Bacafá

Bacafá

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

48 horas e R$ 0,99.


Dia atrás minha filha adquiriu um produto, desses que mulher usa para mudar o cabelo. Se está liso, querem crespo ou cacheado e vice-versa. Até aí tudo bem. Desde que me conheço por gente, as mulheres fazem isso.

O que incomodou foi o comentário do funcionário do estabelecimento: “Você tem 48 horas para trocar o produto aqui na loja se não funcionar. Depois só na assistência técnica.” Quarenta e oito horas o que, cara-pálida? E este procedimento não é exclusividade deste supermercado. Boa parte do comércio simplesmente desconsidera o Código de Defesa do Consumidor (CDC) que repousa sobre seus balcões.

O art. 18 do CDC estabelece que “os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor ...” O prazo para reclamar, se não houver garantia contratual maior, é de 30 dias se forem produtos não duráveis e 90 se forem duráveis.

Em nenhum lugar a Lei diz que o consumidor que comprou o produto na loja X tem que levá-lo na assistência técnica Y. Ou seja, quem vendeu tem que responder pelos defeitos do produto. Imaginem, os senhores, se o produto adquirido só tiver assistência técnica em outra cidade ou Estado. O consumidor terá que se deslocar até lá? É óbvio que não!

Uma ressalva, porém, deve ser feita. O estabelecimento não é obrigado a trocar imediatamente o produto quando o consumidor o apresenta com algum defeito (a não ser que seja essencial, e sobre isso há dúvida de interpretação nos PROCON’s e na jurisprudência). O estabelecimento é obrigado a receber o produto e solucionar o problema em até 30 dias. Se assim não o fizer, então será obrigado a devolver o dinheiro, a trocar o produto por um novo ou a dar um desconto. E quem escolhe a opção é o consumidor e não o fornecedor.

E que fique claro: fazer afirmação falsa é considerado crime pelo CDC.

Outra coisa extremamente irritante no comércio é a falta de troco nas lojas que costumam terminar com 99 centavos seus preços.

Há algum tempo em uma loja de departamentos do shopping minha compra resultou em alguma coisa e sete centavos. Paguei em dinheiro. O atendente do caixa me deu o troco faltando três centavos. Eu fiquei parado na sua frente esperando os óbvios três centavos. O diálogo que se seguiu:

- Já lhe dei o troco.
- Sim, mas deve ter ocorrido um equívoco. Faltaram três centavos.
- O senhor vai querer três centavos?
- Sim.
(Com cara de espanto e já metendo a mão num pote) – Pode ser em bala?
- Não. A não ser que vocês aceitem que eu pague em bala também.

O rapaz ligou para alguém que muito tempo depois apareceu e fez praticamente as mesmas perguntas. Questionei se em vez de eu perder três centavos, eles não poderiam perder dois, devolvendo-me uma moeda de cinco centavos, afinal, eu já deveria ter um crédito de alguns reais tantas as vezes que eles não tinham troco. A resposta foi um “não” beirando a agressividade.

Depois de mais um bom tempo andando para lá e para cá, o possível supervisor, com a maior cara de poucos amigos, jogou uma moeda de cinco centavos no balcão. Agradeci e fui embora.

E fiquei tentando calcular quantos milhares de reais são arrecadados sem tributação por dia nessa rede de lojas, já que esses centavos não devolvidos simplesmente não aparecem nas notas fiscais...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O esporte pede desculpa.

As Olimpíadas acabaram, as lições ficam.
Vídeo sugerido pelo educador físico Gustavo Bartsch, da Core Personal.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Do direito de não comparecer aos debates.


Estou lendo o livro “O direito de estar só”, do advogado Paulo José da Costa Junior, professor titular de Direito Penal da Faculdade de Direito da USP. Trata da privacidade (que o autor esclarece que em bom vernáculo é privatividade) das pessoas sob o ponto vista penal. Tem, contudo, nuances muito interessantes que podem ser utilizadas em todas as áreas do direito e mesmo no cotidiano de qualquer cidadão.

