Bacafá

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quarta-feira, 4 de março de 2009

Dicionário

Essa recebi por email.
Quando digo que é importante ter um dicionário em casa...
Cuidado com as "garfis"!!
Dá uma olhada na bizarrice abaixo (clique na figura para ampliar):



Quanta "indiotise"!!

terça-feira, 3 de março de 2009

O problema da boataria.

Deu no Conjur:

"A acusação contra dois casais — um brasileiro e um americano — da colônia naturista Colina do Sol por abuso de crianças, pornografia infantil e tráfico internacional de menores continua causando indignação na comunidade carente Morro da Pedra, no Rio Grande do Sul. No ano passado, pessoas que acreditam na inocência dos acusados fizeram passeatas. Tanto a Colina como a comunidade Morro da Pedra ficam na cidade de Taquara, interior do estado gaúcho.
O casal americano Fritz e Barbara, ele com 64 anos e ela com 73, ficou preso por pouco mais de um ano e os brasileiros André Ricardo e Cleci Ieggli, por quase dois meses. Todos foram soltos em janeiro deste ano, depois que os desembargadores da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reconheceram excesso de prazo para formação da culpa. A ação penal contra eles continua, contudo, tramitando na cidade de Taquara.
Fritz e Barbara são aposentados e fundaram uma ONG para ajudar as crianças de Morro da Pedra. A organização oferecia tratamento médico e dental, montava times de futebol e dava aulas de reforço escolar. Os brasileiros Cleci e seu marido André, presidente da Federação Brasileira de Naturismo, também estão envolvidos em ação social em favor da comunidade. O caso, que corre em segredo de Justiça, ganhou repercussão nacional e internacional na mídia ano passado. As acusações que levaram os casais para a cadeia começaram a partir de boatos de pessoas da Colina. Em dezembro de 2007, o Ministério Público levou o caso à Justiça.
No entanto, as supostas vítimas dos casais não sustentam as acusações do Ministério Público. Defendem os acusados e afirmam: não houve crime algum. Um dos pais das crianças supostamente molestadas contou à revista Consultor Jurídico que também foi denunciado pelo MP gaúcho como cúmplice dos acusados. Isso porque o seu filho, apontado como vítima, desmentiu as acusações e disse que nada sofreu."


Lendo essa notícia pergunto-me se o passado não serve de lição. Mais uma vez pessoas são linchadas publicamente por conta de informações não confirmadas. O cuidado tão necessário para a veiculação de notícias absolutamente perigosas (por suas conseqüências) simplesmente é jogado a segundo plano.

Os casos "Escola Base" e "Bar Bodega" são só dois dos exemplos mais gritantes que, pelo visto, apesar de serem ensinados nas escolas de Jornalismo e de Direito, não contam quando é para se alcançar índice maior de audiência. Agora talvez haja mais um exemplo forte: "Colina do Sol".

O mais triste é saber que a resposta do Estado, mesmo que apenas para o ressarcimento indenizatório (eis que a moral e a honra atingidas provavelmente nunca mais voltarão a ponto de trazer o real sossego das vítimas), leva praticamente uma eternidade.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Arquivos da ditadura.

Os tempos eram outros. Não havia super-sistemas de captação de som e imagem. Super-câmeras ou super-gravadores. Nossa vida não era mapeada pelos nossos acessos no mundo virtual da internet. As informações não jorravam como hoje e mal tínhamos noção do que acontecia na cidade vizinha, quanto mais do outro lado do mundo.


Mas o Grande Irmão estava por perto...


As ditaduras mundo afora sempre têm seus meios para conseguir as informações necessárias dos seus suspeitos ou dos considerados reacionários de plantão. E no Brasil não foi diferente. O DOPS, Departamento de Ordem Pública de São Paulto era tão temido quanto bem informado. Entre 1924 e 1983 arremalhou dados de pessoas que pudesse atentar contra os bons costumes e à moral (ou pode-se ler "contra quem está no poder"), em perseguições muitas vezes não tão evidentes. Qualquer pessoa poderia estar na mira do DOPS.


Agora os arquivos foram abertos no mundo virtual. Pode-se ver todas as informações acumuladas pelo departamento. É algo impressionante. São 184 mil fichas policiais!!


Tudo pode ser consultado no site do Projeto Integrado Arquivo Público do Estado e Universidade de São Paulo (Proin).


