Bacafá

Bacafá

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Quantas vidas mais?

Israel e israelenses que adoram ficar relembrando do Holocausto sob o argumento de que não se pode esquecer das atrocidades cometidas pelos nazistas e seus simpatizantes, agora simplesmente cometem suas barbaridades contra os palestinos.

Sem entrar no mérito do terrorismo praticado pelo Hamas, não se pode esquecer, como bem dito no site Sociologia e Antropologia para Principiantes (http://sociologiaparaprincipiantes.blogspot.com/) que "Sabemos todos que o Hamas cresceu com o ódio e que se instalou com o ódio. Que foi com o ódio que ganhou eleições e que tenta legitimar-se perante as democracias. Sabemos que foi sempre um braço político de uma mentalidade que odeia o pensamento democrático e que tem o apoio de estados como o Irão. E sabemos que não quer a paz porque também sabe que é apenas com o ódio que pode manter-se na defesa do poder que conquistou. Mas também sabemos que Gaza não é só o Hamas. Gaza são todos os inocentes que estão neste momento à espera de sepultura. Sejam eles quinhentos, cinquenta ou apenas cinco."

E o que também impressiona demais é o fato de Israel desobedecer quaisquer manifestações da ONU e nada acontecer. Sabemos, também, que essa trégua dada pelos israelenses é efêmera, apenas aguardando qualquer espirro do Hamas, para voltar a matar inocentes palestinos.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Festa "Bye bye Bush"

Acredite: faltando menos de 24 horas para o Sr. Obama assumir, tem gente organizando festa para dar adeus ao futuro-ex-presidente dos EUA. É a FESTA MUNDIAL DE DESPEDIDA DE G.W.BUSH.

No site abaixo pode-se localizar qual é a festa mais perto da sua casa ou mesmo organizar uma, assim como tem um relógio regressivo o comemorado momento:

http://www.bushbyebyeparty.com/

Como diz no site: o mundo está em festa!!

É... que me desculpem os ianques, mas parece que já vai tarde.
Um presidente belicoso comandando o país mais poderoso do mundo foi um risco de gigantes proporções. Deu no que deu: conseguiu fomentar o ódio contra os EUA e os americanos como ninguém antes tinha conseguido; criou guerras com base em pressupostos falsos; defendeu a tortura para suspeitos; desrespeitou diversas normas internacionais; fechou os olhos para as guerras que não lhe interessavam intervir; quebrou a economia mundial (tudo bem, isso ele não conseguiu sozinho...).
Só não sei se o próximo vai atender a tantas expectativas como vem se falando... A carga vai ser pesada. Boa sorte a ele e boa sorte a nós.

A diferença entre um closet feminino e um masculino

Porque hoje é domingo...

Por falar em Carlos Drummond de Andrade...

Estátua de Drummond em Copacabana perde óculos pela 7ª vez.

"A escultura do poeta Carlos Drummond de Andrade no calçadão da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, ficou sem a haste dos óculos pela sétima vez. O acessório vive sendo danificado por vândalos.

A escultura já teve seus óculos depredados seis vezes. Um dos reparos custou R$ 3 mil. A estátua foi adotada oficialmente por uma fabricante de lentes para óculos por dois anos.
Instalada em 2001 no calçadão da praia de Copacabana e próximo à esquina das avenidas Atlântica e Rainha Elizabeth, a estátua de Drummond tem sido alvo de vandalismo e sucessivos furtos dos óculos, que eram uma característica do poeta.

O monumento é feito de bronze, em tamanho natural, e reproduz a figura de Drummond sentado, de costas para o mar, num dos bancos do calçadão de Copacabana. O local era o preferido pelo poeta em seus passeios de fim de tarde.

No banco que serve de base para a estátua, está esculpida a frase: "no mar estava escrita uma cidade".

