Bacafá

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Oito palavras em inglês que só existem por causa da internet.

Tudo bem que sou da geração do Atari, mas não sabia que realmente não sei quase nada de internet. Não conhecia nenhuma destas palavras, nas concepções que lhe foram dadas.

O Portal Exame.com trouxe alguns exemplos. Na realidade, não mudou minha vida. Nem deve mudar
a sua, também. Vale, mesmo, pela curiosidade. Eis as palavras: e-quaintance, hacktivist, bashtag, nonliners, e-stalker, wiki, netiquette.  Os significados podem ser vistos diretamente na página da matéria, clicando aqui. Mas tente antes descobrir, ainda que intuitivamente, o que cada um delas quer dizer. Não é muito difícil. Um pouco de lógica ajudará.

No Brasil também se criou um, digamos, dialeto para a internet ou redes sociais. Um dialeto pobre, vergonhoso, onde se tem que fazer algum esforço para entender o que o interlocutor está querendo dizer. Entretanto, isso é assunto para outro dia.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Happy birthday to you termina em acordo nos EUA.

Fonte: Portal Folha de São Paulo

Um processo pelos direitos autorais da tradicional canção "Happy Birthday to You" ("Parabéns a Você") terminou em acordo, pondo fim a uma batalha legal de dois anos nos Estados Unidos.

O acordo foi alcançado dias antes do início do julgamento na Califórnia, que iria determinar se esta canção passaria ou não a pertencer ao domínio público.

Um juiz americano determinou em setembro que a companhia Warner/Chappell Music, filial da Warner Music, não tivesse direito de cobrar pelo uso da canção com fins lucrativos.

A mesma decisão se aplicava a outras empresas que cobravam pela canção, registrada em 1935, rejeitando assim as demandas de direitos autorais da Warner.

Os termos do acordo não foram divulgados, mas a imprensa americana sugere que, com base na decisão de setembro, o uso da canção será gratuito.

Continue lendo clicando aqui.

Dois milhões de dólares por ano de direitos autorais!!! Vou lembrar dos cifrões em cada rodada de "Parabéns pra você"nos próximos aniversários...

Aqui, uma das versões mais, digamos, sensuais, polêmicas e famosas da velha canção (que originalmente era infantil):

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Primeiramente

Tempos atrás discutia com minha filha sobre o uso do advérbio primeiramente, inclusive se existia ou
não. Na realidade, nunca fui muito simpático ao uso dessa palavra, e sempre que surgia no pensamento, eu a evitava, fosse no papel, fosse no verbal. Em verdade, jamais havia ido pesquisar mais a fundo o assunto, ficando com aquela sensação de que ela não enobrecia o mundo erudito da língua portuguesa. E o assunto voltou à tona para mim lendo TCCs nestas últimas semanas. Estava lá um "primeiramente", belo e formoso (ou não tão belo e formoso na minha visão).

Para não cometer nenhuma injustiça, fui ao encalço do dito advérbio. De todas as fontes procuradas, eu me diverti mais com a explicação abaixo, do site Sua Língua, de Cláudio Moreno:

Não acredito em fantasma, bruxa, alma penada ou horóscopo — mas mesmo sendo o cético incorrigível que sou, não poderia negar a existência dos sacis, por exemplo, se eu os visse todos os dias saltitando pela rua, dando entrevista na TV ou esperando sentados (sem cruzar a perna, é claro) na fila do Dr. Scholl. Aos que me perguntassem, então, eu teria de admitir, envergonhado: “Saci existe, sim!”, pois essa é a lógica do jogo: se me incluo entre aqueles que precisam ver para crer, não tenho outro remédio senão acreditar naquilo que estou vendo.

Pois vários leitores já me escreveram sobre gente que anda por aí questionando a existência da palavra primeiramente. As razões alegadas são tiradas das unhas dos pés: “Não existe porque primeiro é um numeral e não pode formar advérbio”; “Se existisse, teríamos também segundamente, terceiramente“, e outras coisas assim, formuladas naquele estilo onipotente em que jamais se ouve um “acho”, um “parece-me”, um “poderíamos até pensar”, expressões que caracterizam a dúvida inteligente.

