Ou deveria ganhar.
Além da cidade do futsal, da Schützenfest, do alto IDH, agora Jaraguá do Sul pode ser conhecida como a de cidade campeã de buracos em vias públicas.
Buracos para todos os gostos.
Buracos grandes e buracos pequenos. E enormes também (mas estes entram na classificação de crateras).
Buracos estreitos e buracos largos.
Buracos rasos e buracos fundos (que cabem um adulto dentro e, às vezes, mais de um).
Buracos nas vias de asfalto, nas vias de paralelepípedo e nas vias de barro.
Buracos novos (todo dia tem um) e buracos antigos (de muitos meses).
Buracos que quebram carros, buracos que quebram bicicletas, buracos que quebram pernas (ou braços ou narizes ou costelas ou tudo junto...).
Buracos, buracos, buracos e mais buracos.
Sai gestão, entra gestão e continuam os buracos...
(Aceito fotos dos buracos das ruas da cidade para publicar aqui. Daqui a pouco seremos conhecidos como Buracolândia).
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Brasil: lixão hi-tech.
"Em 2006, o Brasil foi parte do lixão high-tech da Califórnia. De acordo com dados obtidos pela Folha no DTSC (sigla em inglês para Departamento de Controle de Substâncias Tóxicas da Califórnia), 1.190 toneladas de lixo eletrônico foram enviadas do Estado norte-americano ao Brasil naquele ano.
Os dados indicam que o Brasil pode ter ignorado a Convenção da Basileia, um tratado internacional do qual o país faz parte e que tenta combater o trânsito internacional de resíduos perigosos dos países desenvolvidos para nações em desenvolvimento.
O lixo eletrônico --televisores, computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos descartados para o uso-- é considerado perigoso, pois possui em sua composição substâncias tóxicas como mercúrio e chumbo.
Televisores e monitores de computador, por exemplo, possuem de 20% a 25% de chumbo em sua composição."

Fonte: Jornal Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u500301.shtml
Os dados indicam que o Brasil pode ter ignorado a Convenção da Basileia, um tratado internacional do qual o país faz parte e que tenta combater o trânsito internacional de resíduos perigosos dos países desenvolvidos para nações em desenvolvimento.
O lixo eletrônico --televisores, computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos descartados para o uso-- é considerado perigoso, pois possui em sua composição substâncias tóxicas como mercúrio e chumbo.
Televisores e monitores de computador, por exemplo, possuem de 20% a 25% de chumbo em sua composição."

Fonte: Jornal Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u500301.shtml
Nothing compares to you
Do tempo da minha faculdade... Agora, da geração da minha filha acredito que só ela conheça Sinead O'Connor.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
O que você anda fazendo ultimamente?
O Procurado, com Angelina Jolie e Morgan Freeman, vale a pena ser visto, e não só pelos atores.Trata de uma fraternidade de assassinos e parece uma mistura de Pulp Fiction, Matrix, Sr. e Sra. Smith e Rambo (sim, Rambo. Vocês vão entender quando assistirem), só que, óbvio, sem o brilho de qualquer um deles. Mesmo assim, recomendo, se não quiser ver um filme de divagações profundas.
O filme tem bons efeitos e, se puder, assista com o volume alto. Já aviso que está cheio de cenas insólitas.
11 vozes e palmas.
Vídeo por indicação do Kado.
Onze vozes de uma só.
Bem bolado e melhor do que a versão dos Titãs.
Onze vozes de uma só.
Bem bolado e melhor do que a versão dos Titãs.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Gelo com sabor refresca drinques.
Essa foi o Rafael Vasel que mandou:
"Neste verão, a maneira mais cool de se refrescar criada pelos restaurantes mais badalados do Rio é o gelo com sabor. Feitos para "temperar" drinks à base de cachaça, martini, espumante e até café, os cubinhos vêm em versões que vão de sucos diversos a anis, hortelã, baunilha, água de coco, além da mistura de amaretto com azeitona.