Lido no Terra: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3455128-EI8139,00-Estatua+de+Drummond+em+Copacabana+perde+oculos+pela+vez.html

E quem liga para a história da cultura, mesmo?

sábado, 17 de janeiro de 2009

Ana Cristina César

Um Beijo

que tivesse um blue.
Isto é
imitasse feliz a delicadeza, a sua,
assim como um tropeço
que mergulha surdamente
no reino expresso
do prazer.
Espio sem um ai
as evoluções do teu confronto
à minha sombra
desde a escolha
debruçada no menu;
um peixe grelhado
um namorado
uma água
sem gás
de decolagem:
leitor embevecido
talvez ensurdecido
"ao sucesso"
diria meu censor
"à escuta"
diria meu amor


Ana Cristina César, ou simplesmente Ana C. ou Ana Cristina C., nasceu no Rio de Janeiro em 1952, e suicidou-se em 1983. Dona de características muito próprias, fui a ela apresentado pela biblioteca da UFSC, no início da década de 90. Provavelmente devo ter lido alguma coisa em algum jornal ou ensaio da época, a ponto de procurá-la entre os livros de poesia da BU.

O fato é que simplesmente gostei; descobri uma escritora marginal e visceral. Forte como sua história. Efêmera e perene. Ano passado fez 25 anos de sua morte e praticamente nada dela se falou fora do círculo literário. Aí em cima, um texto dela. Aqui embaixo, um texto de Carlos Drummond de Andrade para ela:

Ausência

Por muito tempo achei que ausência é falta
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
Ausência é um estar em mim.
E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços
Que rio e danço e invento exclamações alegres.
Porque a ausência, esta ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade – Com o pensamento em Ana Cristina)


Eu mesmo me arrisquei por estas searas. Claro que não com o mesmo traço refinado de Carlos Drummond de Andrade. Mas vá lá. Essa é de junho de 1992:

Mudo convite a Ana Cristina C.

Passos descompassados
Avisos desavisados
Horas atrasadas

Perdida em confusas frases
Semanas melancólicas
Deixei de entender muita coisa
Deixei me entender você
Prender-me as suas dúvidas
Suas certezas quase puras
Noites breves
Experiências coloridas de uma vida em preto e branco
Ou vice-versa

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A história da prisão de um menino, olheiro do tráfico

Texto de Rodrigo Bueno Gusso, delegado de Policia Civil de Santa Catarina; especialista em Segurança Pública (PUC-RS); mestre em Direito (UNIVALI-SC); e doutorando em Sociologia (UFPR).

Alguns dias atrás, durante uma operação conjunta da Polícia Civil investida em um bairro periférico, acabamos por prender mais um olheiro do tráfico, também conhecido como avião. Até aí nenhuma novidade, apenas uma rotina. Menino pequeno, magricela, não mais que 13 anos de idade. Usava um tênis da moda, uma bermuda de marca e estava sem camisa, destacando seu corpo franzino demais, impossibilitado de impor medo a quem quer que fosse.

Em suas mãos havia fogos de artifício e rojões prontos para serem usados na surdina da nossa presença. Num dos bolsos tinha uma pequena quantidade de maconha já devidamente embalada para a venda imediata. Sem força, sem muitas expressões e agora sem algemas, estava sendo conduzido para a delegacia. Seu corpo frágil quase que desaparecia no meio dos dois investigadores sentados ao seu lado no banco traseiro da viatura. No trajeto, enquanto no volante, passei a prestar atenção quando um dos policiais presentes começou a questioná-lo. Não economizando nas palavras, o moleque começou o seu discurso, e a conversa sucedeu-se mais ou menos assim:

Ele dizia fazer parte do tráfico há pelo menos cinco meses. Não soube explicar o porquê de ter entrado, mas foi convicto em afirmar como sairia: rico, morto ou preso. Estava feliz porque sabia que daquela condução, não permaneceria preso. Em alguns minutos seria possivelmente entregue à responsabilidade de sua mãe. Talvez considerando o humor do delegado plantonista e a existência de vagas. Poderia passar no máximo alguns dias no Centro de Internamento Provisório. Enfim, sem pouca modéstia, disse que era um dos melhores aviões do bairro, que enxergava longe e sabia diferenciar as sombras; conhecia todos que ali viviam, e, por exigência da profissão, todos que compravam drogas daquela boca:Uma clientela elitizada e mais que fiel.

