Bacafá

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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Mais de Rider.

Continuando a postagem de ontem, com os anúncios da Rider dos anos 90 com músicas interpretadas por grandes nomes da nossa música, mais um bloco hoje:

Brasil pandeiro, com Novos Baianos.






É hoje, com Fernanda Abreu,




País tropical, com Paralamas do Sucesso.



Até o comercial do CD eu achei, hehehe. Apresentado pelo Kid Abelha, que cantou Pingos de amor:



Faltaram as músicas com Barão Vermelho, Sandra de Sá e Jorge Benjor. Se alguém tiver aí, é só marcar.







segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Campanha Rider - em tempos de quase férias...

Pessoal mais antigo vai lembrar. Em meados dos anos 90 a Grendene veio com uma campanha forte para os chinelos Rider. Utilizava sucessos da música brasileira, com roupagem nova, e muito boa produção. A empresa responsável, se não me engano, era a badalada W/Brasil.

Havia um dos Rider, inclusive, que vinha acompanhando por um CD. Eu comprei o chinelo, que deve
ter ido embora faz muito tempo (alguma coisa parecida com esse da foto aí do lado). Mas o CD continua o mesmo, e o achei neste final de semana. Foi parte da trilha sonora para Florianópolis no sábado.

Assim, torcendo para que o sol reapareça, busquei alguns desses anúncios que mostram que a publicidade pode fugir do trivial e da mesmice, e pode marcar por décadas:




Descobridor dos sete mares, com Lulu Santos:




Vamos fugir, com Skank:




Felicidade, com Rita Lee:




Como uma onda, com Tim Maia:






quinta-feira, 22 de maio de 2014

Joe Cocker faz 70 anos.

Uma pequena homenagem do cantor de consagradas músicas de rock e balada:

Woodstock, 1969:



A que mais ouvi dele na minha adolescência:



A balada mais famosa (que me lembra um anúncio de chocolate):



E a de muitas versões (talvez a minha preferida):

sexta-feira, 28 de junho de 2013

quinta-feira, 21 de março de 2013

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Das antigas.

The Human League - Don't you want me.

O mais engraçado é a letra... Clique aqui para ver a letra e a tradução.

Divirta-se:



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Quem tem 40 ou mais lembra.

Quem ouvia música na década de 80 - e naquela época não existiam 300 canais de televisão para fugir da rede aberta e muito menos a internet - vai lembrar da música abaixo (Feiticeira, de Carlos Alexandre - confesso que só lembrava do ritmo e nem sonhava quem cantava), um primor de breguice.



Ocorre que nessas navegadas internetíferas, me deparo com uma versão funk da Feiticeira, de um grupo chamado DeFalla, que não sei se é algum filhote ou algo remanescente de uma banda homônima também dos anos 80, mas que tocava um rock bacana. Parece que é...

Taí a versão funk de feiticeira. Eleja a pior. Ou ria muito:

http://www.radio.uol.com.br/musica/de-falla/feiticeira/263081


Uma das músicas do antigo DeFalla que eu lembro é essa aqui:

http://br.myspace.com/defallaband/music/songs/repelente-5808414

Outra é essa, uma versão de "Como vovó já dizia", do Raul Seixas e do Paulo Coelho:




Parece que o fim do mundo ficou mesmo para 2014!!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Torpor


“No beco escuro explode a violência / No meio da madrugada / Com amor, ódio, urgência / Ou como se não fosse nada / Mas nada perturba o meu sono pesado / Nada levanta aquele corpo jogado / Nada atrapalha aquele bar ali na esquina / Aquela fila de cinema / Nada mais me deixa chocado.”

O trecho acima extraí da música “O beco” dos Paralamas do Sucesso, da década de 1980. E me parece, ainda, atual. Ou cada vez mais atual. Infelizmente.

No beco escuro, na rua iluminada, dentro de casa, na porta das escolas, explode a violência. Violência de todas as maneiras. O usuário de drogas querendo dinheiro para comprar o vício. O traficante para cobrar do usuário. O marido batendo na esposa. Os alunos pelos motivos mais insignificantes.

A violência avisada e premeditada pelas redes sociais entre grupos (torcidas organizadas de futebol ou outras gangues quaisquer) que não se toleram. Violência velada com as ameaças ou imposições dos mais fortes contra os mais fracos. Violência fatal nos assaltos por um par de tênis.