Um destaque é o prontuário de Monteiro Lobato, como se percebe com a cópia aí do lado.

Segundo a coordenadora do Proin, Maria Luiza Tucci Carneiro, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), “No momento em que o cidadão ficava sob suspeita, a polícia abria um prontuário e, após a detenção, produzia a ficha de qualificação, que trazia a fotografia de frente e de perfil – uma das categorias de documentos que hoje alimentam o banco de iconogravia idealizado por Kossoy. Além da fotografia policial e as fotos confiscadas, temos um amplo universo documental acumulado ao longo dos anos. Alguns cidadãos suspeitos chegaram a ter o cotidiano vigiado por 15 anos consecutivos”.

É bom revermos e avaliarmos o passado de um país para que possamos progredir tendo em vista que justiça social não se consegue sem democracia e liberdade de expressão.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

As regras dos homens.

Recebi por e-mail. De uma mulher, ressalte-se. E tem sua validade.

"Sempre ouvimos as regras do lado feminino. Agora aqui estão as regras do lado masculino.

Observe... Elas são marcadas como número “1” de propósito!

1. Peitos e bundas existem para serem olhados, e é por isso que olhamos. Não tentem mudar isso.

1. Aprendam a manejar o assento da privada. Vocês já são bastante crescidinhas pra isso. Vocês são grandes garotas. Se ele está levantado, abaixem-no. Nós precisamos dele levantado, vocês precisam dele abaixado. Vocês não nos ouvem reclamar quando vocês deixam o assento abaixado.

1. Sábado = futebol. É como a lua cheia ou a mudança das marés. Não se muda isto.

1. Fazer compras NÃO é um esporte. E não adianta, nós nunca vamos pensar de outro jeito.

1. Choro é chantagem.

1. Peçam o que vocês querem. Vamos deixar isso bem claro:
Dicas sutis não funcionam!
Dicas grosseiras não funcionam!
Dicas óbvias não funcionam!
APENAS PEÇAM O QUE QUEREM!

1. ‘Sim’ e ‘Não’ são respostas perfeitamente aceitáveis para a maioria das perguntas.

1. Tragam-nos um problema se querem ajuda para solucioná-lo. É o que nós fazemos. Para solidariedade existem as amigas.

1. Dor de cabeça que já dura mais de 17 meses é um problema. Consultem seu médico !

1. Tudo aquilo que nós dissemos há 6 meses não será admitido como argumento. Aliás, todos nossos comentários se tornam nulos e sem efeito após 7 dias.

1. Se vocês acham que estão gordas, provavelmente estão mesmo. Não perguntem isso pra nós.

1. Se algo que dissemos pode ser interpretado de duas formas, e uma delas deixa vocês tristes ou magoadas, entendam: nós falamos com o significado da outra forma.

1. Vocês podem escolher: ou nos peçam algo, ou nos digam como deve ser feito.
Nunca as duas coisas. Se vocês já sabem qual é o melhor jeito de fazê-lo, simplesmente façam.

1. Sempre que possível, por favor, digam o que precisam dizer durante os comerciais.

1. Pedro Álvares Cabral não precisou de orientações. Nós também não precisamos.

1. TODOS os homens enxergam em 16 cores, como o padrão do Windows. Pêssego, por exemplo, é uma fruta e não uma cor. Abóbora também pertence ao reino vegetal. Nós não temos idéia do que é fúcsia

1. Se algo pinica, será coçado. Nós fazemos isso.

1. Se perguntarmos o que está errado, e vocês responderem “nada”, nós vamos agir como se nada estivesse errado. Nós sabemos que é mentira, mas não vale a pena discutir por isso.

1. Se vocês fazem uma pergunta e não querem ouvir a resposta, estejam preparadas para ouvir o que não querem.

1. Quando temos que ir a algum lugar, qualquer coisa que estejam vestindo estará ok. De verdade!

1. Não nos perguntem o que estamos pensando, a menos que estejam prontas para discutir assuntos como Sexo, Futebol, ou Carros.

1. Vocês têm roupas suficientes.

1. Vocês têm sapatos demais.

1. Eu estou em forma. Redondo é uma forma.

Só para esclarecer: os homens realmente não se importam realmente em dormir no sofá; é como acampar."

(Garotas, é carnaval, não se estressem...)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Fidelity.

Existe, hoje nos EUA, em especial no Estado da Califórnia, uma campanha a favor da união homossexual, ou melhor, contra o preconceito.

