Bacafá

Bacafá
Mostrando postagens com marcador deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador deus. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

The unbelievers.

Em português algo como Os descrentes ou Os Incrédulos (tradução oficial do filme). Assisti a esse documentário (de 2013) baseado em debates com e conversas entre Richard Dawkins e Lawrence Krauss, que contou, ainda, com a participação especial de  Woody Allen, Cameron Diaz, Stephen Hawking, Sarah Silverman, Bill Pullman, Werner Herzog, Bill Maher, Stephen Colbert, Tim Minchin, Eddie Izzard, Ian McEwan, entre outros artistas e cientistas.

Os colóquios tratam sobre a importância da ciência e da razão na consciência das pessoas e do porque discutir ciência em detrimento da religião, Dawkins, biólogo britânico, e Krauss, físico norte-americano, reconhecidos mundialmente em suas áreas, também são considerados dois dos maiores céticos (ou ateus, como queiram) que se dispõe a conversar e tratar do assunto.

Recomendo assistir o documentário, mesmo para quem é crente (no sentido amplo da palavra), eis que traz pontos de vista muito interessantes e, hoje em dia, talvez mais que em outros tempos, a reflexão é necessária. Estamos em época de Estado Islâmico e Boko Haram, entre outros fanáticos fundamentalistas, na mesma linha que a Igreja Católica estava alguns séculos atrás. Tudo isso se justifica?

sexta-feira, 14 de junho de 2013

domingo, 2 de dezembro de 2012

Do primeiro capítulo de Gênesis.

Mário Quintana.

Sesteava Adão. Quando, sem mais aquela,
Se achega Jeová e diz-lhe, malicioso:
"Dorme, que este é seu último repouso."
E retirou-lhe Eva da costela.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Religião irascível.


Novamente vemos na televisão a religião fervorosa. Por conta de um filme, muçulmanos de boa parte do mundo resolveram se vingar de todos de novo. Na realidade, nem se sabe ao certo se o tal filme existe, já que o que foi veiculado na internet é um pedaço ridículo de um filme ridículo com produção ridícula e falas mais ridículas ainda.

Fico me perguntando quem pode dar atenção àquele besteirol que não acrescenta nada. Não que besteiróis não vendam; temos diversos filmes de besteirol no Brasil e principalmente nos Estados Unidos que arrecadam mais do que muito filme sério. O que me espanta é alguém levar este em específico a sério.

O vídeo de aproximadamente 14 minutos, que inclusive está no portal Youtube, é supostamente o trailer de um filme mais longo chamado Innocence of Muslims (que, em tradução livre, pode ser entendido como Inocência de Muçulmanos), que retrata o islã como uma religião violenta, baseada no ódio, e Maomé como um homem abobado e com sede de poder.

Não vou entrar no mérito de todas as ofensas que este vídeo faz à religião islâmica ou ao profeta Maomé, que parecem não ser poucas, principalmente se considerarmos que apenas a representação do profeta já é motivo para encrencas. Quem lembra, por exemplo, do que ocorreu com a publicação de charges de Maomé em jornais dinamarqueses em 2005 e republicados em 2008?

O que irrita, em verdade, é essa mania das religiões acharem que estão acima de tudo e de todos e quererem impor pela força e violência seus preceitos e dogmas.

Neste caso específico, se os muçulmanos querem dizer que a religião não prega o ódio e a violência, então por que estão bufando ódio e praticando violência, destruindo tudo e matando pessoas que nada têm a ver com aquela patética produção pseudo-cinematográfica?

Como dissociar esta religião do ódio e da violência se a reação ao vídeo é de puro ódio e grande violência, com ameaças expressas do líder do grupo radical libanês Hizbollah, Hassan Nasrallah, corajoso de meia pataca, registre-se, pois raramente fala em público por medo de ataques contra sua vida.

Não seria mais “religioso” manifestar sua indignação pacificamente ou rezar pedindo a Alá perdão para os pecadores?

Mas esta histeria religiosa não é privilégio dos mulçumanos. O que os judeus sofreram antes e durante a última guerra mundial, praticam de forma disfarçada agora contra os árabes, e especialmente os palestinos, desde 1948. Como disse Stéphane Hessel, no seu breve livro Indignai-vos, citando o relatório do juiz judeu sul-africano Richard Goldstone sobre a Faixa de Gaza, o exército israelense cometeu “atos comparáveis a crimes de guerra e, em certas circunstâncias, a crimes contra a humanidade”.

Por fim, a igreja católica, ao longo dos séculos, é provavelmente a campeã no quesito violência e arbitrariedade em nome da fé e da religião. Nas diversas cruzadas em nome de deus e na santa inquisição centenas de milhares de pessoas, talvez milhões, foram mortas.

Nesse diapasão parece que a religião tem sido instrumento de dominação dos crentes incautos, não sentindo nenhum remorso, seus líderes, ao longo da história, em praticar os atos mais absurdos e escabrosos para defender suas convicções, querendo tolher a liberdade alheia no rumo de suas escolhas.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Campanha anti-tédio e as duas maiores invenções do homem.