Violência no trânsito com ou sem álcool no sangue. Violência nos campos de futebol (profissionais ou de várzea) com as entradas desleais no adversário. Violência entre vizinhos por mera intolerância. Intolerância de todas as formas, por conta das escolhas religiosas, sexuais ou profissionais alheias. Intolerância de todas as formas, até quando não se trata de escolha, pela cor da pele ou lugar de origem.

Violência ética dos políticos que vendem ideias e compram votos e desviam verbas públicas. Das verbas públicas que nunca chegam onde deveriam chegar e matam nas filas dos hospitais de dos pronto-socorros. Das verbas públicas que não chegam nas escolas e no lazer e despejam as crianças e adolescentes nas ruas da criminalidade. Violência dos nossos políticos por estarem mais preocupados com suas contas bancárias do que com sua obrigação legal.

Violência que transborda dos nossos televisores, rádios, jornais e revistas. Especialmente dos nossos televisores que nos tantanizam com seu brilho sedutor e suas cores feiticeiras.

Violência das crianças com fome e frio. Das famílias sem casas. Dos idosos esquecidos. Dos índios jogados pelas ruas das metrópoles ou pequenas cidades. 

Violência contra animais indefesos nos rodeios, nas jaulas, nos atentados no meio da rua.

E nós continuamos normalmente nossas vidas, vendo a banalização da violência de todas as formas e com todas as cores. Ávidos por mais violência porque a que já está aí parece insuficiente.

Nada mais atrapalha nossa cervejinha, nada mais nos deixa chocado. A não ser que aconteça conosco ou com nossa família...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Aprendendo com as crianças.


“Esses humanos que circulam / Pela cidade aí afora / Eu não aguento, eles querem me conquistar / Eu não aguento, eles querem me controlar / Querem me obrigar a ser do jeito que eles são / Cheios de certezas e vivendo de ilusão / Mas eu não sou nem quero ser igual a quem me diz / Que sendo igual eu posso ser feliz”

A música acima, do Supla (o filho rockeiro dos políticos Martha e Eduardo Suplicy), quando ainda capitaneava a banda Tókyo, era uma espécie de hino de revolta dos adolescentes dos anos 80. Ouvi muito. Ouço ainda, para um pouco de desespero da minha filha e da minha namorada.

Contudo, a letra ainda não perdeu sua verdade. Muitas pessoas vivem do modo que acham que os outros pensam que elas deveriam viver. Prendem-se, e não é raro, ao espelho dos outros. Bastante real aquele pensamento ou ditado que diz que existem quatro eus. O eu que eu acho que sou. O eu que os outros acham que sou. O eu que eu acho que os outros acham que sou. E o eu verdadeiro. Este muitas vezes difícil de encontrar.

Estamos viciados pelo que os outros pensam de nós. Pela moda ou pelos modismos, o que é pior. Pelo eterno medo de passar ridículo, mesmo quando o que queremos é apenas um pouco de diversão. Não, não estou pregando aqui a loucura total, a irresponsabilidade, ou qualquer devaneio desta natureza. Mas acredito piamente que seríamos (e me incluo nessa) muito mais vivos se pensássemos mais na nossa felicidade pura. Se nos despíssemos de conceitos e preconceitos. Se praticássemos um pouco mais do hedonismo.

Por que as crianças nos divertem? Porque são simples, são honestas, são sinceras. Porque quando não gostam, não gostam e pronto. Quando gostam, gostam de verdade. Aí vêm os adultos e dizem: “Agradece, filhinho, o presente que você ganhou” (uma meia). “Dá um beijo na titia, filhinha” (e a tia com aquele cheiro de perfume ardido). E lá se vai o que tem de mais precioso na criança: a espontaneidade.
“Ah, Raphael, mas temos que prepará-las para a vida, a não serem mal educadas, a agradecerem um presente bem intencionado.” Não nego nada disso, entretanto acredito que haja outras maneiras. E a principal forma é o exemplo que os pais, ou qualquer adulto, podem dar.

Minha filha já passou há muito da fase de brincar comigo no parquinho, mas as boas lembranças ficaram. Pensei, porém, no texto de hoje depois de pular na grama com o Joaquim, filho de um dos meus sócios, e ouvir as risadas e os comentários sobre frio e quente dele (do Joaquim, não do sócio). Depois de brincar no chão com minha sobrinha Izabele e ouví-la imitando as gargalhadas dos adultos com seus olhos mais que risonhos. Depois de jogar dominó gigante com meu afilhado Mateus também sentados nós dois no chão e vendo a alegria dele em conseguir completar as jogadas da maneira certa a ganhar as partidas. Todos com menos de três anos. Nessas horas até eu.

