio; Santa Catarina é o quarto estado brasileiro visitado pela organização

O Ultimate Fighting Championship confirmou nesta terça-feira, dia 05, a data, local e oito lutas do card do seu segundo evento brasileiro de 2013. No dia 18 de maio, a Arena Jaraguá, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, receberá o UFC no COMBATE 2: Belfort vs Rockhold. Na luta principal, a lenda do MMA Vitor Belfort retorna ao octógono após sua terceira vitória em território nacional em janeiro, no UFC São Paulo, quando nocauteou Michael Bisping. Belfort enfrenta Luke Rockhold, último campeão peso médio do extinto Strikeforce e que vem de uma sequência de nove vitórias.

Foram confirmados outros sete brasileiros no card de Jaraguá do Sul. O ex-campeão do Strikeforce Ronaldo “Jacaré”  enfrenta o cipriota Constantinos “Costa” Philippou na co-luta principal. Já Cezar Mutante, vencedor peso médio da primeira temporada do TUF Brasil, estreia oficialmente como lutador do UFC após se recuperar de uma lesão. O pupilo de Vitor Belfort enfrenta C.B Dollaway, algoz do também ex-TUF Daniel Sarafian no UFC São Paulo. Francisco “Massaranduba” também se junta ao card, contra Mike Rio.
O peso leve Rafael dos Anjos, oitavo no ranking da categoria, enfrenta Evan Dunham, enquanto o policial do BOPE Paulo Thiago tem Lance Benoist pela frente. Os fãs brasileiros também terão a chance de ver a primeira batalha de pesos moscas ao vivo em território nacional, com o paranaense John Lineker enfrentando o russo Azamat Gashimov. Outro embate confirmado é a batalha de pesos meio-pesados entre o brasileiro Fabio Maldonado e o canadense Roger Hollett.


“Este é o quarto estado brasileiro que temos a alegria de visitar, e mais uma grande realização para o UFC. Não cansamos de reforçar o quanto o Brasil é importante para nós, e cada vez mais queremos levar este grande evento para públicos diferentes”, declarou Grace Tourinho, Representante Exclusiva do UFC no Brasil. “Os fãs brasileiros ainda terão muitas coisas boas para esperar de nós em 2013, como eventos ao vivo, a próxima temporada do The Ultimate Fighter Brasil e uma sede do UFC no país.”


O palco do segundo UFC realizado no Brasil este ano é a Arena Jaraguá que, construída em 2007, é um moderno ginásio utilizado principalmente para eventos esportivos, como competições de futsal e vôlei. Com capacidade de 8.500 lugares, o complexo multiesportivo é também a casa da equipe de futsal ADJ. Com o evento de maio, Santa Catarina se torna o quarto estado brasileiro a receber um UFC, após Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.


“Receber um evento internacional como o UFC é um grande privilégio para Jaraguá do Sul, que dispõe de uma arena moderna e apropriada. É um passo importantíssimo para nos tornarmos polo de grandes atrações de entretenimento para o Brasil e para o mundo”, declarou Dieter Janssen, Prefeito de Jaraguá do Sul.


Belfort em busca da quadra invicta “em casa”. Para Vitor Belfort, esta é a chance de consolidar sua quarta vitória em território nacional. A primeira foi em 1998, quando nocauteou Wanderlei Silva no primeiro UFC realizado no Brasil. Em 2012, o ex-campeão derrotou Anthony Johnson na segunda edição que o Rio de Janeiro recebeu. Pouco mais de um ano depois, ele repetiu a dose ao derrubar Michael Bisping no segundo round na luta principal do UFC São Paulo.

“Lutar no Brasil sempre é muito bom. Estou feliz de poder lutar no terceiro estado diferente dentro do meu país”, disse Vitor Belfort, que também se mostrou muito feliz com a presença no card do seu pupilo Cezar Mutante: “O Cezar está chegando essa semana aqui nos EUA e vai ficar treinando junto comigo na Blackzilians. Vai ser muito bom. Temos muito a acrescentar um ao outro”.