Foi votada uma alteração na Constituição daquele Estado que determinou que "somente o casamento entre um homem e uma mulher é válido ou reconhecido na Califórnia". Essa inclusão anula os casamentos de homossexuais que tinham se realizado até então, impedindo-os dali em diante. Mais uma vitória do conservadorismo burro e inútil.

Ocorre que agora no dia 05 de março acontecerá uma audiência na Suprema Corte da Califórnia para que os representantes dos movimentos que estão tentando acabar com essa lei apresentem seus argumentos e solicitem que a questão entre, novamente, em votação. Se a proposição for confirmada aproximadamente 18 mil casais serão "divorciados".

Casais e familias reais mandaram suas fotos com o pedido “não nos separe” para o vídeo abaixo. Um vídeo emocionante, diga-se.

Mais informações aqui.



Afinal, somos todos iguais. Ou não?

Obrigado pela dica, Carina (direto da Alemanha).

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Brasil: lixão hi-tech.

"Em 2006, o Brasil foi parte do lixão high-tech da Califórnia. De acordo com dados obtidos pela Folha no DTSC (sigla em inglês para Departamento de Controle de Substâncias Tóxicas da Califórnia), 1.190 toneladas de lixo eletrônico foram enviadas do Estado norte-americano ao Brasil naquele ano.

Os dados indicam que o Brasil pode ter ignorado a Convenção da Basileia, um tratado internacional do qual o país faz parte e que tenta combater o trânsito internacional de resíduos perigosos dos países desenvolvidos para nações em desenvolvimento.

O lixo eletrônico --televisores, computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos descartados para o uso-- é considerado perigoso, pois possui em sua composição substâncias tóxicas como mercúrio e chumbo.

Televisores e monitores de computador, por exemplo, possuem de 20% a 25% de chumbo em sua composição."



Fonte: Jornal Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u500301.shtml

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Fotografe um cinema antes que vire uma igreja.

Campanha interessante lançada pelo blog Moviola e que tomei conhecimento pelo blog Roliude (de Glauber Rocha a Indiana Jones). Para conhecer e participar clique aqui.

Para ir direto ao blog Roliude, mais um dos que vale a pena e o tempo, acesse diretamente no http://www.roliude.wordpress.com/

Notícias do mundo cinematográfico, dos nacionais aos enlatados americanos.

Stand by me

Música pelo mundo. A música aproxima. Que tal música em vez de guerra?
Essa seqüência ficou realmente boa.



Para quem quiser acompanhar:

Stand by me, de Ben E. King e famosa na interpretação de John Lennon

When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, no I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me

And darling, darling stand by me, oh now now
Stand by me
Stand by me, stand by me

If the sky that we look upon
Should tumble and fall
And the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry, no I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me

And darlin', darlin', stand by me, oh stand by me
Stand by me, stand by me, stand by me-e, yeah

Whenever you're in trouble won't you stand by me,
Oh now now stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me

Darlin', darlin', stand by me-e, stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me.

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Traduzindo dá mais ou menos assim:

Quando a noite chega
E a terra está escura
E a lua é a única luz que nós veremos
Não, eu não terei medo, não, eu não terei medo
Apenas se você ficar ao meu lado, fique ao meu lado

E querida, querida, fique ao meu lado, oh agora agora fique ao meu lado
Fique ao meu lado, fique ao meu lado

Se o céu no que nós olhamos
Explodir e cair
E as montanhas se esmigalharem no mar
Eu não chorarei, eu não chorarei, não, eu não derramarei uma lágrima
Apenas se você ficar ao meu lado, fique ao meu lado

E querida, querida, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Fique ao meu lado, fique ao meu lado,
Fique ao me-eu lado, sim

Quando você estiver em perigo agora, agora, fique ao meu lado
Oh fique ao meu lado, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Querida, querida, fique ao meu lado, fique ao meu lado
Oh fique ao meu lado, fique ao meu lado fique ao meu lado.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Lei de Zeca Pagodinho x Lei de Gérson

Há alguns anos, alguns bons anos, não lembro exatamente quanto, Gérson, o canhotinha de ouro da seleção tri-campeã de futebol, foi o protagonista de um anúncio publicitário dos cigarros Vila Rica.