Lembrei desse livro por conta da celeuma criada em função da ausência da senhora prefeita de Jaraguá do Sul, candidata à reeleição, nos debates até agora ocorridos, em especial naquele promovido pelo CPL – Centro dos Profissionais Liberais, que congrega a AMJS, ABO, AEAJS e OAB.

A chefe do Poder Executivo municipal foi muito criticada por conta de tal ausência – inclusive por mim. Entretanto, desde o início também argumentei que tal jogada é previsível e possível no tabuleiro do jogo democrático. A candidata tem todo o direito de ir ou deixar de ir a quantos debates, conversas, colóquios, entrevistas quiser. E não pode ser crucificada por isso.

O povo perde, é obvio. Não é necessário ser nenhuma sumidade em política para perceber que as discussões sobre projetos e programas, realizados ou apenas prometidos, são empobrecidas quando um dos concorrentes ao pleito prefere se esconder. Há, sim, o vilipêndio do ausente pelos eleitores. Mas é seu direito fazer-se ausente.

Ao eleitor caberá analisar os motivos das ausências e sopesar o quanto essa perda interfere no processo democrático das eleições, definindo o escrutínio com base nessas considerações. Aos demais candidatos cabe trazer propostas efetivas, aproveitando-se – no bom sentido – do tempo extra que lhes sobra e até apontando os erros, se houver, da administração cuja mandante nunca aparece.

Afinal, as eleições são momentos de estranhas reflexões entre os políticos. Temos em Jaraguá do Sul, por exemplo, um vice-prefeito que é situação e oposição ao mesmo tempo, pois está no Governo e está em uma das coligações que batem na atual administração. Realizou o sonho de todo físico: um corpo em dois lugares simultaneamente. Coisas que só a política nos proporciona. Justamente este vice-prefeito que já foi prefeito e brigou com seu vice à época e que agora seu partido apóia a chefe do Executivo.

Em outra coligação há um experiente ex-candidato ao paço municipal que tinha como vice em uma de suas tentativas a atual prefeita. Agora estão em campos opostos.

Por essas e outras, entre mensalões e mensalinhos, volta e meia tenho meus arroubos de indignação, às vezes mal compreendidos. Como advogado vou sempre defender o direito de qualquer pessoa manifestar seu ponto de vista, mesmo que não concorde com ele, assim também sempre defenderei o devido processo legal, pilar inconteste da Democracia e da Justiça.

Fico, entretanto, agoniado com os desmandos na administração pública, aqui ou em Brasília, e com a certeza da impunidade que alguns esboçam. Há confissões no processo do mensalão, assim como houve na compra de votos para a aprovação da reeleição quando o presidente era o FHC.

Parece que não há santos. Recorro novamente, então, ao advogado, jornalista e político Artur da Távola: “Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.” Ainda tenho esperança de um país melhor.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

TJSC afasta indenização por abandono afetivo.


 A delicada questão relativa ao dano afetivo e sua reparação pecuniária foi enfrentada pela 4ª Câmara Civil, em acórdão sob relatoria do desembargador substituto Jorge Luis Costa Beber.

   Mediante votação unânime, foi reconhecido que ao Poder Judiciário não é dada a incumbência de tutelar o amor ou o desafeto, numa espécie de jurisdicionalização dos sentimentos, que são incontroláveis pela sua própria essência.

   Segundo o relator, “a afeição compulsória, forjada pelo receio da responsabilização pecuniária, é tão ou mais funesta do que a própria ausência de afeto”. Isto porque, “responsabilizar, mediante indenização pecuniária a ausência de sentimentos, é incentivar a insinceridade do amor, conspirando para o nascimento de relações familiares assentadas sob os pilares do fingimento, o que não se coaduna com a moral, a ética e o direito”.

