Bacafá

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Você tem fome de que?


“Bebida é água! / Comida é pasto! / Você tem sede de que? / Você tem fome de que? / A gente não quer só comida / A gente quer comida / Diversão e arte / A gente não quer só comida / A gente quer saída / Para qualquer parte...

A gente não quer só comida / A gente quer bebida / Diversão, balé / A gente não quer só comida / A gente quer a vida / Como a vida quer...

A gente não quer só dinheiro / A gente quer dinheiro e felicidade / A gente não quer só dinheiro / A gente quer inteiro e não pela metade...”

Essa música da banda Titãs, do álbum “Jesus não tem dentes no país dos banguelas”, também da década de 80, reflete, de uma maneira divertida, a expectativa de qualquer pessoa.

É claro que comida é essencial para o ser humano. É a preocupação mais primordial de todas, não tendo comparação com qualquer outra necessidade ou esperança. Nestes aspecto, entre erros e acertos do Governo Lula, penso que foi o seu tiro mais certeiro. Como já dizia o saudoso sociólogo Betinho “quem tem fome tem pressa”.

Ao tirar milhões da linha da pobreza e extrema pobreza, o Governo Lula conseguiu fazer com que estas pessoas passassem a ter outras preocupações que não a de comer no final do dia. Estas pessoas puderam pensar em outras coisas. Puderam sentir o gostinho e o prazer de outras necessidades. Puderam passar a viver e não apenas a lutar para sobreviver. Puderam sonhar.

Lembrei desta música e do resultado de mais pessoas pensando menos em comida quando acompanhei o lançamento do FEMUSC 2013. Deu fome de FEMUSC. Os músicos nacionais e internacionais importantes que participarão do Festival. O crescente número de alunos inscritos e interessados. A importância que a mídia nacional está dando ao evento. O quanto este festival se tornou importante para a imagem e economia de Jaraguá do Sul.

E mais, do alto dos meus sonhos utópicos, mais importante do que o dinheiro que fica na região por conta do evento, é a possibilidade do nascimento ou da lapidação de possíveis superdotados da música. Dá sede de FEMUSC.

A gente não quer só comida; a gente quer comida, diversão e arte, diversão, balé.

E a música é tão genial que não fala só de comida, bebida e arte. Fala de liberdade. Fala que nada disso adianta se não houver liberdade para comer o que se quiser, fazer e aproveitar a arte que quiser. Ir e vir quando quiser e pra onde quiser.

Afinal, o que se busca de verdade mesmo, é a felicidade, seja de que forma for. De preferência inteira, e não pela metade.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dança húngara.

Dança húngara n. 5, de Brahms.
(a preferida da Carla)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Danças folclóricas romenas.

Danças folclóricas romenas, de Béla Bartok (minha ignorância musical comentada no texto de segunda-feira não me deixa ter certeza se é exatamente essa a que tocou no Concerto mencionado):




terça-feira, 13 de novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Concerto em Jaraguá do Sul.

Com C. O do com S falarei outro dia.

Nessa último domingo fui com minha namorada assistir ao Concerto da Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul, na SCAR, do Projeto Caminhos da Música, com regência de Márcio Steuernagel.

Não entendo muito de música, ainda mais erudita, mas gosto muito. Desde pequeno ouvia os LPs das coleções dos meus pais. Meu ouvido pra isso é péssimo, o que me dificulta. Entretanto, tenho a convicção de que a música (a arte em geral, na realidade) tem um papel forte e importante para a revolução na educação e, consequentemente, na sociedade.

A partir de hoje colocarei vídeos aqui com as músicas deste concerto.

Hoje começo com Abertura Egmont, de Beethoven:



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Eva.

Vi nos Quadrinhos Rasos, que descobri via Poracaso. Os caras desenham com base em letras de músicas.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Pequenos atos, grandes consequências.

Hoje vou falar de dois pequenos atos e suas gigantescas consequências. Um dos atos foi realmente singelo, embora o resultado tenha mudado, possivelmente, pelo menos uma vida. O outro é um pouco mais complexo, embora nada excepcional; depende de mais pessoas, mas muito mais de vontade política.

Comecemos pelo ato que classifiquei como singelo. Li no sítio eletrônico Por Acaso (www.poracaso.com) texto do Ricardo Treis, relatando uma experiência pela qual ele próprio passou.

Resumidamente: ele estava passando pelo calçadão à noite quando se deparou com uma pessoa que todos reputavam como um bêbado. E, apesar do estado estranho do cidadão, ninguém, ao que tudo indica, havia se dignado a verificar mais de perto ou sequer chamar o SAMU. O Ricardo fez. Ligou e veio a ambulância. E o cidadão não estava bêbado. Aparentemente um problema neurológico. Talvez o Ricardo tenha salvado uma vida. Herói por um dia, mas que valeu o resto da vida daquele senhor.

Essa história me lembrou outra. Em Joinville há mais de vinte anos, estávamos alguns amigos e eu indo para a escola e passamos por um rapaz no chão. Não fizemos nada. Na direção oposta passou por mim um vizinho, hoje advogado, André Tavares Vieira, e eu falei para os meus amigos: ele vai parar para ajudar. Virei-me e realmente ele parou. Não sei o fim daquela história, porque minha ignorância soberba ou minha soberba ignorante dos 15 de idade me fez continuar o caminho da escola.

O grande problema é que as pessoas não querem se envolver. Querem ficar alheias aos problemas dos outros. Acham sempre que já têm problemas demais para resolver, sendo que ajudar – principalmente quando for um estranho – é uma carga que não lhes diz respeito. Não importa o tamanho da ajuda.