Nesse anúncio, como vocês podem conferir abaixo, o ex-jogador, fumando um Vila Rica, ensinava que o importante era levar vantagem em tudo. “Gosto de levar vantagem em tudo. Leve você também”. Claro, a conotação não era bem essa que acabou assumindo no dito popular...

Daí, entretanto, para o brasileiro aproveitar o jargão e querer, literalmente, levar vantagem em tudo, foi um passo. E isso ficou conhecido como a Lei de Gérson: o importante é levar vantagem. Não interessava se estamos nos furtando de nossas responsabilidades, se estávamos enganando ou prejudicando alguém, se era contra a lei. Nada mais importava, afinal, a questão era levar vantagem em tudo.

Muito tempo depois assisti a uma entrevista do craque e ele falou que se arrepende de poucas coisas na vida. Uma delas a de estrelar este comercial. Falou que foi ingênuo e que jamais pensou que pudesse repercutir tão forte e negativamente.

Pois bem. De lá pra cá muita coisa mudou. Óbvio, não por culpa do Gérson, mas por culpa da natureza humana, da impunidade e, em minha opinião, da frouxidão na educação das crianças. Não só os diversos problemas na educação escolar, dos quais já estamos cansados de ouvir falar e de ver que nossas autoridades nada fazem. Mas, principalmente, pela falta de educação do dia a dia, de palavras como bom dia, obrigado, por favor; de respeito aos mais velhos; de respeito às regras mais simples.

E nessa sucessão de mudanças não muito agradáveis, foi promulgada uma nova lei: a Lei de Zeca Pagodinho. Mais grave e contundente que a Lei de Gérson.

Por essa lei, não importa o que se falou ou o que se contratou: se alguém aparecer com algo melhor, engole-se o que foi dito ou rasga-se o contrato e pula-se para o outro barco.

Pelo menos foi isso que transpareceu com o episódio dos anúncios publicitários da Nova Schin e da Brahma tendo como garoto propaganda o Sr. Jesse Gomes da Silva Filho, conhecido artisticamente como Zeca Pagodinho.

Assim, o que se vê é um upgrade da Lei de Gérson. A Lei de Zeca Pagodinho é para quem não tem vergonha na cara e quebra qualquer contrato, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E depois ainda tripudia do outro contratante ao fazer propaganda ridicularizando-o. Cousas de quem não tem educação. Não aquela dos bancos escolares; a outra.

Entretanto, para redimir um pouquinho a população séria, absoluta maioria, em uma ação indenizatória que Primo Schincariol Indústria de Cerveja e Refrigerantes entrou contra Jesse Gomes da Silva Filho e sua produtora, pela quebra de contrato, o juiz determinou uma condenação em favor daquela em 930 mil reais por danos materiais e mais 930 mil reais por danos morais em decisão de primeira instância.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Jennifer Aniston recusa US$ 4 milhões

A atriz Jennifer Aniston, 39, recusou US$ 4 milhões (cerca de R$ 9,2 milhões) para posar nua na revista "Playboy". O convite foi feito diretamente pelo criador e dono da revista, Hugh Hefner despois que ele a viu na capa da revista "GQ", em que aparece usando somente uma gravata.

Considerando, ainda, a participação nas vendas da revista, o pagamento poderia chegar a US$ 10 milhões (cerca de R$ 23 milhões).

Infelizmente para seus fãs e muitos outros marmanjos ela recusou a proposta do milionário.
Será que tem alguma beldade no Brasil que vale US$ 10 milhões para posar nua numa revista masculina? Bom, considerando que tem muita ex-isso e ex-aquilo partindo para nova carreira nos "filmes adultos", não se pode duvidar de nada...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Por falar em Carlos Drummond de Andrade...

Estátua de Drummond em Copacabana perde óculos pela 7ª vez.

"A escultura do poeta Carlos Drummond de Andrade no calçadão da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, ficou sem a haste dos óculos pela sétima vez. O acessório vive sendo danificado por vândalos.

A escultura já teve seus óculos depredados seis vezes. Um dos reparos custou R$ 3 mil. A estátua foi adotada oficialmente por uma fabricante de lentes para óculos por dois anos.
Instalada em 2001 no calçadão da praia de Copacabana e próximo à esquina das avenidas Atlântica e Rainha Elizabeth, a estátua de Drummond tem sido alvo de vandalismo e sucessivos furtos dos óculos, que eram uma característica do poeta.

