sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Aborto e preconceito.
A ministra Nilcéa Freire, citada pelo jornal O Estado de S.Paulo, diz: "Está em curso, em Mato Grosso do Sul, um episódio assustador e de intensa fúria persecutória contra os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres no Brasil."
O processo foi denunciado à Anistia Internacional. Diz a professora de Direito – e membro do movimento Jornadas pelo Aborto Legal – Samantha Buglione:"Um dos principais problemas apontados foi o desrespeito dos prontuários médicos, apreendidos sem um pedido especial e depois expostos à consulta pública por cerca de sete dias úteis. Tecnicamente, o prontuário médico é um documento sigiloso, tanto quanto os documentos encontrados nos escritórios de advocacia, tanto quanto as contas bancárias de cada pessoa. A única diferença é que, como há um julgamento moral sobre as mulheres nesse caso, esse sigilo foi totalmente desrespeitado e colocado à disposição dos curiosos, inclusive homens que iam até lá ver o nome das mulheres suspeitas" (O Estado de S.Paulo, 16/11/2008)."
Em 1995, o Brasil subscreveu a Declaração de Pequim, adotada pela 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, comprometendo-se a considerar a revisão de leis contendo medidas punitivas contra mulheres que tivessem feito abortos ilegais. Tendo nosso governo assumido claramente, no âmbito das Nações Unidas, posição contrária à penalização das mulheres que, por circunstâncias diversas e sempre difíceis, submetem-se a um aborto, parece incongruente o ímpeto punitivo de que foram acometidas autoridades de Campo Grande, onde, a partir de denúncias de um promotor estadual acolhidas por um juiz, 10 mil mulheres que freqüentaram determinada clínica de planejamento familiar respondem a inquérito policial por suspeita de prática de aborto" (Jornal do Brasil, 3/5/2008).
Voltamos ao dilema do choque de valores: vida x liberdade sexual e reprodutiva. Cada um com seu posicionamento e sua crença.
Texto do blog do advogado e amigo Darwinn Harnarck, PensAtivo: http://darwinn.blogspot.com/
A crueldade do ser humano.
Não bastassem as pessoas que saqueiam as casas vazias ou atingidas, os falsos necessitados que aparecem nos centros de triagem para ganhar algum coisa nova (e só querem as novas), há duas espécies ainda mais infames.
Os comerciantes que superfaturam da noite pro dia os produtos básicos como água e pão, diante do desespero dos flagelados.
E os conhecedores da tecnologia, que mandam e-mails dando contas falsas (ou melhor, próprias) ou com vírus sob o pretexto de ajuda aos necessitados, aproveitando-se da boa vontade daqueles que querem ajudar e, ao mesmo tempo, da sua desatenção.
A Defesa Civil alerta que não manda nenhm pedido eletrônico, assim como nenhuma outra instituição que está ajudando e arrecadando dinheiro. O meio correto é acessar diretamente o site e anotar os números para fazer os procedimentos bancários.
ATUALIZADOS os números das enchentes em SC.
http://bacafa.blogspot.com/2008/11/novas-fotos-do-deslizamento-em-jaragu.html
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Quando a omissão (da Rede Globo) vale ouro.
Fonte: Observatório da Imprensa - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=513IMQ007 - Reproduzido do Direto da Redação, 19/11/2008.
Para o acontecido na segunda-feira (17/11), qualquer apresentador de telejornais poderia ter anunciado: "Tiros na Bolsa". Ou feito uma chamada de maneira mais extensa, evitando assim uma ambigüidade:
"Operador tenta suicídio durante pregão da Bolsa de Mercadorias e Futuro".
E depois do anúncio, entraria no corpo da notícia:
"O operador de pregão da corretora Itaú Paulo Sérgio Silva, de 36 anos, tentou suicídio hoje, pouco depois das três e meia da tarde. No meio do pregão, ele disparou um tiro contra o próprio peito. Paulo Sérgio foi socorrido imediatamente no ambulatório da Bolsa e transferido para a Santa Casa de São Paulo."