Antes de responder, faço sempre uma visita ao Google, nosso moderno oráculo de Delfos, agradecendo aos deuses da internet esta fantástica possibilidade de obter dados instantâneos sobre os hábitos lingüísticos do Brasil moderno. O que ele nos diz? Que o vocábulo primeiramente alcança muito mais de onze milhões de ocorrências! Um número de oito dígitos! É uma cifra gigantesca! Mas como é que alguém poderia negar a existência dos sacis, depois de encontrar o registro de onze milhões desses irrequietos serezinhos? Haveria alguém com a coragem de olhar para um vocábulo que aparece todo dia no rádio, no jornal, na TV, nos nossos próprios textos, na nossa conversa com o vizinho, e dizer-lhe, nas barbas, que ele não existe? Suspeitando de um mal-entendido — pois conheço alguns desses autores e sei que, apesar de atrasados e autoritários, não cometeriam a imprudência de negar algo que lhes entra pelos olhos e ouvidos todos os dias —, resignei-me, em nome da ciência, a ler o que eles tinham escrito sobre este termo. Bingo! Estava lá! O problema são os vários sentidos dados ao verbo existir!

Quando o cristão encontra uma palavra que nunca tinha visto, a pergunta “Isso existe” deve ser tomada ao pé da letra: “Existe papibaquígrafo?” — “Não; é uma brincadeira, um trava-línguas, como um ninho de mafagafos“. “E vápido, existe?” — “Sim; significa sem sabor, sem gosto”. No caso de primeiramente, contudo, palavra que todos nós conhecemos, quem pergunta “Isso existe?” se refere especificamente à aceitabilidade do termo, o que deve ser traduzido como “Posso usar esta palavra num texto bem-comportado? Posso incluí-la numa redação, num relatórios, num discurso de formatura?”. Isso nos leva a outra questão: sendo a língua culta uma espécie de clube selecionado, o que é necessário para que uma palavra faça parte da lista? Embora atuem aqui alguns fatores até hoje desconhecidos, sabemos que é decisiva a frequência com que a palavra é usada na literatura, a utilidade que ela tem para os usuários e a amplitude de seu emprego (ela perde pontos se estiver restrita a grupo fechados, ou a pequenos rincões do país, ou a épocas limitadas). Em todos esses quesitos, o nosso primeiramente passa com distinção. Encontramos registros de seu emprego desde o século 13; ele aparece dezenas de vezes na obra de Gil Vicente, Bernardes, Vieira, Herculano, Camilo, Garret, Eça de Queirós, Rui Barbosa, Machado de Assis, Gilberto Freyre, Guimarães Rosa, Saramago e muitos outros autores conhecidos e respeitados. Com todos esses padrinhos, não dá para dizer que ele “não existe”…

Como se não bastasse, é um advérbio legítimo, formado, como todos os outros, pelo acréscimo do elemento – mente ao adjetivo primeiro (que aqui não é numeral, como pensam os seus adversários) — o que, aliás, permitiu que Darcy Ribeiro utilizasse o superlativo que existe potencialmente em qualquer adjetivo: “contribuiu para o planejamento e concretização da UNB, primeirissimamente, Anísio Teixeira”. Seguindo o mesmo modelo formaram-se, como seria de esperar, segundamente, terceiramente, quartamente, decimamente, mas estas formas não caíram no nosso gosto, ficando limitadas a alguns poucos textos do português antigo. Ainda hoje se encontra, aqui e ali, um milesimamente (Mia Couto), ou se fala em “dispositivos baseados em moléculas, milionesimamente menores do que um milímetro”, mas isso é uma ninharia se pensarmos nos onze milhões de ocorrências de primeiramente, palavra viva, vivíssima, que já estava lá, serena, no primeiro texto que foi escrito neste país: “Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele”. O autor é Caminha. Pero Vaz de Caminha. Acho que isso encerra a discussão.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Tarifário de um bordel de Roma do século passado.