Pai das caipirinhas com picolé que bombaram no verão passado, Diógenes Queiroz, gerente do Quadrucci, escolheu misturas de sucos de fruta com vodcas com sabor para gelar as bebidas da casa nesta estação. Entre elas, o gelo de manga com Absolut de pêssego e gelo de maracujá com Absolut de manga (R$ 15).
No Meza Bar, o toque vem no dry martini, que ganha gelo de amaretto com azeitona (R$ 14,50), criado pelo chef Fabio Battistella. “O gelo de amaretto quebra a secura do dry martini. O resultado surpreende”, garante ele.
Baunilha, anis e água de coco
Até as caipirinhas estão com um sabor extra. No Zona Zen, elas chegam ao cardápio com gelos de essências de baunilha, menta, anis, hortelã, criando dobradinhas como a de maracujá com gelo no sabor baunilha (R$ 9). Na academia da Cachaça, a novidade ganhou o nome de Brasil ao Cubo, feito com cachaça Cristalina e cubos de gelo de suco ou polpa de lima, limão, uva e maracujá (R$ 7,90)."
Continue lendo aqui.
Haja mistura...
"Neste verão, a maneira mais cool de se refrescar criada pelos restaurantes mais badalados do Rio é o gelo com sabor. Feitos para "temperar" drinks à base de cachaça, martini, espumante e até café, os cubinhos vêm em versões que vão de sucos diversos a anis, hortelã, baunilha, água de coco, além da mistura de amaretto com azeitona.
Pai das caipirinhas com picolé que bombaram no verão passado, Diógenes Queiroz, gerente do Quadrucci, escolheu misturas de sucos de fruta com vodcas com sabor para gelar as bebidas da casa nesta estação. Entre elas, o gelo de manga com Absolut de pêssego e gelo de maracujá com Absolut de manga (R$ 15).

No Meza Bar, o toque vem no dry martini, que ganha gelo de amaretto com azeitona (R$ 14,50), criado pelo chef Fabio Battistella. “O gelo de amaretto quebra a secura do dry martini. O resultado surpreende”, garante ele.
Baunilha, anis e água de coco
Até as caipirinhas estão com um sabor extra. No Zona Zen, elas chegam ao cardápio com gelos de essências de baunilha, menta, anis, hortelã, criando dobradinhas como a de maracujá com gelo no sabor baunilha (R$ 9). Na academia da Cachaça, a novidade ganhou o nome de Brasil ao Cubo, feito com cachaça Cristalina e cubos de gelo de suco ou polpa de lima, limão, uva e maracujá (R$ 7,90)."
Continue lendo aqui.
Haja mistura...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Irmã Sofia
Se nós temos Inri Cristo e os clipes toscos com suas "inrizetes", eles têm Irmã Sofia e a armadilha do satanás. Páreo duro!!
Quantas armadilhas nessas mulheres!!
Quantas armadilhas nessas mulheres!!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Saramago
O texto abaixo li, sob o título Vaticanadas, no blog do escritor português José Saramago.
Simplesmente concordo:
"Ou vaticanices. Não suporto ver os senhores cardeais e os senhores bispos trajados com um luxo que escandalizaria o pobre Jesus de Nazaré, mal tapado com a sua túnica de péssimo pano, por muito inconsútil que tivesse sido e certamente não era, sem recordar o delirante desfile de moda eclesiástica que Fellini, genialmente, meteu em Oito e Meio para seu e nosso gozo. Estes senhores supõem-se investidos de um poder que só a nossa paciência tem feito durar. Dizem-se representantes de Deus na terra (nunca o viram e não têm a menor prova da sua existência) e passeiam-se pelo mundo suando hipocrisia por todos os poros. Talvez não mintam sempre, mas cada palavra que dizem ou escrevem tem por trás outra palavra que a nega ou limita, que a disfarça ou perverte. A tudo isto muitos de nós nos havíamos mais ou menos habituado antes de passarmos à indiferença, quando não ao desprezo. Diz-se que a assistência aos actos religiosos vem diminuindo rapidamente, mas eu permito-me sugerir que também serão em menor número até aquelas pessoas que, embora não sendo crentes, entravam numa igreja para disfrutar da beleza arquitectónica, das pinturas e esculturas, enfim de um cenário que a falsidade da doutrina que o sustenta afinal não merece."