Isso feito, viriam imagens da Bolsa, e de operadores transtornados, enquanto o apresentador narraria:
"Segundo colegas, Paulo Sérgio falou ao celular com a esposa e os filhos minutos antes de disparar a arma. Uma testemunha, que não quis se identificar, declarou que ele elogiou os filhos, como numa despedida."
"Profundo respeito"
Corte para a imagem de um repórter, em frente ao prédio da Bolsa:
"Até o encerramento do pregão, o clima era de mal-estar e muitos estavam deprimidos. Funcionários da Bolsa e das corretoras saíam do prédio para fumar com o semblante fechado. A maioria descrevia com reticência a tarde de tensão. Alguns receberam ordem das corretoras em que trabalham para não comentar o incidente. Ainda assim, um deles informou que o operador é casado e tem quatro filhos, com idades entre 14 e 4 anos. Paulo Sérgio estaria com receio de ser demitido por conta da fusão do Itaú com o Unibanco. Ele havia comprado uma casa a prestação."
Corte para as declarações e imagens do presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Mercado de Capitais, Márcio Myeza:
"Duas horas antes da tentativa de suicídio, ele me procurou. E me disse que um amigo dele havia se matado. Ele queria saber os direitos da família nesses casos. Respondi que a família deveria procurar um advogado."
Volta para o apresentador, que lê, com os olhos no teleprompter:
"O presidente do sindicato disse ter notado que o colega estava `ansioso´, mas nada que sinalizasse a tentativa de suicídio."
E com a câmera no segundo apresentador:
"A assessoria de imprensa do Itaú informou, por meio de nota, que está dando total assistência ao funcionário e a seus familiares. A assessoria do Itaú declarou, abre aspas: em profundo respeito ao ser humano, não comentaremos o fato. Fecha aspas."
Simpáticos, esses bancos
Todas as linhas entre aspas escritas até aqui são a expressão da verdade: de fato, um operador da Bolsa de Mercadorias e Futuros, na última segunda-feira, meteu bala no próprio peito, em pleno pregão da tarde. De fato, ele temia pela sorte da família, a partir da fusão dos bancos Itaú e Unibanco. De fato, sabe-se que onde há reunião de duas empresas, os empregados não se somam. Subtraem-se, sempre, no processo conhecido como racionalização de atividades. Até aí foi a verdade.
As frases que antecedem as aspas são pura invenção poética porque a notícia não apareceu nos telejornais brasileiros. Ou, pelo menos, não apareceu nos telejornais da Rede Globo, com certeza. E notem a sucessão e crescimento de esquisitices sem notícia: se é um escândalo um suicídio público, se é um escândalo um suicídio em plena sessão da Bolsa e se é escândalo um tiro em um templo da economia em tempos de crise, o que dizer da ocultação da notícia, com a cara mais maquiada que o cinismo permite?
O que seria um escândalo, sob qualquer critério, gerou um grande e pesado silêncio. Mas há razões claras para isso, que podem ser vistas nos intervalos e abertura do Jornal Nacional: o patrocínio do noticiário pertence ao Banco Itaú. O operador era, se não morreu, empregado do banco. Como os telespectadores do Brasil poderiam ter uma notícia que mostrasse um mundo brutal, feroz, de quem promete os valores mais ternos, de amor à família, nos comerciais?
No artigo "Globo e censura, tudo a ver", chamávamos a atenção para uma comunicação censurada do Sindicato dos Bancários porque os anúncios do Itaú e Unibanco, em rede nacional, bem pagos, não permitiam tal liberalidade. O que dizer agora, quando os dois bancos se unem? Os bancos brasileiros não são apenas os mais lucrativos de toda a Terra, em toda a história. Eles são muito mais. São até editores do que você, leitor, pode ou não pode ver na televisão. Simpáticos, esses bancos. Eles não querem vê-lo preocupado com homens que atentam contra a própria vida em um pregão de uma segunda-feira à tarde.
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Valem alguns comentários:
Há que se considerar o poderio econômico interferindo nas pautas dos jornais, quaisquer que sejam. Mas isso, por si só, não leva à conclusão de que toda omissão decorre de tal inteferência. Incompetência jornalística e linha editorial também fazem os nossos informativos diários, televisivos ou não, sabotarem notícias importantes ou diferentes.