O monumento é feito de bronze, em tamanho natural, e reproduz a figura de Drummond sentado, de costas para o mar, num dos bancos do calçadão de Copacabana. O local era o preferido pelo poeta em seus passeios de fim de tarde.

No banco que serve de base para a estátua, está esculpida a frase: "no mar estava escrita uma cidade".

Lido no Terra: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3455128-EI8139,00-Estatua+de+Drummond+em+Copacabana+perde+oculos+pela+vez.html

E quem liga para a história da cultura, mesmo?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Quando a omissão (da Rede Globo) vale ouro.

Texto de Urariano Mota.

Fonte: Observatório da Imprensa - http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=513IMQ007 - Reproduzido do Direto da Redação, 19/11/2008.

Para o acontecido na segunda-feira (17/11), qualquer apresentador de telejornais poderia ter anunciado: "Tiros na Bolsa". Ou feito uma chamada de maneira mais extensa, evitando assim uma ambigüidade:

"Operador tenta suicídio durante pregão da Bolsa de Mercadorias e Futuro".

E depois do anúncio, entraria no corpo da notícia:

"O operador de pregão da corretora Itaú Paulo Sérgio Silva, de 36 anos, tentou suicídio hoje, pouco depois das três e meia da tarde. No meio do pregão, ele disparou um tiro contra o próprio peito. Paulo Sérgio foi socorrido imediatamente no ambulatório da Bolsa e transferido para a Santa Casa de São Paulo."

Isso feito, viriam imagens da Bolsa, e de operadores transtornados, enquanto o apresentador narraria:

"Segundo colegas, Paulo Sérgio falou ao celular com a esposa e os filhos minutos antes de disparar a arma. Uma testemunha, que não quis se identificar, declarou que ele elogiou os filhos, como numa despedida."

"Profundo respeito"

Corte para a imagem de um repórter, em frente ao prédio da Bolsa:

"Até o encerramento do pregão, o clima era de mal-estar e muitos estavam deprimidos. Funcionários da Bolsa e das corretoras saíam do prédio para fumar com o semblante fechado. A maioria descrevia com reticência a tarde de tensão. Alguns receberam ordem das corretoras em que trabalham para não comentar o incidente. Ainda assim, um deles informou que o operador é casado e tem quatro filhos, com idades entre 14 e 4 anos. Paulo Sérgio estaria com receio de ser demitido por conta da fusão do Itaú com o Unibanco. Ele havia comprado uma casa a prestação."

Corte para as declarações e imagens do presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Mercado de Capitais, Márcio Myeza:

"Duas horas antes da tentativa de suicídio, ele me procurou. E me disse que um amigo dele havia se matado. Ele queria saber os direitos da família nesses casos. Respondi que a família deveria procurar um advogado."

Volta para o apresentador, que lê, com os olhos no teleprompter:

"O presidente do sindicato disse ter notado que o colega estava `ansioso´, mas nada que sinalizasse a tentativa de suicídio."

E com a câmera no segundo apresentador:

"A assessoria de imprensa do Itaú informou, por meio de nota, que está dando total assistência ao funcionário e a seus familiares. A assessoria do Itaú declarou, abre aspas: em profundo respeito ao ser humano, não comentaremos o fato. Fecha aspas."

Simpáticos, esses bancos

Todas as linhas entre aspas escritas até aqui são a expressão da verdade: de fato, um operador da Bolsa de Mercadorias e Futuros, na última segunda-feira, meteu bala no próprio peito, em pleno pregão da tarde. De fato, ele temia pela sorte da família, a partir da fusão dos bancos Itaú e Unibanco. De fato, sabe-se que onde há reunião de duas empresas, os empregados não se somam. Subtraem-se, sempre, no processo conhecido como racionalização de atividades. Até aí foi a verdade.

As frases que antecedem as aspas são pura invenção poética porque a notícia não apareceu nos telejornais brasileiros. Ou, pelo menos, não apareceu nos telejornais da Rede Globo, com certeza. E notem a sucessão e crescimento de esquisitices sem notícia: se é um escândalo um suicídio público, se é um escândalo um suicídio em plena sessão da Bolsa e se é escândalo um tiro em um templo da economia em tempos de crise, o que dizer da ocultação da notícia, com a cara mais maquiada que o cinismo permite?

