domingo, 31 de maio de 2009
A arte de ser feliz.
"Aquele que mantém a calma diante de todas as adversidades da vida mostra simplesmente ter conhecimento de quão imensos e múltiplos são seus possíveis males, motivo pelo qual ele considera o mal presente uma parte muito pequena daquilo lhe poderia advir. E, inversamente, quem sabe desse fato e reflete sobre ele nunca perderá a calma." (Arthur Schopenhauer, A arte de ser feliz).
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Arthur Schopenhauer
"Uma das maiores e mais freqüentes besteiras consiste em fazer grandes planos para a vida, qualquer que seja a sua natureza. Para começar, esses planos pressupõem uma vida humana inteira e completa, que, no entanto, somente pouquíssimos conseguem alcançar. Além disso, mesmo que estes consigam viver muito, esse período de vida ainda é curto demais para tais planos, uma vez que a sua realização exige sempre muito mais tempo do que se imaginava; esses projeto, ademais, como todas as coisas humanas, estão de tal modo sujeitos a fracassos e obstáculos, que raramente chegam a um bom final. E, mesmo se no final tudo é alcançado, não se leva em conta o fato de que no decorrer dos anos o próprio ser humano se modifica e não conserva as mesmas capacidades nem para agir, nem para usufruir. Muitas vezes aquilo que se propôs fazer durante a vida toda, na velhice parece-lhe insuportável - já não tem condições de ocupar a posição conquistada com tanta dificuldade, e portanto as coisas chegaram-lhe tarde demais; ou o inverso, quando ele quis fazer algo de especial e realizá-lo, é ele que chega tarde demais com respeito às coisas. O gosto da época mudou, a nova geração não se interessa pelas suas conquistas, outros se anteciparam, etc.O motivo deste erro freqüente reside na ilusão natural, em virtude da qual a vida, vista desde o seu início, parece sem fim, ou então extremamente breve, quando considerada retrospectivamente a partir do final do seu decurso (efeito do binóculo de teatro). Essa ilusão tem, sem dúvida, o seu lado positivo: sem a sua existência, dificilmente se conseguiria realizar algo de grande." (Arthur Schopenhauer, A arte de ser feliz).
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Processo judicial dura 43 anos.
Parece uma piada de mau gosto, mas não é.
"A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta terça-feira (26) processo que há 43 anos discute a aquisição por usucapião de terrenos localizados em ilha costeira próxima à cidade de Guarujá, no litoral de São Paulo. Por unanimidade, os ministros negaram Recurso Extraordinário (RE 433512) de família que contestou o reconhecimento do usucapião a outros particulares.
Ao negar o recurso, o relator do caso, ministro Eros Grau, alertou que “a lide [litígio] foi duas vezes resolvida em sentença de mérito, pela procedência da ação”. Uma decisão foi da Justiça estadual e outra, da Justiça Federal.
O ministro contou que a família que conseguiu o reconhecimento do usucapião ingressou em juízo em 1965. Segundo ele, a primeira sentença foi proferida em 6 de dezembro de 1967, pela comarca do Guarujá. O Tribunal de Justiça de São Paulo anulou essa decisão, por entender que a competência para apreciar o caso seria da Justiça Federal.
A segunda sentença foi proferida em 19 de maio de 1975, pelo juízo federal da 7ª Vara da Seção Judiciária de São Paulo, que igualmente julgou a ação procedente. A Justiça Federal repeliu tanto a defesa dos particulares quanto da União.
A família que contestou o reconhecimento do usucapião pretendia que o caso fosse remetido para a Justiça estadual, que seria competente para analisar a matéria. Segundo os recorrentes, como o interesse da União na matéria foi afastado, a Justiça estadual seria competente para analisar usucapião entre particulares."
Fonte: Portal do STF.
Se quiser ver o andamento do processo (recurso extraordinário 433.512) é só clicar aqui.
A solução para bem perseguido pelo jurisdicionado, seja ela qual for, não poderia, jamais, ser postergada de maneira tão absurda como a do presente caso. Que, infelizmente, não é o único.
É um problema para todos: para as partes, que vivem nessa quase eterna insegurança, para os advogados, cujos honorários também dependem dos resultados e para o próprio Poder Judiciário, que fica desacreditado, fazendo com que os devedores se aproveitem deste desleixo ou, ao menos, acreditem que jogando para a justiça suas discussões vão ganhar tempo para resolver seus problemas.