Esse caso específico daria, com base num drama pessoal, infelizmente, um bom gancho para uma matéria sobre a preocupação do desemprego nas grandes fusões, podendo, inclusive, trazer outros exemplos nacionais e internacionais para os telespectadores.
Claro, tudo uma questão de ponto de vista. De quem vê e de quem paga. Eu não pago, logo, não escolho as matérias que vão ao ar.
Há, ainda, o argumento de que há uma espécie de consenso que suicídios não devam ser exaltados na televisão. Não sei se é verdadeiro ou falacioso, mas também é uma possibilidade.
O que de fato vemos, contudo, é que as informações que nos chegam pela mídia comum normalmente são parciais ou limitadas. E a internet abriu um importante caminho para uma discussão mais ampla sobre o assunto.
Bancos condenados a pagar cheque sem fundos de correntistas.
Na mesma linha, essa decisão 06.06.2008:
A 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça, em apelação sob relatoria do desembargador Carlos Prudêncio, condenou o Banco do Estado de Santa Catarina (BESC) ao pagamento dos valores – devidamente corrigidos - de um cheque devolvido por insuficiência de fundos do seu emitente. “A questão em debate não será tratada sob a ótica do direito cambiário (...), mas sim sob o enfoque constitucional (...), para responsabilizar civilmente o banco por descumprimento de um dever, com a incidência do Código de Defesa do Consumidor”, explicou o magistrado, em seu voto. Para o desembargador Prudêncio, as instituições financeiras auferem lucros fabulosos a partir do oferecimento de diversos serviços bancários, entre eles o contrato de conta corrente. Com a simples apresentação de carteira de identidade, CPF e atestado de residência, completa, o cidadão vira correntista e passa a dispor de talonários de cheques para efetuar suas transações comerciais. “Os bancos, agindo sem cautelas efetivas no fornecimento de cheques a seus clientes, pensando tão-somente na maximização de seus lucros e no cumprimento de metas exclusivamente capitalistas, acabam prestando um serviço viciado. Digo viciado por que ao não ter qualquer espécie de controle sobre a liberação dos cheques, hoje retirados em qualquer caixa eletrônico e em quantidade ilimitada, está-se incitando o calote geral, mascaradamente, para obter lucro quando cobra tarifa por cada cheque devolvido sem provisão de fundos”, anotou Prudêncio. Segundo o raciocínio do magistrado, os bancos ganham tanto com a manutenção da conta corrente quanto com a devolução dos cheques sem fundo. Por isso, em seu entender, não é justo que se eximam de indenizar os infelizes portadores dos cheques sem provisão. “Eles detêm todos os instrumentos para vedar o locupletamento ilícito do emitente, devendo melhor analisar as condições patrimoniais destes antes do fornecimento de talões”, concluiu. No recurso em questão, o Besc terá que pagar R$ 341,00 acrescido de correção monetária e juros moratórios em benefício de Cristiano Pires Pereira. O magistrado lembrou que o banco tem, a seu dispor, o direito de regresso no sentido de cobrar tais valores do correntista inadimplente. A decisão da 1ª Câmara de Direito Civil do TJ foi por maioria de votos. (Apelação Cível n. 2005.005907-7).
Fonte: TJSC - www.tj.sc.gov.br
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
The Who - Behind blue eyes
Com todo respeito aos que gostam da versão enlatada do Limp Bizkit (afinal, o que significa esse nome, alguém sabe??), o original é muito melhor, mais rock and roll.
Essa apresentação já era de 1979; infelizmente não consegui achar uma mais antiga ao vivo. Eles voltaram a se apresentar, com um show muito mais produzido, óbvio. Contudo, vale a pena rever nos primórdios.
Atualizada a postagem sobre os números das enchentes em SC.
http://bacafa.blogspot.com/2008/11/novas-fotos-do-deslizamento-em-jaragu.html
Desabafo
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Junky, de Willian Burroughs
...
Ouve-se falar que pessoas enlouquecem por causa da maconha. De fato, pode ocorrer um certo tipo de demência com o uso excessivo da erva, caracterizada por um tipo de raciocínio demasiado alusivo e abstrato. Todavia, a maconha vendida nos Estados Unidos não é forte o suficiente para cozinha os miolos de um cidadão; nos States é muito raro se encontrar casos de psicose de maconha. ... Quem fuma uns poucos cigarrinhos por dia está tão sujeito a pirar quanto um sujetio que toma seus drinques antes de jantar.
Mais uma coisa sobre maconha: uma pessoa fumada fica completamente inepta para dirigir automóvel. A maconha perturba a percepção do tempo e, em conseqüência, também das relações espaciais. Uma vez, em Nova Orleans, tive de parar no acostamento e esperar o barato baixar. Eu não conseguia avaliar as distâncias entre as coisas, nem calcular o momento certo de virar ou pisar no freio.
Números da enchente - ATUALIZADO em 29.11 às 19:15









No total já morreram, até agora, em Jaraguá do Sul, 13 pessoas.
A mobilização na cidade, entretanto, foi exemplar, tanto das pessoas individualmente quanto das empresas. Quem não pôde colaborar com bens, está trabalhando na Central de Atendimento, dando seu esforço em nome da nobre causa. A solidariedade foi e está sendo muito importante, eis que muita coisa ainda há a se fazer.
Há que se ressaltar, contudo, a existência de muitas áreas de risco, com inúmeras pessoas desalojadas (que saíram de casa, mas estão nas casas de parentes ou conhecidos) e desabrigadas (que estão em alojamentos públicos). A chuva, aqui, diminuiu, mas os terrenos estão ainda extremamente molhados, razão das preocupações, sem contar que há notícia de chuvas mais fortes para as próximas horas.
Nas outras cidades a situação também é crítica, em especial em Blumenau, Itajaí e, agora, Ilhota com a destruição completa do Morro do Baú. Para quem viu na TV as imagens são aterradoras.
A última contabilização da Defesa Civil do Estado aponta 11o mortos e quase 79.000 desabrigados ou desalojados. Há cerca de 20 pessoas desaparecidas no Estado.
VITIMAS FATAIS:
Brusque: 01
Gaspar: 15
Blumenau: 24
Jaragua do Sul: 13
Pomerode: 01
Bom Jardim da Serra: 01
Luís Alves: 06
Rancho Queimados: 02
Ilhota: 37
Benedito Novo: 02
Rodeio: 04
Itajaí: 02
São Pedro de Alcântara: 01
Florianópolis: 01
T O T A L: 110
Fonte: Defesa Civil de Santa Catarina - http://www.defesacivil.sc.gov.br/ e http://www.desastre.sc.gov.br/
No seguinte endereço há uma entrevista com o Governador do Estado com mais imagens impressionantes: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/11/25/ult5772u1722.jhtm
Suspensão de prazos judiciais.
A Justiça do Trabalho suspendeu, além dos prazos, as audiências no mesmo período.
Existe a possibilidade desta suspensão ser reavaliada de acordo com as chuvas e problemas que se verificarem nas próximas horas ou dias.
Informações:
www.tjsc.gov.br
www.jfsc.gov.br
www.trt12.gov.br
Enchente e tragédia em Santa Catarina
Fonte: www.youtube.com
Em Joinville, Florianópolis, Itajaí, Balneário Camboriú e cidades vizinhas o estrago também foi bastante considerável. Conforme informações divulgadas, o número de mortos no Estado já chega a 65, sendo que pelo menos 12 são aqui de Jaraguá do Sul. Em Gaspar 10 pessoas morreram em deslizamento. Na Capital, na rodovia que liga o centro às praias do norte ocorreu um grande desmoronamento e há suspeita de carros e vítimas embaixo dos entulhos.
Diversos municípios estão isolados nessa madrugada: São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo.
Segundo contato diretamente ontem na Central de Operações de Jaraguá do Sul, os produtos mais necessários no momento são: fraldas descartáveis, material de limpeza, material de higiene pessoal, colchões, leite (em caixa ou em pó) e água.
Nesse momento a solidariedade de cada um e de todos faz a diferença.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Eu sou a lenda.

O que aconteceria se você pensasse ser um dos poucos sobreviventes sãos de um mundo dominado por humanos mutantes por conta de uma infecção que esterminou 98% da população?
Não enlouquecer já seria uma grande vitória.
De todo modo, não entendi bem ao certo qual deveria ser a moral do filme, mas até que vale a pena pelo divertimento. Afinal tudo começou porque alguém descobriu a cura para o câncer.
Em DVD o filme tem dois finais. Pode-se escolher qual quer se ver e, é claro, vi os dois.
Acredito que o que passou nos cinemas foi o primeiro. E, particularmente, achei melhor esse mesmo. Mais surreal, um tanto quanto impossível, pra falar a verdade. Entretanto o outro foi improvável e meloso demais para um filme onde durante todo o tempo não se acredita mais na "humanidade" dos humanos infectados.
Fotos da tragédia em Jaraguá do Sul






domingo, 23 de novembro de 2008
Enchente
O centro de Jaraguá do Sul, perto do cartório, era uma via de lodo. Lojas e casas marcadas pelas forças das águas dessa madrugada. Ponte interditada e os estragos nas margens também assustadores. Na Rua Marina Frutuoso pedaços de troncos no meio da rua ou engatados em postes e placas davam uma noção do que se transformou aquele lugar essa noite. Triste, muito triste.
Uma imagem, para quem está vendo de fora, dá conta da força das águas. Uma câmera fria, baú de caminhão, foi arrastada de uma fábrica aqui da região e foi filmada no exato momento em que se chocou contra uma ponte em Guaramirim. A íntensidade da correnteza não deixou o baú ficar ali encostado na ponte. Vejam:
Vídeo retirado do youtube.
Consumismo.
Quando consumimos algo, depois de um tempo, o produto “não é mais necessário”. Aí compramos outro para substituí-lo. Mas para onde vai esse produto? Às vezes para lixões, às vezes jogam-no em qualquer lugar, sem nenhuma proteção para a terra. É aí que mora o perigo!! Com a falta dessa “camada protetora” podem vazar substâncias químicas altamente tóxicas que afetam não só a terra, mas também quem vive nela, o lençol freático, o ar que respiramos e assim por diante.
O problema parece pequeno, mas não é. Esse “insignificante” problema vai começar afetar o homem e, mais adiante, a população mundial, que vai ter de sair pelas ruas (ou até mesmo em casa) usando máscaras de oxigênio para não se contaminar com o ar infectado pelo lixo jogado em um lugar devidamente INcorreto.
Acho que não queremos isso para nós, nossos filhos ou para nossos netos, não é?!
Lei antitabagismo protege crianças.
Segundo o autor – presidente da Comissão de Saúde do Legislativo paranaense –, são muitos os benefícios que a lei ira trazer, “a norma é a garantia de disciplinar os fumantes”. Leprevost defende ainda que, “a proibição de fumar em estabelecimentos comerciais e eventos destinados ao público infantil procura preservar as crianças da ação maléfica do tabagismo”. A nova lei visa aperfeiçoar a legislação já existente sobre a matéria (Lei Estadual nº. 14743/05).
Fonte: Assembléia Legislativa do Estado do Paraná - http://www.alep.pr.gov.br/geral_noticiasconteudo.php?notoid=13469&grupo=4&grupo=4&foi_direto=1
Particularmente penso que todos têm direito a fazerem o que quiserem. Se quiserem se matar fumando, bebendo ou se drogando, cada um tem sua autonomia para decidir. Somos livres. Entretanto nossa liberdade esbarra nos direitos alheios. E o fumante - desculpem-me meus amigos fumantes - é mal-educado por definição e natureza. Nunca vi, por exemplo, fumante engolindo a fumaça em vez de jogar na cara dos outros; nunca vi, por exemplo, fumante guardar xepa de cigarro no próprio bolso em vez de jogar por aí, pelo chão e pelas janelas dos carros e apartamentos.
A medida ideal seria a obrigatoriedade de cada fumante utilizar uma redoma inviolável durante o seu ato de prazer, caso o fizesse em público (inclusive em áreas abertas). Só poderia sair da redoma quando toda a fumaça fosse inspirada por ele próprio ou desaparecesse impregnada nas suas roupas.