Continue lendo n'O Caderno de Saramago.
Simplesmente concordo:
"Ou vaticanices. Não suporto ver os senhores cardeais e os senhores bispos trajados com um luxo que escandalizaria o pobre Jesus de Nazaré, mal tapado com a sua túnica de péssimo pano, por muito inconsútil que tivesse sido e certamente não era, sem recordar o delirante desfile de moda eclesiástica que Fellini, genialmente, meteu em Oito e Meio para seu e nosso gozo. Estes senhores supõem-se investidos de um poder que só a nossa paciência tem feito durar. Dizem-se representantes de Deus na terra (nunca o viram e não têm a menor prova da sua existência) e passeiam-se pelo mundo suando hipocrisia por todos os poros. Talvez não mintam sempre, mas cada palavra que dizem ou escrevem tem por trás outra palavra que a nega ou limita, que a disfarça ou perverte. A tudo isto muitos de nós nos havíamos mais ou menos habituado antes de passarmos à indiferença, quando não ao desprezo. Diz-se que a assistência aos actos religiosos vem diminuindo rapidamente, mas eu permito-me sugerir que também serão em menor número até aquelas pessoas que, embora não sendo crentes, entravam numa igreja para disfrutar da beleza arquitectónica, das pinturas e esculturas, enfim de um cenário que a falsidade da doutrina que o sustenta afinal não merece."
Continue lendo n'O Caderno de Saramago.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Fotografe um cinema antes que vire uma igreja.
Campanha interessante lançada pelo blog Moviola e que tomei conhecimento pelo blog Roliude (de Glauber Rocha a Indiana Jones). Para conhecer e participar clique aqui.Para ir direto ao blog Roliude, mais um dos que vale a pena e o tempo, acesse diretamente no http://www.roliude.wordpress.com/
Notícias do mundo cinematográfico, dos nacionais aos enlatados americanos.
Stand by me
Música pelo mundo. A música aproxima. Que tal música em vez de guerra?
Essa seqüência ficou realmente boa.
Para quem quiser acompanhar:
Stand by me, de Ben E. King e famosa na interpretação de John Lennon
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, no I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
And darling, darling stand by me, oh now now
Stand by me
Stand by me, stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
And the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry, no I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darlin', darlin', stand by me, oh stand by me
Stand by me, stand by me, stand by me-e, yeah
Whenever you're in trouble won't you stand by me,
Oh now now stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me
Darlin', darlin', stand by me-e, stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me.
---------------------------
Traduzindo dá mais ou menos assim:
Quando a noite chega
E a terra está escura
E a lua é a única luz que nós veremos
Não, eu não terei medo, não, eu não terei medo
Apenas se você ficar ao meu lado, fique ao meu lado
E querida, querida, fique ao meu lado, oh agora agora fique ao meu lado
Fique ao meu lado, fique ao meu lado
Se o céu no que nós olhamos
Explodir e cair
E as montanhas se esmigalharem no mar
Eu não chorarei, eu não chorarei, não, eu não derramarei uma lágrima
Apenas se você ficar ao meu lado, fique ao meu lado
E querida, querida, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Fique ao meu lado, fique ao meu lado,
Fique ao me-eu lado, sim
Quando você estiver em perigo agora, agora, fique ao meu lado
Oh fique ao meu lado, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Querida, querida, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Oh fique ao meu lado, fique ao meu lado fique ao meu lado.
Essa seqüência ficou realmente boa.