Como diria Rui Barbosa, "Justiça tardia não é justiça, e sim injustiça qualificada e manifesta", ou algo assim.
"A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta terça-feira (26) processo que há 43 anos discute a aquisição por usucapião de terrenos localizados em ilha costeira próxima à cidade de Guarujá, no litoral de São Paulo. Por unanimidade, os ministros negaram Recurso Extraordinário (RE 433512) de família que contestou o reconhecimento do usucapião a outros particulares.
Ao negar o recurso, o relator do caso, ministro Eros Grau, alertou que “a lide [litígio] foi duas vezes resolvida em sentença de mérito, pela procedência da ação”. Uma decisão foi da Justiça estadual e outra, da Justiça Federal.
O ministro contou que a família que conseguiu o reconhecimento do usucapião ingressou em juízo em 1965. Segundo ele, a primeira sentença foi proferida em 6 de dezembro de 1967, pela comarca do Guarujá. O Tribunal de Justiça de São Paulo anulou essa decisão, por entender que a competência para apreciar o caso seria da Justiça Federal.
A segunda sentença foi proferida em 19 de maio de 1975, pelo juízo federal da 7ª Vara da Seção Judiciária de São Paulo, que igualmente julgou a ação procedente. A Justiça Federal repeliu tanto a defesa dos particulares quanto da União.
A família que contestou o reconhecimento do usucapião pretendia que o caso fosse remetido para a Justiça estadual, que seria competente para analisar a matéria. Segundo os recorrentes, como o interesse da União na matéria foi afastado, a Justiça estadual seria competente para analisar usucapião entre particulares."
Fonte: Portal do STF.
Se quiser ver o andamento do processo (recurso extraordinário 433.512) é só clicar aqui.
A solução para bem perseguido pelo jurisdicionado, seja ela qual for, não poderia, jamais, ser postergada de maneira tão absurda como a do presente caso. Que, infelizmente, não é o único.
É um problema para todos: para as partes, que vivem nessa quase eterna insegurança, para os advogados, cujos honorários também dependem dos resultados e para o próprio Poder Judiciário, que fica desacreditado, fazendo com que os devedores se aproveitem deste desleixo ou, ao menos, acreditem que jogando para a justiça suas discussões vão ganhar tempo para resolver seus problemas.
Como diria Rui Barbosa, "Justiça tardia não é justiça, e sim injustiça qualificada e manifesta", ou algo assim.
terça-feira, 26 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Para terminar bem o dia de uma boa semana que começa...
Life in Mars, original do lendário e camaleônico David Bowie, que teve, aqui pelas terras tupiniquins, uma versão interpretada pelo Seu Jorge (Vida em Marte).
Bons sonhos e voemos até Marte, Netuno, Vênus, Júpiter, Saturno...
Um bom início de noite...
Satellite of love, de Lou Reed e que também já foi cantada e tocada pelo U2.
Boa versão de The Ukelele Orchestra of Great Britain.
Boa versão de The Ukelele Orchestra of Great Britain.
Continuando bem...
Nirvana?? Sim... até Nirvana.
Porque somos todos jovens, afinal.
Smells like teen spirit.
Porque somos todos jovens, afinal.
Smells like teen spirit.
Para continuar um dia que começou bem...
Misirlou é uma música popular da Grécia, possuindo diversas versões mundo afora.
A mais endiabrada, talvez, seja a do filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. Muito, muito boa, também. É a cena, se não me engano, do assalto a uma lanchonete por um casal muito louco.
Aqui a versão de The Ukelele Orchestra of Great Britain.
A mais endiabrada, talvez, seja a do filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. Muito, muito boa, também. É a cena, se não me engano, do assalto a uma lanchonete por um casal muito louco.
Aqui a versão de The Ukelele Orchestra of Great Britain.
Para começar ainda melhor a semana...
The Ukelele Orchestra of Great Britain, agora com uma boa dose de humor.
You don't bring me flowers anymore...
You don't bring me flowers anymore...
Para começar bem a semana...
Sugestão do sócio Renato Flesch.
Eu não conhecia The Ukelele Orchestra of Great Britain.
Espetacular.
Essa versão de The good, the bad, the ugly é fora de série. Parece que o Clint Eastwood vai aparecer do nada...
Assista até o fim.
Ao longo do dia mais Ukelele Orchestra of Great Britain.
Eu não conhecia The Ukelele Orchestra of Great Britain.
Espetacular.
Essa versão de The good, the bad, the ugly é fora de série. Parece que o Clint Eastwood vai aparecer do nada...