O que seria um escândalo, sob qualquer critério, gerou um grande e pesado silêncio. Mas há razões claras para isso, que podem ser vistas nos intervalos e abertura do Jornal Nacional: o patrocínio do noticiário pertence ao Banco Itaú. O operador era, se não morreu, empregado do banco. Como os telespectadores do Brasil poderiam ter uma notícia que mostrasse um mundo brutal, feroz, de quem promete os valores mais ternos, de amor à família, nos comerciais?

No artigo "Globo e censura, tudo a ver", chamávamos a atenção para uma comunicação censurada do Sindicato dos Bancários porque os anúncios do Itaú e Unibanco, em rede nacional, bem pagos, não permitiam tal liberalidade. O que dizer agora, quando os dois bancos se unem? Os bancos brasileiros não são apenas os mais lucrativos de toda a Terra, em toda a história. Eles são muito mais. São até editores do que você, leitor, pode ou não pode ver na televisão. Simpáticos, esses bancos. Eles não querem vê-lo preocupado com homens que atentam contra a própria vida em um pregão de uma segunda-feira à tarde.

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Valem alguns comentários:

Há que se considerar o poderio econômico interferindo nas pautas dos jornais, quaisquer que sejam. Mas isso, por si só, não leva à conclusão de que toda omissão decorre de tal inteferência. Incompetência jornalística e linha editorial também fazem os nossos informativos diários, televisivos ou não, sabotarem notícias importantes ou diferentes.

Esse caso específico daria, com base num drama pessoal, infelizmente, um bom gancho para uma matéria sobre a preocupação do desemprego nas grandes fusões, podendo, inclusive, trazer outros exemplos nacionais e internacionais para os telespectadores.

Claro, tudo uma questão de ponto de vista. De quem vê e de quem paga. Eu não pago, logo, não escolho as matérias que vão ao ar.

Há, ainda, o argumento de que há uma espécie de consenso que suicídios não devam ser exaltados na televisão. Não sei se é verdadeiro ou falacioso, mas também é uma possibilidade.

O que de fato vemos, contudo, é que as informações que nos chegam pela mídia comum normalmente são parciais ou limitadas. E a internet abriu um importante caminho para uma discussão mais ampla sobre o assunto.

domingo, 23 de novembro de 2008

Consumismo.

Texto de GABRIELA MAIA LOPES.

Quando consumimos algo, depois de um tempo, o produto “não é mais necessário”. Aí compramos outro para substituí-lo. Mas para onde vai esse produto? Às vezes para lixões, às vezes jogam-no em qualquer lugar, sem nenhuma proteção para a terra. É aí que mora o perigo!! Com a falta dessa “camada protetora” podem vazar substâncias químicas altamente tóxicas que afetam não só a terra, mas também quem vive nela, o lençol freático, o ar que respiramos e assim por diante.

O problema parece pequeno, mas não é. Esse “insignificante” problema vai começar afetar o homem e, mais adiante, a população mundial, que vai ter de sair pelas ruas (ou até mesmo em casa) usando máscaras de oxigênio para não se contaminar com o ar infectado pelo lixo jogado em um lugar devidamente INcorreto.

Acho que não queremos isso para nós, nossos filhos ou para nossos netos, não é?!

Lei antitabagismo protege crianças.

Sem vetos, foi sancionada pelo governador do estado nesta quinta-feira (21), a lei 15977/08 de autoria do deputado Ney Leprevost. A norma regulamenta que qualquer estabelecimento comercial ou evento destinado a crianças deve estar livre de fumo. A medida entra em vigor a partir da data de publicação no Diário Oficial do Estado.

Segundo o autor – presidente da Comissão de Saúde do Legislativo paranaense –, são muitos os benefícios que a lei ira trazer, “a norma é a garantia de disciplinar os fumantes”. Leprevost defende ainda que, “a proibição de fumar em estabelecimentos comerciais e eventos destinados ao público infantil procura preservar as crianças da ação maléfica do tabagismo”. A nova lei visa aperfeiçoar a legislação já existente sobre a matéria (Lei Estadual nº. 14743/05).

Fonte: Assembléia Legislativa do Estado do Paraná - http://www.alep.pr.gov.br/geral_noticiasconteudo.php?notoid=13469&grupo=4&grupo=4&foi_direto=1

Particularmente penso que todos têm direito a fazerem o que quiserem. Se quiserem se matar fumando, bebendo ou se drogando, cada um tem sua autonomia para decidir. Somos livres. Entretanto nossa liberdade esbarra nos direitos alheios. E o fumante - desculpem-me meus amigos fumantes - é mal-educado por definição e natureza. Nunca vi, por exemplo, fumante engolindo a fumaça em vez de jogar na cara dos outros; nunca vi, por exemplo, fumante guardar xepa de cigarro no próprio bolso em vez de jogar por aí, pelo chão e pelas janelas dos carros e apartamentos.