Só fico com medo desses humanos que circulam pela cidade aí afora, cheios de certeza e vivendo de ilusão. Muitas vezes esquecendo o quanto é bom serem felizes...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Admirável velho mundo novo.



Esta última segunda-feira, em mais um capítulo das palestras e debates sobre governança corporativa promovidos pela Associação Empresarial de Jaraguá do Sul – ACIJS (diga-se de passagem, interessante e importante iniciativa desta Diretoria no que concerne à contribuição aos seus associados para reflexão e aprendizagem no mundo empresarial), os presentes na plenária foram brindados pelas palavras do executivo e advogado Gerd Edgar Baumer.

Mais do que sua experiência sobre governança corporativa ou sucessão na gestão empresarial, tema da noite, o senhor Gerd Baumer demonstrou como a atenção, o foco, a preparação, o respeito e a transparência são importantes para a sobrevivência de uma empresa e para o relacionamento entre as pessoas. E tudo isso sem seja necessário perder a simplicidade.

Ao falar dos pequenos que visitam seu escritório, que alguns chamam de museu, segundo ele, e se espantam com a máquina de escrever sem a tecla “delete”, o senhor Baumer me fez lembrar das máquinas de escrever do meu pai que eu gostava de brincar, nas quais eu aprendi a datilografar (verbo que está em desuso). Quem lembra dos cursos de datilografia? E dos lápis borracha ou fitas especiais para apagar os erros datilográficos? Minha filha também se divertiu muito em uma dessas máquinas de escrever.

As palavras do senhor Baumer também me levaram a uns 13 ou 14 anos atrás quando minha filha, aos quatro ou cinco anos, “descobriu” os discos de vinil ou lps ou long play. “O que é isso, pai?” Foi na casa de praia dos meus pais, e eu peguei aquele “cd gigante de dois lados” e coloquei no toca-discos. E ela dançou com as músicas que eu e meus irmãos ouvíamos na infância do Balão Mágico, Trem da Alegria, Fofão, entre outros que não lembro agora. E escutou meus discos de adolescente da Blitz, Titãs, RPM, The B52’s, Michael Jackson, Midnight Oil, Hoodoo Gurus, entre tantos outros. Hoje, com um aparelho que toca estes “cds gigantes e pretos” lá em casa, volta e meia coloco algum bolachão para ouvir. Não consegui livrá-la completamente desses pseudo-sertanejo e pseudo-pagode que tocam hoje em dia, travestidos de universitários, mas ela conhece tanto os eruditos clássicos como Vivaldi e Bethoven como os clássicos do rock nacional e internacional.

A palestra do senhor Baumer lembrou-me também um livro do escritor argentino Ernesto Sabato, quando disse que hoje em dia as pessoas estão conectadas o tempo todo e boa parte da juventude se fala apenas pelos computadores, tabletes ou telefones celulares.

Sabato dizia, por exemplo, que a televisão nos tantaniza. Que ficamos na frente daquela tela brilhante como as mariposas ou mosquitos ficam se batendo na luz. Acredito eu que em alguns momentos nosso cérebro é cegado pelos raios de luzes e cores que saem das telas das televisões cada vez maiores.

Os sábios senhores Baumer e Sabato nos lembram que é importante termos tempo para apreciarmos o que está a nossa volta, sem aquela pressa e urgência que a tecnologia nos impôs. Quem hoje caminha com calma pelas nossas ruas e admira uma árvore, uma flor ou mesmo a forma de uma nuvem no céu?

Aproveito, encerrando, para fazer uma pergunta que me chamou a atenção paradoxalmente na internet: quando foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?

domingo, 21 de outubro de 2012

sábado, 15 de setembro de 2012

Quem lembra?

Para começar bem o final de semana.

Talking Heads - The lady don't mind.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Top 10 das músicas de rock.

Ou nem tão rock assim.

Complementando a postagem anterior, segue a minha lista. Foi pauleira chegar nela, tendo que deixar mais umas dez músicas, pelo menos, de fora. Tanto que tem 11 nessa lista de dez. Nas próximas semanas, talvez eu traga outras listas. Das não tão rock, rock nacional, mpb, eletrônicas. Vamos ver... Depende de eu lembrar...

1o -  Psycho Killer - Talking Heads.