Pelo email que me chegou, este anúncio foi publicado em um jornal de Roma em 1923. Por este mesmo email, a tradução literal da palavra "sveltina" é "rapidinha". Também se percebe que as tarifas eram reduzidas para estudantes e militares com o aviso ao final do anúncio publicitário.

Dica do empresário Dinael Chiodini.

sábado, 7 de julho de 2012

Novo simples saca-rolhas.

Já que hoje é sábado, dia de um bom vinho, uma sugestão de saca-rolhas para facilitar a vida de todo mundo. Dica do empresário e provavelmente enólogo Dinael Chiodini.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Loja de artigos dentários, pianos e música.

Pedido de mercadorias da casa de artigos dentários mais antiga ainda em atividade no Brasil.
O documento abaixo é datado de 1931 e foi assinado pelo avô dos meus sócios Renato e Homero, José Maria Flesch, então proprietário.
Detalhe do número do telefone.

terça-feira, 3 de abril de 2012

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Outra vida.

Reportagem do Estúdio SC desse último domingo tratando de um micro-empresário que largou tudo para viver como um ermitão em uma praia no sul de Florianópolis. Você mudaria sua vida radicalmente?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Intimação no céu.

Dica do advogado Fernando Buzarello.

A CEF ajuizou ação de execução por título extrajudicial para receber dívida no valor de R$ 26.950,36, relativa ao inadimplemento de parcelas de um empréstimo concedido a uma mulher. Quando da tentativa do cumprimento do mandado de citação veio aos autos a notícia do falecimento da ré. O processo então foi julgado extinto, sem resolução do mérito, por reconhecer a ausência de parte apta a figurar no polo passivo.

A CEF recorreu ao TRF da 2ª região alegando que a sentença de extinção foi proferida sem que lhe fosse possibilitado pleitear a citação por edital.

O desembargador Guilherme Couto de Castro, afirmou que as razões encontram-se dissociadas dos fundamentos da decisão apelada e lembrou, "com todo o respeito", que "se o réu está falecido, a citação por edital só seria possível se fosse viável a sua afixação no Paraíso, com a autorização de São Pedro".
  • Processo: 2009.51.01.001718-6 - clique aqui para ver o despacho.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Negado habeas corpus para chimpanzé no RJ

Uma decisão inédita da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu pela permanência do chimpanzé Jimmy no Zoológico de Niterói (ZôoNit), no bairro do Fonseca, região metropolitana do Rio, onde o animal vive há 11 anos.

Os desembargadores negaram o pedido de habeas corpus para o chimpanzé Jimmy, de 26 anos, que foi alvo de uma disputa judicial. De um lado, o zoológico, e de outro, ambientalistas que desejavam levá-lo para um santuário de primatas em São Paulo.

O Grupo de Apoio aos Primatas (GAP), biólogos, ambientalistas paulistas e organizações não governamentais (ONGs) haviam solicitado o habeas corpus no ano passado, mas o pedido foi negado pela 4ª Vara Criminal de Niterói. Eles defendiam que o chimpanzé fosse viver com uma companheira, em convívio com animais da mesma espécie e em melhores condições ambientais.

A presidente da ZôoNit, Giselda Candiotto, disse que a vitória do zoológico significa o melhor para o chimpanzé já que ele não conseguiria se ressocializar com outros animais de sua espécie. “A gente defende o lado dos animais, o melhor para o animal é ficar com as pessoas que cuidam dele. E que ele está acostumado e cativado. Ele é um animal que tem todas as condições ambientais, não precisa sair do convívio dele porque ficaria triste”, afirmou.

Fonte: Portal Editora Magister.

terça-feira, 1 de março de 2011

Escritórios em forma de bolha.

Em Paris, duas empresas francesas, Pons e Huot, uniram-se para criar um escritório colaborativo em que cada "baia" é uma espécie de bolha. O espaço serve de local de trabalho para até 15 pessoas, que ficam isoladas por redomas de acrílico. A vantagem dessas estruturas é que a privacidade de cada indivíduo é mantida, uma vez que as bolhas são isolantes de som. O projeto do escritório foi elaborado por arquitetos do escritório francês Pottgiesser.