Agora, o “Fenômeno” enfrenta Luke Rockhold, último campeão peso médio do extinto Strikeforce e estreante no UFC. O americano vem de nove vitórias consecutivas, sendo uma contra Ronaldo Jacaré, quando o americano conquistou o cinturão da organização extinta. Sobre o que está planejando para anular o americano, Vitor fez mistério: “Isso é um grande segredo (risos)”.


Após seu imenso sucesso na primeira temporada do TUF Brasil, Cezar Mutante tem a chance de confirmar as expectativas em torno da sua estreia. Seu adversário não é desconhecido do público brasileiro: o americano CB Dollaway “estragou” a festa paulista na última edição do UFC no Brasil, ao derrotar Daniel Sarafian - que deveria ter feito a final do programa contra Mutante, mas, devido a uma lesão, foi substituído por Sergio Moraes.


O destaque do TUF Brasil 1 e queridinho do público Francisco “Massaranduba” volta a lutar no Brasil após uma exibição vitoriosa no UFC São Paulo, no qual finalizou C.J Keith no segundo round. Ele enfrenta o americano Mike Rio, ex-participante do TUF 15 que também vem de vitória por finalização. O meio-médio Paulo Thiago busca uma recuperação contra Lance Benoist; vindo de duas derrotas, o brasileiro teve sua última vitória justamente em território nacional, no UFC Rio.


Outro brasileiro confirmado é o destaque peso leve Rafael dos Anjos, único brasileiro posicionado no ranking da categoria (8ª colocação). Ele busca ampliar a sequência de três vitórias sobre Evan Dunham – que vem de vitória sobre o também brasileiro Gleison Tibau. O Brasil ainda presenciará sua primeira batalha de pesos moscas ao vivo, com John Lineker, que enfrenta o russo Azamat Gashimov. Outro embate confirmado é a batalha de meio-pesados entre o brasileiro Fabio Maldonado e o canadense Roger Hollet – ambos conhecidos por não costumarem deixar suas batalhas nas mãos dos jurados. Das 18 vitórias de Maldonado, apenas três vieram por decisão, enquanto Hollet levou 11 de suas 13 vitórias por finalização ou nocaute.

Card confirmado até o momento*:

Vitor Belfort vs Luke Rockhold
Ronaldo “Jacaré” Souza vs Constantinos Phillpou
Cezar “Mutante” Ferreira vs CB Dollaway
Rafael dos Anjos vs Evan Dunham
Francisco “Massaranduba” Trinaldo vs Mike Rio
Paulo Thiago vs Lance Benoist
John Lineker vs Azamat Gashimov
Fabio Maldonado vs Roger Hollet

*lutas acordadas verbalmente; card sujeito a alterações e com ordem de lutas indefinida
Sobre o Ultimate Fighting Championship®

No Brasil, os fãs tem acesso a conteúdos exclusivos em português no site UFC Brasil (http://br.ufc.com), no Facebook através do linkfacebook.com/UFCBrasil e no Twitter @ufc_brasil. 
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quarta-feira, 6 de março de 2013

O que é importa é nossa alegria.

Culpa dos pais.


Eu tenho alguns jornais e revistas aqui em casa que, por conta de alguma matéria que me chamou atenção, deixo separado. Na maioria das vezes acabo lendo semanas, meses e às vezes até mais de ano depois. E foi isso que aconteceu com um jornal (caderno de fim de semana do Valor), de agosto do ano passado. O assunto era sobre como estará o mundo daqui 40 anos. A projeção era para 2052.