Continuando sua retórica juvenil e sonhadora, ainda narrou com tamanha sem-vergonhice, que conseguia “cheirar” polícia vindo há quilômetros de distância e, ainda vangloriando-se, era capaz de, em uma situação de emergência, ser o guri mais rápido no disparo dos fogos de artifício. Achava-se bom o bastante para ser prontamente promovido em questão de semanas ou meses. Tudo dependeria da abertura de vagas nos escalões acima, e claro, contando com a nossa contribuição mais prisões e mortes fazem a fila da promoção andar. Disse-nos que tinha como objetivo futuro assumir logo uma boca do tráfico. E trocaria o seu salário de R$ 50,00 reais por dia, como avião, para R$ 500, como gerente. Faria seu próprio exército, e logo, não mais se satisfaria em comandar o movimento somente naquele local. Seria necessário então, armar-se, lutar, matar e rezar para se manter vivo, os custos não importam.

Naquele instante fiquei pálido, não pelo discurso que tão bem conhecia, mas pela facilidade da fluidez daquelas palavras, pela desenvoltura da fala, e embora ainda atônito, não contra-argumentei, apenas continuei observando tudo através do espelho retrovisor ao mesmo tempo em que dirigia. Todo aquele discurso sobre o presente e o futuro, daquela narrativa sobre a esperança infantil, mesmo querendo tornar-se um criminoso dava-nos um ar lúdico se não fosse a nossa consciência da criminalidade exposta.

Ainda na viatura pensei sobre o que nós — governo e sociedade — temos a oferecer em substituição do modo de viver deste moleque. Em conclui que não há nada, se houver é pouco. Claro que não é somente uma questão econômica, tampouco um dos exemplos de Karl Marx, mas façamos uma conta rápida: R$50 por dia como avião, no fim do mês são R$1.500, mais que o salário de um investigador policial em início de carreira. Se chegar ao alto escalão da criminalidade do tráfico, passar a ganhar diária de R$500, no fim do mesmo seria R$ 15 mil.
Não preciso me esforçar para explicar o porquê da existência de tamanha fila de adolescentes para entrar no ramo das drogas. Tudo mais que óbvio. E por isso questiono se conseguimos convencê-los de que estudar e trabalha, nem que seja para ganhar um salário mínimo como seus pais.

Acreditar nisso é uma ingenuidade nossa, e não deles. Acreditar que a política criminal juvenil se opera somente dentro da normatividade da “pura-norma-legal-escrita”. Mesmo que considerando o teor principiológico da nossa Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente, ambas arengas que tem na sua fundamentação e no seu discurso principal, a primazia da infância saudável em todos seus aspectos.

Não basta mais, recrudescer a tipificação da delinqüência juvenil. É necessário repensar não somente as políticas criminais juvenis, mas todo e qualquer tipo de política pública, principalmente a social. É preciso convencer esse jovem de que o salário mínimo e a aula da escola possuem mais valores éticos e morais do que os R$1.500 ganhos de maneira ilícita. Convencê-lo de que nem sempre o imediatismo da sua satisfação, como a compra de um par de tênis com o dinheiro do tráfico, por exemplo, possa infringir as regras de um sistema de valores pré-estabelecidos. Fazer com que a adolescência deixe de ser uma ameaça social constantemente representada como violenta e facilmente convertida em criminosa. É parar de tratá-lo como objeto de compaixão ou repressão, mas nunca como sujeito de Direito, ou simplesmente ser-humano. Ou quem sabe, deixar de acreditar que o círculo vicioso da rotulação desse jovem, resolve-se na eterna desenvoltura do crime-prisão-internação.

É obrigação nossa investir em educação, saúde e esporte. Implementar áreas de lazer e desenvolver programas de atividades educativas e recreativas. Valorizar os profissionais que tratam de crianças e adolescentes. Assim se faz a verdadeira prevenção criminal, não apenas evitando que criminosos cometam crimes, mas antes, evitar que crianças se tornem criminosos. Parar de fingir que a polícia resolverá todo o problema simplesmente prendendo; que o juiz resolverá julgando; que o Estado recuperará este jovem apenas encarcerando-o e; por fim, deixar de fingir que toda a sociedade não mais enxerga. O problema é meu e teu também.

E caso, se ainda assim resolvermos optar por insistir na teimosia deste processo falido, de tudo o que restará, é a veracidade única do discurso desse moleque, no qual em uma coisa ele terá razão: - Nossa juventude, ou será criminosamente bem sucedida, ou será presa, ou será morta. Aliás, desta forma, e voltando ao nosso pequeno personagem. Pode acreditar: - Mês que vem prendo ele de novo!