Mais imagens, clique aqui para acessar Pequenas Empresas, Pequenos Negócios.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Verão e sorvete (de parmesão com pimenta).

Parmesão com pimenta chili foi a combinação vencedora de um concurso de sorvetes de sabores estranhos, realizado na Irlanda do Norte. A sobremesa agora fará parte do cardápio de um restaurante local.

A criadora do sorvete foi Rachel Lowther, moradora da cidade de Ballyclare, no condado de Antrim. A competição foi promovida pelo restaurante Oregano, de Newtownabbey.

"Nós experimentamos seis ou sete sabores diferentes, mas o de Rachel foi de longe o melhor", disse o chefe de cozinha Dermot Regan, dono do Oregano.

"Primeiro, você sente a textura cremosa do parmesão, e depois você tem o ardor do chili no fundo da sua garganta. É uma combinação fantástica", afirmou Regan.

Outros sabores que participaram da competição foram abóbora com uvas passas, beterraba com chocolate e pimenta vermelha com páprica defumada. Já uma das combinações foi chamada de "Baby Guinness" - feita com cerveja Guinness, licor de café e um topo de Baileys congelado.

O restaurante vai realizar mais cinco concursos mensais. Cada vencedor fará parte do cardápio por um mês, e o campeão dos seis será escolhido para integrar o menu em definitivo.

Fonte: Portal Terra.

Quando forem lá, não precisam me convidar...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ditados populares em linguagem jurídica.

Recebi por e-mail...

A fêmea ruminante deslocou-se para terreno sáfaro e alagadiço.
(A vaca foi para o brejo)

Creio que V.Sa. apresenta comportamento galhofeiro perante a situação aqui exposta.
(Você tá de sacanagem)

Prosopopéia flácida para acalentar bovinos.
(Conversa mole pra boi dormir )

Romper a face.
(Quebrar a cara)

Creditar um primata.
(Pagar um mico)

Inflar o volume da bolsa escrotal.
(Encher o saco)

Impulsionar a extremidade do membro inferior contra a região glútea de outrem.
(Dar um pé na bunda)

Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades de acampamento.
(Chutar o pau da barraca)

Deglutir um batráquio..
(Engolir um sapo)

Colocar o prolongamento caudal em meio aos membros inferiores.
(Meter o rabo entre as pernas)

Derrubar com intenções mortais.
(Cair matando)

Eximir de qualquer tipo de sorte.
(Azarar)

Aplicar a contravenção do Senhor João, este deficiente físico desprovido de um dos membros superiores.
(Dar uma de João sem braço)

Sequer considerar a utilização de um longo pedaço de madeira.
(Nem a pau)

Sequer considerando a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais .
(Nem que a vaca tussa)

Sequer considerando a prática de conúbio carnal.
(Nem fodendo)

Derramar água pelo chão através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente.
(Chutar o balde)

Desejo veementemente que V.Sa. receba contribuições inusitadas em vossa cavidade retal.

(Vá tomar no cu)

Desejo veementemente que V.Sa. performe fornicação na imagem de sua própria pessoa.
(Vá se fuder)

O orifício circular conjugado, localizado na parte ínfero-lombar da região glútea de um indivíduo em avançado estado etílico, deixa de estar em consonância com os ditames referentes ao direito individual de propriedade.
(Cu de bêbado não tem dono)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Nota de falecimento e enterramento.

Mais uma daquelas cousas da vida quase inexplicáveis. Um vizinho dos meus pais, que, embora nascidos em Laguna, no sul do Estado, moram em Joinville há mais de 36 anos, estava dia desses curtindo sua aposentadoria praticando um incomum hobby: reler jornais antigos, os quais guarda em casa. Quando digo jornais antigos, quero dizer antigos mesmo.

Folheando uma dessas raridades, o jornal O Albor, n. 2630, de 5 de maio de 1956, de Laguna (o jornal mais antigo do Estado de Santa Catarina, conforme a chamada abaixo do título), o dito vizinho encontrou a nota de falecimento do pai da minha mãe, meu avô Claudino Rocha.