Para quem quiser acompanhar:
Stand by me, de Ben E. King e famosa na interpretação de John Lennon
When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, no I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
And darling, darling stand by me, oh now now
Stand by me
Stand by me, stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
And the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry, no I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darlin', darlin', stand by me, oh stand by me
Stand by me, stand by me, stand by me-e, yeah
Whenever you're in trouble won't you stand by me,
Oh now now stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me
Darlin', darlin', stand by me-e, stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me.
---------------------------
Traduzindo dá mais ou menos assim:
Quando a noite chega
E a terra está escura
E a lua é a única luz que nós veremos
Não, eu não terei medo, não, eu não terei medo
Apenas se você ficar ao meu lado, fique ao meu lado
E querida, querida, fique ao meu lado, oh agora agora fique ao meu lado
Fique ao meu lado, fique ao meu lado
Se o céu no que nós olhamos
Explodir e cair
E as montanhas se esmigalharem no mar
Eu não chorarei, eu não chorarei, não, eu não derramarei uma lágrima
Apenas se você ficar ao meu lado, fique ao meu lado
E querida, querida, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Fique ao meu lado, fique ao meu lado,
Fique ao me-eu lado, sim
Quando você estiver em perigo agora, agora, fique ao meu lado
Oh fique ao meu lado, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Querida, querida, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Oh fique ao meu lado, fique ao meu lado fique ao meu lado.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Eutanásia.
Vendo o dilema da família da italiana a respeito de sua filha em coma há 18 anos, recuperei um texto escrito faz mais ou menos um ano, no meu antigo blog.
Sofrer faz parte da vida. Mas quando se fala de sofrimento físico, prolongar o sofrimento, prolongando-se a vida de pacientes terminais, provoca-se acaloradas discussões. Apega-se muito à vida e teme-se, ainda mais, a morte. E há a esperança. Além das questões éticas e legais. Nessa linha, a regulamentação da ortotanásia e da eutanásia não seria um progresso da humanidade? Não seria um ato de amor, apesar de ser um atalho para a morte? Não seria dar um fim mais digno a quem sofre?
No Brasil a eutanásia caracteriza homicídio. Entretanto, em alguns países, a exemplo de Holanda, Bélgica e Uruguai, além do Estado do Oregon, nos EUA, tal prática é permitida. Na Suíça permite-se o suicídio assistido. Eutanásia pode ser traduzido como boa morte, morte doce ou morte adequada. As questões continuam.
Agora a Itália inova e progride, eis que, através de uma decisão judicial, dá paz a uma pessoa em estado vegetativo há quase duas décadas e a seus familiares. Questão de humanidade a todos.
Sofrer faz parte da vida. Mas quando se fala de sofrimento físico, prolongar o sofrimento, prolongando-se a vida de pacientes terminais, provoca-se acaloradas discussões. Apega-se muito à vida e teme-se, ainda mais, a morte. E há a esperança. Além das questões éticas e legais. Nessa linha, a regulamentação da ortotanásia e da eutanásia não seria um progresso da humanidade? Não seria um ato de amor, apesar de ser um atalho para a morte? Não seria dar um fim mais digno a quem sofre?
No Brasil a eutanásia caracteriza homicídio. Entretanto, em alguns países, a exemplo de Holanda, Bélgica e Uruguai, além do Estado do Oregon, nos EUA, tal prática é permitida. Na Suíça permite-se o suicídio assistido. Eutanásia pode ser traduzido como boa morte, morte doce ou morte adequada. As questões continuam.
Agora a Itália inova e progride, eis que, através de uma decisão judicial, dá paz a uma pessoa em estado vegetativo há quase duas décadas e a seus familiares. Questão de humanidade a todos.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Em outros tempos...
Por falar em cigarros, eis um anúncio publicitário e um produto politicamente incorretos:

A dúvida é: será que esse tipo de produto leva as crianças a serem fumantes na adolescência, juventude ou vida adulta? Ou será apenas uma preocupação exagerada da sociedade? Tenho amigos que comeram o tal chocolate e viraram fumantes e outros que também comeram e não viraram, inclusive eu.