   Para Beber, amor existe ou não existe e, em não existindo, pode até vir a ser cultivado com atitudes de aproximação, jamais sob ameaça de punição. Segundo o magistrado, a construção de laços afetivos mediante coação pecuniária é de todo temerária, “transparecendo bizarro imaginar pais que não nutrem afeto algum pela prole, fingirem, de um instante para outro, aquilo que são incapazes de sentir genuinamente, apenas pelo temor de virem a se condenados a indenizar o que desditosamente já está consumado”!.

   Por derradeiro, a 4ª Câmara admitiu que, em situações excepcionais, “onde a falta de afeto criou espaço para um sentimento de desprezo acintoso, de menoscabamento explícito, público e constrangedor, o filho possa pleitear a reparação pelo dano anímico experimentado, porque nesse caso, ao invés da inexistência de amor, não nascido espontaneamente, há uma vontade deliberada e consciente de repugnar a prole não desejada”.

Fonte: Portal do TJSC.

Debate dos candidatos a Prefeito de Jaraguá do Sul - CPL - Partes II a VI.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

É hoje: Debate dos candidatos a Prefeito de Jaraguá do Sul no CPL.


O Centro de Profissionais Liberais - CPL, presidido atualmente pela advogada Andreia Ronchi, realizará debate com os candidatos a prefeito de Jaraguá do Sul no próximo dia 02.08.2012, às 19 horas, nas dependências de sua sede.

Representantes das três coligações participaram da reunião que definiu as regras, demonstrando bastante interesse que todos os candidatos estejam presentes no evento.

Aguarda-se a presença dos três candidatos, embora muitos apostem na ausência da atual mandatária.

O debate será dividido em 5 painéis: (1) apresentação dos candidatos pelos próprios, (2) questionamentos das quatro entidades que compõem o CPL (OAB, ABO, AEAJS, AMJS), (3) questionamentos entre os próprios candidatos sobre matérias previamente definidas, (4) questionamentos sorteados da platéia e (5) manifestação final dos candidatos.

A imprensa e muitas pessoas já confirmaram presença.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O milagre do pisca-alerta


Algo que me impressiona a cada dia que passa é o milagre do pisca-alerta. Ainda não entendi sua fórmula, sua alquimia, mas já percebi que é alguma coisa extraordinária, de outro mundo, impressionante. O pisca-alerta dos veículos tem um poder sobre-humano, sobrenatural até.

O pisca-alerta, acreditem caros leitores, torna os automóveis invisíveis, faz com que as pessoas não enxerguem os veículos onde estão, ou imobiliza aqueles que querem tomar alguma medida. É fantástico!

O “ser”, aquele nosso velho conhecido, liga o pisca-alerta e estaciona o seu automóvel em cima da faixa de pedestre. O “ser” liga o pisca-alerta e pára seu carro na zona azul sem colocar o tíquete obrigatório. O “ser” liga o pisca-alerta e ocupa a vaga para deficiente físico ou idoso, mesmo não sendo um ou outro.

O que pode ser isso, afinal? Só pode ser mágica, algo incompreensível para a minha tacanha inteligência. Lembra-me a fábula do rei nu, de Hans Christian Andersen. Nessa história, um rei muito vaidoso acabou caindo na lábia de espertalhões que lhe venderam um tecido que ninguém via. E os súditos nada diziam para o rei por medo de serem eles os burros de não enxergarem tão fabulosas fazendas. Num desfile qualquer, um garoto que não sabia que o tecido era especial gargalhou e gritou “o rei está nu”.

Deve ser isso, então. Esse tal pisca-alerta faz com que os automóveis sumam das vistas das autoridades. Algo como o avião da Mulher Maravilha. Ficam completamente invisíveis os veículos com este mágico dispositivo.

Reparem, caros leitores, quantos automóveis estão com o pisca-alerta ligado e estacionados em lugares impróprios ou indevidos. E se os senhores forem perguntar para os condutores destes bólidos por que estão ali irregularmente a resposta provavelmente será: “É rapidinho. Logo saio”, ainda que esse “rapidinho” ou esse “logo” sejam termos de relativa dúvida, podendo durar muito mais do que quinze, vinte ou trinta minutos...