Fonte: CONJUR - http://www.conjur.com.br/2009-jan-15/historia_prisao_menino_olheiro_trafico_rs

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Ramones

Esse clip vai pra Bianca Ch. e também pra velha turma produtora do amador TV Canal.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

domingo, 11 de janeiro de 2009

Sorria.

Voltando de excelentes férias, rindo muito com meus amigos, conhecendo gente nova, o ar e o espírito vêm renovados.

Totalmente alienado das informações e notícias de modo geral, infelizmente nem todas aquelas que leio agora nos sites jornalísticos são das mais agradáveis. Na realidade, a maioria delas. O homem não aprende. A pior delas, talvez, em escala mundial, é a do assassinato em massa que Israel está impondo aos palestinos. Mas não só essa. O simples silêncio sobre as demais tragédias ao redor do mundo já demonstram que nada têm sido feito.

Realmente, o homem não aprende. Passa ano, entra ano e a natureza humana se revela irreversível. Um doente terminal em escala mundial. Por mais que aparentemente exista uma preocupação crescente com o social, com o ambiente, com o bem-estar das pessoas, com a dignidade da vida humana, basta um imbecil para estragar o trabalho de muitos e de tempo.

De todo modo, sou um sonhador inveterado e incorrigível. Sonho com um mundo melhor. Com crianças sorrindo, com idosos valorizados. Sonho com a tecnologia convivendo pacificamente com a natureza. Sonho com uma imprensa imparcial, que não fica apenas especulando e nem procurando audiência com base nas desgraças particulares. Sonho, ainda, sim, com a igualdade social. Sonho com uma sociedade onde ser seja mais importante do que ter. Sonho com a compreensão global e a serenidade pessoal.

Por isso sorria, reflita antes de agir e de falar, e, de vez em quando, para as coisas do bem, aja por impulso.

Por isso sorria, porque sorrir faz bem para quem sorri e para quem recebe o sorriso.

Por isso sorria, porque sorrir não custa nada e vale muito.

Por isso sorria, porque podemos começar a mudança por nós mesmos.

E sorria mesmo que não esteja sendo filmado.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Work, love and dance.


Essa peguei do blog da Daniella, Pelos cantos e recantos deste mundo.
É só procurar ali na coluna do lado direito.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

domingo, 4 de janeiro de 2009

Santos

A cidade com o maior jardim de orla do mundo.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Reforma ortográfica - valendo desde 01.01.09

As novas regras ortográficas, promulgadas no Decreto 6.583/08, passaram a valer desde o dia 1º de janeiro de 2009. Não deve ser usado mais o trema, diversas palavras deixam de ser acentuadas e entram em vigor novas regras para o uso do hífen. Além disso, o alfabeto ganhará três letras: K, W e Y.

De acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até 2012, valem as duas formas de escrever: a antiga e a nova. Em 2009, começa o chamado "período de transição". Portugal, que também aprovou o acordo ortográfico, terá até 2014 para se adaptar às novas regras.

Algumas regras ainda deverão ser discutidas entre as Academias de Letras dos países que falam a língua portuguesa. Espera-se que a Academia Brasileira de Letras organize um vocabulário até fevereiro de 2009. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada na terça-feira (30/12), a mudança afetará 0,5% dos vocábulos no Brasil e 1,3% das palavras em Portugal. Também devem se adaptar às mudanças os seguintes países: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Conheça as principais mudanças:

Trema — não se usa mais trema para indicar que a letra u deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.

Como era - Freqüente, lingüiça, agüentar
Como fica - Frequente, linguiça, aguentar

Palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros continuam inalteradas. Ex.: Müller

Acentuação 1 — não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba)

Como era - Européia, idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia, estréia, jóia, platéia, paranóia, jibóia, assembléia
Como fica - Europeia, ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia

Herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte)

Acentuação 2 — nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo

Como era - Baiúca, bocaiúva, feiúra
Como fica - Baiuca, bocaiuva, feiura

Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua. Ex.: Piauí

Acentuação 3 — não se usa mais o acento nas palavras terminadas em êem e ôo

Como era - Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos
Como fica - Creem, deem, leem, veem, preveem, voo,

Acentuação 4 — não se usa mais acento que diferenciava pares pára/para, pêlos/pelos, entre outros.

Como era - Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa
Como fica - Para, pela, pelo, polo, pera, côa

Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular. Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como dos seus derivados (manter, deter, reter, conter).

Acentuação 5 — não se usa mais acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem.

Como era - Averigúe, apazigúe, ele argúi
Como fica - Averigue, apazigue, ele argui

Hífen — principais regras

Prefixos

Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra...
Usa hífen - Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel
Não usa hífen - Em todos os demais casos: autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom

Hiper, inter, super
Usa hífen - Quando a palavra seguinte começa com h ou com r:
super-homem, inter-regional
Não usa hífen - Em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico

Sub
Usa hífen - Quando a palaItálicovra seguinte começa com b, h ou r:
sub-base, sub-reino, sub-humano
Não usa hífen - Em todos os demais casos: subsecretário, subeditor

Vice
Sempre usa: vice-rei, vice-presidente

Pan, circum
Usa hífen - Quando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogais:
pan-americano, circum-hospitalar
Não usa hífen - Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão


Fonte: Michaelis — Guia prático da nova ortografia, in CONJUR (http://www.conjur.com.br/static/text/73123,1)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2008/2009

Mais um ano foi.
Mais um ano vem.

O ano que passou foi extremamente interessante para mim, alcancei várias metas, fiz coisas que nem imaginava quando estava lá em janeiro. Talvez o ponto mais importante foi a publicação do meu primeiro livro. O ápice. Para que esse sonho se tornasse realidade muitas pessoas foram importantes. E a todas essas pessoas dedico uma parte da minha felicidade.

O ano que vai começar, começará bem. Uma viagem com os amigos. Faz muito tempo que não viajo e espero que seja um passeio proveitoso. Espero, também, que esse ano eu consiga colocar os projetos em prática: os pessoais, os profissionais, os da OAB. Vai ser um ano de muito trabalho. E, sem dúvida, como sempre, de novas amizades e várias surpresas.

Que a minha turma do segundo grau (que ficou firme no período da faculdade e depois dela) continue se reunindo pelo menos uma vez por ano (apesar de já não ter quase ninguém pra gente ir a festa de casamento). Que o Flamengo melhore seu desempenho (pelo menos esse ano vai poder, ao lado do Internacional, ser o único campeão de tudo que existe de campeonato nacional e internacional, já que foi pra Sulamericana). Que chova nos momentos certos e faça bastante sol. Que as pessoas sorriam mais e deixem tanto de jogar a responsabilidade para os outros (sejam esses outros físicos ou metafísicos) e que não fiquem julgando as pessoas. Que a ganância não continue matando pessoas de fome. Que a ambição alimente as esperanças de um mundo melhor.

E que todos vocês que acompanharam esse blog (e todos que nem sonham que esse blog existe) tenham um 2009 de muita saúde, muito sucesso e muita serenidade. Além disso, a gente corre e alcança. Só não dá para ficar parado.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Teste de atenção.

Esse é um teste de atenção divulgado pelo Governo de Londres.
Em tempos de viagens e estradas movimentadas, é bom fazê-lo e verificar como está sua atenção.

No caso do vídeo abaixo, tente contar quantas vezes a equipe branca troca passes entre si. Vamos ver se você está com a percepção e a atenção boas.



Surpreendente?
Então, atenção e boooa viagem!!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Diversão sem fim - Umberto Eco e Luiz Carlos Azenha

O texto abaixo reflete um pouco do meu pensamento sobre os últimos e nem tão últimos acontecimentos. A banalização da tragédia e o aproveitamento da dor alheia para autopromoção (já nem sei mais como se escreve isso com as novas regras de gramática) ou para a disputa de quem é mais bonzinho na mídia nacional, além de serem irritantes, afastam-nos do cerne da questão, que deveria ser a busca de soluções não imediatistas, mas efetivas para que se viva mais tranqüilamente (ah, o trema caiu...) e melhor.

O desvirtuamento das questões importantes para aspectos laterais menores, sem qualquer peso social, político, econômico ou filosófico, é, no meu ver, uma grande irresponsabilidade. E essa irresponsabilidade pode ter um grau maior ou menor de maldade. É irresponsável tanto se for um desvirtuamento decorrente da busca de audiência a qualquer preço, com base no que o "povo" quer ver ou venha a se envolver, quanto se for conseqüência de um trabalho de desinformação deliberada, para que o "povo" efetivamente não tenha acesso às questões importantes da vida cotidiana (por mais que o "povo" efetivamente não tenha acesso à grande mídia jornalística, ou PIG, como prefere PHA - ou, ainda, quando tem tal acesso, não entende patavina do que vê ou lê).