2o - Midnight Oil - Blue Sky Mine.



3o - The B52's - Private Idaho.



4o - Ramones - Blitzkrieg Bop



5o - Joe Cocker - Unchain My Heart



6o - U2 - Party Girl



7o - Pink Floyd - Another Brick In The Wall



8o - The Eagles - Hotel California



9o - Creedence Clearwater Revival - Have You Ever Seen The Rain



10o - Prince - Kiss



10o - Sugar Cubes - Deus



Hors concours - Sinead O'Connor - Nothing Compairs 2U



domingo, 26 de agosto de 2012

Quem lembra?

Direto dos anos 80, com uma versão acústica.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dia do rock!!

Hoje é o dia mundial do Rock!! Fora aquela porcariada que nos enfiam pela goela. Um pouco de rock para comemorar.




 E, mais tarde, SACRA!!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Tem que ser divertido.

Entre 1997 e 2002 havia um seriado chamado “Ally Mcbeal”, que tratava da vida de uma advogada. Ally Mcbeal (Calista Flockhart) trabalhava em um escritório cujos proprietários eram um advogado dinheirista (Greg Germann como Richard Fish) e outro lunático (Peter MacNicol na pele de John Cage), que encontrava as soluções refletindo andando de meias após o expediente, quando todos já tinham ido embora.

Era um seriado bem divertido, com ótima trilha sonora embalando os episódios ao som, principalmente, de Vonda Shepard e Barry White. O mote do programa eram os dilemas pessoais da protagonista Ally. Contudo, ainda mais divertidas eram as catarses dos sócios tão diferentes e tão complementares.

Digo tudo isso apenas para situar meus nobres leitores sobre o que um dos sócios proprietários certa vez falou (adivinhem qual). Discorrendo sobre as razões do trabalho e dedicação, ele disse que nós devemos ser movidos por 4 D’s: Dinheiro, Diversão, Dinheiro e Dinheiro.

No contexto foi engraçado. Na vida real, não acredito que seja assim. Penso diferente. Só um pouco; uma questão de ordem dos fatores. Eu acredito nos mesmos 4 D’s, apenas de modo inverso: Diversão, Dinheiro, Diversão e Diversão.

Tudo o que fazemos tem que ser divertido. Não consigo conceber nada sem diversão. Claro, há os momentos sérios e até mesmo sisudos, mas se não nos divertirmos com o que fizermos, envelheceremos muito rápido, ficaremos ranzinzas muito rápido e deixaremos de aproveitar o mais importante: a vida.

O trabalho deve ser divertido. Por mais sério e compenetrado que venha a ser o ambiente, temos que estar contentes com o que escolhemos para fazer. É o nosso dia-a-dia. Claro que não dá para soltar gargalhadas todos os dias e muito menos em todas as situações, contudo elas devem aparecer de vez em quando. Temos que sorrir muito. Óbvio que não quero dizer que devemos rir de tudo, porque senão os palhaços seremos nós. Há momentos sérios que nos exigem seriedade sem brincadeiras, e há casos em que saímos do sério para o lado ruim (como aqueles provocados pelos “seres” comentados no artigo da semana passada). Porém, é importante que saibamos lidar com as adversidades de uma forma que saiamos com lições e não percamos a razão.

Podemos salvar o mundo, podemos conquistar o mundo, podemos apenas viver o mundo. Tudo ficará mais fácil com bom humor. Não precisamos ser politicamente corretos – uma das coisas mais chatas que inventaram nos últimos tempos – mas, sim, simplesmente corretos. Devemos nos empenhar, tentar fazer o melhor, perder algumas horas de sono, correr um pouco mais hora ou outra, pisar no freio em outras. Curtir os filhos, os pais, as namoradas, os amigos, plantar uma ou muitas árvores, escrever uma poesia ou um livro. Tentar cozinhar, pensar em praticar um esporte, nem que seja no vídeo-game, criar algum drinque, dançar com música alta em casa sem ninguém ver, cantar no chuveiro, respeitar (simples assim), ler, pegar uns bons filmes velhos na locadora, ir ao cinema. Melhorar a postura, os modos e a cidade. Mas tem que ser divertido!

Abaixo, para quem quiser conhecer ou relembrar da Ally Mcbeal, um clipe do seriado, com participação especial do Robert Downey Jr. (hoje mais conhecido como Homem de Ferro) e do Sting:



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Como você é nervosinha, hein?