Assista até o fim.
Ao longo do dia mais Ukelele Orchestra of Great Britain.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Saya, a professora-robô.
A professora robô japonesa faz a chamada, sorri e dá bronca nas crianças, causando risadas entre os alunos por conta de seu rosto estranhamente realista. Mas o criador do aparelho diz que seu objetivo não é substituir os professores humanos.Ao contrário dos robôs de aparência mais mecânica como o Asimo, criado pela Honda, a professora robô, que atende pelo nome de Saya, é capaz de expressar seis emoções básicas - surpresa, medo, repugância, raiva, felicidade e tristeza - porque sua pele de borracha é movimentada por meio de motores e de cabos conectados aos olhos e à boca, pelo lado interno.
Em uma demonstração, a robô ficou boquiaberta, com os olhos arregalados e as sobrancelhas arqueadas, expressando surpresa. Saya moveu os lábios para produzir um sorriso, e utilizou frases simples e pré-programadas como "muito obrigado", enquanto seus lábios se moviam em uma expressão de satisfação.
"Os robôs que parecem humanos tendem a ser grande sucesso com as crianças pequenas e as pessoas mais velhas", disse Hiroshi Kobayashi, professor de ciências da Universidade de Tóquio e responsável pelo desenvolvimento de Saya, à Associated Press, na quarta-feira. "As crianças chegam a chorar quando levam bronca da professora-robô".
Continue lendo no Terra.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Why the fuck do you have a kid?
Uma coisa é uma gravidez não planejada. Outra coisa é a irresponsabilidade ou inconsequência de pais com seus filhos (planejados ou não)!!! Encontrei um site onde são apresentados fotos e vídeos destes pais sem nada na cabeça (ou pior, com m... no lugar do cérebro). O endereço é: http://whythefuckdoyouhaveakid.com/
Abaixo algumas das "menos piores" fotos. Se quiser ver a que ponto chega a irresponsabilidade de certas pessoas, clique no link acima.



quarta-feira, 20 de maio de 2009
Queniano afetado por greve de sexo da mulher processa ONG
Deu no Portal Terra.
Um queniano está processando um grupo de ativistas mulheres que promoveu uma semana de greve de sexo em protesto ao impasse político no país. James Kimondo disse aos jornalistas na entrada da Alta Corte de Nairóbi que sua mulher seguiu a greve de sexo, levando-o a sofrer de ansiedade de insônia.
"Eu tenho sofrido de agonia, estresse, dores nas costas e falta de concentração", disse. Em depoimento junto a seu advogado, Kimondo disse que sua mulher, Teresia Wanjiku, lhe havia negado seus "direitos conjugais".
De acordo com a TV local KBC, o homem está processando o grupo Organização de Mulheres pelo Desenvolvimento por "amplos danos", com base no argumento de que o grupo "interferiu na felicidade do casamento". Ainda não foi calculado o número de mulheres participantes da greve, que terminou na quarta-feira.
O movimento contou com o apoio da mulher do primeiro-ministro, Raila Odinga, que disse à BBC que os líderes políticos estão "negligenciando as necessidades das pessoas comuns". Segundo elas, a greve foi uma tentativa de evitar que se repita a onda de violência que afetou o país depois das eleições de 2007.
----------
Se a moda pega...
Um queniano está processando um grupo de ativistas mulheres que promoveu uma semana de greve de sexo em protesto ao impasse político no país. James Kimondo disse aos jornalistas na entrada da Alta Corte de Nairóbi que sua mulher seguiu a greve de sexo, levando-o a sofrer de ansiedade de insônia.
"Eu tenho sofrido de agonia, estresse, dores nas costas e falta de concentração", disse. Em depoimento junto a seu advogado, Kimondo disse que sua mulher, Teresia Wanjiku, lhe havia negado seus "direitos conjugais".
De acordo com a TV local KBC, o homem está processando o grupo Organização de Mulheres pelo Desenvolvimento por "amplos danos", com base no argumento de que o grupo "interferiu na felicidade do casamento". Ainda não foi calculado o número de mulheres participantes da greve, que terminou na quarta-feira.
O movimento contou com o apoio da mulher do primeiro-ministro, Raila Odinga, que disse à BBC que os líderes políticos estão "negligenciando as necessidades das pessoas comuns". Segundo elas, a greve foi uma tentativa de evitar que se repita a onda de violência que afetou o país depois das eleições de 2007.