Taí... penso que seria um dos caminhos.
Singing in the rain.
Aqui na região são dois meses de chuvas ininterruptas. E as chuvas fortes e extremamente acima da média dos últimos dias causaram muitas perdas, acidentes e mortes nos três ou quatro últimos dias. Joinville, Blumenau, Itajaí, Brusque, Florianópolis, além de Jaraguá do Sul e outras cidades, em situações realmente preocupantes.
A chuva é necessária, claro, mas não sei de onde vem tanta água a ponto de chover tanto por tanto tempo. Não são apenas garoas diárias, longe disso.
Resta-nos, além de separar as roupas e outras coisas para quem perdeu tudo ou quase tudo, relembrar uma das clássicas cenas do cinema:
Singing in de rain
sábado, 22 de novembro de 2008
"Nós nos consideramos heróis"
Em uma reportagem narrada na primeira pessoa, o Jornal The Guardian traz a visão dos piratas do pacífico por eles próprios. O pirata somali Asad 'Booyah' Abdulahi, de 42 anos, explica suas razões para o exercício de sua atividade. No fundo, e talvez sem conhecer o personagem da literatura, sente-se um Robin Hood dos mares. É um ex-pescador que não conseguia ganhar a vida por conta das grandes embarcações estrangeiras no litoral da Somália que não permitiam uma disputa justa com os pequenos trabalhadores. Assim, iniciou sua vida de pirata em 1998 e seu primeiro butim rendeu 300 mil dólares ao grupo. Ele destaca que parte do valor vai para o financiador da operação e o restante é dividido entre os piratas. Eles dão prioridade aos navios europeus por resultarem em resgates mais valiosos.
cada vez melhor. Unem-se quando há a necessidade de um ataque maior ou para proteger o resultado de um seqüestro muito grande. Nessa semana os piratas somalis exigiram um resgate de US$ 25 milhões para devolver o superpetroleiro saudita Sirius Star.sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Crise.
Texto de ALEXANDRE ROCHA LOPES
Acredito que temos hoje uma oportinidade rara que está para ser desperdiçada.
Não é novidade o fato de que há uma dificuldade financeira que cerca, praticamente, todos os países. Dizer que este, aquele, ou o nosso país é imune, não reflete a realidade.
Por mais que haja especulação nas grandes economias (americana e européias), para que alguns ganhem em cima de outros e, então, após um perído de bons resultados para uns (especularodes, empresas privadas, bancos... e outros que podem se aproveitar da situação), as coisas voltem ao normal, durante este período que não se sabe o quanto durará, há pessoas, grupos, instituições, empresas, Estados que estão perdendo muito.
Falências já foram anunciadas, cogitam-se outras (grandes empresas automobilisticas, bancos...)...
Dinheiro público, do cidadão, sendo utilizado para 'salvar' empresas... Redução e eliminação de turnos de trabalhos.... Demissões que já ocorreram, demissões que estão sendo anunciadas. Desempregados, aqui, nos EUA, na Europa... Pessoas, famílias tendo que sair de casa, morar em abrigos, sem possibilidade de pagar a hipoteca, o financiamento de seu sonhado imóvel, e, ironicamente, bancos re-vendendo estes imóveis a US$ 1,00 (UM DÓLAR), pois assim liberam uma despesa de suas costas e passam a ter outro credor.... afinal esta é a entrada de uma nova hipoteca. Mas quem conseguirá pagar depois?
E nós, teoricamente, até o momento sem sermos fortemente abalados. Até quando? Se as exportações pararem? Afinal, não estão conseguindo ter dinheiro para comprar. Ou, se ainda possuem, podem preferir comprar dentro do país, para auxiliar o fluxo monetário local. Se as importações pararem? Afinal, não estão conseguindo produzir. E se a moeda americana, o dólar, desestabilizar desenfreadamente? Terá gente que dirá: "O Banco Central não permitirá, temos (país) boas economias, mexerá nas taxas de juros, fará leilão de dolár. Já esta fazendo e está funcionando."