Já que amanhã é feriado em Jaraguá do Sul, resolvi ressucitar duas postagens muito antigas.

A primeira é uma campanha anti-tédio. Um dos mais divertidos vídeos que já vi. Ria você também:



O riso da mulher é impagável.

A segunda é uma reflexão da Gabriela, lá pelos idos de 2010 (nem faz tanto tempo assim...).

Segundo dona Gabriela, as duas maiores invenções do homem foram a calça jeans e deus. De acordo com ela, insuperáveis, as duas criações que mais conquistaram fãs na história.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Primeira campanha ateísta do Brasil é lançada em Porto Alegre.

Porto Alegre se tornou nesta terça-feira (5) a primeira capital brasileira a exibir outdoors de uma campanha de mídia sobre ateísmo. A iniciativa é da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos e já havia sido recusada no final do ano passado pelas companhias de ônibus de São Paulo, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.
...

As peças são polêmicas e falam sobre fé, moralidade e ateísmo. Uma delas exibe as fotos de Charles Chaplin, que era ateu, e Adolf Hitler, que não era ateu, com os dizeres “religião não define caráter”. Outra afirma “Somos todos ateus com os deuses dos outros”, e traz imagens de uma divindade hindu, uma divindade egípcia e de Jesus de Nazaré, com as legendas “mito hidu”, “mito egípcio” e “mito palestino”. Uma terceira diz que “A fé não dá respostas, só impede perguntas”. Os cartazes devem ser exibidos ao longo de um mês.
...

Em junho, a entidade ganhou uma liminar que lhe concedia direito de resposta na TV Bandeirantes para responder a comentários considerados ofensivos do jornalista José Luiz Datena, no extinto programa Brasil Urgente. A liminar foi cassada mas o julgamento do mérito continua pendente. Datena e a Bandeirantes foram processados por diversos ateus no país devido a esse episódio.

Na ocasião, Datena disse que só quem não acredita em Deus é capaz de cometer crimes. Para ele, ateus são “pessoas do mal”, “bandidos”, “estupradores”, “assassinos” e atribuiu a culpa da violência e da corrupção no país aos ateus.

Leia a matéria completa no Portal Sul 21.

Uma das imagens da campanha:

sexta-feira, 21 de maio de 2010

As duas maiores invenções do homem...

... segundo a Gabriela: a calça jeans e deus.

Insuperáveis, de acordo com ela. As duas invenções que mais conquistaram fãs!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Repergunta (Deus e a terra).

Já fiz indagações desta natureza aqui, e cotidianamente reflito sobre isso, em especial quando provocado ou quando ocorrem tragédias das proporções desta no Haiti. Por isso trago trechos do texto de Hélio Schwartsman para compartilhar com os leitores do blog:

"Grandes catástrofes naturais como a que se abateu sobre o Haiti constituem uma espécie de experimento teológico natural. Não é necessário PhD em filosofia para colocar-se a pergunta que não quer calar: se existe um Deus onisciente, onipotente e benevolente, como ele pôde produzir --ou pelo menos permitir-- tanto sofrimento?


O problema da teodiceia, que assombra os filósofos há séculos, já foi aplicado a movimentos de placas tectônicas. Em fins do século 18, época em que o hoje miserável Haiti ainda era a "pérola das Antilhas", a mais rica colônia do Novo Mundo, Voltaire e Rousseau se engalfinhavam na célebre polêmica do terremoto de Lisboa, que já explorei em outras colunas, mas retomo aqui para que a tragédia haitiana pelo menos nos forneça material de reflexão.


Em 1755, mais precisamente às 9h40 do dia 1º de novembro, um grande sismo atingiu a cidade de Lisboa, então a quarta maior da Europa. Era Dia de Todos os Santos e, por isso, a maioria dos moradores estava na missa. Muitos morreram sob os escombros de igrejas que ruíram. As áreas baixas da cidade foram rapidamente engolidas por ondas gigantescas. Como se não bastasse, seguiu-se um terrível incêndio, que destruiu boa parte do que havia sido poupado pelo tremor. O fogo durou seis dias. O total de mortos ficou entre 30 mil e 70 mil.


Além dos alicerces de Lisboa esse megassismo fez tremer o fervilhante mundo intelectual do século 18. Vinte e três dias após a tragédia, Voltaire, o pseudônimo de François-Marie Arouet (1694-1778), publicou seu "Poema sobre o Desastre de Lisboa", cujo subtítulo é: "ou o exame do axioma: 'tudo está bem'". De seus versos emerge uma boa dose de indignação: "É preciso dizer: o mal está na terra:/ Seu princípio secreto é desconhecido/ Do autor de todo bem terá ele partido?".


Com efeito, a contradição entre a ideia de um bem absoluto e o mal visível é conhecida desde a Antiguidade. Atribui-se a Epicuro o seguinte dilema: Se Deus é bom e onipotente, não poderia haver mal sobre a Terra; havendo, ou Deus não quer acabar com o mal --e não é benevolente-- ou não pode fazê-lo --e não é onipotente."

Leia o artigo na íntegra aqui.