Já imaginaram um tsunami por aqui? Cada um por si e ninguém ajudando ninguém? Ainda bem que há Ricardos e Andrés que não pensam assim.

O outro assunto também trata da transformação que atos inteligentes e inovadores podem gerar. E que, como já disse, dependem apenas de um pouco de vontade política.

Li, no caderno de fim de semana do jornal Valor, uma reportagem sobre “El Sistema”. Como dizia na matéria, uma “fabulosa usina que já produziu centenas de orquestras infantojuvenis e adultas”. Um programa que existe na Venezuela.

Com “El Sistema” crianças do país inteiro são introduzidas na magia das músicas folclóricas e clássicas. Bebês de colo até dois anos, para começar, são reunidas com suas mães duas vezes por semana para cantar canções folclóricas da Venezuela. O nome das turmas? “Orquestra Baby Vivaldi”. Aos três anos as crianças vão a núcleos conhecer os grandes compositores eruditos. A ideia é que quando cresçam e escutem novamente estes mestres, sintam-os como velhos conhecidos.

A partir dos quatro anos começam a tocar instrumentos de corda apropriados, e assim vão se desenvolvendo. E mais, sem a ânsia de quererem ser os solistas, pois aprendem que todos na orquestra são importantes e que todos podem ensinar e aprender com o colega do lado. Hoje projeto é “exportado” até para o eterno rival EUA.

Alguém consegue imaginar esse trabalhado desenvolvido aqui na terra do FEMUSC? Crianças desde cedo aprendendo sobre boa música de verdade. Para uma cidade que arrecada mais de 1 milhão de reais por dia, seria uma transformação fantástica e nem tão difícil assim. Ou alguém duvida do que aconteceria socialmente se um projeto desses fosse mantido com uma continuidade mínima de 8 ou 12 anos?

domingo, 17 de julho de 2011

O gol mais bonito de todos os tempos.

Para mim, o gol mais bonito de todos os tempos foi, na realidade, o quase gol de Pelé no jogo da Copa do Mundo de 1970 contra o Uruguai. Aquele que ele dá um drible de corpo no goleiro e a bola passa raspando a trave. Um dos lances geniais do Rei. Imitar depois de ver esse lance dezenas ou centenas de vezes na televisão é fácil...

É o terceiro lance do vídeo abaixo.

domingo, 1 de maio de 2011

Umbabarauma

Em homenagem ao nosso jogo de ontem...(em especial à dupla de ataque).
Afinal, quem faz três (ou mais) pode pedir.

Homem-gol... joga bola, joga bola, jogador...


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Anísia Rocha

Obra de Anísia Rocha - mais peças, detalhes e informações no http://www.anisiarocha.com/

terça-feira, 10 de agosto de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Cineclube Jaraguá

ACOSSADO

A obra-prima de Jean-Luc Godard.

Dia 8 de setembro, terça-feira, 19h30min no Teatro SESC Jaraguá do Sul (Jorge Czerniewicz, 633).

Logo após o filme, debate sobre a Nouvelle Vague com Carlos Henrique Schroeder e Gilmar A. Moretti.

Filme mito de Godard, filme ícone da Nouvelle Vague, filme símbolo de uma revolução que ultrapassa o cinema e percorre os circuitos da juventude, da moda. Acossado é o único filme de Godard que conseguiu superar o estigma que seus filmes têm: odiados por muitos e amado por poucos. Muito se fala a respeito disso: que o mérito é do roteiro de Truffaut, que Godard ainda não era tão pedante, que ainda era compreensível, etc. Na verdade Acossado não é nada disso. Longe de ser um filme "jovem" (como Trainspotting ou Pulp Fiction), o primeiro filme de Jean-Luc Godard já é um denso ensaio sobre todas as preocupações que ocuparão dali a diante todo o seu cinema e grande parte do cinema mundial (não só de arte...).

Num dado momento, tudo pára: a câmara nos deixa por 26 minutos num quarto habitado por Jean Seberg e Jean-Paul Belmondo. Os assuntos são os mais variados. Na verdade, eles não importam muito, pois o importante nessa seqüência anunciadora de um desejo de cinema-verdade é a capacidade de filmar o íntimo, um momento que nunca é filmado (isso anos antes da Nova História irromper...). No quarto de Jean Seberg vemos um quadro de Renoir. Podia ser simlpesmente um quadro, mas Godard faz questão de fazer mais que isso: ao mesmo tempo que a atriz dialoga com a menina pintada, Godard dialoga com Auguste Renoir, o cinema dialoga com a pintura. Numa vitrine, Belmondo vê uma fotografia de Humphrey Bogart – outro jogo de espelhos: o ícone imóvel, a história do cinema, o cinema americano contra o íconel móvel, uma nova história do cinema e a homenagem ao cinema americano. Nisso Godard precede Sergio Leone.

Mas Godard sabe que cinema nao é pintura. E seus personagens se movimentam. Estão à bout de souffle, vivendo perigosamente até o fim (essa é uma das inscrições do filme), Michel Poiccard (Belmondo) é o desejo incontrolado e Patricia (Seberg) é a preservação (ela carrega um filho dele). Na pele dela Godard incarna o desejo do próprio registro cinematográfico, algo da permanência do instante; na pele dele vive o intenso desejo de fazer cinema e poder morrer por ele, logo viver cinema exclusivamente. Nesse ínterim, a possibilidade de aguardar dez segundos para ver Patricia sorrir.