Mas é assim, os “seres” tendem a se achar superiores mesmo.

Não lhes importa se estão errados; sempre têm uma desculpa, uma justificativa, um argumento. Por mais pobre ou infeliz que seja, está lá a resposta na ponta da língua.

É o que eu costumo chamar de “relativização da ética”. Algumas pessoas pensam que fazer errado, se tiver uma justificativa que atenda só ao seu único e egoístico interesse, não é problema. São tão ensimesmados que os outros, o resto da sociedade, nada significam.

Alguns filósofos chamam isso de “ética da conveniência”. Se é conveniente para mim, danem-se os outros, pois eu preciso e ponto.

Penso que se alimentarmos o monstro do egoísmo, sem seguir as regras estipuladas, as normas existentes, não teremos um futuro promissor. Acabaremos vivendo encastelados com nossos egos, embora os castelos tenham tudo para ser míseros casebres de pau a pique.

Por isso para os “seres” condutores dos veículos com pisca-alerta mágico, deve ser aplicada a tolerância zero. Se o bom senso não prevalece, infelizmente, que se multe. Quando doer no bolso, o bom senso voltará.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Debate dos candidatos a prefeito de Jaraguá do Sul.


DEBATE DOS CANDIDATOS A PREFEITO DE JARAGUÁ DO SUL.

O Centro de Profissionais Liberais - CPL, presidido atualmente pela advogada Andreia Ronchi, realizará debate com os candidatos a prefeito de Jaraguá do Sul no próximo dia 02.08.2012, às 19 horas, nas dependências de sua sede.

Representantes das três coligações participaram da reunião que definiu as regras, demonstrando bastante interesse que todos os candidatos estejam presentes no evento.

O acesso será franqueado ao público e à imprensa.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

BB é condenado por assédio moral.


Um empregado do Banco do Brasil receberá indenização de R$50 mil por ter sofrido violência psicológica extrema enquanto estava doente. O assédio moral causou para o empregado prejuízos significativos, resultando em seu pedido de demissão. A decisão foi do juiz substituto Neurisvan Alves Lacerda, em atuação na 1ª Vara do Trabalho de Montes Claros.

Segundo o relato do reclamante, mesmo sabendo que estava doente, o banco recusou seus atestados médicos e o encaminhou para o INSS. Diante de tanta pressão, acabou retornando ao trabalho, quando foi informado de que havia sido remanejado para quadro suplementar, com atribuição de tarefas de maior esforço físico e perda de vantagens. Ainda de acordo com o trabalhador, o banco realizou diversos débitos indevidos em sua conta-corrente, creditou e estornou verbas, bem como deixou de pagar proventos por mais de quatro meses. Isso acabou fazendo com que tivesse o nome incluído nos cadastros dos órgãos de proteção ao crédito. Tudo isso para forçá-lo a pedir demissão, pois pretendiam colocar um empregado com salário inferior em seu lugar. Ao final, não aguentando mais as perseguições, pediu demissão para receber a aposentadoria da PREVI.

O Banco do Brasil tentou explicar seus atos, mas não convenceu o magistrado. Isto porque, ao analisar o processo, o julgador não encontrou nada que depusesse contra a conduta do empregado, que prestou todas as informações sobre seu quadro de saúde. Para o magistrado, o banco é que foi omisso, sequer tendo convocado o trabalhador para uma avaliação física. Ficou clara a negligência do empregador na pesquisa do prazo necessário à recuperação do empregado. Com isso, o reclamante acabou sendo incluído no quadro suplementar, conforme as normas do banco. A medida foi tomada por falha no acompanhamento da situação e estado de saúde do reclamante, prejudicando-o quanto às vantagens que vinha recebendo durante o afastamento.