O cinema, a literatura e os entendidos já nos apresentaram todas as possibilidades imagináveis. Desde a visão mais catastrófica, onde tudo vai dar errado seja por uma guerra, um supervírus, ou uma catástrofe natural vinda das profundezas ou do espaço, até as mais otimistas, com curas para todos os males, pessoas civilizadas, vida sublime, com ultratecnologia conduzindo nossos rumos, sem fome e sem violência. De vez em quando aparece alguém com uma versão nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

E lendo a matéria recordei-me de um pai relativamente jovem e absolutamente obeso na fila da padaria do supermercado, acompanhado de sua filha sentada naquela cadeirinha do próprio carrinho de compras. “Um saco de pão de queijo, mas pode deixar aberto que minha filha vai querer comer”.

Abre parênteses. Aviso aos navegantes. Sei que sou chato e para previni-los, indico o seguinte texto: “Eu sou um chato”. Fecha parênteses.

Fiquei pensando como o mundo poderá ser melhor se os nossos filhos estão cada vez com menos limites. Se coisas simples que não deveriam ser admissíveis acontecem a todo momento como se fossem corriqueiras. Meus pais, por exemplo, nunca nos deixaram, a mim e meus irmãos, abrir ou comer qualquer coisa dentro de um supermercado. Simplesmente porque existe hora e local para comer. Hoje em dia, porém, o que mais se vê é a pirralhada comendo salgadinho, bebendo iogurte, lambuzando-se com chocolate nos corredores dos supermercados. E não adiantam os avisos escritos ou sonorosos, já que alguns pais também tem esse péssimo hábito e dão esse horrível exemplo.

Aquela menininha do exemplo, além de folgada, se puxar a tendência do pai, ainda vai ficar gorda, pois nessa tenra idade iria comer parte daquele pacote de pão de queijo, deitada num carrinho de supermercado, em horário e local inadequados.

Desses pequenos atos surgem os grandes moleirões intelectuais que serão os adultos que urinam no meio da rua, que entram sem camisa em locais fechados (ainda que seja na praia, é pura falta de educação o “ser” entrar seminu num supermercado), que não respeitam uma fila...

Não sei como estaremos em 2050, mas pelo que parece não vai ser muito melhor.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Até tu, Chaves?

Na onda do Harlem Shake, até a Turma do Chaves entrou na dança:

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Empresa paga 14o salário a empregado que ler um livro por mês.


Dica do meu irmão Alexandre.

Uma empresa de Cáceres (MT) encontrou uma maneira de incentivar a produtividade dos funcionários e incentivar o hábito da leitura. A rede de concessionárias Cometa paga um 14o salário no fim do ano para quem ler um livro por mês, desde que a sua unidade bata as metas de venda.

Para comprovar a leitura, é necessário entregar um resumo ou resenha da obra. Cada concessionária da Cometa tem 200 a 300 livros disponíveis e a taxa de adesão ao programa Cometa Leitura chega a 95%. Para Cristinei Melo (foto), presidente do grupo, é uma maneira de manter os funcionários "sempre atualizados".

Além disso, a empresa tem um programa de MBA, chamado de Universidade Cometa, direcionado para a formação de administradores de concessionárias. “A cada trimestre eles têm uma matéria e aí os funcionários vão recebendo um suporte daquilo que vem no dia a dia do trabalho”.

Quem teve a ideia do programa de leitura e da formação continuada na empresa foi Francis Cruz, o proprietário da empresa. Cruz começou seus negócios aos 12 anos de idade, vendendo coxinha de porta em porta e só concluiu o Ensino Médio. A intenção foi melhorar a formação dos funcionários. (vi no Sul 21).

Fonte: Portal Yahoo Notícias.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Lições do absurdo.


Em outro texto (Vaias sim – clique aqui para ler completo) mencionei o filósofo Voltaire e sua famosa frase: “Posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o último instante teu direito de dizê-las”.