A medida ideal seria a obrigatoriedade de cada fumante utilizar uma redoma inviolável durante o seu ato de prazer, caso o fizesse em público (inclusive em áreas abertas). Só poderia sair da redoma quando toda a fumaça fosse inspirada por ele próprio ou desaparecesse impregnada nas suas roupas.

Taí... penso que seria um dos caminhos.

sábado, 22 de novembro de 2008

"Nós nos consideramos heróis"

Em uma reportagem narrada na primeira pessoa, o Jornal The Guardian traz a visão dos piratas do pacífico por eles próprios. O pirata somali Asad 'Booyah' Abdulahi, de 42 anos, explica suas razões para o exercício de sua atividade. No fundo, e talvez sem conhecer o personagem da literatura, sente-se um Robin Hood dos mares. É um ex-pescador que não conseguia ganhar a vida por conta das grandes embarcações estrangeiras no litoral da Somália que não permitiam uma disputa justa com os pequenos trabalhadores. Assim, iniciou sua vida de pirata em 1998 e seu primeiro butim rendeu 300 mil dólares ao grupo. Ele destaca que parte do valor vai para o financiador da operação e o restante é dividido entre os piratas. Eles dão prioridade aos navios europeus por resultarem em resgates mais valiosos.
Afirma que não fazem mal aos tripulantes dos barcos seqüestrados e que não considera sua atividade criminosa e, sim, como uma espécie de pedágio por não terem um governo central organizado na Somália controlando os seus mares.
A reportagem completa pode ser lida no The Guardian: http://www.guardian.co.uk/world/2008/nov/22/piracy-somalia
Os piratas estão se oranizando cada vez melhor. Unem-se quando há a necessidade de um ataque maior ou para proteger o resultado de um seqüestro muito grande. Nessa semana os piratas somalis exigiram um resgate de US$ 25 milhões para devolver o superpetroleiro saudita Sirius Star.

Calcula-se que nos últimos doze meses os piratas no Mar da Arábia e no Golfo de Áden (região de atividade do pirata acima nominado) faturaram pelo menos 150 milhões de dólares em resgates.

De acordo com o Escritório Marítimo Internacional (BMI), 94 navios foram atacados por piratas somalis desde janeiro. Dezessete ainda estão em poder deles.


As fotos deste texto são de Veronique de Viguerie (The Guardian), que passou um tempo com o principal grupo de piratas que opera na costa da Somália. Na primeira, alguns desses piratas, de um grupo de aproximadamente 350. Na segunda, a vista de uma praia, onde se vê um navio japonês seqüestrado.

domingo, 9 de novembro de 2008

Superioridade

Superioridade, de Gabriela Lopes.

Todo mundo sabe que as pessoas são diferentes umas das outras em tudo: raça, visão política, religião. Por que, então, uns se acham tão superiores aos outros? Força? Poder? Tamanho? Porque se a questão for respeito eu tenho certeza que não é!

Bem, eu acho que se não deixarmos que outras pessoas nos rebaixem, o mundo será mais justo, e tenho a convicção de que os “rebaixadores” não gostariam de ser tratados desse jeito. Sendo assim, minha pergunta continua: o que faz as pessoas se acharem tão superiores às outras?

Para pararmos de sermos “inferiores” às outras o negócio é o seguinte: por que deixamos que outras pessoas passem em nossa frente na fila? Por que não simplesmente falamos “Senhor, você furou a fila, pode fazer o favor de voltar para onde estava?”. Ou, por que deixamos que as pessoas falem que somos “perdedores” na nossa cara e não tomamos nenhuma atitude? Bom, pensando bem, eu acho que sei o porquê. Porque nos falta coragem de peitar essas pessoas de frente e tirar satisfações com ela, não brigando, conversando é claro. Cada um tem que se preservar, não deixando que outras pessoas tomem a sua frente na fila, por exemplo, e sim agindo de modo correto.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vai pensando aí.

Um copo de coca-cola pela metade.