E se comer cigarros de chocolate aumenta a propensão ao hábito de fumar, comer moedinhas de chocolate na infância deixa o guloso rico quando crescer??

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Lei de Zeca Pagodinho x Lei de Gérson
Há alguns anos, alguns bons anos, não lembro exatamente quanto, Gérson, o canhotinha de ouro da seleção tri-campeã de futebol, foi o protagonista de um anúncio publicitário dos cigarros Vila Rica.
Nesse anúncio, como vocês podem conferir abaixo, o ex-jogador, fumando um Vila Rica, ensinava que o importante era levar vantagem em tudo. “Gosto de levar vantagem em tudo. Leve você também”. Claro, a conotação não era bem essa que acabou assumindo no dito popular...
Daí, entretanto, para o brasileiro aproveitar o jargão e querer, literalmente, levar vantagem em tudo, foi um passo. E isso ficou conhecido como a Lei de Gérson: o importante é levar vantagem. Não interessava se estamos nos furtando de nossas responsabilidades, se estávamos enganando ou prejudicando alguém, se era contra a lei. Nada mais importava, afinal, a questão era levar vantagem em tudo.
Muito tempo depois assisti a uma entrevista do craque e ele falou que se arrepende de poucas coisas na vida. Uma delas a de estrelar este comercial. Falou que foi ingênuo e que jamais pensou que pudesse repercutir tão forte e negativamente.
Pois bem. De lá pra cá muita coisa mudou. Óbvio, não por culpa do Gérson, mas por culpa da natureza humana, da impunidade e, em minha opinião, da frouxidão na educação das crianças. Não só os diversos problemas na educação escolar, dos quais já estamos cansados de ouvir falar e de ver que nossas autoridades nada fazem. Mas, principalmente, pela falta de educação do dia a dia, de palavras como bom dia, obrigado, por favor; de respeito aos mais velhos; de respeito às regras mais simples.
E nessa sucessão de mudanças não muito agradáveis, foi promulgada uma nova lei: a Lei de Zeca Pagodinho. Mais grave e contundente que a Lei de Gérson.
Por essa lei, não importa o que se falou ou o que se contratou: se alguém aparecer com algo melhor, engole-se o que foi dito ou rasga-se o contrato e pula-se para o outro barco.
Pelo menos foi isso que transpareceu com o episódio dos anúncios publicitários da Nova Schin e da Brahma tendo como garoto propaganda o Sr. Jesse Gomes da Silva Filho, conhecido artisticamente como Zeca Pagodinho.
Assim, o que se vê é um upgrade da Lei de Gérson. A Lei de Zeca Pagodinho é para quem não tem vergonha na cara e quebra qualquer contrato, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E depois ainda tripudia do outro contratante ao fazer propaganda ridicularizando-o. Cousas de quem não tem educação. Não aquela dos bancos escolares; a outra.
Entretanto, para redimir um pouquinho a população séria, absoluta maioria, em uma ação indenizatória que Primo Schincariol Indústria de Cerveja e Refrigerantes entrou contra Jesse Gomes da Silva Filho e sua produtora, pela quebra de contrato, o juiz determinou uma condenação em favor daquela em 930 mil reais por danos materiais e mais 930 mil reais por danos morais em decisão de primeira instância.
Nesse anúncio, como vocês podem conferir abaixo, o ex-jogador, fumando um Vila Rica, ensinava que o importante era levar vantagem em tudo. “Gosto de levar vantagem em tudo. Leve você também”. Claro, a conotação não era bem essa que acabou assumindo no dito popular...
Daí, entretanto, para o brasileiro aproveitar o jargão e querer, literalmente, levar vantagem em tudo, foi um passo. E isso ficou conhecido como a Lei de Gérson: o importante é levar vantagem. Não interessava se estamos nos furtando de nossas responsabilidades, se estávamos enganando ou prejudicando alguém, se era contra a lei. Nada mais importava, afinal, a questão era levar vantagem em tudo.