Pela extraordinariedade do caso, resolvi dividir as imagens com meus leitores. Para ampliá-las, basta clicar nas figuras.



domingo, 13 de junho de 2010

Um pouco de mundo.

Nessa grande confraternização mundial, grande festa de povos, que é a Copa do Mundo de Futebol (vamos esquecer um pouco os interesses puramente comerciais e eventualmente espúrios que eventos desta natureza também trazem), onde acabamos conhecendo um pouquinho de alguns dos países que participam, trago aqui mais um pouco do Mundo.

O jaraguaense Charles Zimmermann, viajandão de primeira, no bom sentido, está, a esta altura, com sua bicicleta e coragem, passando pelo Nepal, ao som de Pink Floyd, Bob Dylan e Rolling Stones (trilha sonora de primeira, diga-se). Um trecho do seu último relatório:

"Depois de 10.000 km completados, no Nepal não teve muitas pedaladas e sim, caminhadas. Aqui, dessa vez consegui superar minha marca em ultrapassar os 6.000 metros. Foi em duas oportunidades, no topo de picos próximos ao circuito Anapurna. O circuito Anapurna por suas belezas naturais e por seus diferentes povos, é o mais conhecido entre os caminhantes que vem ao Nepal em busca de montanhas. 6.000 metros de altura no Nepal é pico. Montanha é algo para mais de 8.000 metros - ainda chego lá! Não sei se fiz esforço físico parecido durante o parto que nasci. Não sei ao certo o que me leva, o que me atrai nas montanhas, nas alturas. Creio que se fosse Hindu - onde acreditam em reencarnação, deveria ter sido cabrito na vida passada. Enquanto tenho energia, meus pés não querem ficar parados no mesmo lugar. Como o mundo é grande, a última coisa que quero é me proteger dos riscos da vida."

Para continuar lendo as aventuras do Charles, acesse o site dele: http://www.charlespelomundo.com.br/

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Indenização no Show do Milhão.

Quem lembra do Show do Milhão, do Sílvio Santos?
A estudante de Direito, Marina Polli, de Florianópolis, mandou esse interessante acórdão sobre responsabilidade civil. Vejam a ementa:

"RECURSO ESPECIAL. INDENIZAÇÃO. IMPROPRIEDADE DE PERGUNTA FORMULADA EM PROGRAMA DE TELEVISÃO. PERDA DA OPORTUNIDADE.
1. O questionamento, em programa de perguntas e respostas, pela televisão, sem viabilidade lógica, uma vez que a Constituição Federal não indica percentual relativo às terras reservadas aos índios, acarreta, como decidido pelas instâncias ordinárias, a impossibilidade da prestação por culpa do devedor, impondo o dever de ressarcir o participante pelo que razoavelmente haja deixado de lucrar, pela perda da oportunidade."


Leia a decisão na íntegra clicando aqui. O STJ não deu o prêmio máximo (R$ 500.000,00) com argumentos como a carga emocional envolvida, a dificuldade do jogo em si, entre outros. Optou por uma decisão, pode-se dizer, salomônica, ao estipular uma condenação dentro da "probabilidade matemática", e determinando o pagamento de 1/4 deste valor, ou seja R$ 125.000,00.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Estrupo.

Essa semana foi preso um estuprador em Jaraguá do Sul. O mais triste é que se trata de um estuprador de crianças. Correm comentários de que tem problemas mentais. Que investiguem, julguem e o condenem, se for o caso.

Aproveitando a lamentável notícia, um pouco de curiosidade.

Poucos não se remexem ou franzem a testa quando ouvem: estrupo em vez de estupro. Ocorre que os sabichões de plantão terão que rever seus conceitos. Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, ambas as palavras existem. Procure lá clicando aqui. Embora não apareçam os significados, tem-se admitido estrupo como sinônimo de estupro por conta de seu uso comum pela população.

Procurei nos dicionários aqui de casa e não encontrei a versão estrupo. De todo modo, a ABL atesta a palavra e agora quando um engraçadinho rir de algum incauto falando estrupo, ria você também. Mas saiba porque está rindo.