Defendi, naquele texto, o direito às vaias em contraposição a alguns políticos que simplesmente reputaram – em episódios daquela época – que isso é pura falta de educação. Escrevi lá: “Ora, se podemos aplaudir o que gostamos, por que não podemos vaiar o que não gostamos? As vaias nada mais são do que as manifestações de repúdio a determinados comportamentos ou idéias. São desconfortáveis? Sim, são, sem dúvida. Mas quem vive no mundo público, em especial o político, deve saber assimilar e aprender com as vaias. Podem, as vaias, ter conotação puramente político-partidária, sem conteúdo construtivo ou de mérito? Podem, sim, infelizmente. Entretanto, nestes casos, a pessoa vaiada deve ter discernimento e postura suficientes para não cair no jogo.”

Lembrei do assunto com a polêmica envolvendo a blogueira cubana Yoani Sánchez, que se autodefine como “um pouco jornalista, um pouco filóloga, muito ativista, não dedicada integralmente à política, uma soma de muitas tendências, compromissada com a liberdade, preocupada com os mais pobres; uma pessoa transversal” (programa Roda Viva, da TV Cultura, desta última segunda-feira, 25.02.2013).

Foi surpreendente o comportamento de alguns brasileiros com a sua vinda para cá. Algumas pessoas simplesmente não permitiram que a bloqueira ministrasse suas palestras, chegando a conseguir impedir que a mesma acompanhasse uma sessão de um documentário e de, em outro momento, lançar seu livro. Surpreende sobremaneira porque não faz, historicamente, tanto tempo assim que lutávamos por liberdade de expressão, jornais livres e debate aberto e amplo.

Os “contra” a blogueira argumentam que ela não passa de uma fraude, desmascarada no final do ano passado pelo Wikileaks e por um jornalista francês, alegando que a enorme quantidade de seguidores no Twitter é irreal, com muitos perfis falsos, que tem estreitíssima relação com o governo norte-americano e que não conseguiu provar nada sobre um suposto sequestro seguido de espancamento que sofreu em Cuba.

Não quero discutir, aqui, se Yoani Sánchez é uma farsa ou não. Não quero, também, dizer se as vaias são devidas ou indevidas. Apenas gostaria que após as vaias se desse voz para que ela se defendesse ou se manifestasse. Ou que a deixassem dizer o que tem a dizer para, se discordassem, então a vaiarem.

A liberdade é uma via de mão dupla: pode-se discordar, mas se deve saber ouvir. O argumento é a principal arma. As vaias e os aplausos apenas uma parcela do jogo democrático. Quem não sabe – ou não quer – ouvir hoje, não poderá reclamar amanhã.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Por aí.

Do amigo Jean Mafra.
Só pra variar, coisa boa...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Um pouco de educação.


Diz o adágio popular que prudência e canja de galinha não faz mal a ninguém. Jorge Benjor (ainda sou do tempo do Jorge Ben) acrescenta dinheiro: “Olha aí meu bem, prudência e dinheiro no bolso, canja de galinha não faz mal a ninguém”. Se me permitirem vou acrescentar mais uma coisinha: educação. Prudência, dinheiro no bolso, canja de galinha e um pouco de educação não fazem mal a ninguém.

Segunda-feira estava, eu, voltando do almoço a pé quando, em um cruzamento, uma cidadã, minto, um “ser” jogou pela janela do seu belo carro um pedaço de papel. Acelerei o passo para devolver o que, talvez, tenha caído sem querer do carro, mas não deu tempo. O motorista, aproveitando uma brecha no trânsito, engatou a primeira e foram os dois embora para seu destino. O fluxo fluiu.

Divaguei, então, com meus botões, o que faz uma pessoa simplesmente jogar lixo pela janela do carro, como se não pudesse esperar até chegar em casa ou onde quer que fosse para colocar no lugar certo. O que faz pessoas jogarem bituca de cigarro pelas janelas dos prédios ou mesmo caminhando, no meio da rua, como se aquele pedaço babado de papel contaminado com milhares de produtos tóxicos fosse desaparecer num passe de mágica.

Quanto aos cigarros, meus amigos fumantes, alguns se dizendo perseguidos pelo politicamente correto (e olha que não gosto desta história de politicamente correto), questionam-me o que vão fazer com a tal bituca. Colocar no bolso?, perguntam-me eles sarcasticamente. Por mim poderia ser, já que eu coloco no bolso o papel das balas que compro, por exemplo.