Muito tempo depois assisti a uma entrevista do craque e ele falou que se arrepende de poucas coisas na vida. Uma delas a de estrelar este comercial. Falou que foi ingênuo e que jamais pensou que pudesse repercutir tão forte e negativamente.
Pois bem. De lá pra cá muita coisa mudou. Óbvio, não por culpa do Gérson, mas por culpa da natureza humana, da impunidade e, em minha opinião, da frouxidão na educação das crianças. Não só os diversos problemas na educação escolar, dos quais já estamos cansados de ouvir falar e de ver que nossas autoridades nada fazem. Mas, principalmente, pela falta de educação do dia a dia, de palavras como bom dia, obrigado, por favor; de respeito aos mais velhos; de respeito às regras mais simples.
E nessa sucessão de mudanças não muito agradáveis, foi promulgada uma nova lei: a Lei de Zeca Pagodinho. Mais grave e contundente que a Lei de Gérson.
Por essa lei, não importa o que se falou ou o que se contratou: se alguém aparecer com algo melhor, engole-se o que foi dito ou rasga-se o contrato e pula-se para o outro barco.
Pelo menos foi isso que transpareceu com o episódio dos anúncios publicitários da Nova Schin e da Brahma tendo como garoto propaganda o Sr. Jesse Gomes da Silva Filho, conhecido artisticamente como Zeca Pagodinho.
Assim, o que se vê é um upgrade da Lei de Gérson. A Lei de Zeca Pagodinho é para quem não tem vergonha na cara e quebra qualquer contrato, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E depois ainda tripudia do outro contratante ao fazer propaganda ridicularizando-o. Cousas de quem não tem educação. Não aquela dos bancos escolares; a outra.
Entretanto, para redimir um pouquinho a população séria, absoluta maioria, em uma ação indenizatória que Primo Schincariol Indústria de Cerveja e Refrigerantes entrou contra Jesse Gomes da Silva Filho e sua produtora, pela quebra de contrato, o juiz determinou uma condenação em favor daquela em 930 mil reais por danos materiais e mais 930 mil reais por danos morais em decisão de primeira instância.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Piauí e suas caras.
Quando estava na escola aprendi que Piauí é um Estado nordestino pouco lembrado, terceiro em tamanho entre os Estados daquela região, com uma bandeira a la Estados Unidos da América e cuja capital muitas vezes se esquece (arrá... esqueceu, né? Aí vai: Teresina).
Depois de adulto (eu), chegou-me às mãos uma publicação nova, uma revista com diversos tipos de histórias, de um jornalismo diferente, onde a notícia não é o mais importante. Era piauí (assim mesmo, tudo em minúsculas). Uma revista pra ler em qualquer lugar. Passa na banca e compra uma ou dá uma navegada por aqui. Essa foto aí do lado é capa da primeira revista, que li e guardo.
Essas são as caras boas do/da Piauí.
Não tenho visto muita televisão ultimamente, e soube, na quarta-feira e por alto, nos noticiários da noite (aqueles últimos das tvs abertas), que houve atos de vandalismo na comunidade de Paraisópolis em São Paulo. Geograficamente a situação, por si só é praticamente um quadro de Salvador Dalí, eis que a favela está cercada por um dos bairros mais nobres da cidade, o Morumbi. Ocorre que por causas que ainda não compreendi, segunda-feira foi o dia de cão daquela região. Um bando de marginais (que em hipótese alguma podemos confundir com todos os moradores de lá) simplesmente depredou de tudo um pouco. As cenas na televisão foram dantescas.
E tudo, ao que parece ou a polícia divulga, comandado por um certo marginal conhecido pela alcunha de Piauí.
Um Piauí qualquer que se aproveitou da inoperância e ausência do Estado, em sentido lato, nas comunidades pobres, ou mais especificamente, na sua comunidade pobre, para comandar uma "rebelião popular" que, na realidade, pode ser chamada, com muito mais propriedade, de "barbárie de bandidos".
Esse é o Piauí que não nos faz falta e cuja posição geográfica ou literária deveria ser dentro de uma cela.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Lily Allen
Essa descobri no por acaso.
Lily Allen vai lançar, em fevereiro, um novo álbum, It's not me, it's you, e, como o anterior, tem boas músicas. Compromisso com a diversão. Para ter uma idéia do que vem por aí, acesse o MySpace da cantora.
Never gonna happen tem uma entrada diferente, meio jazz, meio tango. Vale a pena. As outras também e algumas têm umas letras até engraçadas.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
FEMUSC
Nessa última segunda-feira fui a uma das apresentações do FEMUSC - Festival de Música de Santa Catarina, que está ocorrendo aqui em Jaraguá do Sul, no teatro, no shopping, nas praças, na igreja, e que traz professores e alunos de pelo menos 18 países para uma troca de idéias e experiências.
O que vale dizer, contudo, é algo mais simples. Não sou nenhum grande conhecedor de música, quanto mais erudita, mas se fazer presente em eventos culturais desta (ou de qualquer outra) natureza representa duas coisas: a primeira, individualmente é sempre um extensor de mente, onde, na maioria das vezes, saímos diferente do que entramos. E se acumularmos cultura e novidades passamos a ver a vida um pouco diferente, talvez sem a pressa que nos assola e nos agonia. A segunda, coletivamente, é o desenvolvimento da sociedade como um todo, é a congregação artística e intelectual que sempre gera frutos. Bons frutos.
Outro ponto interessante é que muitas vezes reclamamos que aqui ou ali não existem movimentos culturais, ou mesmo eventos neste sentido. E quando acontecem ficamos acomodados com a bunda no sofá na frente da televisão assistindo novela, jornal (sempre com as mesmas notícias) ou bbb. Enquanto isso o mundo acontece lá fora e os eventos que dizemos que gostaríamos de prestigiar terminam. Às vezes sequer voltam a acontecer por falta de público.
Assim, àqueles que puderem participar, vão! Se puderem participar em outros, vão também! O futuro agradece.
O que vale dizer, contudo, é algo mais simples. Não sou nenhum grande conhecedor de música, quanto mais erudita, mas se fazer presente em eventos culturais desta (ou de qualquer outra) natureza representa duas coisas: a primeira, individualmente é sempre um extensor de mente, onde, na maioria das vezes, saímos diferente do que entramos. E se acumularmos cultura e novidades passamos a ver a vida um pouco diferente, talvez sem a pressa que nos assola e nos agonia. A segunda, coletivamente, é o desenvolvimento da sociedade como um todo, é a congregação artística e intelectual que sempre gera frutos. Bons frutos.
Outro ponto interessante é que muitas vezes reclamamos que aqui ou ali não existem movimentos culturais, ou mesmo eventos neste sentido. E quando acontecem ficamos acomodados com a bunda no sofá na frente da televisão assistindo novela, jornal (sempre com as mesmas notícias) ou bbb. Enquanto isso o mundo acontece lá fora e os eventos que dizemos que gostaríamos de prestigiar terminam. Às vezes sequer voltam a acontecer por falta de público.
Assim, àqueles que puderem participar, vão! Se puderem participar em outros, vão também! O futuro agradece.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
CHIPS...
Das antigas... Quem lembra desse seriado com os policiais Baker e Poncerello e suas inseparáveis motocicletas?
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Novo blog cultural para acompanhar.
Já está no ar o Blog do Tio Gel, que vai tratar de literatura, música e arte de toda forma.
Mais um que vale a pena e o tempo:
http://www.tiogel.blogspot.com/
Mais um que vale a pena e o tempo:
http://www.tiogel.blogspot.com/
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