Dessa forma, Luiz Carlos Azenha foi muito feliz nas suas considerações e trazendo o texto de Umberto Eco. Vejam:

"Outro dia, mal humorado, escrevi sobre a impressão de que a ajuda aos flagelados pela enchente de Santa Catarina tivesse se tornado uma espécie de "gincana de caridade", onde o mais importante não eram os flagelados, mas a "bondade" dos doadores.

Depois escrevi sobre a ansiedade das crianças de hoje em dia, que precisam ser "divertidas" 24 horas por dia pelos pais.

E um leitor do Viomundo notou que o Jornal da Globo deu mais destaque à Carla Bruni do que ao encontro entre os presidentes da França e do Brasil.

Esses assuntos tão diversos acabaram se encaixando num texto que acabo de ler, do Umberto Eco, sobre a vida contemporânea.

Diz ele, grosseiramente (o texto, em inglês, traduzo livremente):

"Agora, uma das características da cultura em que vivemos é a total carnavalização da vida. Isso não significa que trabalhamos menos, deixando o trabalho para as máquinas, já que dar incentivos e organizar o tempo livre sem dúvida foram objetivos de regimes ditatoriais ou liberais. O fato é que mesmo o trabalho foi carnavalizado.

É fácil e óbvio falar sobre a carnavalização das horas que em média o cidadão gasta em frente do aparelho de TV. Tirando o pequeno espaço reservado para as notícias, a TV oferece em primeiro lugar entretenimento, e nos dias de hoje o entretenimento preferido é o tipo que retrata a vida como uma festa sem fim nos quais palhaços e mulheres lindas atiram não confete, mas milhões em qualquer um capaz de jogar um jogo (e nós reclamamos que os albaneses, seduzidos pelas imagens da Itália, fazem qualquer coisa para entrar neste nosso parque de diversões).

É fácil falar do Carnaval em termos de tempo e dinheiro gasto com turismo de massa e suas ofertas de ilhas do sonho a preços módicos, com seus convites para visitar Veneza -- onde, depois de dar uma de turista, você deixa as latas, o papel e o que sobrou do cachorro-quente com mostarda, como no fim do Carnaval propriamente dito.

Mas consideremos a carnavalização do local de trabalho, onde pequenos robôs amigáveis, fazendo o que antes você fez, transformaram as horas de trabalho em tempo de lazer.

É Carnaval permanente para o trabalhador em escritório que, sem que o chefe saiba, usa o computador para jogar videogame ou visitar a página da Playboy. É também Carnaval para aqueles que dirigem automóveis que conversam com eles, dizem a eles que rua pegar e os expõem ao risco de ter que apertar botões para receber informação sobre a temperatura, o combustível que resta no tanque, a velocidade média e o tempo necessário para fazer a viagem.

O telefone celular [...] é uma ferramenta para aquelas profissões que requerem uma resposta rápida, como médicos e encanadores. Deveria servir aos restantes em circunstâncias excepcionais nas quais, longe de casa, devemos comunicar uma emergência, atraso num compromisso por causa de um acidente de trem, de carro ou enchente. No caso o telefone seria usado talvez uma -- para os sem sorte, duas vezes por dia. Ou seja, 99% do tempo gasto pelas pessoas que vemos com o celular grudado na orelha é diversão. O imbecil que se senta atrás da gente no trem fechando negócios falando alto na verdade é como um faisão com uma coroa de penas e um anel multicolorido em volta do pênis. (...)"".


Vale a pena ler o texto até o final. Um pouco de reflexão numa fase de transição (mesmo que seja só aquela imposta pelo calendário) faz bem para que se veja, de vez em quando ao menos, a vida e os nossos próprios atos de uma outra forma. Ou com outros olhos: aqueles escondidos dentro de nós mesmos.

Para ler tudo acesse o Vi o mundo: http://www.viomundo.com.br/opiniao/a-vida-como-carnaval-24-horas-por-dia/