Continue lendo no portal Jornal Jurid.

Festival Nacional de Contos

Nas palavras de Carlos Henrique Schroeder:


"Jaraguá do Sul sedia o Festival Nacional do Conto, de 9 a 12 de agosto de 2012, com um time fantástico de escritores.

Não pôde ir à Flip? Sem problemas, traremos os autores da Flip até você: João Anzanello Carrascoza (FLIP 2012), André de Leones (Flip 2012) e Luiz Ruffato (Flip 2011) estarão por aqui... 

É pouco? Que tal trazer os autores dos livros mais elogiados de 2011/2012 ("O céu dos suicidas" e "Habitante irreal"): Ricardo Lísias e Paulo Scott. 

Ainda é pouco? Então aí vai: Elvira Vigna. Ela mesma, uma das maiores autoras brasileiras vivas, faz uma fala exclusiva na abertura do evento: um momento histórico!

E pra fechar com chave de ouro, os contistas curitibanos Luís Henrique Pellanda e Luiz Felipe Leprevost, duas feras!

Ah, e tem a oficina com o Ruffato, viu? 


Um abraço do Schroeder!"

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O crime do fluor na água.

Será verdade?
Com a palavra, os químicos, farmacêuticos, médicos e odontólogos.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dizem que sou louco.


“Dizem que sou louco por pensar assim / Se eu sou muito louco por eu ser feliz / Mas louco é quem me diz / E não é feliz, não é feliz / Se eles são bonitos, sou Alain Delon / Se eles são famosos, sou Napoleão / (...) / Eu juro que é melhor / Não ser o normal / Se eu posso pensar que Deus sou eu / Se eles têm três carros, eu posso voar / Se eles rezam muito, eu já estou no céu”.

Por que lembrei, deve estar se perguntando o caro leitor, da “Balada do louco”, velho sucesso da vanguardista e irreverente banda Os Mutantes, que estourou no final dos anos 60, com o trio Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias?

E a resposta é a manchete que li na internet nesta segunda-feira: “Cachoeira passa por avaliação psiquiátrica na véspera de audiência na Justiça”. Sim, aquele Cachoeira dos escândalos de Brasília. A justificativa, segundo as reportagens que li, era de que estão preocupados com o estado de saúde do referido. Tudo começou porque o dito teve um “pequeno surto” após discutir sobre um canal de televisão com outro preso.

O episódio desmascara uma cruel face do Brasil. Somos, ainda, uma país de gigantescas, profundas e, às vezes, irremediáveis diferenças. Gostaria de saber qual seria a resposta do Poder Judiciário ou mesmo do Sistema Prisional se um ladrão pé-de-chinelo tivesse um “pequeno surto” parecido com este.

Não estou, aqui, julgando as pessoas do Poder Judiciário ou do Sistema Prisional. Estou falando do sistema como um todo, mesmo. Embora composto por pessoas.

Estas dicotomias, contudo, não se restrigem ao sistema judiciário ou prisional, ou seus aparelhos. Há certo descompasso entre o que nossos administradores dizem e o que fazem.

Antes, porém, de comentar outros dois exemplos pelos quais eu possivelmente serei crucificado (mais uma vez), quero lembrar um célebre pensamento decorrente da “Oração aos moços”, famoso discurso do jurista Rui Barbosa, que diz que os iguais devem ser tratados igualmente o os desiguais devem ser tratados desigualmente na medida de sua desigualdade.

Infelizmente no Brasil deturparam as palavras de Rui Barbosa (que, em verdade, buscou seus fundamentos em Aristóteles). Bem aos moldes Lei de Gérson ou Lei de Zeca Pagodinho, das quais falei há duas semanas, transformaram tão belo princípio em “uns são mais iguais do que outros”.

E sem menosprezar as desgraças ou alegrias alheias, dois episódios me incomodaram nos últimos meses.