“Como você é nervosinha, hein?”. Foi isso que minha namorada teve que escutar de um “ser” (não sei que outra qualificação dar sem correr o risco de também ser infeliz) ao manifestar indignação contra um comportamento, digamos, impróprio.

“Nervosinha”... Agora quem contraria as pessoas que fazem as coisas erradas são taxadas de “nervosinhas”. Os “seres” não respeitam as regras mais comezinhas de convivência coletiva e ainda têm a petulância de achar que quem está certo está errado. Pachorra pura. Preguiça de fazer a coisa certa. E como já ouvi há muito tempo, não há jeito certo de fazer a coisa errada.

 Os leitores já devem estar curiosos sobre o fato que gerou minha indignação. Minha namorada foi, dia destes, a uma loja de materiais de limpeza. Havia dois lugares para estacionar, entre a calçada (para pedestres) e o estabelecimento. Ela utilizou uma das vagas, sendo que a outra já estava ocupada. Entre a calçada e a rua havia a ciclofaixa.

Pois bem. Terminando suas compras, que foram rápidas, um “ser” (vocês até já estão imaginando quais substantivos-adjetivos poderíamos utilizar para substituir “ser”, não?) falou para minha namorada: “Você é a dona daquele carro ali? Pode esperar mais uns cinco minutinhos que já vou tirar o meu, que está atrás do seu?” Se bem conheço minha namorada, a loirinha deve ter fuzilado com seus lindos olhos azuis o “ser”.

O “ser” só não estacionou o veículo dele atrás do automóvel dela (como se isso fosse a coisa mais comum do mundo), como o fez em cima de uma ciclofaixa (como se ciclista não tivesse prioridade na via preparada exclusivamente para ele).

Cara-de-pau do cidadão. Ops, cidadão não, nunca, jamais. Cidadão vem de cidadania, e é aquela pessoa que tem consciência de seus direitos e deveres.

Como já era de se esperar, o “ser” demorou mais do que os prometidos cinco minutos. E ainda veio com a pérola: “Viu? Nem demorei tanto”, no que minha namorada respondeu “Eu pude esperar, só não sei se os ciclistas que precisavam passar poderiam”. O “ser” fez cara feia, entou no seu instrumento de desrespeito social e foi embora. O dono do estabelecimento, que veio até a porta, demonstrando-se um “ser” maior ainda, encerrou com chave de ouro: “Como você é nervosinha, hein?”. E pior, havia também um caminhão na ciclofaixa descarregando mercadorias para o estabelecimento deste “ser”. 

Poucas coisas me tiram do sério. Essa é uma delas. “Seres” que acham normal desrespeitar regras simples e, por via de consequência, pessoas que nada tem a ver com a história. Nesse caso, a dona do veículo que queria ir embora, mas teve seu automóvel trancado, assim como os ciclistas que não puderam passar pela ciclovia! Mas existem outras espécies de “seres”.

Um bastante comum na região é dono de caminhonete e costuma parar em fila dupla na frente das escolas para, com a maior tranquilidade do mundo, tirar os filhos e levá-los até a calçada. Esta espécie, do alto de sua sumidade, não pode estacionar no local certo e não atravancar todo o trânsito, que já é complicado por si só. Há, também, o “ser” que joga bituca de cigarro pela janela do carro ou do apartamento; o “ser” que tranca cruzamento porque não respeita sinal ou distância; e os “seres” mal-educados por natureza.

Acredito que todo mundo conhece várias espécies de “seres”.

Abaixo mais uma música do meu tempo, que foi impossível não lembrar com escrevendo esse texto.
Kid Vinil e Magazine, com Tic tic nervoso.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Aos meus amigos (ex-)punks.

Aumenta o som!!



Minha garota foi pra Manágua... LUTAR PELA REVOLUÇÃO!!!
Replicantes na composição original.



E que tal uma versão com orquestra sinfônica?



Pra finalizar rindo um pouco dos velhos tempos: Kátia Flávia, a Godiva do Irajá. Do impagável Fausto Fawcett. Não é punk mas é engraçado.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fuscão preto.

Almoçando com a Gabriela nesta sexta-feira no shopping, vimos, no estacionamento, um fuscão preto bem conservado. Lembrei, claro, da velha música. Procurei o vídeo e encontrei um clipe do filme homônimo. Hilário. E eu nem lembrava (se é que algum dia eu soube) que a película foi estrelada pela Xuxa, a rainha dos baixinhos. Para começar a semana com bom humor.
Divirtam-se: