Bacafá

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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Valeu, Wendell!

A vida é, de fato, uma caixinha de surpresas. Ora nos decepcionando, ora nos alegrando. Ontem foi daqueles dias divertidos de acompanhar o mundo. Não que as guerras tivessem parado por vinte e quatro horas, ou que as pessoas parassem de sonegar tributos, ou que ninguém tenha passado fome ou sede. Ontem foi diferente, de propósito ou não (e quando digo isso, penso em jogada de marketing da FIFA mesmo), porque um brasileiro desconhecido do mundo ganhou o Prêmio Puskas, de gol mais bonito do ano.

Wendell Lira, do até então (na época do gol) pouco falado Goianesia, marcou um golaço no jogo contra o Atlético-GO, e ganhou o prêmio disputado com Florenzi, do Roma, e Messi, do Barcelona. Foi evidente (e natural) sua emoção ao falar quando recebeu o prêmio, sendo tietado por vários ídolos brasileiros do esporte bretão. Foi humilde, também. Uma espécie de Davi contra Golias, segundo ele próprio, na sua manifestação na entrega do troféu.

Embora já tendo sido convocado para as seleções de base, Wendell esteve parte do ano passado desempregado, voltando a jogar futebol em time profissional há pouco tempo.

Valeu, Wendell, por demonstrar que, apesar dessa loucura de mundo que vivemos, onde o dinheiro move tudo, é possível que coisas inesperadas aconteçam!!

Abaixo o gol de ouro:

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Magistrado rubro-negro.

Dica do empresário Dinael Chiodini, que viu no Extra Globo.com:


A Vossa Excelência é rubro-negra. Por baixo da toga, havia o manto. E pobre das partes. Na sentença de um processo movido por um cliente vascaíno contra a Sky, da última segunda-feira, o juiz André Luiz Nicollit pôs a paixão com pitada de ironia na ponta dos dedos no Juizado Especial Cível de Cachoeira de Macacu:

“É bem verdade que sua pretensão seria assistir aos jogos do Vasco da Gama, o que de certa forma atenua a proporção do dano, pois não é possível comparar a frustração de não poder ver um jogo de times que já frequentaram a segunda ou a terceira divisão com aqueles que nunca estiveram nestes submundos..”

Rubro-negro de arquibancada, fã de Zico, André, de 39 anos, assina embaixo da sentença. Ao tomar conhecimento de que o autor da ação era vascaíno e o advogado da empresa, um tricolor, o juiz, conforme diz, quis colocar tudo no seu devido lugar.

- O autor da ação queria ver os jogos do Vasco. O advogado era Fluminense. Sabendo disso, fiz a brincadeira. Obviamente, aproveitei para colocar o Flamengo na sua devida posição de destaque - disse o juiz, que guarda na memória recente a virada do Rubro-negro sobre o Fluminense (5 a 3) em 2010 e a vitória de 5 a 4 sobre o Santos, com show de Ronaldinho Gaúcho, em 2011. - Sou torcedor de estádio.

André Nicollitt sustenta que o juizado especial é dotado de informalidade, o que até “aproxima o magistrado das partes”. Num trecho, ele ainda sentencia para justificar a indenização de R$ 2 mil ao vascaíno: “Exemplificando, se fosse o Fluminense, por ter jogado a terceira, valor ínfimo, o Vasco e o Botafogo, por terem jogado a Segundona, um pouco maior, já o glorioso Clube de Regatas do Flamengo, que jamais frequentou ou frequentará tais submundos, o dano seria expressivo”.

- A brincadeira não tem relação com a causa em si. Foi uma pontada de humor - disse, garantindo isenção caso tenha um dia que julgar uma ação do Flamengo contra um dos rivais.

Veja a foto clicando aqui.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sangue rubro-negro.

Dica da Gabi. Postagem vista no Por acaso.

Campanha do Vitória da Bahia para estimular a doação de sangue.

Excelente ideia em busca da responsabilidade social que os grandes clubes deveriam ter sempre em mente.

 

domingo, 10 de junho de 2012

Camisas tóxicas.


A camisa oficial usada pela coanfitriã Polônia na Euro 2012 contém toxinas e deveria ter as vendas proibidas, e camisas de outros times que disputam o torneio também contêm substâncias nocivas, afirmou a Organização Europeia de Consumidores (Beuc).

A organização, que agrupa organismos de defesa do consumidor em toda a Europa, disse que testou nove camisas de equipes que competem na Euro 2012 e constatou que todas elas continham elementos tóxicos, incluindo chumbo e níquel.O uniforme da Polônia deveria ser banido das lojas por conter organoestânico em doses acima do limite legal, segundo a Beuc. O composto, utilizado para reduzir o odor corporal, pode prejudicar o sistema nervoso.

A Nike, produtora das camisas da Polônia, bem como da França, Holanda e Portugal, disse que suas camisas respeitavam plenamente todos os requisitos legais nacionais dos países europeus e da UE.

A Beuc disse ter encontrado chumbo em seis camisetas oficiais --França, Alemanha, Itália, Rússia, Espanha e Ucrânia--, com níveis que excediam o permitido para produtos infantis nas camisas da Espanha e da Alemanha.

As camisas de Portugal e da Holanda continham níquel, que causa alergia na pele para algumas pessoas e é uma possível causa de problemas respiratórios em doses muito elevadas.

"Os fãs de futebol pagam até 90 euros (110 dólares) pela camisa de seu time favorito. O mínimo que eles devem esperar é ter uma qualidade e um produto seguro", afirmou a diretora-geral da Beuc, Monique Goyens, em um comunicado esta semana.

O secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino, disse que ficou surpreso que o relatório tenha saído pouco antes do início da Euro, que está sendo coorganizada por Polônia e Ucrânia.

"Se houver algum problema com as camisas, então certamente é um problema para os fabricantes de uniformes tratarem ou para a federação de cada país", afirmou ele à agência de notícias Reuters.

Fonte: Folha.com.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Conversa de boteco: vasco x corinthians.

No final do nosso jogo de sábado, durante o churrasco, surgiu uma questão. Por que não poderiam cruzar o vasco e o corinthians somente na final da Libertadores. Depois de não muito pensar, o grupo chegou à conclusão óbvia:

Jamais poderiam deixar para a final de um campeonato tão importante um time que é sempre vice e outro que nunca ganha a Libertadores...

Mistério solucionado.

Ei, quem já pagou o churrasco de sábado?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Novas regras para o futebol.

A partir da próxima Copa do Mundo algumas regras drásticas passarão a valer. E não estou falando da venda de bebidas alcóolicas nas arquibancadas ou da falta de meia entrada nos embates futebolísticos durante a Copa.

São mudanças de regras muito mais profundas, que afetarão as bases não só dos jogos, times e jogadores, mas, ouso dizer, de toda a sociedade. Tudo em nome do jogo limpo, ou “fair play”, como preferem alguns.

Vejam a força dos novos regulamentos!

Da Copa do Mundo em diante, todo jogador deverá agir com o que em Direito é chamado de “boa-fé objetiva”. Em outras palavras, o jogador não poderá simular ou levar vantagem indevida em qualquer lance, mesmo que os árbitros ou bandeirinhas não percebam.

Ou seja, aquelas simulações de falta, mergulhos tragico-cômicos que alguns atacantes dão, pedidos de lateral ou escanteio que o jogador sabe indevidos estão com os dias contados. Mais do que isso, as puxadas de calção na área na hora da cobrança do escanteio, as simulações de contusões ou de socos ou tapas não recebidos, as faltas sofridas fora da área em que o jogador se lançou pra dentro tentando cavar um pênalti, a “cera”, serão banidos dos campos de futebol. E ainda mais louvável, o jogador que perceber que o escanteio ou lateral ou falta foi marcada indevidamente ou de forma invertida, deverá avisar ao árbitro para que se reestabeleça a ordem natural e correta das coisas.

Desta forma, por via de consequência, a missão dos árbitros e dos bandeirinhas será apenas de dirimir as situações realmente controversas ou de pura interpretação.

E fiquei pensando com meus botões (como sempre, com meus velhos e atentos botões) que estas novas regras são realmente uma revolução.

Ora, afinal quem joga as peladas durante a semana ou mesmo no final de semana entre amigos, sabe do que falo. Jogamos sem árbitros ou bandeirinhas. E quando é lateral para o time A, é lateral e pronto. Quando é falta, todo mundo pára e é falta e pronto. Ninguem reclama, além das gozações típicas de jogos entre amigos. Entretanto, todos têm a consciência de Justiça e do correto que faz com que a brincadeira semanal dure, em alguns casos, anos ou mesmo décadas.

O mais interessante é o resultado que os, digamos, “atos falhos”, as simulações e os erros sabidos dos jogadores causa nos torcedores. O torcedor não se importa se o jogador do time dele é o estelionatário do jogo, mas vai à loucura se o estelionato for praticado pelo jogador do outro time e o árbitro engolir. A distorção que se cria é tamanha que alguns acham bonito ganhar campeonato com gol de mão ou em impedimento.

Por isso essas novas regras para o futebol são absolutamente bem vindas. E o mais interessante vem agora.

Caso o jogador não se manifeste da maneira adequada (informando que a bola bateu nele antes de sair, ou que não sofreu falta, tendo escorregado sozinho, ou algo do gênero) e seja pego pelas câmeras (e nessa próxima Copa haverá zilhões de câmeras em campo cobrindo as partidas), pagará alto preço pela falta da tal boa-fé.

Nessa hipótese (ter sido flagrado pelas câmaras) o jogador será punido gravemente, desde suspensão por alguns jogos até o afastamento definitivo dos jogos oficiais.

Será um bom exemplo à sociedade que tanto exige retidão dos políticos e agora verão nos gramados o que se espera no dia a dia de qualquer pessoa.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vice-rei.

De todas as piadinhas que circularam na internet estes últimos dias a respeito do eterno-vice Vasco da Gama, a melhor foi essa:

domingo, 17 de julho de 2011

O gol mais bonito de todos os tempos.

Para mim, o gol mais bonito de todos os tempos foi, na realidade, o quase gol de Pelé no jogo da Copa do Mundo de 1970 contra o Uruguai. Aquele que ele dá um drible de corpo no goleiro e a bola passa raspando a trave. Um dos lances geniais do Rei. Imitar depois de ver esse lance dezenas ou centenas de vezes na televisão é fácil...

É o terceiro lance do vídeo abaixo.

sábado, 11 de junho de 2011

Hoje é sábado.

Dia de futebol dos amigos. Então, para desaprender um pouco, o pior escanteio da história do futebol brasileiro:

domingo, 15 de maio de 2011

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Fazendo escola.

Alguém se lembra do goleiro Rojas da seleção chilena fazendo aquele papelão em um jogo com a seleção brasileira muitos anos atrás? O dito cujo simulou ter sido atingido por um rojão ou foguete e fez a maior firula com direito a sangue e tudo. Descoberta a fraude por causa da televisão, o jogador foi expulso dos quadros profissionais. Nada mais justo.

Ocorre que fez escola. Vejam o que o jogador, também da seleção chilena, fez nesse jogo contra o Equador. Muita cara de pau.



Não é um caso único. Todos sabem que no futebol muita gente (se não a maioria) adora levar vantagem, como se fosse um mundo paralelo onde a ética e o respeito não valessem. Fingir que não levou a bola com a mão. Cobrar o lateral ou escanteio quando na realidade a bola deveria ser da outra equipe. Simular faltas ou lesões. Não entendo esse nexo do "vale-tudo". Claro, não é só no futebol, mas é nesse esporte que as coisas ficam mais berrantes, ainda mais agora com a tecnologia pegando todos os lances e desmascarando os engraçadinhos. Deveriam todos estes ser punidos exemplarmente.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Jogadores precisam autorizar uso de imagem em albuns de figurinhas.

O TJRS decidiu recentemente: "A divulgação da imagem do autor em álbum de figurinhas sem a sua autorização é apta a gerar dano moral in re ipsa, o qual independe de prova, decorrendo diretamente da violação ao atributo da personalidade. A veiculação de imagem deve ser autorizada, pois o direito à própria imagem é personalíssimo, nos termos do artigo 5º, inc. V e X, da Constituição Federal." Processo n. 70039893193.

Para ver a movimentação do processo clique aqui.
Para ver a íntegra do acórdão clique aqui.

A discussão se referiu ao uso da imagem do jogador João Batista Viana Santos nos álbuns “As Figurinhas Copa União” e “As figurinhas do Campeonato Brasileiro”, sem a sua devida autorização aos clubes e às editoras mencionadas, entre os anos de 1987 e 1991. O valor da condenação foi de R$ 20.000,00, sendo R$ 5.000,00 por álbum, mais juros desde as datas das publicações.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bonde sem freio.

Campeão invicto do Carioca 2011
(diga-se de passagem que está invicto em todos os jogos que disputou esse ano)
Maior campeão do Campeonato Carioca

domingo, 1 de maio de 2011

Umbabarauma

Em homenagem ao nosso jogo de ontem...(em especial à dupla de ataque).
Afinal, quem faz três (ou mais) pode pedir.

Homem-gol... joga bola, joga bola, jogador...


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Juca Kfouri é condenado a indenizar médico do Corinthians.

A crítica jornalística não pode ser pretexto para ofensas ou agressões contra a honra alheia. Não importa se o fato é verdadeiro, mas o que pretende o jornalista ao publicar a informação. Para os desembargadores da 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, houve a intenção por parte do comentarista Juca Kfouri em difamar o médico do Esporte Clube Corinthians, Joaquim Paulo Grava de Sousa.

A notícia que motivou a ação, intitulada "Corinthians de segunda", foi publicada no blog do comentarista esportivo Juca Kfouri. O texto criticava a contratação do médico Joaquim Grava pelo clube, que tinha como elemento desabonador o suposto fato de ser alcoólatra. "Grava protagonizou cenas constrangedoras em recepções, bares e restaurantes de Santos. Ele não está em condições de cuidar de ninguém. Ao contrário, precisa ser cuidado", dizia trecho do texto contestado.

Em primeira instância, o comentarista foi condenado pela 27ª Vara Cível da Capital por difamação, e obrigado a indenizar o médico no valor de 100 salários mínimos. Além disso, o portal UOL, considerado corresponsável pelo fato, deveria publicar a sentença. Insatisfeitos, recorreram ao TJ. A Câmara de Direito Privado julgou o caso no dia 30 de novembro de 2010. O acórdão foi publicado nesta semana.

O médico Joaquim Grava foi representado pelos advogados Antonio Carlos Sandoval Catta-Preta, Karina Solves Catta-Preta e Telma Solves Catta-Preta.

No acórdão, o relator do processo, o desembargador Donegá Morandini afirmou que o comentarista, insatisfeito com a contratação, poderia ter enumerado as razões técnicas para criticar Joaquim Grava. Mas Kfouri escolheu fatos que não tinham relação com o profissionalismo do médico. "Optou-se, todavia, pela exibição de episódios privados supostamente vivenciados pelo autor", explica Morandini.

O desembargador disse também que não importa se o médico é alcoólatra ou não, mas por ser um assunto pessoal não merece ser publicado e comentado. Morandini complementa: "é tema restrito ao autor, cuja divulgação afeta, sem dúvida alguma, o seu conceito no meio social, tisnando a sua reputação, dispensando-se maiores comprovações a respeito". Assim, ele entendeu que a veiculação teve cunho difamatório e gera a obrigação de indenizar.

Em sua defesa, Universo Online e comentarista alegaram que o texto era uma crítica jornalística, mas o desembargador não aceitou esse argumento. "Essa situação se apresenta com nitidez na espécie dos autos, vez que, repita-se, além de desnecessária no contexto da matéria a menção ao problema do alcoolismo, foi inserida com o desabrido intuito de macular o conceito do autos, difamando-o", assevera.

Morandini, ao relatar o caso, afirmou que o valor da indenização não está de acordo com o entendimento aplicado pela Câmara, e reduziu pela metade. Assim, Juca Kfouri deverá pagar apenas 50 salários mínimos, "que é adequada à composição da lesão imposta e, principalmente, suficiente à punição dos apelantes para que não reincidam na conduta", definiu o desembargador.

A obrigação do portal de publicar a sentença também foi derrubada pelo desembargador. Segundo ele, como a pena foi definida com base na Lei de Imprensa, não há como mantê-la, já que o dispositivo legal não existe mais.