O primeiro foi a vinda do ex-Beatle Paul Mccarteney para Florianópolis. O lorde inglês ficou hospedado num belíssimo hotel em Governador Celso Ramos. Nada demais até aí se não fosse o enorme contigente da Polícia Militar para cuidar da sua segurança. O Governo do Estado vive dizendo que não tem policiais para nada, e, de repente, desloca um número absurdo para cuidar da segurança de um cantor estrangeiro que fez um show particular (sim, porque os valores dos ingressos não eram nada módicos). Reforçar a segurança no entorno do show vá lá, eis que a ladroagem se atiçou toda com essa apresentação. Mas dar uma de segurança tempo integral para a comitiva do artista foi um pouco demais.

O outro caso foi em São Paulo. Quando o filho do cantor Leonardo sofreu o acidente e teve que ser tranferido para a capital paulista houve o acompanhamento de batedores da Polícia Militar durante todo o trajeto para que a ambulância fosse resguardada. Preciso continuar meu raciocínio?


terça-feira, 24 de julho de 2012

Campanha anti-tédio e as duas maiores invenções do homem.

Já que amanhã é feriado em Jaraguá do Sul, resolvi ressucitar duas postagens muito antigas.

A primeira é uma campanha anti-tédio. Um dos mais divertidos vídeos que já vi. Ria você também:



O riso da mulher é impagável.

A segunda é uma reflexão da Gabriela, lá pelos idos de 2010 (nem faz tanto tempo assim...).

Segundo dona Gabriela, as duas maiores invenções do homem foram a calça jeans e deus. De acordo com ela, insuperáveis, as duas criações que mais conquistaram fãs na história.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Chamada de "gordinha", cliente receberá indenização.


A 5ª Câmara de Direito Civil do TJ reformou parcialmente decisão da comarca de Blumenau, que condenou uma empresa de peças a indenizar uma consumidora por imprimir na nota fiscal a palavra “gordinha”, em alusão a característica física da autora. O TJ manteve a condenação, mas reduziu o valor de R$ 8,5 mil para R$ 3 mil.

    Segundo a autora, ela se dirigiu até o estabelecimento para adquirir alguns produtos. Alegou que o vendedor a atendeu de forma desrespeitosa, fazendo gracejos a respeito de seu sobrepeso. Para piorar, ao emitir a nota que deveria ser paga no caixa, o funcionário inseriu a palavra “gordinha” no lugar do nome da cliente.

    A demandante afirmou que, em virtude dos fatos, teve o quadro de sobrepeso agravado, o que teria culminado em depressão. A ré, inconformada com a condenação, apelou para o TJ pleiteando a improcedência do pedido ou a redução do valor arbitrado.

    Para a loja de peças, não houve abalo, já que a expressão utilizada não possui conotação pejorativa. Acrescentou que a palavra apenas foi utilizada porque o vendedor, ao atender a cliente rapidamente, não conseguiu pegar seu nome. Quanto ao quadro de sobrepeso e depressão da autora, afirmou que é preexistente e não tem qualquer nexo com os fatos.

   No pedido alternativo, de redução dos valores, alegou que “gordinha” tem baixo grau de ofensividade. A câmara não concordou com as alegações da empresa. “O consumidor tem direito a ser tratado com dignidade nos estabelecimentos comerciais a que se dirige, dentro do qual se insere o direito a ser tratado pelo nome, e não por característica física desabonadora”, afirmou o desembargador Henry Petry Junior, relator da matéria.

    Quanto ao valor da indenização, o magistrado lembrou: “Em que pese o tratamento extremamente desrespeitoso, sobre o qual não se nega ter ocasionado abalo moral, a própria autora admitiu que, mesmo após o ocorrido, continuou a frequentar o estabelecimento comercial da ré, (...) o que indica, por certo, que o evento não lhe gerou sofrimento insuperável”. Ainda, visto que a empresa é de pequeno porte, com capital social descrito em R$ 3 mil, decidiu a câmara reduzir o valor da indenização para esse montante. A votação foi unânime (Ap. Cív. n. 2012.019244-1).