As pessoas – algumas – parecem ter perdido a ideia dos bons modos. Empurram nas filas, não pedem desculpas e às vezes sequer olham para o lado. Falam alto em qualquer lugar como se todos fossem obrigados a ouvir suas aventuras da noite anterior. Comportam-se sem modos à mesa; falam palavrões na frente de crianças sem qualquer pudor; não dão lugar às pessoas mais velhas e muitas vezes nem as tratam com o mínimo respeito que a idade determina. Reclamam de tudo e não fazem nada para colaborar; acham que sempre têm razão; consideram-se superiores a todos.

Joga-se a culpa na família, na escola, nas amizades, por tamanha falta de educação. Até pode ser. Em parte. É um relaxamento geral. Os mal-educados são, na realidade, uns acomodados sociais. Não precisa ser gênio para perceber que desagrada pelo modo de se comportar. Firmeza de postura e falta de educação são coisas diferentes e todos percebem.

Ou seja, a culpa é principalmente do próprio mal-educado, que abusa da paciência alheia e não faz a mínima questão de se aprimorar como ser humano. O que não pode é este tipo de comportamento contaminar os demais, sob séria pena de daqui pouco tempo estarmos todos jogando papel pela janela do carro.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ainda sobre Renan e nós.



Semana passada falei sobre Renan Calheiros, eleito presidente do Senado por seus pares. Recebi vários comentários pessoalmente, via email e pelas redes sociais. Algumas críticas também. E dúvidas, muitas dúvidas sobre o que podemos ou não fazer. Uma ex-aluna mandou o seguinte questionamento:

“Li seu último texto do blog. Concordo, com tudo. No entanto, o que faremos? Quer dizer, conhecemos aquele currículo sujo e vergonhoso. Somos contra. Mas e agora? Algo em mente? Alguma passeata? Faixas? Placas? Vassouras espalhadas pela cidade? Nariz de palhaço? O que faremos? Só assinar aquela petição [eletrônica] me parece muito simples, afinal, tamanha indignação não deve ser contida somente dessa forma, então te pergunto, O QUE FAREMOS?”

É a dúvida de muitos, é o que vem afligindo corações e mentes, é um pouco daquela indignação que Stéphane Hessel prega que todos devemos ter para não nos conformarmos com o estado das coisas, quando as coisas não vão bem.

Perguntei-me, como todos, o que fazer.

E perguntei-me, também, por que nariz de palhaço? Por que passeata? Por que faixas? Afinal, fomos nós que o colocamos lá. Parece-me a mesma coisa que comprar um carro sem parabrisa e reclamar que quando a gente anda bate vento na cara.

Não seria, nessa linha, a mesma coisa que alguém querer destituir os nossos deputados ou os nossos prefeitos porque eles fizeram algo errado no ponto de vista alheio?

Alguns, arraigados no seu bairrismo ou nos seus preconceitos, podem até dizer ou querer dizer que isso é coisa de nordestino, de alagoano, de currais eleitorais.

Não é. Sabem por que? Porque quem elege o presidente do Senado são os próprios senadores. Inclusive os que nós, catarinenses, sulistas, bem informados, vivendo com alto IDH, elegemos.

Infelizmente a votação foi secreta – outra aberração do nosso sistema – mas dá para se ter uma ideia de quem votou pra cá e quem votou pra lá. Se nossos senadores votaram no Renan, nós votamos no Renan. A matemática é simples. Se alguém está assim tão indignado, chame à ordem seus eleitos, ou lembre disso nas próximas eleições. Nossos senadores não são novatos nos meandros políticos. Não são o que podemos chamar de renovação.

E o que faremos? Os leitores podem insistir na pergunta.