Continue lendo no Portal Conjur clicando aqui, inclusive com link direto ao acórdão.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CBF deve multa à TVA de US$ 312.500,00

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deverá pagar multa à TVA Sistema de Televisão S/A por não ter cumprido contrato que garantia à empresa os direitos de transmissão exclusiva das partidas dos campeonatos brasileiros de 1997 a 2001. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O valor alcança US$ 312.500,00.

O caso envolve, ainda, a União dos Grandes Clubes do Futebol Brasileiro (Clube dos Treze) e a Globo Comunicações e Participações Ltda. A condenação contra a CBF é pelo não cumprimento de contrato firmado entre a entidade e o canal por assinatura. O contrato previa a transmissão, com exclusividade, dos jogos do brasileirão naqueles anos. Foram dois recursos especiais interpostos ao STJ – o primeiro pela CBF e o segundo pela TVA. Ambos os recursos questionam decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Inicialmente, segundo os autos, em outubro de 1993, foi firmado um contrato de cessão de direitos de transmissão dos jogos do campeonato brasileiro entre a CBF e a TVA. Posteriormente, em abril de 1997 e em junho do mesmo ano, outro contrato foi firmado, dessa vez pelo Clube dos Treze e os dezesseis clubes de futebol integrantes do grupo e a Globo, detentora da Globosat. O contrato previa a cessão de direitos de captação, fixação e transmissão, com exclusividade, das partidas de futebol do campeonato brasileiro nas temporadas de 1997 a 1999.

Com o início do campeonato brasileiro, em julho de 1997, a TVA ajuizou ação cautelar contra a CBF, o Clube dos Treze e a Globosat, na tentativa de garantir o cumprimento daquele primeiro contrato firmado entre TVA e CBF. Tentou, também, impedir a transmissão dos jogos pela Globosat. A TVA ajuizou, ainda, outra ação de decretação de nulidade dos contratos, sob o argumento de violação de cláusula de exclusividade prevista no primeiro contrato assinado. Alegou também a ineficácia dos contratos, além de solicitar indenização pelos prejuízos decorrentes do descumprimento.

Outra medida cautela foi ajuizada pela Globo para impedir a TVA de transmitir os jogos do campeonato relativo ao ano de 1997, sob pena de multa e condenação ao pagamento de indenização pelos danos causados. O objetivo da ação era decretar a nulidade do contrato firmado entre a CBF e a TVA. Outros dez clubes de futebol e o Botafogo de Futebol e Regatas endossaram o pedido da Globo e pleitearam providências semelhantes às por ela ajuizada, ou seja, reconhecer a nulidade do contrato firmado entre CBF e TVA.

Em primeira instância, o contrato entre a TVA e a CBF foi declarado extinto. A TVA ficou proibida de transmitir os jogos sob pena de multa. No entanto, a CBF, o Clube dos Treze e os clubes foram condenados ao pagamento da multa contratual de US$ 312.500,00, solidariamente, segundo o câmbio oficial do dia de cumprir a obrigação.

Ao analisar as apelações, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro considerou ambos os contratos válidos, dando ao firmado entre a CBF e a TVA a natureza jurídica de promessa de fato de terceiro, ou seja, a CBF firmou contrato com a TVA sem a anuência dos clubes de futebol, que são os responsáveis diretos pelos direitos de imagem e, consequentemente, de transmissão dos jogos dos clubes.

Para o TJRJ, caberia unicamente à CBF o pagamento da indenização por descumprimento de cláusula contratual. A partir daí, o tribunal estadual também reconheceu válidos os contratos celebrados diretamente entre a Globo Comunicações e os clubes de futebol.

Continue lendo no Portal do STJ.

domingo, 5 de setembro de 2010

Idiossincrasias do futebol

Ou dois pesos e uma medida. Ou a imprensa esportiva parcial.

sábado, 4 de setembro de 2010

Da arquibancada - o melhor show da terra.

Final de semana retrasado, quando fomos (Gabriela e eu) para São Paulo visitar a Bienal Internacional do Livro, aproveitamos e conhecemos, também, o Museu do Futebol, por sugestão do nosso anfitrião e cicerone Elton, e ainda na companhia do amigo Patrick. Muitas fotos interessantes, muitas informações curiosíssimas, muitas peças raras, muitas coisas bonitas e outras engraçadas, muitos vídeos, muitas narrações históricas.

Mas é fato: não tem nada mais bonito no futebol (e não estou comparando à razão do futebol que é, bem ou mal, de sorte ou de categoria, chorado ou direto, o GOL) do que a torcida na arquibancada.

A parte que mais gostei, que mais me chamou atenção, que mais me emocionou foi a da projeção das torcidas nas arquibancadas, em vídeos sobrepostos, com aquele barulho que mistura música, gritos de guerra, gritos de euforia, lamentações, vibrações, xingamentos, rezas, tudo ao mesmo tempo, alto suficiente para nos imaginarmos lá dentro.

Quem já foi a um jogo de futebol com estádio cheio sabe do que falo. Pode ser aqui no João Marcatto, de Jaraguá do Sul, para torcer pelo Juventus, pode ser na final do Campeonato Carioca, no Maracanã, para ver o Flamengo ser campeão mais uma vez, a sensação é muito boa. A vibração, a alegria, a energia.

De todos – e não foram muitos – os momentos vendo o jogo como torcedor nas arquibancadas, três me trazem boas lembranças justamente por conta dos sentimentos que descrevi acima.

Joinville x Corinthians, em algum momento da minha infância, que fui com meu pai para o Ernestão, nos áureos tempos do JEC, octacampeão estadual e que enfrentava de igual para igual qualquer time no Campeonato Brasileiro. Na época jogava Casagrande, com seu cabelão, e que era xingado pela torcida joinvillense de nomes que eu nem conhecia naquela época ainda. Não lembro do resultado, mas lembro da vibração da torcida, das arquibancadas lotadas, da minha alegria de participar daquilo com meu pai.

Juventus (de Jaraguá do Sul) x Figueirense, no João Marcatto, líderes do Campeonato Catarinense, acredito que uns quatro ou cinco anos atrás, quando o time da casa buscou o resultado negativo de 2x0 e empatou o jogo no segundo tempo. O estádio estava cheio e naquele dia minha filha virou Juventina de coração, pulando, vibrando, cantando, gritando e balançando o boné junto com a torcida inteira no campo.

Flamengo x Botafogo, no Maracanã, em 2009, quando o fomos penta-tri-campeões, com a vitória nos pênaltis, depois do Flamengo deixar empatar um jogo que havia ido para intervalo com 2x0. A Gabriela saiu de lá com uma camisa nova do Flamengo e nós dois roucos. A beleza daquela torcida, as bandeiras e os bandeirões, as músicas, a loucura, é tudo inexplicável.

Para quem nunca foi a um estádio em dia de casa cheia, em dia de final ou jogo valendo classificação, mesmo que não goste de futebol, mesmo que falem tanto da violência, eu recomendo. É uma das experiências da vida que vale a pena ser experimentada.

As fotos são do Maracanã, em 2009.

sábado, 31 de julho de 2010

O time de futebol mais rock 'n' roll do mundo.

Dica do amigo Rafael Etelvino, advogado e DJ.

Fonte: Orelhada.

"Já que o camarada Maikon Duarte cantou a bola pro blog, fui atrás pra saber mais desse tal de St. Pauli, clube que pode não ser uma força do futebol alemão, mas tem todos os atributos pra levar a fama de clube mais rock’n'roll do planeta. Senão, o que dizer de um time cujo símbolo é um crânio com dois ossos cruzados embaixo, entra em campo ao som de Hell’s Bells e comemora gol tocando Song 2, do Blur, nos alto-falantes? E olhem que isso é só a ponta do iceberg de um time de futebol que leva o espírito rock a níveis de peculiaridade capazes de arregimentar fãs nos quatro cantos do mundo. Sugiro dar uma passada AQUI e ler o que Leonardo Panço, jornalista, líder da banda Jason e ícone do underground carioca, escreveu sobre a história e as curiosidades do St. Pauli - que, aliás, tá comemorando seu centenário em 2010."

St. Pauli entrando em campo ao som de Hells Bells, do ACDC:



Gol comemorado ao som de Song 2, do Blur:



Muito bacana!!