----------
Se a moda pega...
terça-feira, 19 de maio de 2009
Ninguém falará de nós quando estivermos mortos.
Filme espanhol (1995) de Augustin Dias Yanes, com Victoria Abril no papel principal, Nadie Hablará de Nosotras Cuando Hayamos Muerto no original, trata da história de uma mulher perseguida por uma espécie de máfia mexicana com ramificações no mundo inteiro. Violento, meio complicado, mas interessante. Touradas, sexo, ambição e sangue.Mostra muito bem os vieses da personalidade do ser humano. Final inesperado.
Recebeu oito Goyas da Academia de Cinema espanhol: filme, roteiro, atriz, música, produção, montagem, atriz coadjuvante e diretor revelação. Em San Sebastian, levou o prêmio especial do júri, mais melhor atriz e melhor fotografia.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Projeto de lei para aprovar criminalização de condutas na internet
Projeto que criminaliza os crimes digitais recebeu críticas de especialistas. Eles acreditam que algumas das medidas propostas possam restringir a liberdade dos usuários da rede mundial de computadores.
O relator do projeto de lei que trata de crimes na internet, deputado Régis de Oliveira (PSC-SP), defende a aprovação imediata de parte da proposta a fim de que o País não fique sem lei que coíba esse tipo de crime cada vez mais frequente na rede mundial de computadores.
A proposta (PL 84/99), que já havia sido aprovada na Câmara, ganhou um substitutivo no Senado e voltou novamente para ser analisada pelos deputados. Como tem regime de urgência, está sendo analisado por três comissões simultaneamente e já conta com parecer favorável de Régis de Oliveira na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O texto a ser votado tipifica - no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) - condutas realizadas mediante o uso de sistema eletrônico, digital ou similares, de rede de computadores, ou que sejam praticadas contra dispositivos de comunicação ou sistemas informatizados e similares.
Pontos consensuaisRégis de Oliveira tem conversado com todos os interessados na rede mundial de computadores, sobretudo com os provedores de acesso à Internet e técnicos do Ministério da Justiça. Ele informou que vai fazer um parecer para a aprovação imediata, com os artigos onde há consenso entre os técnicos do ministério da Justiça, deputados e os que trabalham no setor. "Vamos fazer um texto enxuto, perfeito, para poder tipificar os crimes e colocar isso imediatamente em vigor. Aonde houver discussão, confronto, onde as idéias não estiverem maduras, vamos deixar de lado e conversar com os provedores", explicou.
Para Régis de Oliveira, o maior problema para a elaboração da lei é o de quem irá armazenar os dados para identificação de usuários da internet que eventualmente cometam crimes. Em seu parecer, Oliveira anota que a ação que tipifica crime digital consistirá na utilização de sistema de informática para atentar contra um bem ou interesse juridicamente protegido, pertença ele à ordem econômica, à liberdade individual, ao sigilo da intimidade e das comunicações, à honra, ao patrimônio público ou privado, dentre outros.
O projeto de lei, apresentado pelo ex-deputado Luiz Piauhylino, tem recebido críticas de especialistas e parlamentares, os quais consideram que a proposta pode restringir a liberdade dos usuários da rede.
Especialistas ressaltaram que a redação da proposta vai dar margem a interpretações que proíbam condutas comuns de internautas, como a transferência de músicas de um CD para o Ipod, para uso pessoal. Segundo o professor Sérgio Amadeu da Silveira, da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero (SP), os pesquisadores apontam a necessidade de uma lei que trate dos direitos do cidadão à comunicação digital e que a violação desses direitos poderia levar à criminalização. Para ele, a lei deve ser muito bem definida a fim de que práticas cotidianas e saudáveis não sejam consideradas criminosas. De acordo com o professor, fazer o debate a partir da penalização é arriscado e pode criar uma lei retrógrada porque a internet é baseada na comunicação distribuída e na liberdade de informação. Sérgio Amadeu da Silveira lembrou que já há leis contra a pedofilia e contra roubos de uma forma geral e apontou o que poderia ser considerado crime pela nova lei. "O que nós precisamos, eu acredito que são pouquíssimas coisas, mas é exatamente considerar crime invasão de servidor e de computador."
Íntegra da proposta:- PL-84/1999.
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados.
O relator do projeto de lei que trata de crimes na internet, deputado Régis de Oliveira (PSC-SP), defende a aprovação imediata de parte da proposta a fim de que o País não fique sem lei que coíba esse tipo de crime cada vez mais frequente na rede mundial de computadores.
A proposta (PL 84/99), que já havia sido aprovada na Câmara, ganhou um substitutivo no Senado e voltou novamente para ser analisada pelos deputados. Como tem regime de urgência, está sendo analisado por três comissões simultaneamente e já conta com parecer favorável de Régis de Oliveira na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O texto a ser votado tipifica - no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) - condutas realizadas mediante o uso de sistema eletrônico, digital ou similares, de rede de computadores, ou que sejam praticadas contra dispositivos de comunicação ou sistemas informatizados e similares.
Pontos consensuaisRégis de Oliveira tem conversado com todos os interessados na rede mundial de computadores, sobretudo com os provedores de acesso à Internet e técnicos do Ministério da Justiça. Ele informou que vai fazer um parecer para a aprovação imediata, com os artigos onde há consenso entre os técnicos do ministério da Justiça, deputados e os que trabalham no setor. "Vamos fazer um texto enxuto, perfeito, para poder tipificar os crimes e colocar isso imediatamente em vigor. Aonde houver discussão, confronto, onde as idéias não estiverem maduras, vamos deixar de lado e conversar com os provedores", explicou.
Para Régis de Oliveira, o maior problema para a elaboração da lei é o de quem irá armazenar os dados para identificação de usuários da internet que eventualmente cometam crimes. Em seu parecer, Oliveira anota que a ação que tipifica crime digital consistirá na utilização de sistema de informática para atentar contra um bem ou interesse juridicamente protegido, pertença ele à ordem econômica, à liberdade individual, ao sigilo da intimidade e das comunicações, à honra, ao patrimônio público ou privado, dentre outros.
O projeto de lei, apresentado pelo ex-deputado Luiz Piauhylino, tem recebido críticas de especialistas e parlamentares, os quais consideram que a proposta pode restringir a liberdade dos usuários da rede.
Especialistas ressaltaram que a redação da proposta vai dar margem a interpretações que proíbam condutas comuns de internautas, como a transferência de músicas de um CD para o Ipod, para uso pessoal. Segundo o professor Sérgio Amadeu da Silveira, da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero (SP), os pesquisadores apontam a necessidade de uma lei que trate dos direitos do cidadão à comunicação digital e que a violação desses direitos poderia levar à criminalização. Para ele, a lei deve ser muito bem definida a fim de que práticas cotidianas e saudáveis não sejam consideradas criminosas. De acordo com o professor, fazer o debate a partir da penalização é arriscado e pode criar uma lei retrógrada porque a internet é baseada na comunicação distribuída e na liberdade de informação. Sérgio Amadeu da Silveira lembrou que já há leis contra a pedofilia e contra roubos de uma forma geral e apontou o que poderia ser considerado crime pela nova lei. "O que nós precisamos, eu acredito que são pouquíssimas coisas, mas é exatamente considerar crime invasão de servidor e de computador."
Íntegra da proposta:- PL-84/1999.
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados.
domingo, 17 de maio de 2009
Brasileiro desiste, sim.
Texto de Clóvis Rossi, que li no Doidivana.
"Lembra-se daquela história de que “brasileiro não desiste nunca”, muito usada na propaganda do governo? Pois não é que um dos garotos propaganda da história desistiu do Brasil? Chama-se Ronaldo Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo Fenômeno, e confessou ontem, durante a sabatina Folha, que prefere educar os filhos na Europa.
Por dois motivos básicos: segurança e educação. Ronaldo contou que, quando seu filho vem ao Brasil e se junta a garotos brasileiros da mesma faixa etária, é impressionante a quantidade de palavrões que dizem os amigos do filho.
Já Ronald é “doce”, “europeu”, diz o pai. Na prática, quer dizer o seguinte: a educação que recebe na Espanha, onde vive com a mãe, o torna mais civilizado que seus companheiros no Brasil. Quando observei que a comparação parecia racista, o jogador devolveu: é apenas realista. Fechou com uma frase irrespondível: “A gente tem que pensar nos filhos”.
É nessas horas que o Brasil dói na gente. É quando uma pessoa inteligente, informada e que teve a oportunidade de comparar o país com outro (ou outros) desiste de criar os filhos nestes tristes trópicos. E não se trata de um filho ou neto de espanhol, italiano, russo, javanês ou marciano, mas do arquétipo do brasileiro.
Se alguém precisar de um personagem com todas as características que se atribuem ao brasileiro, chamará Ronaldo para o papel. Dói mais porque uma pessoa com o jeito Ronaldo de ser desiste do Brasil para os filhos depois de 14,5 anos de dois presidentes que mais história e preocupação tinham com a questão social, que envolve, como é óbvio, segurança, educação e outras coisas mais.
Como fica ilusória essa história de potência emergente diante da constatação de que não emergiu um país em que um brasileiro típico deseje criar filhos."
Penso que a questão é um pouco mais complexa do que uma simples desistência...
"Lembra-se daquela história de que “brasileiro não desiste nunca”, muito usada na propaganda do governo? Pois não é que um dos garotos propaganda da história desistiu do Brasil? Chama-se Ronaldo Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo Fenômeno, e confessou ontem, durante a sabatina Folha, que prefere educar os filhos na Europa.
Por dois motivos básicos: segurança e educação. Ronaldo contou que, quando seu filho vem ao Brasil e se junta a garotos brasileiros da mesma faixa etária, é impressionante a quantidade de palavrões que dizem os amigos do filho.
Já Ronald é “doce”, “europeu”, diz o pai. Na prática, quer dizer o seguinte: a educação que recebe na Espanha, onde vive com a mãe, o torna mais civilizado que seus companheiros no Brasil. Quando observei que a comparação parecia racista, o jogador devolveu: é apenas realista. Fechou com uma frase irrespondível: “A gente tem que pensar nos filhos”.
É nessas horas que o Brasil dói na gente. É quando uma pessoa inteligente, informada e que teve a oportunidade de comparar o país com outro (ou outros) desiste de criar os filhos nestes tristes trópicos. E não se trata de um filho ou neto de espanhol, italiano, russo, javanês ou marciano, mas do arquétipo do brasileiro.
Se alguém precisar de um personagem com todas as características que se atribuem ao brasileiro, chamará Ronaldo para o papel. Dói mais porque uma pessoa com o jeito Ronaldo de ser desiste do Brasil para os filhos depois de 14,5 anos de dois presidentes que mais história e preocupação tinham com a questão social, que envolve, como é óbvio, segurança, educação e outras coisas mais.
Como fica ilusória essa história de potência emergente diante da constatação de que não emergiu um país em que um brasileiro típico deseje criar filhos."
Penso que a questão é um pouco mais complexa do que uma simples desistência...
sábado, 16 de maio de 2009
Vi na TV...
... mas é difícil de engolir.
Na TV Record, sexta-feira, o repórter perguntando para a policial que levou ao hospital bebê abandonado numa calçada (a cena era o reencontro da PM com a criancinha, no colo): - O que você deseja para o neném?
Sei lá o que passou na cabeça do preocupado repórter para fazer uma tão inteligente, profunda, espirituosa e importante pergunta. Talvez receio de que a autoridade jogasse a criança pela janela ou que seu desejo fosse que o pequeno se transformasse em um marginal para poder ser preso por ela mesma no futuro.
Tão imbecil quanto a pergunta foi a edição da reportagem ao permitir que isso fosse ao ar.
Na TV Record, sexta-feira, o repórter perguntando para a policial que levou ao hospital bebê abandonado numa calçada (a cena era o reencontro da PM com a criancinha, no colo): - O que você deseja para o neném?
Sei lá o que passou na cabeça do preocupado repórter para fazer uma tão inteligente, profunda, espirituosa e importante pergunta. Talvez receio de que a autoridade jogasse a criança pela janela ou que seu desejo fosse que o pequeno se transformasse em um marginal para poder ser preso por ela mesma no futuro.
Tão imbecil quanto a pergunta foi a edição da reportagem ao permitir que isso fosse ao ar.
A história das coisas
Na maior parte do tempo não refletimos sobre as consequências do nosso consumo.
Na realidade, poucos de nós temos completa idéia ou consciência do prejuízo ambiental que coisas absolutamente simples como trocar algum bem desnecessariamente causa.
O vídeo abaixo (The story of stuff) nos dá o tom e nos ajuda a refletir sobre o comportamento humano.
A dublagem parece meio engraçada, mas vale a pena ver até o final. Reserve uns 20 minutos.
Na realidade, poucos de nós temos completa idéia ou consciência do prejuízo ambiental que coisas absolutamente simples como trocar algum bem desnecessariamente causa.
O vídeo abaixo (The story of stuff) nos dá o tom e nos ajuda a refletir sobre o comportamento humano.
A dublagem parece meio engraçada, mas vale a pena ver até o final. Reserve uns 20 minutos.
Assinar:
Postagens (Atom)