Vamos conversar, debater, tentar prestar mais atenção nas próximas eleições, vamos deixar de ser tão apáticos sobre política, vamos sair de cima do muro, vamos expressar nossas opiniões e aí é possível que outras pessoas deixem de votar simplesmente por votar, ou de votar em quem tem um currículo de risco deste...

Na realidade não sei a resposta.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Frustração em reality show não gera indenização


A 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido de indenização por danos material e moral para uma mulher que se sentiu humilhada em razão de não ter sido escolhida para participar de programa televisivo – reality show, chamado O Grande Perdedor, do SBT.
       
O programa era apresentado por Silvio Santos e dava R$ 300 mil reais em prêmio ao vencedor. Contava com 14 pessoas obesas, inicialmente divididas em duas equipes, cada uma com um treinador, com o objetivo de emagrecer, sendo um participante eliminado a cada semana e no final, quem mais apresentasse perda de peso recebia o prêmio.
       
Com a intenção de concorrer à recompensa – a mesma quantia que se pedia a título a multa contratual – assinou a mulher, em 11 de abril de 2005, o “Instrumento Particular de Contrato para Participação em Programas de Televisão, Cessão de Direitos e Outras Avenças”.
       
O contrato aceito pelas partes, legítimo ato jurídico perfeito, era claro ao estabelecer que no período compreendido entre 15 de abril de 2005 e a data da estréia do programa, seria realizada a última etapa de seleção dos participantes.
       
“Ao rigor desse raciocínio, não há dúvida de que as obrigações foram reciprocamente contraídas antes de concluído o processo seletivo dos participantes; daí porque a pretensão inicial – em verdade – não resiste a um sopro do bom direito, sobretudo porque a convocação dos participantes não era obrigatória”.
       
Consta ainda na decisão que “força é concluir – neste passo – que a autora não foi preterida, apenas não restou selecionada. Humilhação, ao menos de ordem objetiva, não se identifica”.
       
De acordo com o relator do processo, desembargador Ferreira da Cruz “aquele que anui à exposição da sua imagem em programas dessa natureza, relativizando contratualmente certas perspectivas da sua personalidade na busca de um prêmio em dinheiro, entendido como compensador, não pode ignorar as regras do jogo que procurou e aceitou de modo espontâneo”.
       
Participaram do julgamento também os desembargadores Miguel Brandi e Rocha Baroni.
             
Processo: 00984642120078260000

Fonte: Portal do TJSP.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A culpa nossa do Renan.


José Renan Vasconcelos Calheiros, nascido em Murici das Alagoas, em 16 de setembro de 1955, está cumprindo – com muito prazer, provavelmente – seu terceiro mandato no Senado Federal do Brasil (1994/2002 - 2002/2010 - 2010/2018).

Mais conhecido como Renan Calheiros, o pmdbista já foi presidente do Senado Federal de 2005 a 2007, tendo renunciado após diversas denúncias de corrupção e desvios.

Renan é casado com Maria Verônica Rodrigues Calheiros, com quem tem três filhos. Sua quarta filha é fruto do relacionamento extraconjugal com a bela jornalista Mônica Veloso, que, depois do escândalo que fez seu amante renunciar à presidência do Senado, tentou o sucesso na revista Playboy.

Renan Calheiros escreveu alguns livros, um deles com o sugestivo título “Contadores de balelas”. Não sei se é autobiografia ou fruto de seu sagaz olhar das conversas alheias nos corredores do Congresso Nacional.

Renan já foi inimigo, amigo, inimigo e agora é amigo de novo de Fernando Collor de Mello, senador que o defendeu veementemente para a presidência da casa na semana que passou.

Além do caso de pagamento da pensão da sua filha com a jornalista por uma empreiteira (12 mil reais mensais em 2007), o alagoano também foi acusado de compra de rádios em Alagoas em nome de laranjas; tráfico de influência remunerado; uso de notas fiscais frias em nome de empresas fantasmas; esquema de desvio de dinheiro público em ministérios comandados pelo PMDB e espionagem contra outros senadores.

Mas o Renanzinho não deve ser fraco (ou deve conhecer muitos podres de seus camaradas). Conseguiu se eleger novamente presidente do Senado, com apenas uma voz de seu próprio partido – pelo menos publicamente – manifestando-se contra: do Senador gaúcho Pedro Simon. Detalhe: o novo presidente foi recentemente denunciado pela Procuradoria-Geral da República por três crimes (falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato).

O homem é praticamente um highlander.

Mas me pergunto: com esse currículo todo, como podem ainda elegê-lo como presidente do Senado? Mais do que isso: como pode este cidadão está lá no Senado?? Culpa de quem? Culpa nossa, óbvio. De quem vota. Nós.

Platão, o filósofo grego, já dizia: “Os governos variam como variam os caracteres dos homens, os estados se compõe das naturezas humanas que neles existem; o Estado é o que é porque seus cidadãos são o que são. Portando não devemos ter melhores estados enquanto não tivermos homens melhores”.

Não vou discutir com Platão.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Os "sem nome".


Semana passada falei do “sem nome”, o cachorro que demos de aniversário para minha mãe e que ainda não tinha sido batizado.

Hoje vou falar dos “sem nome”, no plural. Das pessoas que costumam passar anônimas aos olhos da sociedade; que são veementemente ignoradas por boa parte dos cidadãos ditos bem-sucedidos. Pessoas que perderam seu amor próprio por várias razões; que se acostumaram a ser invisíveis e que têm medo de ser reconhecidas apenas quando cometem algum erro ou são tripudiadas.

Não é muito difícil perceber estas pessoas que perdem sua identidade ao longo da vida, reprimidas em seu mundo, alheias aos olhares ou simplesmente fora do campo de visão alheio. E várias podem ser as razões destas pessoas se refugiarem em suas próprias prisões pessoais.

Pode ser a própria timidez, suficiente para derrubar qualquer autoestima. Às vezes problemas na dentição, que fazem a pessoa ter medo de sorrir ou mesmo de falar por pura vergonha. Ou então o medo de falar errado ou de se sentir inferior na presença de pessoas supostamente mais letradas.

Vemos estes anônimos normalmente naquelas funções ou profissões consideradas, por muitos, inferiores, o que é uma grande falácia, pois a humanidade é uma grande engrenagem, onde todas as peças são importantes. E não é incomum vê-las passando de cabeças baixas, sem a coragem de olhar para frente ou para cima.

Esse assunto lembrou um livro que estou lendo – ou vice-versa. É o “Código de honra: como ocorrem as revoluções morais”, de Kwame Anthoy Appiah (Cia. das Letras, 2012). O livro trata da mudança de comportamentos sociais decorrentes de necessidades morais pontuais.

“Essa me parece uma conexão muito digna de nota. A identidade liga essa revoluções morais a um aspecto da nossa psicologia humana (...): nossa profunda e constante preocupação com a posição social e o respeito, nossa necessidade humana daquilo que Hegel chamou de reconhecimento. Nós, seres humanos, precisamos que os outros respondam apropriadamente ao que somos e ao que fazemos. Precisamos que os outros nos reconheçam como seres conscientes e pecebam que nós também os reconhecemos assim. Quando você avista outra pessoa na rua e seus olhos se encontram num mútuo reconhecimento, ambos estão expressando uma necessidade humana fundamental e ambos estão respondendo – instantaneamente, sem esforço – àquela necessidade que cada um indentifica no outro”.

No fundo, embora alguns discordem, ninguém é superior a ninguém. No final das contas vamos todos para o mesmo buraco. Dessa forma, nada mais lógico do que cumprimentar mesmo quem se esconde na sua pseudo-inferioridade e nas suas vergonhas. Os sorrisos fazem a diferença.

Um exemplo pessoal: já percebi que quando vou ao supermercado de paletó e gravata sou muito mais reconhecido e cumprimentado do que quando vou de chinelo e bermuda. Coisas do ser humano...