Sim... até o momento, mas o dólar não é unico nos EUA e no Brasil. O problema deve atingir, como já vem se mostrando, outros países. A questão não é somente nossa. Vamos supor que o Banco Central realmente 'segure' todo o problema. O quanto de nossa economia terá ido? Teremos reserva para investimentos? Teremos saldo para trabalhar as metas de inflação? Ou como conseqüência voltaremos a ter, após a grande crise mundial, uma crise brasileira. E quem será afetado? Nós.... Os outros? Ajudarão, sim.... no que lhes for conveniente. Emprestarão dinheiro para nos estabilizarmos. Pronto.... Resolvido? Ahhh... daí anos depois irão lembrar.... foi 'aquele' governo que pegou dinheiro emprestado a juros altos.... por isto a nossa Divida Externa aumentou tanto. Problema postergado.... somente isto.
Vislumbro, então, uma possibilidade. Uma que não é novidade. Uma que há muito se fala e pouco, muito pouco, se faz. O que os Governos de todos os países vêm tentando fazer? Aumentar o crédito dos cidadãos para que estes possam voltar ao seu cotidiano. Dinheiro no bolso significa possibilidade de aquisição, possibilidade de investimento e possibilidade de ganhar mais dinheiro. Sim... dinheiro pode gerar dinheiro. Uma pessoa que investe seu capital e cria, abre uma empresa, gera mais dinheiro. Vai empregar outra pessoa, que receberá um salário. E assim outros venderão para estes e também passarão a ganhar.
E como eles estao fazendo mundo afora? Aumento salário desemprego, que definitivamente não é a solução, é apenas um gasto a mais. Usar, como mencionado acima, dinheiro do contribuinte para dar aos bancos, ou às empresas 'mais' necessitadas. Comprando empresas e assumindo seus prejuizos.
Não acredito que gostaríamos de ver o nosso Governo fazendo igual. Sim, virão falar: " Mas se os Governos Espanhol, Alemão, Britânico, Japonês, Norte-Americano fizeram e 'funcionou' por que o nosso nao deveria fazer igual?"
Porque no momento nós temos algo por fazer que eles já fizeram anteriomente. E nós, devido a demais interesses, não conseguimos fazer. Se queremos que o nosso contribuinte tenha mais capital, dinheiro no bolso, chegou a hora de fazer o que já devia ter sido feito e se tivesse sido feito estaríamos numa posição ainda mais privilegiada.
REFORMA TRIBUTÁRIA. Já deve ter ouvido falar alguma vez. Mas somente falar, correto? Foram feitas alterações? Sim, foram. As realmente necessárias? De forma alguma.
Sabemos que trabalhamos, tranqüilamente mais de 3 meses para pagar tributos que infelizmente não são revertidos a nosso favor. Se a REFORMA correta for realizada agora, como já deveria ter sido feita, teremos mais dinheiro no bolso. Poderemos investir, comprar, poupar mais. E conseqüentemente nossa Nação sairá ganhando. Não quer dizer que ficaremos imunes à crise, mas estaremos, com certeza, mais preparados para enfrentá-la. Seja como cidadão, seja como governo.
Provavelmente ouviremos falar que no momento não seria possivel pôr tal questão em plenário devido às discussoes que este tema levantaria. E, como sabemos, estamos no final do ano (na prática você vê vontade política daqueles que você elegeu? Mas quando a questão é fazer uma sessão extraordinária para votar um aumento salarial deles, eles conseguem e trabalham até nas férias). Não devemos nos deixar levar por tal argumento. Colocamos-os lá para que nós (eu, você, seus pais, seus irmãos, seus amigos, sua familia) tenhamos um país melhor, e não para que eles tenham uma situação melhor.
Enfim, na minha opinião, podemos sair ganhando com a crise. Sim. Crise serve para aprendermos, para crescermos e nos destacarmos. E, quem sabe?, não seja a nossa hora. De nos fortalecermos economicamente e sermos, assim, devidamente reconhecidos mundialmente pelo que somos e não esperar ser reconhecidos pelo que um dia poderemos vir a ser.