Dia desses conversava com meu sócio Renato sobre copos de refrigerante. Na realidade, sobre a quantidade de refrigerante nos copos. Comentamos sobre como as crianças e, ainda mais, os adolescentes se comportam diante de um copo e uma garrafa de refrigerante: enchem, até a boca, se possível.

E lembramos que nossos pais nos ensinaram que não se enche copo até a boca. Questão de educação. E mais do que isso, questão de respeito, penso. Pra que encher o copo? A idéia é - ou era: se não satisfizer a sede, coloque mais depois. Ou, se não tiver suficiente para todos, que divida-se em quantidades solidárias.

Quem não se lembra daquelas brincadeiras de criança, à mesa dos aniversários ou outras festas, de ficar colocando o refrigerante ou suco nos copos até que ficassem na mesma medida? Ninguém podia ficar com mais do que os outros! Não lembro de enchermos até derramar ou quase. Hoje essa brincadeira até perderia sua graça porque todo mundo simplesmente assoberba o líquido até a boca do copo. Sempre ficariam iguais.

Fiquei pensando sobre isso...

Por que essa inversão ou modificação de valores? Nem vou falar do fato de que antes refrigerante era final de semana e olhe lá, e hoje é quase uma bebida diária - para muitos é mais do que isso; já conheci família que tomava coca-cola no café da manhã!!

Lembrei que os McDonald's e Bob's da vida nos enfiam aqueles copos cheios. E cada vez maiores. Como disse o Danilo Gentili na sua apresentação humorística na SCAR, sábados atrás: se a gente quiser comprar alguma coisa menor nessas lanchonetes, caso consiga, fica até constrangido. E tem sempre a moça que insiste: "senhor, por mais cinquenta centavos o senhor ganha um hiperbigultramega copo de refrigerante e uma ultramegahiperbig batata frita, senhor". Caso a gente negue, ela empurra: "mas, senhor, só por mais cinquenta centavos, senhor."

Voltando ao assunto: esses copos gigantes e cheios - quem é que bebe meio litro de coca-cola sozinho num almoço?? - são apenas a ponta do iceberg. Vivemos num mundo consumista, extremamente consumista. E essa idéia de consumo descontrolado é impregnado nas nossas mentes desde crianças. Agora mais do que antes. Dessa forma, um copo cheio até a boca nada mais é do que o reflexo do "mais e mais e mais e mais...".

Outro fator que, na minha opinião, também colabora - e muito - com essa situação é a simples incapacidade dos pais de usarem uma palavra tão simples quanto eficiente: NÃO.

Parece que os pais, por culpa, medo, irresponsabilidade, desleixo ou projeção da infância que gostariam de ter tido, esqueceram a importância de dar limites aos seus filhos. Por que se tem que concordar com tudo? Agora os pais vão virar reféns dos seus filhos? Os pais têm vergonha que seus filhos façam escândalos no supermercado porque não ganham tudo o que pedem? Os pais têm medo de ter filhos deslocados por não darem tudo o que o pai dos vizinhos dá? Os pais têm medo de ser odiados por seus filhos porque não ganharam o último dvd, o último game, o último modelo de celular, de tênis ou seja lá do que for?

E, ainda pior, já que não conseguem dar tudo, tem aqueles que optam pelos produtos piratas para "baratear" suas frustrações, ensinando mais uma coisa errada para os filhos: que sonegar o trabalho de quem produz, de quem rala para ter as idéias e fazer ou imaginar aquilo, é certo!!

No final das contas, essas crianças, além de conseguirem tudo que pedem, de encherem o copo de coca-cola até derramar, de faltar com o respeito com quem trabalha (porque quem desconsidera o trabalho do artista tem grande tendência a desrespeitar o trabalho da faxineira do shopping, do porteiro do prédio, do motorista do ônibus, do professor, do policial, do médico...), quando crescerem vão acabar lendo livros de auto-ajuda e lotando as salas de espera dos psicólogos porque os livros de auto-ajuda não fizeram os milagres que prometeram.

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Em tempo: tenho filha adolescente e também cometo meus erros, mas refletindo tende-se a não repeti-los. Espero.

Em tempo 2: quanto à publicidade com que faz boa parte das pessoas se sentirem mal por não conseguirem comprar tudo o que gostariam ou o que seus filhos querem, tenho opinião formada. Sou radicalmente contra publicidade para o público infantil em horário diurno ou em revistas para crianças. Os pais é que devem escolher o que comprar, sem pressão. Em outra postagem falarei do assunto.