Fonte: Portal do TJSC.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

É dos feios que elas gostam mais.

Opa, sorte a minha!!

Recebi a reportagem abaixo por email.

O que Carla Bruni, Isabeli Fontana e a namorada do Flávio Briatore tem em comum? Além do fato de nascerem belas, as três estão juntas com parceiros que, vamos ser sinceros, não foram bem favorecidos pela natureza.


Você pode alegar até que o dinheiro foi fundamental para unir esses casais, mas, se prestar atenção nas ruas vai perceber  que é muito comum ver uma mulher bonita ao lado de um homem feio. Pois a ciência já descobriu respostas para esse grande questionamento do universo masculino.


No quesito azaração, a pesquisa realizada no Departamento de Psicologia do Williams College, em Massachussetts, chegou à conclusão de que os homens considerados feios têm mais chances de conquistar uma mulher bonita.


Os experimentos foram realizados com 200 universitários, que foram submetidos a encontros rápidos. Antes deles, os participantes avaliaram a si mesmos e aos seus pretendentes em uma escala de beleza, e revelaram seu grau de interesse em um encontro sexual imediato. Depois do encontro, eles avaliaram seus parceiros em diversos outros critérios, incluindo aparência e possibilidade de topar um encontro sexual. 


Os resultados concluíram que os homens que acreditavam ser mais bonitos do que são também perceberam um maior interesse das mulheres por eles – o que não era necessariamente verdade. Isso aumentava a sua autoconfiança e levava-os à ação. Já os homens de fato considerados bonitos pelas mulheres não pareceram ter essa visão distorcida e não partiam para a conquista da mesma forma.


Esse é o caso emblemático do músico francês Sérge Gainsbourg, que apesar de ser baixinho, magro, feio e narigudo, pegou uma renca de beldades, entre elas Brigitte Bardot e a Jane Birkin. Isso sem contar na sua composição Je t´aime moi non plus, que virou o maior hino sensual de todos os tempos.


Para quem não sabe, na época em que ele compôs essa música com Brigite, estava no quarto com sua amada, esta ainda casada. A música foi tão polêmica que o marido dela proibiu de tocar nas rádios.


Continue lendo na página original (MHM) clicando aqui.

E, abaixo, a música dita o hino sensual de todos os tempos, para começar bem o final de semana:


Pais de menina morta em hotel pedirão R$ 5,8 milhões de indenização.


Os advogados que representam os pais da menina Maria Eduarda Ribeiro, 4, que morreu afogada na piscina de um hotel na Costa do Sauípe (a 76 km de Salvador), informaram nesta quarta-feira que vão pedir na Justiça uma indenização de R$ 5,8 milhões ao empreendimento onde o acidente aconteceu.

"Ele [o pai da menina] pediu socorro, mas não tinha salva-vidas. Demorou mais de cinco minutos até que aparecesse alguém pra ajudar a socorrer a criança", afirmou o advogado José Beraldo, que representa a família da garota. Ele afirmou que vai a Salvador no próximo domingo para acompanhar as investigações.

A família, do interior de São Paulo, passava férias na Bahia. Segundo o advogado, o acidente aconteceu no último dia da família no hotel. A menina estava na piscina infantil quando o pai a perdeu de vista. Ela foi encontrada momentos depois por um turista que a retirou de dentro da piscina de adulto.

O advogado afirmou que o valor que será pedido na Justiça corresponde a mil vezes o valor do pacote pago pela família e leva em consideração os anos de vida que a menina tinha pela frente e o poder aquisitivo do hotel. Ele disse ainda que vai solicitar as imagens das câmeras de segurança do hotel.

Em nota, a diretoria do complexo hoteleiro informou que a criança recebeu primeiros socorros pela equipe de salva-vidas de plantão, sendo levada depois, de ambulância, à equipe médica do resort.

Fonte: Portal Folha de São Paulo.